“san” Iker: a minha versão…

iker© Luís Adrego
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caríssima(o),

à data e hora em que redijo estas linhas, já muito foi aventado, dito, escrito, comentado, analisado desde o último artigo de opinião de Pedro Marques Lopes (aqui, a páginas 39), passando pelas visões dos caríssimos Vila Pouca (aqui), Jorge Vassalo (aqui e aqui), rcbc (aqui), Silva (aqui), e sobretudo sobretudo! – a do imBicto Belho da Constituição (aqui).
portanto, pouco ou nada haverá que possa acrescentar, pois que já todos sabemos do seu abissal curriculum desportivo, das matriarcas diatribes que nos esperam, das reai$ razões (as madridistas) que levaram à sua mudança de clube, da «gloriosa» azia que se (pres)sente no ar, etc. e tal… mesmo assim, arrisco e… vou a jogo! já há muito tempo que ando calado e é óbvio que sinto saudades.

começo por uma evidentemente manifesta declaração de interesses: conscientemente optei pelo término de todo este processo negocial para botar faladura, mas sempre crente e na boa-fé do bom fim do  mesmo.
foram dias de angústia, agarrado ao telemóvel, a fazer refresh em tudo o que pudesse indicar a oficialização de tão desejada vinda. cada indiciação de que estava próxima, colocava-me um sorriso aberto; cada retrocesso, um amuo pior do que os do Guilherme; cada festejo rival pelos atrasos na transacção, uma vontade férrea em que a mesma se concretizasse ! agora!, para aprenderdes, cães!”; cada declaração lampiónica sobre um processo em que eram parte desinteressada, uma desejo inato de que crescesse, em quem as proferia, um pinheiro onde o Sol não brilha e, se possível, atravessado, para não facilitar… até que, depois de setenta e duas nisto, e precisamente no dia em que o Colectivo’95 festejou o seu aniversário vintage, eis que surge a oficial oficialização de toda esta grande aflição: Iker será dragão!

desde esse momento, confesso-te: estou desejoso do dia de apresentação da equipa aos sócios, adeptos, pipoqueiros e massa assoBiativa em geral. não sei porquê, mas este ano haverá um algo mais suplementar que me induz a querer adquirir o mágico ingresso já… ontem! e, estou certo que, mesmo assim, já estava atrasado na sua aquisição.
enquanto esse primeiro dia em comum sintonia, esse primeiro momento em que nos cruzaremos num mesmíssimo espaço, e essas primeiras emoções não se tornam realidade, vou desfrutando de todo este imenso gosto (pois que, prazer, só com a minha esposa 😉 ) que é saber que poderemos contar com um guarda-redes de classe mundial, no plantel da equipa principal do nosso clube do coração, já a partir desta Quarta-feira  que é depois de um amanhã que canta, sorridente.
não sentia esta segurança e este deleite, desde o regresso do meu último grande ícone portista, de seu nome Vítor Baía, estávamos em Janeiro de 1999. e, como já se sabe que, no Futebol, as grandes equipas constroem-se de trás para a frente e um bom guarda-redes também é sinónimo de conquista de importantes pontos, pode ser que o querer de Iker Casillas em vestir o nosso manto sagrado seja sinónimo de um upgrade àquela que (também!) deve ser sempre a nossa imagem de marca: uma defesa sólida. eu acredito que assim poderá ser!

(com)partilhando das teorizações positivas no papel sobre esta contratação, também quero expressar o meu contentamento por, de certa forma, se conferir o banho de humildade necessário a quem, num curtíssimo espaço de tempo e na minha perspectiva, conseguiu reduzir a pó a auréola de santinho que transportava consigo. refiro-me, claro está, a helton assim mesmo, com letra minúscula, tal e qual a perspectiva com que dele fiquei depois destas declarações aqui, num regresso ao tempo em que (in)justamente o apelidava de helltóne”® (estávamos em alturas de 2006, 2007, 2008 e alguns muitos? – frangos…).
assim sendo e se, por um lado, não estou certo da absoluta titularidade de Casillas (apesar dela desconfiar), por outro, estou convicto de que, para lá de ter que dar ao pedal, helton terá mesmo que estar «fininho» para poder discutir aquela titularidade. não vai poder relaxar, dar abébias, ser babaca” e demasiado bobo da corte, ou então vai vê-la directamente do banco de suplentes. ou da bancada. ou da têBê. ou do raio que o parta.

em suma:
esta nova etapa desportiva de Iker, por si só, não significa que ele e só ele, e exclusivamente ele, é que será o salvador da (nossa) pátria, sequer o santo que nos irá fazer sair deste purgatório, que já dura dois anos (para ser Inferno ainda falta um pouco mais… bem mais, até). mas, também nem tudo será tão mau assim e como precocemente já se pinta por aí, pelos costumeiros reflexivos da treta do costume. aliás e porque «prognósticos, só no final do jogo», acredito que ainda iremos ser (muito) felizes com este negócio. a todos os níBeis. todos nós, portistas indefectíveis.
.

por último e para não ser (ainda) mais fastidiosoterei sido só eu a ficar surpreendentemente agradado com a cor da camisa do Iker, no seu primeiro anúncio de despedida do Real? nada é feito ao Acaso, car@go!

.
disse!
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6 thoughts on ““san” Iker: a minha versão…

  1. Confesso que ainda ando em pulgas por temos este Senhor das redes no nosso Clube.
    Depois de uma semana em que também eu não conseguia largar a actividade cybernáutica só para ver aquela imperiosa palavra: Oficial.

    Agora |e voltando a chata realidade| há urgentemente que encontrar um lateral direito, outro esquerdo, e pelo menos mais um central.
    Porque afinal GR não vive sem a sua defesa.

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    1. @ Filipe

      … e “arrumar” as múltiplas questões dos “emprestados”.
      e tratar de se arranjar um avançado/ponta-de-lança (sim!, Jorge. eu acredito no Aboubakar mas não a esse níBel 😉 ).
      e de se “formatar” a k7 do Victório Páez (sempre foram oito anos). e… e… e…

      em suma:
      acredito em Lopetegui e no trabalho que tem vindo a desenvolver, em prol do Clube.

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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    2. Quando falas em precisar de ponta-de-lança…
      Nós até o tínhamos. Que se chama Gonçalo Paciência….
      Quando vi a noticia que ele irá ser emprestado, fiquei num estado alterado.
      Não se pode “empurrar” um jogador como este para fora.
      Eu que tenho toda a convicção que ele se iria impor-se este ano.
      Afinal estamos a falar de um Paciência.
      Imagine-se juntar outra vez um Paciência e um André…..

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    3. «tínhamos», não! temos 😉

      e acredito que é por “quem de direito” também depositar enormes expectativas no que ele poderá vir a ser que será emprestado, por forma a adquirir o necessário ritmo que, por muito que nos doa, no FC Porto actual não irá conseguir (ob)ter.
      portanto, aguardemos somente mais um ano, para (re)unir, na mesma equipa, um André e um Paciência. quero acreditar que será só mais um ano 🙂

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