(des)equilíbrios…

bamba© google
.

caríssima(o),

vinte. milhões. de. euros.
vinte. milhões…

à data e hora destas linhas, Imbula é a mais cara transferência de um jogador para o futebol tuga.
ou seja: ainda mal chegou à InBicta e nem um toque numa bola deu lá pelo Olival, mas já tem uma etiqueta na testa, tal e qual, por exemplo e assim de repente, Danilo Luiz da Silva… portanto, compete-lhe demonstrar, com e pelo perfume do seu futebol (clichê do futebolês que só hoje pude empregar, com relativo sucesso), não só que o Clube não errou na sua contratação, mas sobretudo que os valores envolvidos no negócio só pecam por defeito e não por excesso. para terceiro plano (quiçá quarto, ou quinto…) ficam as expectativas sobre o que poderá fazer de bom com a chichinha nos pés e o que poderá trazer de positivo para o futuro plantel azul-e-branco, que aquela etiqueta tem mais peso do que um “balázio” do meio da rua

desconheço as condições da operação comercial em causa. mesmo assim, aposto que (i) não iremos pagar tudo de uma só vez, antes em suaves prestações à boa maneira de Madrid e que (ii) não tardará muito, parte dos direitos desportivos do jogador serão alienados por um qualquer fundo, Doyen a quem doer…
é como cantam os Clã, num (intemporal) clássico tuga: «é a dança do ter ou não ter», no sublime da sua máxima expressão…

independentemente disto tudo, continuo à espera do próximo mês de Setembro (fecho oficial do mercado de transferências), por forma a ter um pouco mais de paz de espírito. até essa data, serei espectador atento de todas as (in)definições do futuro plantel portista.
sempre foi, é será assim, enquanto quem manda no Futebol entender que é exactamente desta forma que esta «Indústria» deverá ser gerida. dentro dos meus limitadíssimos poderes e interesses, nada poderei fazer para alterar este rumo. agora, o que sei, por mais apreensivo que esteja (que estou!) é que não ire
dispara(ta)r desta forma assim, cruelmente crua:
.

« A partir de este momento, tudo aquilo que seja relativo à planificação do plantel da próxima época parece-me totalmente irrelevante.
Este clube está entregue a canibais mas, em vez de se devorarem entre eles – como têm feito na sombra -, vão acabar por comer o dragão do escudo. Façam bom proveito!
 »

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considero que há limites. e, no excerto acima, ultrapassaram-se esses mesmos limites, pois que, apesar do que possa indiciar o seu contrário, não há nada que confirme que quem gere os destinos do Clube/SAD dele(s) se esteja(m) a aproveitar de uma maneira «canibal».
mais: podemos discordar do rumo traçado pela actual gestão desportiva e económica, mas não nos termos em que se colocam as nossas críticas.
mais ainda: se há assim tantas vozes discordantes e dissonantes, protestem nos espaços próprios, ao invés de o fazerem em plena praça pública, dando azo a que os nossos detractores delas se alimentem e nos infernizem ainda mais o nosso espírito (num estado de ansiedade tal que dispensa bem mais merd@s para nos azucrinar a moleirinha).
ainda mais, ainda: em breve haverá eleições. proponham-se a elas, formando uma lista opositora à actual Direcção, com um programa e um caminho próprios, devidamente justificados. se não estão para esse desígnio, tenham lá a santa paciência, desamparem-me a loja e remetam-se à vossa {qualquer coisa, dentro de sinónimos que vão da ignorância à insignificância, passando pela mesquinhez}.
.

em suma e como referi, via sms, a um de vós:

« que não saia muita parra desta uva… »

.
disse!
.

 

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23 thoughts on “(des)equilíbrios…

  1. Imbicto Miguel Lima,

    Até queima! Estou preocupado, independentemente das formas de pagamento. Esperemos para ver, no próximo mês.
    Tens um ponto positivo: os assobiativos vão adorar e já não vão achar que desceremos para a Segunda.

    Uma homenagem aos Clã e à sabedoria “azevediana”! Pois preto-lhes a honra a partir da terra que a viu nascer.

    Imbicto abraço!

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  2. Completamente de acordo Miguel. Esse individuo passa invariavelmente das marcas e dos limites… nessa declaração então é uma aberração.

    20M€ é muito dinheiro e vamos ter que vender para nos capitalizar, pois que não vamos pagar tudo sozinhos isso é óbvio, mas contabilisticamente falando temos que compensar as saídas de capital com entradas, a bem do Fair Play Financeiro.

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  3. EU como não tenho nenhuma pretensão a NÃO ser insolente, digo-te o que penso da referida alarvidade em modo de post canibal: é um disparate pegado. Não é bem um vómito, mas é um refluxo. Cheira a azia por todo o lado. Só não percebo porquê… Enfim, não devo querer saber também. Ignorificância, era essa a palavra que procuravas.
    Abraço.

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  4. Os mesmos que criticam a contratação do Imbula, afirmavam que o plantel com Danilo Pereira, Sérgio Oliveira e André André seria para lutar pela manutenção. Haja paciência.
    Falar mal e criticar é fácil, exigir também agora tomar decisões e fazer alguma coisa já não é para todos. Também o Danilo era impossível dar lucro.

    Abraços a todos os portistas.

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  5. É melhor comprar cinco ou seis jogadores a 3 e 4M cada que depois chegam, não jogam, andam emprestados os anos de contrato com o clube a pagar-lhe parte do salário… esses sim são negócios ruinosos!

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  6. Calma people, acreditemos na competência de quem dirige porque temos razões de sobra para isso e pensemos, antes, no que disse o amado – para os prostíbulos da escrita e da palavra – Mou a propósito das contratações da época anterior”… O Futebol Clube do Porto não sabe perder…”

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  7. Não concordo com o teor do Post.

    Não sei ainda o modelo do negócio e vou me abster de comentar na sua globalidade.

    Em relação à alienação dos direitos desportivos, não será mais possível face ás novas regras em vigor.

    A questão essencial é reduzir a massa salarial dos excedentários: Os Reyes, Rolandos, os Fabianos, os Ghilas, os Carlos Eduardos, os Bolats, os tiros no escuro de alguns jogadores da B.

    Não faz sentido só empréstimos, temos de vender e reduzir o número de jogadores contratualmente ligados ao Porto

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    1. @ floKys

      antes de tudo, muito obrigado! pela visita e pelas gentis palavras!
      e, claro, pelo contraditório a tudo o que já foi escrito, com a civilidade e o civismo que se impõem 🙂

      sobre o teor do teu comentário:
      estou de acordo com as sugestões que apontas, pela sua pertinente pertinência; quem não estará, não é?
      agora, gostava que aprofundasses (um pouco mais) a expressão «não concordo com o teor do post». mesmo! é que não encontro qualquer concordância com o que a seguir escreves e com o qual concordo, em absoluto.

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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    1. Obrigado pelas palavras. Tens aqui um blog sui generis e interessante sobre o NGC.

      Vou tentar fazer uma súmula do que discordo do post, que basicamente se reduzem a 2 vetores; às palavras de uma publicação do blogue “Reflexão Portista” aqui citada e outra relacionada com a sugestão de apresentação de uma candidatura aos órgão sociais.

      Começo pelo segundo ponto, quem tem experiência em Assembleias Gerais, e eu tenho, por motivos profissionais, sabe que não é fácil vincarmos a nossa posição na mesma, quando somos minoria. Cai em saco roto, e é difícil convencer os restantes associados a apoiar uma proposta x, em que não se revêm, ou quando os mesmos são manietados/controlados pela Direção.

      Penso que a a ideia de apresentação de uma candidatura como sugestão, é um pouco demagógica, apesar de eu perceber o intento do post e a imagem a passar é bem clara.

      Por outro lado, a questão dos “canibais”, penso que a crítica não roça o insulto ou a injúria. Aliás se repararmos bem, na maioria das criticas subjaz sempre a ideia da SAD, e muitas vezes tiramos o NGP da equação pelo respeito que ele merece.

      Parte da virtude e defeito da SAD relaciona-se com a opacidade da mesma. Sou sincero, não gosto da política de alheamento ao sócio e adepto que a mesma preconiza, e por vezes, e apesar de saber que são nas AG da SAD que poderá se discutir o R&C e por em causa a política comercial e o plano estratégico, por vezes não será fácil assumir esse contraditório.

      Just my 2 cents

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    2. @ FloKys

      obrigado!‘ pelas palavras elogiosas e por tão pertinente comentário.

      ainda bem que percebeste o intento da imagem que pretendi passar com a sugestão da apresentação de um projecto alternativo ao Presente. estou f-a-r-t-o de ler, ouvir, ver, críticas sobre tudo e sobre o seu imediato contrário, por parte de muitos portistas, sobretudo na bluegosfera. e é que só criticam por criticar, sem apresentarem qualquer sugestão, sem tecerem uma singela alternativa a tudo o que consideram que está errado. assim se justifica o meu desabafo público, sob a forma do presente ‘post‘, o qual é tão-somente mais um…

      e assim se parte para a minha crítica ao crítico que apelida a actual Direcção de «canibal».
      sintetizo-a desta forma: quando o indivíduo em causa aborda questões da SAD comporta-se pior do que um elefante numa loja de porcelana. ou seja: para lá de abordar essas questões sempre, mas invariavelmente sempre de trombas, vira-se para todo o lado, partindo tudo por onde passa, sem ter o mínimo cuidado para minimizar danos…
      tal como referi para o Miguel Sousa Tavares, o Miguel Lourenço, sobre as questões da SAD portista, «calado, é um poeta»…

      é tão-somente a minha opinião. certamente que haverá outras, a começar pela do próprio (o visado, claro está)… 🙂

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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