not@s soltas de um jogo pastelão…

fcpbw© fotos da curva
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1)

antes de tudo, quero realçar o mais importante do jogo de ontem, pelo menos para mim: foi mesmo muito bom aquele convívio ‘pré-match‘, com a Ana Neves, o João Santos, o Jorge Vassalo, o Nuno Dias, o “Z“, o Silva, e o “guru” desta malta toda, o caríssimo dragão Vila Pouca, e, já no Estádio, com o Pedro “blue” (responsável pelo “fotos da curva“).
revê-los a todos, encheu-me a alma e confortou-me para o que a seguir viria por aí, pois dá-me a força suficiente para saber que somos mais, muitos mais a torcer pelo sucesso do Clube, mesmo com alguns percalços pelo meio (mas, já lá vamos).

de facto, são por estes momentos, de franca camaradagem, que mais anseio quando sei que vou assistir a uma partida de futebol, «ao vivo e a cores, no meu teatro de sonhos azuis-e-brancos. e conhecer esta malta toda – uma infinitésima parte de alguns de vós – é o meu “prémio” por também fazer parte deste “marabilhoso mundo que é a bluegosfera”®, se não mesmo a sua única recompensa.
acredita em mim quando te afirmo que vale mesmo a pena e que, se estás a pensar ir ao Dragão em breve (já no próximo jogo?), não há como dispensar trinta minutos antes de entrares no estádio, para ficares à conversa com eles/connosco. a experiência é enriquecedora e bastante gratificante.
o repto está dado; agora, tudo depende de ti!
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2)

tal como tu, estou bastante chateado, com um maiúsculo F, com este empate, o qual não deixa de ter aquele amargo sabor a derrota. e mais aborrecido estou, com um F ainda bem maior do que aquele outro, depois de saber do resultado final do ‘derby‘ da Segunda Circular e de como não estarão inchados o (já não tão) «catedrático» e sobretudo o badocha do Carvalho… terem ganho em dois campos adversários, faz com que as suas anilhas estejam mais abertas do que as de um bando de quatro milhões de pavões (tantos quantos eles pensar ser o número de calimeros em território tuga), todos juntos e com a exuberância das suas caudas bem exposta.
portanto, de nada serviu o que se passou lá em baixo, mais para Sul, se não fomos competentes e claudicámos num momento importante como este – na jornada daquele confronto e a jogar no nosso reduto, depois de se saber o resultado final -, pelo que a derrota dos lampiões nunca não me consolará o desgosto deste empate.
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3)

sei que já vimos “este filme” na época transacta (o de falharmos em momentos decisivos no campeonato), pelo que escusas de o (re)lembrar a este que te escreve, o qual ainda tem bem presente o que se passou na Choupana, na época passada, ou nos Barreiros, já nesta temporada.
é por o saber e por também (pres)sentir que quem dirige o Clube, há mais de trinta anos, também estará mais arreliado, com um F bem maiúsculo, do que nós todos juntos, que tenho a certeza que, na próxima jornada, iremos dar a resposta por que todos ansiamos. e na pérola do Atlântico, frente ao União.
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4)

mais do que discutir as escolhas da convocatória, ou qual deveria ter sido o onze titular, ou quem deveria ter sido substituído, ou que posição deveria ter sido ocupada dentro do campo por determinado jogador, ou lamentar esta ou aquela ausência, com Julen Lopetegui ao leme há que compreender que:

» o modelo de jogo está delineado e os jogadores têm que o cumprir à risca, independentemente do que esteja a acontecer em termos de resultado.
ou seja: a bola, que é só uma, tem que estar sempre do nosso lado; cruzamentos: sim!, “chuveirinho”: não!, e por muito que o resultado da partida não esteja a nosso favor; futebol apoiado: sim!, “bascular” o jogo: sim!, desespero e bolas bombeadas para a área: não!; a bola não deverá ter “picos”, nem sequer “queimar” nos pés dos nossos, pelo que há que evitar os momentos de maior “aperto” e, quando estes acontecerem (se possível, em número bastante inferior aos do adversário), que se assumam as falhas e se jogue como equipa, solidariamente com o colega que claudicou.
(o jogo desta noite foi exemplar em todos estes aspectos)

é claro que compreender é algo completamente diferente de aceitá-lo…
para evitar chatices, perdas de cabelo, unhas roídas e afins, eu já me convenci que é desta forma que iremos encarar sempre os jogos do nosso comezinho campeonato, com muitas equipas a (in)tentar única e exclusivamente a «matemática do pontinho»…
ou seja e por muito que transpire para o relvado a ansiedade latente nas bancadas, não é por todos nós desejarmos um rumo diferente dos acontecimentos que Lopetegui irá inverter a sua lógica e sobretudo as suas convicções. sim!, ele é teimoso até nesse aspecto! e não é por o assobiarem que ele irá colocar três avançados, dois extremos e um ponta-de-lança… ou que irá jogar só com três defesas… ou que irá convocar menos «espanhóis» e mais «portugueses… ou, ou, ou, numa série de exemplos sem fim do que pude escutar na noite de ontem, atrás de mim…

assim sendo, teremos mesmo que esperar pelo final do campeonato para se tecerem, com a necessária razoabilidade, todos esses julgamentos sumários que precocemente já se vão tecendo à oitava jornada… e espero que, lá para Maio, então possa pagar a “tal” refeição apostada com um de vós, positivamente convencido de que a teimosia do «basco» acabará por dar frutos. tal como eu também estou convencido, mas ele não percebeu assim, acabando por me incluir “no grupo”…
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5)

neste empate falharam todos, enquanto Equipa. mas não posso deixar de destacar:

» Layún, pela acutilância que empregou ao seu flanco, em contraste com o negrume que se evidenciou no sector oposto, com Cissokho a fazer (mais) um jogo para esquecer (ou relembrar, no sentido de corrigir os muitos defeitos que evidenciou).

» André². já faltam adjectivos, assim como e ao contrário do ano passado, já não desejo, de forma egoísta e só para mim, o regresso de João Moutinho – e numa performance em claro oposição à patenteada por Imbula. aliás, sobre o francês, mais do que questionar a exuberância do seu futebol, nalguns jogos (ou a falta dela…), pergunto-me que ordens é que receberá por parte de Lopetegui. é que, por vezes (muitas vezes, até), a impressão com que fico é que parece um jogador perdido naquele meio-campo… o que lhe vale é a qualidade dos seus companheiros de sector, onde incluo Danilo (que jogão, hoje! mais um…).

» Tello. é. que. não. pode. falhar. golos. “cantados”. como. aquele. aos 39. simplesmente. não. pode. ponto!

» Aboubakar. Jackson quê?…
(e, não!, não estou a ser ingrato para com um goleador que nos proporcionou momentos únicos, antes a querer demonstrar que os receios pela partida do colombiano e que eu também tive, foram manifestamente exagerados.)
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6)

não foi pela arbitragem que empatámos, antes por erros exclusivamente nossos. agora, não posso deixar de manifestar o meu repúdio pela intolerante condescendência do apitador de serviço para com, por exemplo, o guarda-redes dos gverreiros, que começou a “queimar tempo” desde o primeiro segundo da partida e só viu o justo cartão amarelo aos 89 – num filme muitas vezes visto, em partidas como esta, e ao que se impõe que os apitadores punam uma evidente infracção no momento certo. mas, como convinha que o jogo ficasse empatado, percebe-se melhor que a passagem da advertência ao castigo só tenha acontecido quase, quase no epílogo de uma partida que, com tantas paragens, só teve cinco minutos de tempos de compensação (doi na primeira parte e três na segunda)… apelidar essa situação de ridícula é pouco…

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disse!
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