dos bilhetes, das enchentes e das “ondas”.

estadiocheio© google

caríssima(o),

tal como referi ontem, eis-me aqui para contrapor (também com alguns factos) o que o intestino (do) Delgado abordou neste artigozinho aqui.
obviamente que darei de barato a fleuma da retórica lampiónica, impregnada de tanta propaganda à boa maneira goëbbeliana…

principio por uma questão que considero pertinente.
está em curso uma campanha que visa proporcionar bilhetes para sócios a preços idênticos ao do período de descontos concedidos pelo árbitro, no último desafio em que a equipa principal de futebol do Carnide tenha participado.
antes de tudo, convém enquadrar no Tempo a razão e o porquê desta campanha, que surge depois da derrota dos lampiões em Paços de Ferreira. este é um facto importante, pois que houve mais tempo de compensação para lá dos seis minutos (!!) concedidos com muita Paixão. assim sendo, nada como coagir (mesmo que de forma indirecta) sobre os senhores magnânimos do apito, responsabilizando-os (mesmo que indirectamente) pelo preço dos bilhetes (e por uma eventual quebra de receita).
ou seja: nada é feito ao Acaso, no Futebol um (sub)mundo onde, de facto, ninguém dá nada a ninguém, e as boas intenções são como a bondade do fair-play lá para os lados de Carnide.

ainda sobre essa mesma campanha, convém referir que a mesma destina-se «em exclusivo para todos os Sócios e Adeptos com idades compreendidas entre os 13 e os 25 anos», os quais ficarão «num sector próprio, no topo Norte» (isto é: nos quintos do car@… do inferno).
esta é uma informação pertinente, pois que é omitida (sobretudo) pela Imprensa, a qual faz (tres)passar a ideia de que o desconto é geral, abrangente. assim se (des)constrói o mito da «casa cheia a preços acessíveis».
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medias© LPF(mp)P

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aqueles
 números oficias da liga (aqui) traduzem a realidade do número de espectadores até à última jornada.
pese embora a generalidade da diminuição de público nos estádios lusos, na principal liga de futebol profissional, as percentagens da taxa de ocupação dos antros da Segunda Circular face às do nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos demonstram, não só uma recuperação do nosso público (em contraste com a drástica diminuição na última época), como também que outro mito, o da «onda lampiónica que está em movimento», não tem assim tanta razão para ser.
aliás, para quem «gloriosamente» se arvora de ter «seis milhões» de adeptos e só neste rectângulo à beira-mar (im)plantado“®, aqueles números pecam por (muito) defeito  no sentido em que deveriam envergonhar quem não se pretende comparar com os de um certo e determinado «clube regional», o qual, mesmo assim, consegue rivalizar com os ditos «milhões»

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aqui chegados, quero recordar o que afirmei aqui, em Março de 2013:

« antes de se generalizar e/ou de se tecerem considerandos que envolvem o dia-a-dia de muitos de nós (os chamados novos-pobres), e para lá desses pertinentes assuntos que lhe são transversais – como a qualidade do futebol praticado por alguns dos nossos adversários quando visitam o Dragão (se não mesmo todos eles…), o horário dos jogos (sempre em favor do espectador televisivo), o aumento do IVA no preço dos bilhetes para espectáculos desportivos (em contraponto com a manutenção do escalão mais baixo daquele imposto para quem vai a espectáculos de cariz duvidoso  no sentido em que ninguém duvida que o são, de facto), ou o «cansaço provocado pelas vitórias constantes e que muito enriquecem o nosso historial» (?!) –, dever-se-ia ter algum comedimento e não cuspir para o ar.
[…]
o Clube necessita de repensar seriamente a sua política de preço dos ingressos, inclusive para o público em geral, pois, na minha perspectiva, vale bem mais preencher as bancadas com adeptos e ter a mesma receita do que com os preços actuais.
(esta situação não colide, a meu ver, com o facto de pretendermos o melhor para o nosso Clube e, assim, desejarmos sempre um melhor plantel do que o da época anterior). »

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eis o exemplo mais recente sobre o que (re)afirmo desde Março de 2013:
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bilheteira© FC Porto


«doze euros» para ir ver uma partida ante o FC Arouca?!
(
e já nem me refiro às despesas adicionais  tais como as de transporte e de eventual alimentação.)

confesso que estou curioso para saber qual será a lotação do estádio, para esta partida. a minha aposta e tendo em linha de conta a soberba prestação para a Champions, apontará para um número próximo dos 30 mil dragões (mais uma dezena de adeptos do FC Arouca, que também os há)  quando o Estádio do Dragão comporta 52 mil almas.
agora pergunto: que audiência teríamos se, por exemplo, os bilhetes mais baratos para o público em geral fossem a cinco euros e os mais baratos para sócios (sem lugar anual) fossem a dois euros? será que perderíamos assim tanta receita? e o estádio estaria meio-vazio, como prevejo? e será que os jogadores preferem ver clareiras ou as bancadas cheias como um ovo?
são perguntas cuja(s) análise(s) e pronta(s) resposta(s), deixo para quem de direito.
.

disse!

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3 thoughts on “dos bilhetes, das enchentes e das “ondas”.

  1. Será que a direcção já esqueceu os grandes ambientes das Antas onde se via mais casas cheias do que agora se vê no Dragão?
    Na verdade não vejo motivo algum para o bilhete do jogo deste fim semana mais caro ser 30€.
    Era muito bom se a SAD pusesse bilhetes a 5-15/20 € |mais barato-mais caro|.
    Seria fantástico ter sempre aquelas noites miticas de volta ao nosso reduto.

    Abraços.

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    1. @ Filipe

      muito obrigado! pela tua visita e pelas tuas gentis palavras!
      eu também penso como tu. e quero acreditar que, para a próxima época, o Clube já (re)defniu a sua política de preços de bilheteira, de lugares anuais e de associado. da forma como está, será insustentável.
      apesar de o FC Porto não ser a “santa casa da misericórdia” e de os seus pergaminhos “obrigarem” a uma política de preços “agressiva”, quer mesmo acreditar que será possível reduzir preços.
      por exemplo, o jogo de ontem, frente ao Arouca, no meu entendimento, não valeu mais do que dez euros, de tão pobre que foi…

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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