not@s soltas de um derby com muito “bombo”…

derby© sapo desporto
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1)

Rui Barros avisou; a Realidade comprovou-o, não o desmentindo – sobretudo na parte do «eles vão arriscar mais, ser mais agressivos», mas já lá vamos.
em relação ao jogo-jogado, obviamente que o de Domingo já lá vai e do desta Quarta-feira “só” se aproveita a jogada do golo de Brahimi e a redenção de Helton (ao defender uma grande penalidade depois de, sete singelos minutos antes, ter cometido uma fífia onde “borraria” a pintura. valeu que o avançado boavisteiro foi cepo. ou manco. ou um “pinheiro”).
no entretanto daqueles dois momentos, tudo o que se me apraz dissertar sobre o jogo é que foi algo muito parecido a uma partida (nada) amigável entre solteiros e casados, na verdadeira antítese do que aconteceu naquele (autêntico) batatal em pouco mais de 72h relativamente à última partida, e com um apitador que não disfarçou ao que vinha, em mais uma “encomenda” fisgada pelo ‘shôr‘ vítor… mas, sobre este assunto, já lá vamos…

é óbvio que houve mais momentos – como a bola ao poste de Marcano, ou o “tiro” de Aboubakar à trave, ou a agressão ao Victorio Páez – depois da (para mim, justa) expulsão de Imbula*. mas, creio que o jogo resume-se (somente) àqueles dois lances.

* um jogador que demora a Eternidade toda e algo para lá desta, a entrar em campo, depois da ordem dada pelo treinador (puxando e repuxando as meias; apertando e reapertando os atacadores das chuteiras; e voltando a repuxar as meias…), sincera e honestamente não merece vestir o nosso manto sagrado e ostentar o nosso brasão abençoado ao peito.
sei bem que é só um pormenor, mas toda a actuação do jogador francês, nos 31′ minutos em que esteve em campo, até àquele disparate que lhe custou um vermelho directo, e esforço redobrado à Equipa, foram exemplo disso mesmo: uma ‘désintéressé‘ negligência, com toda aquele altruísmo e snobismo francês (típico de quem também é chauvinista e que, como tal e se se sente na “parvónia”, se está a borrifar para “isto” tudo – para não escrever “cag@r”… aliás, as mais recentes declarações do seu papá transmitem-me estas mesmíssimas ‘vibes‘).
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2)

«ainda há muito trabalho pela frente.»

este foi um dos sms que recebi ao longo da partida, enviado por um de vós e com o qual concordo.
se é certo que o jogo de Domingo passado não nos colocou nos píncaros do Futebol supremo e absoluto (apesar do resultado animador), também é correcto afirmar-se que o jogo desta Quarta-feira revelou alguns dos desacertos que têm ocorrido com frequência ao longo desta época.
para mim, o que mais me irritou solenemente foram aquelas espécies de “paragens cerebrais” que amiúde acontecem, principalmente em momentos de menor concentração e sobretudo na defesa. recordo-me, a título de exemplo, de um passe de Martins Indi para Marcano, ainda na primeira parte, que “ficou curto” e que só não resultou numa jogada de (maior) perigo porque o avançado do Boavista foi… cepo. aliás, houve alguns lances como este ao longo dos 90, demasiados até. e tivessem os jogadores do Boavista algum do acerto que, em tempos idos, pela década de 90, costumavam ter nas suas (temíveis) equipas – as do célebre “Boavistão”, com o Loureiro sénior ao seu (Major) comando – e estou em crer que teríamos passado um mau bocado, esta noite…

bem sei que (i) depois da goleada de Domingo e (ii) depois de obtido o primeiro (e único) golo, num segundo jogo em pouco mais de 72h [obrigado! pelo pertinente reparo, Carlos] e ante o mesmo opositor, os jogadores portistas como que terão descomprimido, relaxado um pouco (demasiado?), poupando-se a esforços que (eventualmente) terão considerado desnecessários… pois eu sou da opinião que o terão feito demasiado cedo e que, como tal e decorrente dessa atitude, “puseram-se (muito) a jeito”, sobretudo porque por lá andou um apitador que foi com ela fisgada durante toda a partida. mas já lá vamos.
cabe ao treinador alertar a Equipa, se não mesmo todo o plantel, para esta (incómoda e totalmente despropositada) situação, e seja ele quem for. para mim, enquanto o jogo não estiver total e plenamente seguro, sobretudo em termos de resultado, não se pode facilitar. hoje, em determinados momentos, isso não aconteceu; valeu-nos o total desacerto ofensivo boavisteiro.
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3)

no seguimento do último parágrafo, do ponto anterior, quero destinar uma palavra para a equipa do Boavista.
como (já) é do conhecimento geral, trata-se de um clube pelo qual a única simpatia que nutro deve-se ao facto de ter dois tios e (quase) uma dezena de Amigos que sofrem pelo xadrez de forma muito verdadeira e genuína. tudo o resto, para mim, “são cantigas” (mormente de escárnio e de maldizer), as quais incluem muitas estórias bem “quentinhas”, de ‘derbys‘ bastante rasgadinhos. quem julgar que o de hoje roçou a violência, não esteve presente, por exemplo, em 2001, numa escandalosa arbitragem de vítor pereira – sim!, esse mesmo… adiante.

o que se me apraz dizer sobre este actual Boavista é que é uma das piores equipas da nossa principal liga de futebol profissional, se não mesmo a pior.
bem sei que o dinheiro não abunda, pelas bandas da Rotunda, como noutros tempos e que os “craques”, agora, são outros, de outra cepa, com outra qualidade. mas, que diabo! que péssimo futebol que apresentam. e que cambada de toscos – porquanto que de “lenhadores” sempre o foram, naquela que é (para mim) a sua principal imagem de marca. nunca me irei esquecer da entrada assassina do litos sobre o Romeu…

em suma e tal como disse um dia o treinador que (alegam que…) «só tem um neurónio e mesmo esse funciona mal»: «só toco “bombo” porque não tenho “violinos”».
só que o problema do futebol “praticado” pelo Boavista actual é que é muito fraquinho, e não se coaduna com a sua história. e se é um facto indesmentível que não é possível à equipa “tocar violino” (de todo!), também não é menos verdade que não é capaz de “tocar bombo”. quanto muito e vou ser generoso na crítica, só (in)tenta acertar com as baquetas nas monas dos jogadores adversários…
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4)

em termos de análises individuais e tendo em linha de conta o que (não) se jogou, esta noite, mais do que perspectivas muito positivas, ficou-me na retina: o desacerto da dupla de centrais – e como já o referi anteriormente; o desatino do Danilo com as “cartuchadas” que levou e que passaram impunes ao apitador de serviço – daí a sua revolta final para com os “panteras” que estavam na bancada, onde o Helton defendeu o penalty, os quais instigaram sempre aquele apitador a lhe mostrar o segundo amarelo; a intranquilidade de Evandro, incapaz de um “rasgo” ofensivo enquanto esteve em campo, sempre a lateralizar passes e com endossos para o companheiro mais… à retaguarda; a passividade de Ruben Neves, num dos piores jogos que lhe vi fazer com a nossa camisola; a quebra física de Herrera, sobretudo a meio do segundo tempo, mas que foi bastante o suficiente para “colar” os pedaços de um meio-campo que, no seu cômputo geral, foi apático; a solidariedade defensiva de Varela em contra-ponto com a ineficácia ofensiva do seu alter-ego, o Silvestre.

que o repouso, até ao próximo jogo, seja o suficiente, porque a exigência da próxima “batalha” é, no mínimo, máxima e vai requerer todas as energias da Equipa.
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5)

impossível passar ao lado da fantochada protagonizada pelo apitador de serviço, essa “encomenda” de nome nuno almeida.
seis amarelos mostrados – a sua esmagadora maioria, de forma ridiculamente absurda (ou o seu inverso. também dá). um cartão vermelho, que se justificou. “isto” tudo, para o nosso lado e depois de ter um critério muito rígido para com os nossos atletas.
para o lado dos do Bessa: muita benevolência, com um critério largo em termos de entradas duras, permitindo-se amarelar o Victorio Páez na jogada em que este foi duplamente agredido pelo gajo-com-uma-crista-dourada-na-mona-e-cujo-nome-não-me-recordo.

a “cereja em cima do bolo” foi o golpe de teatro final, mesmo no epílogo da partida, assinalando grande penalidade numa jogada banal e onde o jogador boavisteiro encenou um mergulho para… o batatal, digno do maior mergulhador tuga de que tenho memória.
felizmente que o Helton adivinhou o lado para onde o boavisteiro rematou, dando uma valente bofetada em todos os que já faziam a festa com a nossa possível eliminação – sim!, que ainda a bola não tinha sido rematada e apesar de se ir jogar um hipotético prolongamento de mais 30′ suplementares, já havia muito “boa gente” que nos afastava incondicional e «gloriosamente» da Taça de Portugal.
para todas(os) essas(es), permito-me citar d10s:

« a los que no creían o no creyeron, con perdón de las damas, ¡que la chupen, y que la sigan chupando! »
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disse!
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13 thoughts on “not@s soltas de um derby com muito “bombo”…

  1. Houve aqui uma desconexão qualquer. A minha “errata” vinha na sequência deste comentário:

    Estive no Bessa e, francamente, não saí de lá com a impressão de que tenha havido qualquer roubo. De resto, concordo a posteriori com o argumento da qualidade de critérios, mas não acho que foi pela arbitragem que sofremos a bom sofrer no Bessa: foi mesmo por aselhice, incompetência e outras coisas que tais a que alguns jogadores nos vêm habituando. O árbitro teve culpa de Imbula ter feito uma entrada duríssima sobre o adversário? Teve culpa de Martins Indi ter projectado um adversário (e desculpa Miguel, mas acho mesmo que não há mergulho…há uma carga pelas costas do avançado tarreco dos tresmalhados) na grande área, no último sopro do jogo?!!!
    A minha opinião sincera é que não jogamos a ponta de um c****o. Fomos displicentes a abordar o jogo (veja-se o tal passe curto do Indi) e, até ao lance da expulsão, não vi uma centelha de coragem, entrega, garra nqueles rapazes. Só depois dessa lance é que acusaram o toque e tentaram minimizar o que, até aí, tinha sido uma prestação muito, mas mesmo muito, pobrezinha. Não percebo como é que os comentadores do Torto Canal conseguem ser seguidistas e tapadinhos ao ponto de dizerem que foi uma exibição ‘à Porto’, cheia de garra, de orgulho…entre outras patacoadas que o Cândido e o outro (que percebe tanto de futebol como eu) disseram no “pós-match”. Saí frustradíssimo do Bessa, com a sensação de que temos muito caminho para andar e que isto não vai lá com interinos. Por muito respeito que tenha pelo nosso Rui Barros…

    Liked by 1 person

    1. @ NMS

      e continua a haver desconexão, pois não sei qul o comentário a que te referes – e desculpa-me, desde já, pelo tratamento informal.

      quanto ao teu comentário, estou absolutamente de acordo com tudo o que escreves, excepto no lance da grande penalidade. é verdade que houve imprudência do Indi, mas o jogador do Boavista também se aproveitou. há uma repetição, com a câmara colocada de frente para os jogadores, em que se percebe o que refiro. mas, também já se sabe que as minahs lentes são um pouco azuis-e-brancas (para não escrever muito azuis)… 😉

      sobre o “torto canal”, já só tenho paciência para os jogos das modalidades e da equipa B. confesso que vi e ouvi o ‘pós-match’ de ontem (e depois de ter escrito a minha prosa – em diferido, portanto) e que, tal como tu, senti que, de facto, há um longo caminho para se trilhar – algo que a goleada de Domingo não consegue esconder e que não houve capacidade para se afirmar.

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  2. convido o a ler a palhacada escrita hoje no “pravda” pelo sr Paulo montes, e tb a ver os 4 lances destacados plo mesmo “jornal”…devem se ter esquecido de por os quadradinhos das agressoes do boavista….

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  3. 1. O imbula para mim teve pouco rastilho. Já se sabe que com aquela cara de snobe parvo |desculpa a linguagem|, só vem a provar que é um grande mama’s boy. Au revoir!
    3. Acho que nem para tocar o bombo de uma qualquer festa popular servia.
    5. Foi mais um tentar esfregar de mãos do vitor que acabou com as mãos frias, senão geladas.

    De resto foi um “não jogo” de futebol.

    Abraços.

    Liked by 1 person

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