not@s soltas de um jogo (nada) ‘Bueno’…

bueno© sapo.desporto
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1)

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« Frente a uma equipa amadora e do terceiro escalão do futebol português, o FC Porto conseguiu uma vitória natural, cumpriu o objectivo de seguir para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, mas limitou-se a fazer os serviços mínimos, e não retribuiu, com uma boa exibição, todo o entusiasmo, todo o carinho e todo fervor clubista com que foi recebido pelos portistas açorianos [que foram mesmo muitos, mesmo não tendo sido noticiado por quem de direito. mais uma vez…] »
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não poderia estar mais de acordo com aquelas palavras do caríssimo Vila Pouca, as quais sintetizam, não só o jogo em si, mas sobretudo o meu estado de espírito perante o mesmo (e numa só palavra): frustração.
não que estivesse à espera de “ópera”, principalmente tendo em linha de conta que, no onze inicial, só Marcano e Evandro repetiram a titularidade… mas, confesso-o, estava à espera de (bem) mais, porque o que (não) vi foi muito pouco, sobretudo a partir dos 20 da primeira parte e até ao epílogo de uma partida sem história…
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2)

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« Estes jogos são “de Taça” e há que jogar com muitos aspectos, nomeadamente as esperanças que surgem para estas equipas. Tivemos que optar por um ritmo alto… Em geral, foi um bom jogo, também porque o Angrense é uma equipa que joga bom futebol.
Fico satisfeito por jogadores que têm jogado menos, tenham demonstrado que podem ser úteis. E contente também pelo carinho e apoio que estamos a ter na ilha por parte dos adeptos. Nota-se que foi especial para eles.
A nossa equipa convive com a pressão diariamente e vamos dar a importância normal de pensar sempre no jogo seguinte como o mais importante. »
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em relação a esta partida, tendo a discordar das palavras de Lopetegui, mormente das que estão a negrito.
como já o referi, o ritmo e a intensidade do jogo foram «altos» até à obtenção do primeiro golo; depois e com o segundo “no bolso”, o que se assistiu foi a uma drástica diminuição daqueles factores, os quais não mais viriam a subir, nem quando os jogadores adversários começaram a apresentar queixas musculares…

o jogo só «foi bom» para os jogadores adversários, num final de tarde/início de noite “para mais tarde recordar”®. para os nossos, nem o simples facto de estarem a defrontar um clube, filial do nosso arqui-rival e ostentando um símbolo que tanto nos revolta as entranhas, foi suficiente para correrem um pouco mais…

compreende-se, portanto, que «o próximo jogo seja o mais importante», pois que terá um calibre bem diferente do que se venceu, com serviços mínimos – porventura um calibre mais milionário…
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3)

brevíssimo exercício para caracterizar a exibição dos jogadores portistas numa só palavra, com as cores azuis a simbolizarem uma exibição razoável (e não mais do que isso), ao invés das cores negras:

» helton: presente

» vítor garcía: “juvenil”

» josé ángel: abnegado

» marcano: soberano

» lichnovsky: “adolescente”

» imbula: estático

» sérgio oliveira: interventivo

» evandro: complicativo

» bueno: matador

» osvaldo: perdulário

» varela: ausente

» herrera: errático

» tello: perdido

» ruben neves: precioso
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«Fico satisfeito por jogadores que têm jogado menos, tenham demonstrado que podem ser úteis», afirmou o  nosso treinador.
acredito que, tal como nós, também ele começa a ter cada vez mais certezas com quem efectivamente (não) pode contar para as duras batalhas que se avizinham.

duas observações dentro desta nota:

i)
no meu entendimento, vítor garcía, lichnovsky e sérgio oliveira, merecem mais minutos para “crescerem” dentro do jogo. acredito que a “ex-taça da bjeKa”® será uma boa oportunidade para tal. não sei é se as suas (legítimas) aspirações se resumirão a participar só nessa competição…

ii)
a novela Osvaldo será buena, não só para o espanhol, mas sobretudo para André Oliveira. hoje, por mais do que uma vez que desejei que fosse ele a envergar a camisola com o dorsal “10”…
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4)

também fui espectador atento do ‘derby‘ da Segunda Circular.
vou aguardar pelos “mosquitos por cordas” que se seguirão, sobretudo pela parte da agremiação de carnide, a qual terá que repensar o lugar do luís grande, porquanto que o “girafa” em causa está indelevelmente na curva descendente da carreira – e por mais peças “jornalísticas” que o pravda da Travessa da Queimada lhe vá dedicando, para o “manter vivo” (e aos seus seguidores).
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5)

e agora, com a tua licença, vou ver a partida de andebol que nos opôs ao vice-campeão espanhol, e cujo horário coincidiu com a paupérrima exibição na Ilha Terceira.

já sei que vencemos, mas quero saber como o fizemos para lá chegar.

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disse!
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2 thoughts on “not@s soltas de um jogo (nada) ‘Bueno’…

  1. Epá, tas maluco?! Hoje vou dar uma de Silva, ó faixabore! (vénias ao próprio)

    Mas tu querias o quê, exactamente?! Uma goleada?! Para quê?!

    Enquanto foi necessário, o ritmo foi alto – toada dada pelo Imbula – da nossa super circulação de bola, mesmo com as segundas linhas, e o Angrense defendeu-se como pôde. E bem. Durante 13 minutos. Pronto. Depois baixou-se um bocadinho. Certo. E depois a dupla da frente resolveu muito bem o jogo. E depois? Depois geriu-se!

    E essa gestão foi de tal maneira que os coitados dos Angrenses – que jogaram um futebol positivo – deram o abafo aos 70′. Era para humilhar? Porquê?

    O Osvaldo não marca, mas joga e faz jogar que se farta. É claro que eu sempre achei o Bueno melhor, mas também não é nenhum palerma.

    A tua nota ao Tello e ao Imbula… meu amigo… vê lá o jogo outra vez.

    Por ultimo, espero e desejo – deve ser, deve! – que o not sporting lisbon jogue assim como jogou ontem, contra nós.

    Ontem ficou provado que quem joga futebol em Portugal, somos nós. O resto faz uma salada.

    Abraço Azul e Branco,

    Jorge Vassalo | Porto Universal

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    1. @ Jorge

      não, não estou maluco, meu Amigo. hoje [ontem] discordamos da partida que vimos 🙂

      como refiro ali em cima, não estava à espera de “ópera”, apenas que se honrasse o brasão abençoado e que houvesse suor. e que, se não fosse pedir demais, que se respeitassem os adeptos do arquipélago, mais os que se deslocaram do Continente.
      não queria uma goleada, mas tudo aquilo que não vi em campo – a começar num ritmo demasiado baixo a partir do primeiro golo, e a terminar num completo “estou-me a borrifar para isto tudo, que não me quero lesionar para Terça-feira”.
      essa é que é a minha frustração: perceber que não foi feito tudo que estava ao alcance da minha equipa do coração. exemplo com as tuas próprias palavras: o Imbula fez “duas arrancadas” em menos de setenta minutos. u-a-u… deveria ter feito esse número a cada cinco minutos, no mínimo.

      olha: compara o que se passou ontem com o jogo da equipa de andebol antes da partida para a champions da modalidade, e depois falamos melhor sobre atitude, suor, ritmo alto e afins 😉

      abr@ço forte
      Miguel | Tomo III

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