odiozinho de estimação: ‘marít’mo’

barreirosb© google
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caríssima(o),

hoje, a nossa equipa do coração, estreia-se a jogar em terreno alhei(r)o. estou confiante.

o primeiro obstáculo não será pêra-doce, antes um osso bem duro de roer, e dá pelo nome de marít’mo, mais conhecido pelo «clube do guardanapo». mesmo sabendo do recente historial de confrontos, estou confiante.

o clube que proporcionou o mais recente reatar de amizade presidencial, sobretudo pela parte do nosso querido líder, é um daqueles meus odiozinhos de estimação e desde que me recordo.
trata-se efectivamente de um odiozinho no sentido estrito (e pejorativo) do termo, mesmo que diminutivo, pois que, se por ventura, num qualquer plano ideológico ideal e numa quase, quase perfeita, combinação estelar, e num estranhíssimo alinhamento planetário, o marít’mo desaparecesse do mapa desportivo nacional, o meu grau de satisfação seria inversamente proporcional ao enorme desalento de quem por ele padece. e até teria direito a foguetes, fanfarra e festividades sem fim. estou confiante nesse Futuro.

assim sendo e pelo exposto, hoje também apresento publicamente uma nova rubrica, neste espaço de discussão aberto à comunidade, na qual pretendo explanar alguns desses meus odiozinhos de estimação.
nesta rubrica e contigo a bordo, pretendo fazer piquenas viagens no tempo, ao estilo ‘flashback‘, vulgo «ó Tempo, volta para trás» e mesmo sabendo que o Futebol actual é o Presente, tendo sempre em linha de conta o Futuro. quero trazer ao séc. XXI memórias e pequenas lembranças que, até hoje, guardo só para mim; jogadores emblemáticos dos clubes que nos irão defrontar, as suas glórias, e que para mim não passam de autênticas bestas (mesmo que “de estimação”) e, que, por isso mesmo, não os consigo esquecer.
estou confiante da sua aceitação, pela tua parte.

[mas então, e (as) gajas?!“, já estarão alguns de vós a espernear enquanto colocam a pergunta mentalmente para a inércia de um monitor… pois… não estão esquecidas obviamente. só se pretende fazer uma pausa no repartir alegre desse tipo de “informação”, e retomarei essa salutar partilha tão breve quanto possível, pois que tão desejada por alguns de vós, o que respeito. assim sendo e a título de exemplo, os “prognósticos (um tanto ou quanto) sexy’s” e as “gajas boas (bem boas) e que são do FC Porto” serão intercalados amiúde com esta rubrica. estou confiante no teu acto de receberes com muito agrado e plena satisfação, esta minha vontade. e já sabes onde podes colocar as vaias, e os apupos, e os assobios, e os impropérios, que, neste entretanto, estou a ouvir… 😉 ]

de regresso ao marít’mo.
coube a esta agremiação a “honra” de ter sido a minha primeira escolha e como um Todo, no sentido em que, por exemplo, não consigo encontrar um só jogador “emblemático” e que encarne toda a minha repulsa, todo o meu odiozinho de estimação – nem sequer um tal de briguel [cuspidela].
e, para mim, trata-se de uma agremiação cujas cores do seu equipamento principal reflectem muito bem o sentimento dos seus adeptos: antes de serem do marít’mo, têm um clube principal pelo qual sofrem desalmadamente e que não é natural da ilha onde habitam – motivo principal para, quando lá vamos jogar, nos dedicarem imensos “votos de felicidades” e nos receberem “nas palminhas”…
quanto a memórias, elas são muitas e variadas – desde alegrias incríveis até humilhações de me tirarem o sono por uma semana. mas, aquela que não esqueço prende-se com o início de época 2001/2002 depois de duas temporadas sem conquistar um singelo título nacional.
estávamos na sua terceira jornada e íamos visitar o “caldeirão dos Barreiros”, depois de uma derrota, em Alvalade, para abertura de campeonato e posterior goleada ao Boavista na ronda seguinte – uma inconstância, portanto.
quem estava ao leme desse plantel era o “otário malvado” e o burro do Paixão foi o escolhido para apitador de serviço – uma combinação perfeita, portanto.
ou seja: não é fácil de adivinhar que, durante toda a semana que antecedeu o confronto, o jornalixo tuga deliciou-se a conjecturar e a traçar-nos cenários catastróficos, em caso de um eventual desaire. acho que não será difícil encontrar um paralelismo para com o tempo Presente…
a (bem da) verdade é que fomos jogar à pérola do Atlântico, com as condições e os condicionalismos atrás referidos, e espetámos três no bucho – não só ao marít’moo, mas também a quem tanta Sorte nos deseja. e isso deixou-me feliz da Vida, confesso.

assim sendo e pelo exposto, esta é mais uma razão para estar confiante para logo mais. tal não significa que esteja cheio arrogantemente soberbo, antes que confio em quem gere os destinos do plantel que está à sua disposição.
que corra tudo bem, que seja um bom jogo e que ninguém se lesione, que vença o melhor (espero que sejam os nossos, claro!), e que consigamos trazer mais três preciosos pontos, no regresso à Cidade ImBicta, são estes os meus sinceros desejos. assim seja. estou confiante de que assim será.

.
disse!
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6 thoughts on “odiozinho de estimação: ‘marít’mo’

  1. Excelente iniciativa, Miguel.

    Recordar é viver! Deixo aqui os meus 2 cêntimos para o álbum.

    A mim, ficou-me atravessado um Marítimo x FC Porto de 2003, que terminou em derrota e com valente chapelada ao Baía.

    Vínhamos de, sei lá, umas 10 vitórias seguidas no campeonato. Já nem sabia o que era perder na famigerada SuperLiga. Esse jogo ficou-me no goto, embora estivesse longe de nos travar a caminhada dourada que terminou no Olímpo.

    Para hoje: é tempo de expulsar fantasmas de fantasmas e não deixar que os Barreiros se transformem na nova Reboleira do FC Porto.

    Abraço!

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  2. Eu cá gosto de ter inimigos.
    Dá aquele gosto de quando nos tentam “chatear” com mesquinhices, e mostrar depois o nosso superior.
    De resto todas as equipas daquela ilha deixam-me com pensamentos negativos contra essas mesmas.

    Hoje teremos de mostrar o Nosso superior, e se for com goleada ainda melhor.

    PS: A “carne fresca” estará de volta?…

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