do «FC Lopetegui», em duas visões díspares…

jlopetegui© google
.

.

[insulto, insulto, palavrão, vai para aquele sítio, insulto, vai para outro sítio…]

Ao contrario do que, só pode ser com má-fé, gostas de insinuar, o RQ7 nunca foi castigado no Porto, onde jogou aqui 5 épocas – cinco, percebeste, ó palonço? É por isso que o vilão, nesta história, não é o jogador, mas o burro, o pascácio do treinador. E o que os Lopeteguistas como tu tanto gostam de falar é, na verdade, uma fantasia criada por eles para defenderem sabe-se lá o quê…
Aliás, ainda me lembro de como foi apresentado o espanhol, o ano passado, e quais eram os “méritos” e as “virtudes” dele… Afinal, um ano depois, já ninguém se lembra do que diziam à boca cheia…

[novo insulto, nova dedicatória especial, nova tomada de posição insultuosa, nova ordem para ir para um sítio referido anteriormente…]

Outra questão para ti: os Lopeteguistas dizem, como desculpa para o desastre da época passada, que Lopetegui, coitado, tinha «16 jogadores novos na equipa». E eu pergunto: passado um ano, quem foi que os escolheu? Quem foi que os aceitou? E erram precisos assim tantos?… Pois é… Mais uma das incoerências dos Lopeteguistas.
É que, se com Paulo Fonseca sou menos complacente, pois o homem não estava preparado e falhou completamente (e mesmo não tendo o plantel de luxo que Lopetegui teve e terá de novo), já não consigo sê-lo com o basco.

[novo chorrilho de insultos para com o actual treinador]

Por último: já, por alguma vez, imaginaste o Porto estar 8 anos sem vencer nada e manter o mesmo treinador, como o Arsenal faz com o Wenger?! Isso é impossível de acontecer aqui, e ainda bem! É que a Exigência é uma das características das grandes instituições como o Porto, onde não cabem os Lopeteguis que tu e outros como tu, tanto defendem!

[despedida no mesmo tom informal, cordial, afável, prazenteiro e sobretudo educado e extremamente polido, com que iniciou a sua mensagem]
.
.

caríssima(o),

aviso-te, desde já, que esta prosa vai ser um pouco extensa (por que longa, vulgo “testamento”). e que será um novo desabafo em torno de uma temática que, para lá de “estafada”, parece que ainda precisa de uma ou duas adendas, como a presente, e pelo que a missiva entretanto recebida indicia…

o texto acima foi-me enviado, via e-mail, por um de vós, sob o disfarce anónimo de “mr. unknown“…
confesso que estava para lhe conceder o mesmo crédito que atribuo a uma qualquer palestra do «Mestre da Táctica», mas e porque até estou bem disposto, eis-me aqui… então, cá vai disto!

antes de tudo o mais, afirmo que secundo estas palavras assertivas (por que certeiras e tão verdadeiras, porquanto que vindas bem lá do âmago do seu ser bem Portista) do caríssimo Jorge Vassalo. desconheço se isso fará de mim (ainda mais) «zelota», mas será sempre para o lado que dormirei (muito) melhor!
depois, quero acreditar que esta azeda troca de palavras aqui, no “dragão até à morte“, depois de uma anterior aqui, tenha sido mera coincidência para ter recebido aquela mensagem. acontece que como eu não acredito em coincidências…

quanto àquele textinho “lindo” e descontando a panóplia de insultos gratuitos, e brejeiros, e baixos, e torpes, e vis, e bem demonstrativos do carácter (ou da falta deste) do “ilustre” sr. Desconhecido:

» quem me levou, pela primeira vez, a um estádio de futebol, ensinou-me que, enquanto adepto, deveremos sempre apoiar incondicionalmente a Equipa.
tal pressupõe, também, marcar presença nos momentos mais complicados de uma temporada, quando estes aparecem ( e esta não será diferente, pelo que eles certamente que aparecerão!) e sobretudo nestes últimos – pois que, nos momentos festivos, os únicos problemas prendem-se (literalmente) em encontrar a sobriedade necessária para regressar ao “lar, doce lar”…

» quem me guiou, pela sua mão, ao mí(s)tico Estádio das Antas, fez-me ver, sempre!, que há momentos e locais próprios para se manifestar a nossa eventual contestação e/ou insatisfação e/ou tristeza e/ou amargura e/ou frustração, seja pelos resultados desportivos, seja pelos actos de gestão desportiva praticados. os primeiros são os finais de jogo, ou de época; os segundos, as Assembleias-gerais.
como já não sou associado do Clube, pauto a minha conduta com o sentido de responsabilidade que me foi transmitido; e, também, por perceber que não sou lido exclusivamente por portistas. posto “isto“, certamente que não será, neste espaço de discussão pública, que irei conferir quaisquer veleidades e/ou atribuir quaisquer armas de arremesso argumentativas, sobretudo e principalmente a quem nos quer “muito bem”.

» é óbvio que não sou acrítico. e que sei pensar pela minha própria cabeça (ou julgo saber). e que não me identifico minimamente com epítetos como os de «seguidista», «carneiro manso», «pintista», «crente», «Lopeteguista» ou outro qualquer. o que não lerão, neste espaço, são críticas somente destrutivas e exclusivamente nesse sentido único e que é o de puro bota-abaixismo, tão típico e tão característico de locais mais dados a esse tipo de reflexões profundas (quase «canibais») do que eu, que não passo de um «zelota»…
comigo, aqui, esse tipo de atitude, tão atípica para mim, por parte de quem se afirma portista, vai de Mota. aqui, o que se critica tem sempre por base um fundamento sério e, por cada factor negativo (que existem, que o nosso Clube não é perfeito, longe disso!, e está em permanente construção), aponta-se sempre uma alternativa válida.
e se, mesmo assim, o meu espírito estiver em completo desassossego, como já aconteceu, em Abril de 2014, este será o último local onde irei contar, por completo, toda a minha frustração, qual “livro aberto”; antes, socorro-me junto de alguns de vós, em espírito de tertúlia, onde os desabafos são feitos numa espécie de poço sem fundo e longe de qualquer indesejável partilha nas redes sociais – um pouco à imagem e semelhança do espírito que se vivia nos balneários, esses locais “sagrados” e inexpugnáveis, antes do surgimento daqueles epifenómenos, não sei se me faço entender?…
.

tendo em linha de conta aqueles três pressupostos, mais o quaqui escrevi, estávamos em Janeiro deste mesmíssimo ano da graça de 2015, (re)afirmo o meu total apoio a Julen Lopetegui.
à data e hora destas linhas, é o treinador da equipa principal sénior, de futebol profissional do meu clube do coração. o treinador, de origem basca e cujo nome de baptismo já está enraizado no universo portista, é o líder de um grupo de trabalho cujo responsável máximo pelos destinos do FC Porto há mais de trinta anos deposita nele plena confiança – responsável esse que, para mim, tem um capital de crédito ilimitado, no sentido em que as vezes em que acertou superam as (muito poucas em) que errou. se, por pensar desta forma, sou um «pintista», então declaro-o já que “sim!, sou!”. e com muito orgulho! (mas que não é “desse”).
assim sendo e enquanto adepto portista, só me resta apoiar Lopetegui e todo o seu grupo de trabalho, de forma incondicional, tal como o fiz com todos os treinadores que envergaram o “brasão abençoado” ao peito, desde que nasci para o futebol, em 1984, inclusive o “otário malvado“.
.

«responde lá: mas o basco não comete erros?»

é claro que comete!
de uma forma genérica, responderei que, como é humano, está propenso a errar.
mas, da mesma forma que o acinte da questão paira no ar, afirmo que também me merece o benefício da dúvida, inclusive e sobretudo para esta época, pois estou em crer – quero acreditar! – que terá aprendido com o que de negativo aconteceu na temporada transacta. por exemplo, não me esqueço do que aconteceu nos Barreiros, na Choupana, em Carnide e em Belém. e, pelos vistos, ele também não, como já o admitiu. e que não são para repetir, esta época. talvez seja por o saber e já saber onde esta, que, por exemplo, Quintero e Quaresma não transitaram de época desportiva dentro do Clube…

acontece, porém, e por muito mau que tenha sido o desempenho na Madeira, na jornada passada, a fazer lembrar aqueles episódios negativos da última temporada, que é óbvio que há problemas técnico-tácticos, tal como e na sua exacta proporção, é óbvio que ainda há muito para melhorar. e para progredir. e que não será à segunda jornada do campeonato, e numa altura em que o mercado de transferências ainda não encerrou, e que o plantel está longe de estar completo, que irei começar a disparatar e a disparar a torto e a direito, sobre tudo o que mexe, afirmando que “tudo está mal” e que “nada do que se faz ou fará, dará certo. e vai tudo acabar mal”… poupem-me a estas vozes de autênticos “velhos do Restelo”, que o restolho não é bem-vindo neste espaço.

como se comprova, são, de facto, duas formas bem diferentes, muito marcadas e extremamente vincadas de se viver e de se experienciar o quotidiano do Clube.
por tudo o que está escrito ali em cima, recuso-me a afirmar qual será a mais correcta; apenas refiro que não me identifico, de todo!, com o bota-abaixismo reinante nalguns sectores mais reflexivos da bluegosfera.
contem comigo para crítica construtiva, mas nos momentos e nos lugares próprios; para ser do contra somente para vincar uma posição, não! terminantemente “não!”. e não aceito quem assim pensa e age (por vezes impunemente – vide o exemplo do nosso ‘enfant terríbel‘, Miguel Sousa Tavares), sequer a tolero e respeito, motivo pelo qual, aqui, neste espaço de discussão pública, o que é tão-somente destrutivo ficará sempre à porta, sem o dever de entrar e com direito a censura prévia. certamente que o “defeito” estará em mim, que falo uma linguagem diferente desses demais. muito diferente, até. mas são as regras,a política e as normas de condutas deste espaço, explanadas convenientemente aqui e aqui.
felizmente que não estou sozinho neste tipo de manifestação de portismo, como abaixo se comprova.
.

varzea© google
.

.

«
.
O único problema que tenho é que só gosto do meu Clube.
Não gosto de me imaginar como gestor no e do meu Clube, porque não o sou. Não gosto de me imaginar como ‘manager’ no e do meu Clube, porque não o sou.
Sou adepto do Futebol Clube do Porto, não sou adepto de bitaites organizacionais nem de tácticas, pois não tenho conhecimento para tal, não vejo os treinos, e nem sequer sei quais serão os problemas e os “altos e baixos”, em termos de rendimento, dos atletas do Clube.

Sou adepto dos 11/14 que jogam por nós e do seu treinador. E, enquanto me for dado ver, por parte deste último, a entrega que tem vindo a ter e o trabalho positivo que tem vindo a fazer, estarei do lado dele até que um senhor, de seu nome Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, nos diga que deixou de ter confiança «no basco» e o mande passear. Até lá, foi, é e será sempre dos meus!

Fui atleta demasiados anos para reagir e aceitar muita da esquizofrenia que, hoje em dia, vejo em muitos adeptos do FC Porto, onde do Céu ao Inferno bastam 45 minutos…

Maratona, é disto que falamos.
.
»

.

comentário T-O-P! do Pedro, no (renovadíssimo) “Porto universal“, e do qual subscrevo cada palavra, pois esse é também o meu entendimento sobre como se deverá apoiar o nosso Amor comum.

portanto, Pedro, e mais uma vez, os meus sinceros, “parabéns!” por teres explanado e expressado publicamente, com muito mais assertividade, o que eu também sinto em relação ao nosso FC Porto.

por último, “muito gostaria” eu de saber o que diriam, comentariam, escreveriam, pensariam, debitariam, esses mesmos que, hoje, tanto criticam e/ou gozam indecentemente com «o basco», Julen Lopetegui de seu nome de baptismo, se fosse o burgesso, da imagem abaixo, o treinador do nosso clube do coração a tomar aquele tipo de atitudes (bestas) ou se fosse Lopetegui a responder assim (vídeo aqui):
.

burgessob

© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
.

.
disse!
.

Anúncios

7 thoughts on “do «FC Lopetegui», em duas visões díspares…

  1. mai’ nada!
    a gente vive de vitórias, mas não podemos ignorar o bom trabalho feito e as adversidades do contexto.

    quanto à debulhadora de pastilhas elásticas, disse isto por outras palavras: muito simplesmente que não quer saber como ganha, desde que ganhe.
    numa coisa, o pedro guerra AKA fernando santos, tem razão: o gajo tem muito boa imprensa!… (até ver).
    o Bruno de Carvalho ainda não deixou foi que metessem um microfone à frente do otário; imagino um cenário tipo redemoinho/buraco negro, com tons de verde-sapo-inchado, em que todos se auto-consomem quando isso acontece.

    um abraço

    Liked by 1 person

    1. @ Michael

      um microfone à frente do ‘otário malvado’ tem tanta eficácia como um brilharete de uma equipa do ‘chiclas’ na «xampions» 😀

      ps:
      muito obrigado! pela visita, pelas gentis palavras e pelo comentário!
      é muito gratificante, para mim, perceber que já se consegue abrir este espaço a novos ‘compagnons de route‘ 🙂

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

      Gostar

  2. Em primeiro lugar e antes de tudo, boa tarde.

    Já faz algum tempo que venho lendo os seus textos e, pela primeira vez, tomei a iniciativa de lhe mandar um comentário.
    Porque infelizmente poucos portistas pensam como você, subscrevo na íntegra o seu longo ‘post’ de hoje. EXTRAORDINÁRIO! você conseguiu pôr as palavras certas para clarificar as coisas. Simplesmente genial…

    Um abraço desde Genebra!
    Obrigado pelo seu trabalho…

    FCPORTO ATÉ MORRER!

    Liked by 1 person

  3. Ao longo destes anos tivemos treinadores que chegavam aqui e tiveram resultados rápidos.
    Ganharam liga e/ou taça e/ou competição europeia.

    O que se passa agora é que os dois últimos treinadores que chegaram cá, um deles “só” consegui ganhar uma supertaça.
    Dito isto, ao longo deste tempo temos tido algumas incertezas de adeptos quanto aos treinadores que chegaram.
    Com isto não se pode de alguma forma ignorar o trabalho feito pelo Lopetegui.
    Verdade que não houve sucesso material, e que nosso Clube o trabalho bem feito pelos treinadores dá |quase sempre| em títulos.

    Mas não nos podemos dividir nestas ocasiões.
    Há que marchar sempre no mesmo sentido, não importa se esse sentido tem pedregulhos se tem terrenos escorregadios.
    Temos de ultrapassa-los todos em conjunto.

    Abraços.

    Liked by 1 person

    1. @ Filipe

      o último parágrafo, do teu comentário, é muito pertinente.
      não sou o dono da Verdade Absoluta, nem pretendo sê-lo; só que infelizmente, entre nós, ainda há quem persista em assobiar os nossos, os que envergam o brasão abençoado ao peito, ao invés dos adversários, numa atitude que eu condeno veementemente. e quem “fala” em assobios, fala em comentários, em caixas de blogues, que… enfim…

      no fundamental e em suma:
      a União Total será sempre utópica

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

      Gostar

vocifera | comenta | sugere (registo necessário)

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s