t(r)emer…

 

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© google

caríssima(o),

o editor de texto que utilizo pergunta-me: “o que vai na sua cabeça?”.
o imediatismo da resposta mais imediata compele-me a um seco “não sei”. a quente, a um “#casaf*d@estamerd@toda”. a frio, a algo que se situa num ténue limbo entre o “ainda acredito e confio” e o “não quero acreditar que vamos rumo ao Abismo”.

sobre o jogo de ontem, em que objectivamente a equipa verde-pijaminha (do badocha do Carvalho, do lacrau otário malvado e do mestre da culinária de tácticas que envolvem bloqueios e afins) foi superior, está tudo dito, redito e bem dito, inclusive com a piada possível: depois de vinte minutos aceitáveis, lá veio a desconcentração defensiva (que não deveria ser) “habitual”, o esvaziar de um “balão” com pouco oxigénio e a multiplicidade de erros dignos de uma equipa de amigos que ocasionalmente se encontram para atenuar a nova forma que se desenvolveu à sua frente, num perímetro estomacal de fazer corar de vergonha os cachalotes dos Guerras e Go(rdo)berns desta vida.
portanto: perdemos “bem” e sofremos nova humilhação a Sul, cujo “complexo” já (per)dura há 14 jogos, é transversal a quatro treinadores, para gáudio dos nossos detractores.

sobre as incidências para lá do jogo jogado, o ImBicto Belho expressou tudo o que também me vai na Alma, no Presente, naquele seu estilo tão característico de colocar o “dedo na ferida” como a ‘suplesse’ de um passe a rasgar do Bryan Ruiz (que craque!).

assim sendo, nada mais tenho a acrescentar ao muito que já foi dito, escrito, comentado e sublinhado por muitos de vós, inclusive nesse “maravilhoso mundo que é a bluegosfera”.
resta-me expressar o meu temor pelo que aí virá, cujos tempos tormentosos fazem-me recuar ao início deste século, em três anos de “seca de títulos”. infelizmente, o ensurdecedor silêncio da cúpula da Estrutura portista e as mais recentes afrontas desta última para com os associados do Clube e restante massa adepta, inclusive a assoBiativa, conduzem-me a uma inusitada desconfiança para os tempos vindouros mais próximos e numa descrença quase total em como seremos capazes de inverter esta tendência – ao contrário do que aconteceu naquela altura, quando nos agigantámos, inclusive na Europa, e calámos, com categoria, a tão propalada “quebra na hegemonia portista” e, por inerência, o recorrente “fim-de-ciclo”.
faço votos sinceros para que este meu sentimento, tão intimo mas que precisava de desabafar contigo, seja desmentido em breve. de preferência, já em Maio próximo. quero acreditar que assim será. e que não haverá quaisquer razões para estas minhas dúvidas e t(r)emores.

independentemente de tudo o que se verifica e do que possa advir destes tempos revoltosos e tumultuosos, amarei sempre o meu Clube do coração e defenderei, dentro das minhas (limitadas) capacidades, os profissionais que ostentam o Brasão Abençoado ao peito, colocando o interesse do Colectivo à frente dos meus desejos pessoais.

#avencerdesde1893

abr@ço forte
Miguel | Tomo III

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6 thoughts on “t(r)emer…

  1. Miguel,

    Apesar de ser um “não-lopetegui” , não creio que fomos humilhados!
    Perdemos um jogo de tripla por um resultado que normalmente acontece nestes jogos, pois quando uma equipa sai à procura de emendar o prejuízo é quando está mais a jeito de sofrer outro!

    Apesar de ser um “não-lopeteguiano”, acho que devemos manter o homem até ao fim. Mudar por mudar é tunning e quase sempre põe os carros “azeiteirados”. E é claro que não há treinador que resista quando Aboubakar, Corona e afins dispôem de ocasiões soberanas para marcar, mas preferem tiro ao meco…

    Como diz o outro… que a Força esteja connosco!

    P.S. E como sou um “não-lopetegui” já agora pergunto aos meus camaradas de armas se a mudar quem queriam no lugar dele nesta altura da época? O prof. Neca ou o Henrique Calisto?

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  2. O meu obrigado pela referência e, acima de tudo, pela companhia.
    Estes são momentos de solidão da pior espécie. Haja alguém que queira comigo e com outros comparti-la, sem que o disparo tenha que seguir certeiro para algum lado, quando andamos todos no meio de um quarto bem escuro.

    Imbicto abraço

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  3. Miguel,

    Que texto tão rebuscado para dizer que infelizmente o clássico de Alvalade foi uma enorme desilusão para todos nós portistas.

    Estou quase a perder as esperanças, embora ainda esteja na fase das dúvidas…!
    O que me irrita é após todos estes meses passados de treinos e de jogos Lopetegui ainda não ter conseguido formar uma equipa, um conjunto com automatismos, que jogue duns para os outros de olhos fechados…!!!

    Abraço,
    Armando Monteiro

    PS – O JJ é um mafioso que conhece bem o futebol português e sabe mentalizar os seus pupilos para pela surra baixarem o pau, ou seja, disfarçadamente, dar pancada, intimidar, sempre a tentar enganar os árbitros…!
    E aos avançados do FC Porto que foram muito tenros, falta-lhes matreirice suficiente para arrostar com as dificuldades impostas pelos contrários…!

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  4. Caro Miguel, como eu também quero que este estado de situação se inverta.
    Mas por muito que apoio e apoiarei o FC Porto, creio que a nossa confiança vai andar como um carrinho numa montanha russa.
    É puro e demais evidente que tanto Presidente como treinador tem de encontrar aquele ponto de viragem.
    É verdade que os adeptos têm de dar a confiança aos profissionais que treinam e jogam no FC Porto.
    Mas também é verdade que tanto equipa técnica como jogadores não podem estar a espera que os adeptos façam as suas criticas.
    Bem percebo que Lopetegui queira dar minutos a todos no plantel, mas esse tempo já passou, e por muito que custe a jogadores como Tello, a quem lhe já foi dado bastantes jogos para se mostrar, tem de ficar no banco até que este mesmo perceba o papel que tem de ter.
    Os assobiadores que tanto assobiam, não se vão calar.
    É por tanto imperial que os jogadores deixem de se amuar e comportarem-se como mimados.
    O treinador já deve saber e bem quais os jogadores que encaixam nas posições certas e ponha um 11 inicial constante, e deixe a teimosia de mudar 3 ou 4 jogadores por cada jogo.
    Ao mesmo tempo tem de haver mais apoio no Dragão e que o Presidente, deixe-se de concentrar no raio dos contratos e dos projectos e se foque no FC Porto.
    Já não vale a pena “esconder” a instabilidade evidente no nosso Clube.
    Cabe a cada um de nós saber inverter esta situação.
    Desde o Presidente até ao simples adepto.

    Abraços.

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  5. caríssimos,

    muito obrigado! pela vossa visita e pelas vossas gentis palavras!
    (e desculpem-me pela minha resposta tardia aos mesmos)

    no fundamental:
    ‘le roi est mort! vive le roi!’
    (mas só para alguns… eu não me sinto assim, estando como o estado do tempo, lá fora: cinzento. muito cinzento)

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    abr@ços a «ambos os quatro» 😀
    Miguel | Tomo III

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