de três paninhos quentes… [editado]

cartoon© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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três comentários, três ideias, três vezes concordo em absoluto.
(e obviamente que o título desta “posta” só pode ser irónico)

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magro vai ao ataque,
23 de Maio de 2015

o meu resumo da época, a frio e após tudo estar terminado:

o que correu bem:

– não fomos assim tão maus para merecer este final deprimente em casa.
fizemos 82 pontos, aparentemente é a segunda média de pontos por jogo mais alta de sempre de um segundo classificado e num campeonato a 3 pontos. só o 5lb, no ano do Kelvin, fez uma média superior e não foi campeão. esta média de pontos daria para ser campeão em 16 dos 20 campeonatos a 3 pontos!

– somos a equipa com menos derrotas no campeonato
– somos a 2ª equipa dos principais campeonatos europeus com menos derrotas (5 no total, sendo que o Chelsea conta com 4)

– somos a melhor defesa do campeonato
– somos a melhor defesa dos principais campeonatos europeus (33 golos sofridos)

– fizemos uma campanha na Champions muito boa!
estragámos tudo com aqueles 45min em Munique, mas o adversário não é/era qualquer um. Ver “o que correu mal”…

– tivemos uma produção de jogo significativamente superior à do ano anterior, e até mesmo ao adversário!
– melhorámos a posse de bola (em quantidade e qualidade), a qualidade de passe (Herrera, põe-te fino nesse aspecto!), a produção de lances de golo (acho que foi o FC Porto que mais lances criou)

o que correu mal:

– não soubemos jogar feio.
creio que é a grande lição que o treinador tirou desta sua dupla aprendizagem (treinar uma equipa e jogar num campeonato diferente).
“jogar feio” é perceber que o jogo não está a correr bem, que a equipa não está a conseguir meter os processos em jogo, que a criatividade não está a sair… quando assim é, há que jogar para o 1-0 e meter a bola na bancada sem vergonha nenhuma, seja o adversário o Penafiel ou o 5lb andor. ao invés, quisemos sempre fazer as coisas bem, forçámos o nosso estilo mesmo quando ele não entrava em jogo.
aprendemos. não vamos voltar a cair na mesma ilusão!

– o mesmo para a Europa a jogar contra colossos. É preciso alguma experiência para travar avalanches daquelas. Naquele caso, era preciso, logo após o 1-0, mandar o guarda-redes para o chão, para ser assistido durante 3 ou 4min. e, se viesse o 2-0, como veio a acontecer, outra vez para o chão. é feio? é claro que é! mas preferem isso ou 6 no bucho?

– o bloqueio mental das viagens a Sul. há o copo meio cheio (só perdemos um jogo a Sul, com o Marítimo), e o copo meio vazio (não ganhámos nenhum a sul! 5lb andor, sporting, Belém, Estoril, Nacional, Marítimo! foi demais!).
é preciso corrigir isto rapidamente, e isso significa ganhar o primeiro jogo a Sul, da próxima época, impreterivelmente!

– saber contrariar aquilo que é normal: o 5lb andor ser levado ao colo.
vamos ser sérios: sempre foi assim! e nós sempre soubemos cerrar os dentes e jogar o suficientepara sermos superiores a isso! não julguem que será diferente na próxima época! nós é que temos de jogar muito mais para que nem com isso eles lá cheguem!

– a falta de arrojo no jogo decisivo: os últimos 20min, na luz, tinham de ser em cima, com as forças todas no limite. não foram, nem nos descontos se sentiu que a equipa ia dar o forcing final. não sei se foi cansaço de Munique, se frustração, se falta de vontade de alguns jogadores. só sei que deveria ter acontecido e não aconteceu. são nestes detalhes que se perdem campeonatos

– o conformismo na derrota: nisto estou ao lado do treinador, a 99%! prefiro muito mais um treinador quase à pancada com o adversário pela frustração de ver o campeonato fugir, do que ver jogadores aos sorrisos e abraços com o adversário no mesmo jogo.
o meu verdadeiro FC Porto, no final daquele jogo, recolhia ao balneário com raiva e frustração. nunca aos beijos e abraços. não é preciso andar à porrada (é a diferença dos 99% para 100%), mas daí até estarmos felizes e conformados vai uma distância demasiado grande. Atitude!

– algum excesso de juventude: não tenho nada contra o Fabiano, mas o Helton traz peso à média de idades. e isso ajuda a dar tranquilidade à equipa. já o Quaresma, com 31 anos, tem comportamentos de um chavalo com 11. o Evandro também poderia ter jogado mais, sobretudo nas fases em que era preciso experiência e maturidade.

via com bons olhos a entrada de um médio bastante experiente, uma espécie de Lucho um bocadinho mais novo.
vamos lá ver se há disso no mercado a preço acessível.
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(anónimo) PT,
23 de Maio de 2015

noutro contexto, o estatístico, se todos revelámos um enorme descontentamento, porque não estamos habituados a perder, observando Campeonatos com 34 Jornadas e cuja vitória valha 3 pontos, este, que já terminou para nós, foi o 12º Campeonato, tem o FC Porto de Lopetegui, apesar da perda de alguns pontos inusitados, entre os melhores.
por exemplo, fizemos 82 pontos, tal como o FC Porto Campeão Europeu de Mourinho, versão 2004.
recordo os melhores registos pontuais, com 34 Jornadas:

02/03 86 Pontos – treinador: Mourinho!
2º – 96/97 85 Pontos – treinador: Oliveira!
3º – 95/96 84 Pontos – treinador: Robson!
4º – 03/04 82 Pontos – treinador: Mourinho!
5º – 14/15 – 82 Pontos – treinador: Lopetegui!
6º – 98/99 79 Pontos – treinador: F. Santos!
7º – 05/06 79 Pontos – treinador: Adriaanse!
8º – 97/98 77 Pontos – treinador: Oliveira!

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recordo que o FC Porto de Lopetegui, fez melhor do que muitos Portos campeões: foi ex-aequo com o FC Porto de Jesualdo versão 2007/08 (13 golos sofridos em 30 jornadas), a melhor defesa dos últimos 20 anos.

falhámos na Taça de Portugal, mas não fomos goleados, em Coimbra, como com Vítor Pereira nessa prova.

na Champions, fizemos o que já não fazíamos desde 2009: atingimos os Quartos-de-Final!

não!, não é este um discurso “paternalista” ou de tolerância, mas sobretudo relembrar que fizemos coisas boas, nesta época, como por exemplo confirma o registo pontual, com a melhor pontuação da segunda volta do Campeonato, mesmo com jogos intensos de Champions. mas isso não apaga, por exemplo, o Restelo ou a Choupana!

finalmente, repito e recordo que o 5lb andor, no primeiro terço da primeira volta, com uma “manta de retalhos” (muitas ausências da temporada anterior), com Champions, jogavam mal e ganhavam pior; porém, em 17 Jornadas penosas, apenas perderam 5 pontos no Campeonato. nesta segunda volta, num processo com rotinas, sem Champions e Taça de Portugal, perderam 12 pontos, em 16 Jornadas (mais do dobro dos pontos perdidos na primeira volta, em que ganharam, por exemplo, ao último, na Luz, de forma sofrida e com golo irregular).

o factual não engana e não apaga o que foi a primeira volta da vergonha, deste Campeonato APAF.
todavia, não escondo, que, em muitos jogos, pusemo-nos a jeito. mas, sobretudo, a imagem que fica do 5lb andor é esta segunda volta com bons jogos, e muita Imprensa escrita/falada a omitir a vergonhosa primeira volta de “amparo” declarado…
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tribunal do dragão,
12 de Maio de 2015

e tudo resume-se de forma muito simples: é por culpa própria que, à data, o FC Porto não tem mais do que 78 pontos. mas é pelos factores externos que todos conhecem que o 5lb andor tem 81 pontos.
factores esses que o FC Porto, sobretudo a nível directivo, não combateu como deveria.
a SAD construiu (a valente preço, que exigiu a Lopetegui valorização de activos e ao plantel uma excelente Champions – objetivos cumpridos) um bom plantel, mérito nisso, mas há que se mentalizar de algo: o tempo dos campeonatos em piloto automático acabou.

esta é uma lição a aprender para o último triénio do 13º mandato de Pinto da Costa, onde não poderemos repetir a passividade demonstrada esta época. repetindo os erros, não há forma de pensar em 2016-2020.

[…]

2015-16 tem que começar já!

– as velhas críticas do costume.
uma dúzia de cantos, zero de perigo (ps: o golo de Jackson é um lance que acontece 1 ou 2 vezes na carreira de um jogador,que nasce da inspiração de predestinados e não de planos de treino).
é gritante a falta de evolução no FC Porto nas bolas paradas desde o início da época. até mesmo em livres cruzados para a grande área, é extremamente raro vermos algum jogador ganhar uma bola de cabeça e criar perigo. livres batidos de qualquer maneira, movimentações na área que não revelam grande estudo prévio agora como há 6 meses: se Lopetegui não consegue evoluir a equipa neste aspecto, que se contrate alguém, para reforçar a equipa técnica, que o consiga.

por outro lado, a falta de verticalidade em vários momentos do jogo.
somos uma equipa de posse, de ataque planeado, que joga mais com a cabeça do que com o pulmão. mas, num contexto de futebol português, temos que saber jogar em mais de 30 metros, atacar com velocidade e agressividade o último terço do campo e encurtar a distância nas transições. isso não significa mudar o estilo de jogo, antes readaptá-lo.

se não melhorarmos estes dois aspectos, em 2015-16 poderemos repetir erros há muito detectados. e o FC Porto, como qualquer clube profissional, tem o direito a errar, desde que trabalhe para corrigir esses erros.
2015-16 tem que começar já.
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disse!
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[feito pelo wordpress, através de um telemóvel inteligente, por um tipo um pouco burro para estas novas tecnologias…]

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9 thoughts on “de três paninhos quentes… [editado]

  1. O meu comentário ao 3º comentário, só para trazer alguns números à discussão que tornam o caso das bolas paradas menos grave:

    – estatisticamente, são necessários em média 45 pontapés de canto para marcar 1 golo num lance desses.
    – estatisticamente, as equipas têm em média 4 a 5 cantos por jogo

    Dos dois pontos anteriores resulta que são precisos em média 10 jogos para marcar 1 golo de canto. Resumindo, não é de todo anormal.

    P.S. O Guardiola foi dos primeiros a levar isto à letra no Barcelona, e a deixar por completo de bater os cantos para a área. Via-os como uma oportunidade de manter a posse e voltar a construir apoiado (lanço o desafio a encontrarem um canto batido para a área na era Guardiola no Barcelona)

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  2. Miguel,

    Ok, apoiado!
    Relativamente à bolas paradas também estou de acordo, é preciso trabalhar mais esses lances nos treinos.
    Relativamente ao Barcelona, jogadores com aquele nível, com uma técnica individual espantosa: que jogam confiantes porque conscientes da sua qualidade, das suas imensas capacidades, (cujos índices de confiança são muito altos), jogam tranquilos, recepcionam a bola com facilidade, dominam a bola, a escondem dos adversários, e, a entregam com precisão para o colega desmarcado melhor colocado para a receber, que sabem jogar duns para os outros de olhos fechados, e, que além disso têm um Messi que numa jogada de improviso resolve um jogo, é um futebol aparte…!

    Abr@ço

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  3. Miguel,

    Subscrevo a posta de pescada, mas saliento o seguinte:

    …uma dúzia de cantos, zero de perigo

    (PS: o golo de Jackson é um lance que acontece 1 ou 2 vezes na carreira de um jogador, que nasce da inspiração de predestinados e não de planos de treino).

    …é gritante a falta de evolução da equipa portista nas bolas paradas desde o início da época. Até mesmo em cruzamentos para a área, de livres, é extremamente raro vermos algum jogador ganhar uma bola de cabeça e criar perigo. Livres batidos de qualquer maneira, movimentações na área que não revelam grande estudo e treino prévio, batem-se agora como há 6 meses…

    por outro lado, a “falta de verticalidade” em vários momentos do jogo.
    somos uma equipa de posse, de ataque planeado, que joga mais com a cabeça do que com o pulmão…

    Também acho que a equipa devia alternar o futebol apoiado de ataque planeado, com o futebol mais directo em lançamentos longos, as tais transições rápidas, sempre que a ocasião se proporcionasse…
    Para conseguir enfrentar os “tubarões”, equipas tipo Bayern, a equipa portista tem neste momento duas posições onde precisa de melhorar e muito…
    A posição do goalkeeper, Fabiano, pelo menos para já, acho que é um guarda-redes de nível médio e a equipa precisava dum guarda-redes de nível mais elevado, bem assim como dum defesa central (patrão) de nível superior aos que existem no plantel…

    Abr@ço
    A. Monteiro

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