dragão de ouro: Silva

dragoes_ourob© google

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caríssima(o),

a primeira vez que lá entrei foi por interposta pessoa, de Bem, que me falou de um sítio novo, bastante arejado e com uns acepipes e uns pitéus de comer e chorar por mais.
entrei a medo, com infundados receios e apesar da boa companhia, num espaço que não era meu. ainda. a impressão foi de tal forma positiva que fiquei fã incondicional aliás, cliente regular , num local ao qual já posso chamar de casa minha, tais são as familiaridade, cumplicidade e salutar convivência com o legítimo proprietário. e, por vezes, com a sua família.
a (porventura precoce) amizade que se criou (instalou?), mesmo que virtual, possui laços tão fortes de camaradagem e de solidariedade, que, n
uma prosa celebrativa do primeiro ano de existência do espaço em causa, fui surpreendentemente honrado e agraciado com um elogio público que muito me embeveceu. e comoveu. e enlevou, também.

de regresso à casa que considero como minha, apesar de não ser seu proprietário, seu dono.
ela não é antiga e/ou antiquada, porquanto que todos os tons a preto-e-branco que existem têm uma relação, um nexo de causalidade com o Presente, tendo em vista o Futuro. e, apesar de poder ser interpretado como um lar virtualmente animado, os tais pitéus são bastante reais e muito concretos. e deveras saborosos, com molhos que os tornam ainda mais apetecíveis, até para os mais exigentes dos palatos, conduzindo-me ao tempo em que, no (entretanto desaparecido) TOMO I, se abordavam questões para lá do quotidiano do nosso comezinho futebol estávamos em finais da primeira década, deste novo século.
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assim sendo e sem mais delongas, na rubrica binte perguntas a… os dragões de ouro deste espaço de discussão pública , o ilustre convidado deste mês é o caríssimo Silva, legítimo dono de uma tasca muito própria, nesse maravilhoso mundo que é a bluegosfera“® e que dá pelo seu apelido de baptismo: “a tasca do Silva

faço votos sinceros para que também desfrutes desta minha alegria em poder partilhar contigo alguns dos seus pensamentos sobre o quotidiano azul-e-branco e que, tal como eu, te deixes surpreender com alguns dos factos contidos na entrevista que se segue.
é já a seguir a este (brevíssimo) intróito, na segunda parte desta posta de pescada“®.
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por último, não menos importante e porque não é mentira nenhuma:

shôr Silva, muito obrigado! por teres aceite participar nesta brincadeira (um pouco séria), e em aceder responder, com um gosto demasiado eBidente, a uma entrevista que revela muito do teu portismo!
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abr@ço forte!
Miguel | Tomo III

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post scriptum pertinente:

num exclusivo e num acto único nesta rubrica, uma brevíssima troca de impressões entre o entrevistado e o honrado entrevistador, a propósito de um clássico em 1991/1992:

je:
[…] e estivemos juntos na Luz, em 1991/1992. ca jogão!

ele:
Também pensaste (aos 2-2): oxalá acabe assim, senão levo um enxerto de porrada que não lembra a ninguém. E, assim cumassim, o empate está muito bem pra nós“?

je:
recordo-me tão bem desse dia…
estava no 11º ano, numa semana de testes. o meu Avô começou a falar de ir à Luz no início dessa semana. a concentração, está bom de ver, foi difícil. muito difícil. por exemplo, na Segunda-feira, a seguir ao jogo, ao segundo tempo, tinha um teste muito importante de Filosofia (pois que estava a sentir dificuldades à disciplina)…
falei na Escola a saber se seríamos só dois. fomos só (os) dois. ah! e tal, que temos teste. maricas, pá!”, foi a minha resposta. de pronto.

fomos de comboio. regional. saímos de Campanhã às 10h, chegámos já passava bem para lá das 14h… táxi até às imediações da Luz. comprámos os bilhetes, sem bicha e sem almoço. três contos cada um (quinze euros actuais). só pensávamos em entrar.
primeira imagem: na bancada onde ficámos, precisamente aquela onde aconteceram os nossos golos, em frente, no Terceiro Anel, um mar azul-e-branco.
algo que também não esqueço: o conselho para não festejar qualquer golo e para esconder o cachecol. impossível e impossível. então, no terceiro golo, foi a festa total. pensávamos que éramos só dois, onde estávamos, mas acabámos por abraçar uma dúzia de desconhecidos, no golo do Ion Timofte.

respondendo à tua pergunta: sim!, aquando do segundo golo lampião, pensei que não estava mal. mas que também queria mais. só não queria era perder!
no regresso à Invicta, também em Regional, lembro-me bem de ter exposto o cachecol com um orgulho tal, que até o revisor veio ter comigo dar-me os parabéns! ele também detestava o encarnado e os lampiões.
e, ainda hoje, os maricas referidos no segundo parágrafo têm uma imensa inveja de não terem ido connosco. e de eu, sem ter estudado a ponta de um corno, não ter reprovado no teste. e de, no final do ano, até ter tido uma classificação final, nalguns casos idêntica, noutros superior, a alguns deles.
maricas, pá!”

ele:
🙂 Pois eu estava mesmo no meio desse mar azul-e-branco. Que isto de viver na Mouraria leva um tipo a ser inconsciente. E safei-me de levar umas arrochadas valentes porque… os lampiões entraram em batalha campal uns contra os outros, no fim do jogo. Abençoados.
Abraço.

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tasca01b© google

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binte perguntas a… Silva

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I. dados biográficos (gerais)

nome: P. Silva

data de nascimento (mês, ano): Agosto de 1971

signo do Zoodíaco: leão

naturalidade: Moçambique, (Lourenço Marques)

residência (concelho, distrito): Ovar, Aveiro

área de actividade profissional: media
(não!, nem jornalista, nem paineleiro, credo! edito revistas profissionais, daquelas que não se encontram nas bancas)

estado civil: (bastante) casado

nr. de rebentos: dois
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II. entrevista

1. Silva, primeira “entrada a pés juntos”:
o que é para ti ser portista, o que é «
ser Porto»© – para utilizar a expressão tão em voga?
Posso começar já a fazer batota, não posso?
«É ter sede, é ter fome de Infinito, por elmo as manhãs de oiro e de cetim.» 

Pronto! Ok!, a Florbela usava isto para descrever os poetas, que são maiores que os homens… Espera, afinal serve!
Mas, para lá dessa «fome de Infinito», este traço de quem atravessou muitos desertos fica-nos. Assim como a sabedoria de transformar em forças a ignorância a que nos querem, quase sempre, votar. Isso faz de nós alegres e humildes na vitória, e intratáveis nas (escassas) derrotas.
Bom, nem todos “são Porto”© da mesma maneira. Aceito todas as outras definições que lhe quiserem dar, naturalmente.
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2. que influências tiveste na escolha do nosso clube do coração ou foi uma decisão exclusivamente tua? E recordas-te de quando nasceste para o FC Porto, ie, quando aconteceu aquele momento – “o” momento – em que soubeste que eras mesmo portista e disso não haveria quaisquer dúvidas?
O meu avô Alvarim  que era o único «nascido na Metrópole», em Rio Tinto, e que acabou em África, fugido da Policia. Por ser anarquista, contava ele. Eu ainda acho que fugiu de uns quantos maridos e outros tantos pais, mas ele nunca confirmou… E o filho dele, meu Pai, claro.
Não consigo determinar o momento em que tomei consciência de mim. Só sei que nessa altura já era Porto.
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3. ainda te lembras da primeira vez que entraste num estádio de futebol?
e já agora: qual foi o estádio, quando foi (basta o ano), que equipas jogaram e qual o resultado final?
José Alvalade. Não sei o ano [1983], mas tenho a certeza que era um spórtém vs. Amora.
Morava um casal sem filhos no nosso andar e, durante algum tempo, acho que tiveram a veleidade de me adoptar. O Senhor Adolfo começou a achar má ideia no exacto momento em que o Amora marcou e eu saltei, puto de 8 ou 9 anos, no meio da bancada de cativos, a festejar… Os calimeros ganharam. Por muitos.
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4. no decurso das perguntas anteriores e no teu entendimento, consideras que a «mística» do nosso clube do coração ainda existe ou, pelo contrário, está a ser substituída subtilmente pelas “pipocas” e pelos adeptos do «FC Festas?
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão 😀
Como sabes, os FC Festas irritam-me profundamente. E os pipocas também aborrecem um bocado, mas menos.
Em ambos os dois casos, creio que são um sinal dos tempos. E são um bom sinal: os primeiros, significam que festejamos muito; os segundos que é possível comer pipocas num campo de futebol a sério. Sinceramente, prefiro poder comê-las, mesmo que não o faça, a ter que apanhar uma molha desgraçada sentado numa bancada fria de cimento.
Quanto à mística, acho que ela está nas bancadas. O FC Porto somos nós. Ou não somos. De resto, o que é preciso é que, quem anda aos chutos à bola, com as nossas cores, tenha sensibilidade para sentir aquela “revolta” de que falava antes. E que quem os rodeia tenha a capacidade para lhes explicar isto muito direitinho. Se isso for mística, encantado da vida.
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5. e, se tiveste esse privilégio, qual a tua primeira recordação – a mais imediata – de “sentires o pulsar da turbe” no saudoso Estádio das Antas, de “estares” nas Antas? justifica a resposta.
Naturalmente a da primeira vez que entrei nas Antas, depois de seis horas e meia num comboio-correio de Santa Apolónia a Campanhã.
Chegámos, eu, o Pai, o Ruizinho e a Pinky (não adoras falar das pessoas como se toda a gente soubesse quem são?) às seis da matina. Comemos croissants e bebemos meias de leite directas (que não fazíamos ideia do que fossem…) numa confeitaria que ainda lá está, na esquina [pastelaria Paraná?].
Apanhámos um autocarro, esperámos que abrissem as portas e entrámos. Dormimos bastante, na bancada. E estava Sol.
O FC Porto jogava contra o Estrela da Amadora. Ficámos na superior. Ganhámos 4-0. Por acaso acho que foi 4-1 [foi mesmo 4-0], mas prefiro que tenha sido a zero!
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6. uma pergunta que se impõe (e que será recorrente nesta rubrica): concordaste com a demolição do Estádio das Antas? porquê?
Não creio que o Estádio servisse, nos dias de hoje, para o que quer que fosse. Nem vejo que houvesse grandes alternativas à sua demolição. Mas sou pouco informado a este respeito…
Digamos que não o choro. O meu Estádio é mesmo o Dragão. No entanto, compreendo perfeitamente a dor de quem viveu alegrias e tristezas nas Antas. Não me aconteceu assim tanto.
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7. à data [Junho de 2015], qual foi o melhor desafio de futebol que assististe “ao vivo e a cores” e que nunca esquecerás? porquê?
(não contam para esta estatística as partidas televisionadas, ok?)

5LB 2-3 FC Porto, na Luz.
Não!, não é esse; é o de 1991/92. Épico.
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8. se tivesses poder na estrutura do nosso clube do coração, o que farias para internacionalizar (ainda mais) a marca “Futebol Clube do Porto”?
refere (um máximo de) três exemplos (práticos, exequíveis, exemplares) e em que os três b’s se apliquem (bom, barato e bantajoso), por favor.
E quem me paga a consultoria?
Ganhar será sempre a primeira e mais importante condição. Serão as vitórias, as domésticas e, sobretudo, as internacionais, que farão com que os putos na China e na Índia, que nem falar em condições sabem, queiram uma camisola do FC Porto.

Aproveitar os nossos craques (a Colômbia é um belo exemplo) vem logo a seguir. Isto não é o mesmo que contratar um chinês por causa dos charters… É o exacto contrário: contratar pela Qualidade e, se ela se confirmar, fomentar os charters.. Olha: o Brahimi acho que foi a uma festa, na aldeia dele e ofereceu um mamógrafo. Na foto estava um puto com a camisola do FC Porto, numa aldeia perdida no meio da Argélia (!!!). A SAD deveria ter oferecido equipamentos completos ao clube mais próximo. Se calhar ofereceu…
Trata-se de um duplo win‘: internacionalizar e fazer crescer a “semente” de um dia vou jogar à bola neste clube!”. Sei lá quantos brahimis lá há!

A terceira é vender Portistas.
Acho que fazemos isto bem. O Hulk é do FC Porto, o Jackson também, o Deco sem dúvida… Creio mesmo que é importante que as estrelas (o Falcao, mas também o Mariano) mencionem o nosso FC Porto sempre que lhes perguntarem se há clube que não esquecem.

Nada de novo, portanto… No fim do dia, se cumprires a primeira, tens o trabalho feito, claro.
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9. segunda “entrada a pés juntos”:
achas mesmo que o nosso clube é «regional» – no sentido depreciativo que foi proferido pelo actual sacristão no Estabelecimento Prisional da Carregueira? desenvolve os teus considerandos, sff.
Terá sido regional»], como todos.
Os clubes deste tipo nascem sempre de um sentimento bairrista. No caso do nosso FC Porto, acredito que essa faceta tenha sido muito potenciada pelo facto de o seu crescimento ter sido aproveitado para dar voz ao Porto (cidade). E é uma das grandes, enormes, ingratidões da nossa História, do Clube e da Cidade.
O Porto (cidade) cresceu às costas da capacidade do FC Porto ultrapassar essa fronteira bairrista. E, assim, a Cidade ganhou relevância, nacional e internacionalmente, com as vitórias de um Clube que aceitou carregar a sua bandeira e partilhar da sua revolta (lá está!). Depois, fecharam-nos as portas. Talvez pensem que já não precisam, não sei, não consigo compreender…

Hoje, o FC Porto não é mais regional, desde logo porque ganhou uma dimensão bastante para lá da Região e do próprio País! Depois, porque, pelos vistos, do ponto de vista político, não agrada à região (a minúscula, aqui, é propositada) ser conotada com o Clube. A verdade é que os cargos estão a Sul; os centros de decisão também; o dinheiro, aquele que não vem do trabalho e da iniciativa de cada um, idem. E os homens políticos do Norte também são ambiciosos…
Mas, atenção!: acho que uma parte da berraria sobre a mística tem que ver com este regionalismo. E aqui d’el Rei que agora há uma série de gente que diz que é do FC Porto. E nem do Porto (cidade) são! Ai!
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10. esta pergunta também será recorrente nesta rubrica, pela sua pertinência.
tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) «grandes», lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto-te:
temes que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustenta a tua resposta com três razões/factores principais.
Ai pois temo! Não acho é que isso per si seja um problema grande. O resultado pode ser bom, depois de uma bela bulha, e mau na sequência de uma conversa tranquila e ponderada. E vice-versa.

1. Depois de tantos anos de unanimidade, tenho a certeza de que há muita gente aflitinha para abrir as goelas. Uns quantos deles vão deitar a cabeça de fora nessa altura.
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2. É evidente que o cargo é apelativo. Isso pode levar alguns notáveis a verem nele o seu passaporte para a Eternidade.
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3. Ser candidato à Presidência do FC Porto (e mesmo que seja candidato a candidato) garante, até a ti e a mim, 15 minutinhos de fama. Se for a dizer cobras e lagartos do Pinto da Costa então… ui!, que serão para lá de 15 horas de fama, 03 capas d’A Bolha e 01 biografia assinada pelo pinhona.
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11. Paulo Pereira Cristóvão. #Cardinal circus. dois mil euros. ex-vice-presidente do spórtém. corrupção. «constituído arguido por sete crimes». «detido por suspeitas de envolvimento numa rede que se dedicava ao assalto de residências [sendo o seu] responsável pela sinalização de potenciais vítimas dos roubos.».
consegues estabelecer a relação de causalidade dos factos em apreço? e teorizar sobre o que já teria acontecido se tal se tivesse desenrolado geograficamente bem mais para Norte da Segunda Circular e com outros personagens neste “filme” nada ficcional? justifica as tuas respostas.
Dou de barato o assalto a residências, por dois motivos principais: não tem nada que ver com bola e não assaltaram a minha residência. A Polícia é que tem que tratar disso.
Quanto à corrupção, é evidente que o clube deve ser responsabilizado. Não me parece que deva descer de divisão ou algo que o valha, mas tem que ser chamado à pedra pelos actos de um seu executivo, claro! Nós perdemos 6 pontos e ganhámos uma série de chatices, por termos um presidente que foi… absolvido.

Não teorizo sobre o que aconteceria se fosse, sei lá, com o Antero. Não é preciso teorizar, pois vimos como é: seria apenas a repetição de tudo o que já se passou. E com raiva e forças redobradas. Onde andas tu, agora, ricardo bost… costa?
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12. e face aos acontecimentos mais recentes, na actual edição da Liga Portuguesa – vide a rubrica “lampionagens” e “calimerolândia” -, achas que é uma “teoria da constipação”® ou os clubes da Segunda Circular têm mesmo uma política de justiça e de (im)parcialidade diferente dos demais adversários na Liga? ou somos (só?) nós que conseguimos melhor “fruta” e mais “quinhentinhos” do que os outros, os ditos «impolutos»?
no teu entendimento, qual(ais) a(s) razão(ões) para que tal esteja a acontecer (se é que está…)? e que solução encontrarias para que, na próxima temporada, tal já não se verificasse (se é que se verifica)?
Duas coisas de que não tenho nenhuma dúvida: os da Capital são beneficiados, sempre; a nossa fruta é sempre muito melhor do que a deles. 
Mas, o #colinho não é nada de novo, pois acontece quase sempre. Dizemos que este ano foi demais, e talvez tenha sido.
Mas, para não ir mais longe, lembra-te que a época passada começou bem, muito bem. Limpámos tudo o que apareceu até àquele magnífico jogo ante o Estoril. E começou aí a nossa queda. Cairíamos na mesma? Acho provável. Mas trataram de dar um empurrãozinho, por via das dúvidas. E não foi apenas nesse jogo, não foi não…

Portanto: no meu entender não está a acontecer, acontece sempre. Umas vezes mais intensamente. Convém não esquecer que o bicampeonato é celebrado em ano de eleições várias, no fecho de um ciclo pelas bandas da lampionagem, marcando o arranque de uma nova era, com menos dinheiro e sem BES…
A solução é simples e é o que temos vindo a fazer: ganhar, mesmo assim. No ano do #colinho supremo, faltaram-nos 3 pontos. E todos conseguimos (só nós temos a lata de fazer isto), mesmo assim, apontar as nossas próprias falhas e atribuir-mo-nos culpas nessa não-vitória [derrota]. Para o ano será menos apertado o #colinho, verás.
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13. olhemos para o actual “estado de graça” e sobre o quotidiano do nosso clube do “coraçom”.
quais são as tuas expectativas para a época 2015/2016 (que são as de qualquer portista dos quatro costados que se preze)?
como avalias a qualidade do nosso plantel principal de futebol? por exemplo, consideras que existem lacunas? quais são elas (a existir)? e quais são as suas principais virtudes? quem é a estrela mais cintilante? concordas ou discordas das entradas/saídas oficiais e conhecidas à data destas linhas [Junho de 2015]?
justifica as tuas respostas.
Cá está uma pergunta que não se faz ao Silva (não é tão irritante quando indivíduos falam de si na terceira pessoa, como o Jardel?).
Eu acho que vamos ganhar os jogos todos por cincazero. Mas acredito mesmo nisto. É esta a minha expectativa.
Quanto ao plantel, é cedo para te dizer, porque acho que ainda vai haver muita mudança. Para já, acho que conseguimos construir uma equipa simpática, mas espero uma equipa vencedora, o que é uma coisa diferente.
Temos evidentemente que encontrar uma solução para a direita da defesa. O Ricardo até pode pegar de estaca e tornar-se o melhor lateral direito desde o…Danilo. Ou então, não. Para esta posição específica precisamos de uma garantia, mesmo que seja para ser ultrapassada pela explosão do raio do miúdo.
Vamos ter que substituir o Jackson da mesma maneira. Ou seja: alguém que, à partida, dê algumas garantias, ainda que acabe adrianizado“© no banquinho, porque o AboubaKar e o Gonçalo (se mantiver as duas pernas) lhe darão um ganda bigode.

Gosto do Sérgio Oliveira e desejo muito que cresça fisicamente e se torne no nosso Pirlo, mas… há ali qualquer coisa que não encaixa, e eu não sei ainda o que seja. Pode ser que o Lopetegui saiba e resolva…
O Kinder [aka Alberto Bueno] vai dar um jeitaço. E vai-se fartar de marcar golos no lugar do… Quintero. E Não há mais confirmações que eu saiba.

De resto, como bem sabes, gosto do nosso futebol e, como quase todos nós, acredito que, na próxima época, vai fluir muito melhor ainda. Penso que seremos o FC Porto vs. Basileia muito mais frequentemente. E também que deixaremos de ver muitas segundas partes como aquela, no Restelo.
A estrela vai ser o Tello. Vai valer milhões logo a seguir. Um aninho para o Hernâni provar que pode ser o próximo. Ia dizer Óliver, mas não tenho a certeza que vá ser nosso…
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14. aprofundemos ainda mais a questão anterior e façamos aquele exercício (quase recorrente e do) “tipo: suponhamos que…”.
suponhamos que eras o treinador principal do clube (you wish! :D) e que a SAD te “impunha” um orçamento de 100M€ (cem milhões de euros) para o próximo plantel, cuja base é o actual, à data desta entrevista [Junho de 2015].
o exercício que te proponho é a tua reformulação do plantel e se considerares que tal é necessário.
deixo-te uma recomendação: que (i) não te esqueças das expectativas individuais dos jogadores e/ou dos seus empresários, (ii) dos jogadores do clube sob empréstimo e (iii) da existência da equipa B.
desenvolve a tua resposta, por favor. os “testamentos” são a imagem de marca deste espaço de discussão.
Reyes a rodar, ou vendido com lucro. Quero o puto alemão, Rudiger. O Sisto também quero, pois vai sair dali um Brahimi com escola e se vier já. Pago o Óliver e despacho o Carlos Eduardo. O Evandro fica, para tapar buracos. E tenho muita curiosidade no Otávio. Há ali matéria… O Herrera fica mais um ano, a ver se o Sérgio e o André não dão bode. Preciso de um ponta de lança- por mim, pode ser o Ibrahimović. É preciso de um lateral direito, pelo que escolheria o Sonkaya, mas acho que está ocupado. Por isso, deixa lá ver…o Dani AlvesVamos precisar de um guarda-redes daqui a um ano. Para este chega o Helton. Precisamos de encontrar um clube onde o Ivo ganhe cabedal e jogue à bola; precisamos de começar (?) a trabalhar o Rafa, para ser dono da esquerda, mas não vai ser já. Gostava de perceber o que quer da vida o André Silva e se consegue dar o salto, e desatar a marcar golos a defesas que podiam ser pais dos que ele costuma meter no bolso, mas nem assim tenho a certeza… Já o Leandro não cabe no plantel, cheira-me a um novo Castro.

Como vês, sou péssimo nisto do mercado. Não jogo Football Manager há muitos e muitos anos… Preocupa-me a lateral direita… E a esquerda também, se o Alex não renovar… E qual será o nosso ponta-de-lança… E, caramba!, não sei quem é que os poderá substituir. O Falcao não quererá jogar à bola a sério?
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15. decorrente da pergunta anterior, o projecto da nossa equipa B tem pernas para andar ou é/será mais um “flop”? qual o teu prognóstico? justifica a tua resposta.
Tem, mas sem o Luís Castro. Só isso.
Olha, tenho pena que o Fonseca vá para Braga… O gajo faria aqui (ali?) um belo trabalho… not kidding.

Mas é um espaço para continuar, claro!, um espaço imprescindível de afirmação para os miúdos. Agora, não concordo nada com a filosofia não importa o resultado… Importa, pois! À brava. Meus meninos: isto é o FC Porto. Ou ganham e são os melhores, ou vai tudo para o Canidelo (com o devido respeito). E é isto. Nem vale a pena virem com o choradinho do ninguém vai ver e depois desancam, pois ‘it comes with the job, dudes!
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16. terceira “entrada a pés juntos”, e numa pergunta (muito) directa:
concordas com a actual política de Comunicação do FC Porto (sobretudo para o “exterior”) – nomeadamente com a aquisição do “Porto Canal”? porquê? e o que mudarias (a haver mudanças, na tua opinião)?
Na minha opinião, a estratégia para o Porto Canal é muito interessante: não criámos um canal de clube, mas assumimos a gestão (assumimos, certo?) de um canal generalista regional. Ao contrário da Cidade, o Clube não esquece. E continua, assim e apesar dos políticos, a ser a voz (única?) da Região e a afirmar-se como o seu clube e (único?) representante. Boavi…quê?! Num quadro de “recrutamento” tão limitado (e que é metade do da Grande Lisboa…), a única possibilidade de manter a base é ser nearly the only one.
Gostaria que o canal mantivesse este carácter, e não vejo grande necessidade de aumentar exponencialmente o espaço dedicado exclusivamente ao Clube. Mas, era bem visto aumentar a identificação com o Clube, isto é, sem ter ainda mais espaços dedicados ao FC Porto, inserir mais FC Porto nos outros espaços. Um exemplo: debate sobre a regionalização = utilizar o crescimento do FC Porto como exemplo da emancipação do Norte. Outro ainda: gestão autárquica = análise da diferença de tratamento dada aos clubes da Capital pela sua autarquia versus a da capital do Norte para com o FC Porto. Encontrar as razões e as motivações…

Eu sei que queres que te fale sobre o silêncio.
Não sei se existe mesmo uma estratégia de comunicação, ou não. Espero que sim, mas creio que não. De uma maneira geral, o Silêncio agrada-me. As figuras certas devem falar nas alturas certas e sobre as coisas adequadas. Acho muito bem que Julen Lopetegui desanque os árbitros, e não o nosso Grande Presidente [NGP]. Acho lindamente que o NGP desanque a FPF, ao invés de ser o Lopetegui a fazê-lo. Assim como achei imperdoável que o Antero, no mínimo, não tenha respondido ao Fontanelas, ou Fontelas, ou salmonelas, ou lá que raio de bactéria aquilo é…

De resto, a peixarada cabe-nos a nós. Eu cá não quero ficar sem ela!
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17. qual a tua opinião sobre o actual estado de alma do nosso clube em relação às modalidades (ditas) “amadoras” e em que está profissionalmente envolvido?
em concreto, o que te pergunto é se o trabalho desenvolvido terá Futuro, se está no bom caminho, se dará frutos, se os projectos têm solidez (a todos os níveis), ou se poderá haver outros exemplos com o que aconteceu à suspensão» do basquetebol sénior?
Já sabes que estás à bontadinha 😀
Estou muito por fora das contas, é claro. Mas creio que os projetos revelam alguma solidez, incluído o do basquetebol. Somos hep7a no andebol, mantivemos um treinador de excepção num projecto de formação no basquetebol (o que não é fácil!), tivemos capacidade para renovar no hóquei (veremos com que resultados)
Mas, lá está: se isto é, ou não, sustentável, não sei. Para já, tem sido. E é mérito de quem gere estas modalidades, estou certo.

Do ponto de vista teórico, concordo que as modalidades devem ser auto-sustentaveis. A começar no futebol!
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18. esta pergunta (também) é recorrente neste tipo de entrevistas.
das seguintes opções, descreve o teu sentimento mais profundo (se possível) após uma derrota do nosso clube do coração:
[só pode ser uma opção. Selecciona-a a negrito, por favor]

a. – não durmo direito nessa noite
b. – que ninguém me fale durante as próximas vinte e quatro horas, pelo menos
c. – apetece-me mandar tudo para um sítio (ou dois) que eu cá sei
d. – extravaso o meu sentimento na bluegosfera®, sobretudo em respostas aos comentários dos lampiões (mormente anónimos) de serviço
e. – para lá de mandar tudo para mais dois ou três sítios que eu cá sei e de que me lembrei agora, atendo mal e porcamente as(os) clientes que me aparecem pela frente, lá na tasca, envergando cores predominantemente de vermelho e/ou verde vestidos. (Mas apenas os que se armam em parvos e não conseguem ter piada nenhuma  Os que me fazem rir, são sempre bem servidos e mesmo que me gozem. E olha que gozam! Já ao bruninho, mijo-lhe na bebida, e mesmo quando o FC Porto lhe ganha por muitos)
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19. à data [Junho de 2015] e na tua opinião, qual o melhor onze de jogadores que envergaram a camisola do FC Porto, qual o melhor banco (22 jogadores no total, portanto) que já viste jogar, «ao vivo e a cores», e qual o melhor treinador que passou pelo clube?
[podes “seleccionar” jogadores nacionais e/ou internacionais.]

onze titular [1-4-3-3]

Mlynarczyk; Danilo, Jorge Costa, Aloísio, Branco; Costinha, João Moutinho, Deco; HulkFutre, Fernando Gomes.

suplentes:

Vítor Baia; João Pinto, Ricardo Carvalho, Fernando Couto, Álvaro Pereira; André, Óliver; Madjer, Quaresma, Domingos, Jardel.

melhor treinador:

Jul… ok! ok! José Mourinho.
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20. és visitante regular do (agora) ‘TOMO III‘.
duas sub-perguntas:

i) como tiveste contacto com este espaço, i.e., como me encontraste?
Honestamente já não me lembro. Mas quase de certeza através do “Porta 19”. Depois de ter visitado tudo, fiquei com os 4 ou 5 regulares. O Tomo foi um deles. Também, onde é que eu ia ler ABola [ou pravda, vulgo pasquim da Travessa da Queimada]?

ii) peço-te o favor de indicares um aspecto positivo deste espaço e um aspecto (ou mais do que um) que gostasses de ver corrigido e/ou melhorado.
Gosto muito da maneira como sustentas o que escreves. Os links [aka hiperligações] para as fontes e para os documentos que justificam as tuas posições, são muito úteis e limpam qualquer dúvida. Para mim, isso é importante, sobretudo porque eu não o faço, ficando sempre pela boa e velha é assim porque eu estou a dizer, e isto é uma história, e é minha
Claro que também gosto que estejamos quase sempre de acordo.
Ah!, e das gajas! O que eu gosto das gajas!

Sim!, eu sei, os pontos negativos é que davam jeito… Não os encontro, que queres? Quando encontrar, prometo que aviso. Em maiúsculas.
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21) não há. chegamos ao FIM!. 😉
MUITO OBRIGADO!‘ pela tua colaboração. espero que a entrevista tenha sido do teu agrado 😉
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26 thoughts on “dragão de ouro: Silva

  1. Mau seria que o primeiro a botar faladura não fosse eu! 🙂

    Primeiros: OBRIGADO pa!! Obrigado pelo filme do Amora! É impressionante como a memória se liga com um pequeno estimulo. Lembro-me dos golos todos e do nojo de mim mesmo quando pensei “o Oliveira é o melhor de todos!” 🙂 E afinal era mais espigadote do que pensava… OBRIGADO pelo resultado do Estrela da Amadora e pela Paraná (sim, foi mesmo ali!). OBRIGADO pelas imagens da minha terra, que tantas vezes evito ver. OBRIGADO até pelas imagens da Tasca. Acredita que me toca profundamente teres-te dado ao trabalho… (toca-me profundamente é uma coisa um bocado esquisita de se dizer. oh well…) :))) Sobretudo, sem lérias nem panasquices, OBRIGADO por mi casa ser tu casa. Não era o mesmo se não fosse assim.

    Depoises: Foi eBidentemente uma honra e um gosto (aha! não um prazer!) responder às tuas perguntas. Espero que as respostas façam sentido 🙂

    FInalmentes: WOOHOOO!! Batemos o recorde do post mais longo da historia! Sim? Please? Majolha que vais acabar a perder audiência… 🙂

    Abraço.

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    1. não sei se será o mais longo (por que extenso), apesar dessa ser a imagem de marca deste espaço e da sua longa estória – que já vai em três Tomos.
      agora, que foi um gosto (comum aos dois, e por tudo), disso não tenho a menor dúvida. 😉

      ps:
      Espinho. Auditório da Biblioteca Municipal. 04 de Julho de 2015.
      diz-te alguma coisa?

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  2. Sim, senhor! Muito lindo!
    Agora somos famosos, sôr Silva? Ele já é entrevistas prá internet, hã?… qualquer dia há-de aparecer como comentador num desses programas que os canais de tv dão ao domingo à noite, a desoras, que só falam da bola e que eu, graças a Deus (e ao paizinho e à mãezinha), não vejo!
    Bem, homem, você está para aí todo inchado, parece um sapo em época de acasalamento, Nossa Senhora! Pronto, claro que tem razão para estar e, convenhamos, a modéstia não é um dos seus defeitos.
    Nós, os seus fregueses assíduos, temos muito orgulho em si!
    Pronto, posto isto, lembre-se que a tasca não se gere sozinha. A mesa ali do canto está com os copos vazios vai para uma boa meia hora e isso não abona em favor da registadora. E não sente um cheirinho a queimado a vir lá da cozinha? Cá para mim ficou qualquer coisa esquecida ao lume (espero que não tenham sido os rojões, que me apetece uma sandes).
    Mexa-se, homem! Deixe o computador aí no balcão que o povinho vai vendo isso sem si.
    Irra, agora que é famoso é que ninguém o vai conseguir aturar! Olhe, vá ali ao fundo autografar um dos muitos papéis que o velhote tenta desesperadamente organizar e dar sentido; para ele é indiferente (ou tinto, que se enquadra melhor no lugar) e a si alivia-lhe o nervoso miudinho.
    E há rojões ou não? é que se não há, vou pra casa comer uma sopa (pelo menos não estrago a dieta)!
    (yours truly…<3)

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  3. Pingback: Tomo III

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