#estamosatentos [‘nort@da’ incluída]

roubob© zerozero
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Sobrevivência

“Houve ainda um penalti a nosso favor que não foram capazes de apitar”, afirmou o treinador Fabiano Soares, após o final do jogo Benfica-Estoril. “O árbitro apita facilmente a favor do Benfica”, secundou o defesa Yohan Tavares.
Estas duas frases ilustram uma arbitragem infeliz do árbitro Tiago Martins, mas quem tem de se sentir envergonhado por, logo na primeira jornada da Liga, haver treinadores e jogadores a “destapar a careca” da arbitragem, é Vítor Pereira.

Os erros de arbitragem vão existir sempre e têm de se aceitar como fazendo parte do jogo. Quando são “normais”, acabam por ficar distribuídos por todos os competidores, mas não é isso que se vê no futebol português… O que não pode existir é esta pressão colocada nos juízes que não os defende, de todo!, e os leva a ter desempenhos muito abaixo do que sabem, e que só protege os interesses do presidente do Conselho de Arbitragem e que até põe em causa a própria carreira. É por isso que Tiago Martins e muitos outros, são também vítimas.

Tiago Martins, recorde-se, é um dos dois árbitros promovidos a internacional, por Vítor Pereira, na época passada, sem nunca antes ter apitado um jogo dos grandes clubes, sem ter experiência dos grandes ambientes, sem fazer o percurso normal, de ir escalando degraus à medida que mostra competência – o outro é Fábio Veríssimo, que esteve este Sábado no Dragão.
Vítor Pereira quer fazer árbitros à pressa, não para defender o Futebol, não para defender os árbitros, mas para se defender a si próprio.

As nomeações para os jogos de estreia dos dois primeiros classificados do último campeonato seriam apenas insensatas se não fossem um padrão com demasiada interferência no normal desenrolar da competição.
Vítor Pereira não pode deixar de ter noção que está a mais no Futebol, que a maioria dos clubes não confia no seu trabalho, precisamente por não ser isento e que, por isso, até estavam dispostos a correr todos os riscos do sorteio. Como um náufrago que se agarra ao “polvo federativo” e aos seus tentáculos, Pereira paga a sobrevivência com subserviência.

Os três assumidos candidatos ao título ganharam os seus jogos de estreia no campeonato, mas as vitórias não foram iguais, e se houve candidatos com decisões simpáticas da arbitragem certamente não foi o FC Porto. Para que conste.

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não. custa. mesmo. nada. pois. não?

(ser-se assertivo e incisivo nas críticas justas, dando os devidos lamirés, a quem de direito e no tempo próprio, porque será sempre o mais oportuno.
e custa efectivamente “zero” se for sem ironias; no limite, «1530 euros» com o recurso àquela figura de estilo.)

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actualização pertinente:
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nort1808015b© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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NORTADA do dia (aqui), inclusa na edição impressa do pravda da Travessa da Queimada, desta Terça-feira (aqui), a qual possui uma pertinente análise do sr. fernando, na sua última guerrinha (aqui) – comprovando-se que, esta época, o #colinho ficará um pouco nada mais difícil de ser praticado “às escâncaras”.

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disse!
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13 thoughts on “#estamosatentos [‘nort@da’ incluída]

  1. “Vítor Pereira quer fazer árbitros à pressa, não para defender o Futebol, não para defender os árbitros, mas para se defender a si próprio.”

    Mil verdades, Miguel.

    Tem tanto medo de perder poleiro como uma caturra perneta, porque após a CA resta-lhe zero. A menos que já tenha distribuído uns quantos CVs na margem sul.

    Forte abraço.

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    1. @ drax

      seria muita presunção, da minha parte, presumir que tudo se resumiu a uma iniciativa minha. felizmente que não foi e houve mais quem o tenha feito, por exemplo, aqui e para lá de mais alguns portistas que não são ‘bloggers‘.
      mesmo assim, muito obrigado! pela visita e pelas tuas gentis palavras! 😉

      no fundamental:
      penso que, este ano, de facto, #estamosatentos 😉
      (e só esse facto deixa-me mais tranquilo, no sentido em que o #colinho fica um pouco mais difícil de acontecer – o que não significa que não esteja a ser praticado).

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  2. Bravo Miguel,

    o Fernando Guerra é maior lambe-cus do jornalismo português (a seguir ao Delgado).
    E o cú é sempre o mesmo: Luís Filipe Vieira.
    Deve estar à espera dum cargozito na BTV…

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