not@s soltas de (mais) um jogo fraquinho… [actualizado]

brrh00© Tomo III
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1)

antes de tudo o mais, quero manifestar, mais uma vez, o grato gosto que tenho em, graças a este “maraBilhoso mundo que é a bluegosfera”®, ter tido o privilégio de conhecer e de privar, com alguns portistas indefectíveis, dragões de boa cepa.
ontem, foi com muito agrado que pude rever a Ana, o João Santos, o Jorge Vassalo, o Nuno, o Felisberto, o dragão Vila Pouca, o Paulo, o Silva e o “Z”.
portanto, mais do que o jogo em si e ‘per si‘, a ida ao meu teatro de sonhos azuis-e-brancos valeu sobretudo pelo convívio antes, durante e depois da partida em causa. e só quem não está presente nesses momentos é que os pode considerar «de carneirada» ou de «baixar a cabeça e dizer ‘amen‘», ou outros considerandos que provêm de gente estulta, por que (bastante) néscia.
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2)

conforme referi ontem, não estava à espera de nada mais do que os três pontos. e esta talvez seja a única nota positiva do jogo de ontem. tudo o resto foi bastante sofrível. e muito sofrido. e sempre em sofrimento, até ao apito final. então aquela defesa… nem é bom falar…

sincera e honestamente, há que dar Tempo a esta equipa, a qual joga “sob brasas”, cuja chichinha “tem picos” e com níveis de confiança a roçar o sub-zero. infelizmente para todos os intervenientes, o calendário de competições, até finais de Fevereiro, será “sempre a abrir”, pelo que não haverá tempo para se ter Tempo…
são estas as contingências de uma mudança de comando técnico a meio da época e não há como escamotear a (dura) Realidade – as quais ficam à consideração daqueles que pediram a cabeça do «basco» “só porque sim”, queixaram-se dos «doze dias» que demorou o anúncio de um novo treinador, não gostaram da escolha do novo treinador e consideram que basta um passe de mágica para que tudo volte a ser como dantes…
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3)

do jogo propriamente dito, socorro-me (uma expressão muito em voga, nos dias que correm, pelo Dragão…) das seguintes palavras do Jorge, lá pela sua Porta 19, naquele seu jeito de escrever tão característico:
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« Ansiedade.
Medo. Medo de tudo: medo de falhar, de passar, de correr, de arriscar. Medo do público, da relva, da bola e das pernas dos outros. Medo dos colegas, de si próprios, do que (não) sabem e (não) conseguem fazer.
Há, na Equipa, uma tremenda ansiedade que ultrapassa o razoável e roça o irracional, que tolhe o espírito e que abafa os pulmões. Esta constante insegurança apoderou-se da equipa com o “vírus Lopetegui” ainda a fazer-se sentir, pela forma como se dispõem em campo e como não conseguem perceber a melhor forma de jogar, recuando sem critério nem estratégia perante um adversário brigão, ‘bully’ e sem ter o respeito que, noutros tempos, ainda íamos conseguindo impôr.
Toda a gente via que o Marítimo jogava tão subido que qualquer bola, nas costas da sua defesa (e que nascesse de uma entre tantas tentativas de desmarcação dos alas), podia dar golo; ou, pelo menos, uma oportunidade clara para o fazer… Mas aparecia sempre o medo… O medo de se aproximar dos jogadores adversários com intensidade. E aquela forma passiva com que se vê jogar e sem nada tentar fazer, de uma forma concertada, apenas com um ou outro jogador a procurar interceptar a linha de passe, mas sem cabeça nem consistência táctica.
Notou-se uma tentativa de jogar pelo centro em vez de se privilegiarem as alas de uma forma tão constante; mas, as ideias de Peseiro vão demorar a entrar. Esta equipa, como me dizia o Statler ao meu lado, «precisa(va) de um estágio». Sim!, de estar fechadinha um mês, sem jogos nem competições a doer, para trabalhar a cabeça e as pernas e para recuperar a sua confiança. Dava jeito realmente…
»
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4)

num jogo tão miserável – por que o foi, não há como negá-lo -, Victorio PáezBrahimi, CoronaAndré² e Suk são os meus destaques pela positiva, sobretudo pela raça que empregaram e por nunca terem tido medo de “pôr o pé”. Danilo fez um jogo suficiente, mas pareceu-me sempre perdido em campo, apesar da entrega – tal e qual como Ruben Neves, o qual não conseguiu estabilizar o meio-campo com a sua entrada.

num plano bem negativo, destaco Herrera. sei que estou a ser injusto, pois que, no Bessa, em dois jogos, foi muito competente; mas ontem… ontem e sem pretender ser ofensivo e/ou insultuoso, enquanto esteve em campo, o jogador mexicano pareceu uma galinha bêbeda. e Indi e Marcano foram «ambos os dois» um esteio de… inquietação. e Aboubakar pareceu fugir da bola como o spórtém do #cardinalcircus
mas, OK! numa exibição miserável, estou a ser muito injusto.
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5)

já se passaram (quase) dezasseis horas e… nada.
bem: nada, não!, que há muitos ‘bloggers‘ a denunciá-lo e, no ‘pós-match‘, no Porto Canal, o assunto também foi aventado – mas, já se sabe que terá sempre uma visibilidade residual.
portanto, a nível oficial, nada! nadica de nada! (ainda) ninguém se chegou à frente e denunciou publicamente a vergonhosa arbitragem de jorge «sei muita coisa do ano passado» ferreira. nem sequer uma singela menção na ‘newsletter‘ (!!!). e amanhã, quando surgir a dita cuja, já será tarde demais… outra vez…

os vídeos aqui (resumo01), aqui (resumo02), aqui (corona), aqui (maxi01), aqui (maxi02) e aqui (maxi03), comprovam (no mínimo) a gritante dualidade de critérios. ou então, uma rigorosa ausência daqueles. e também o ridículo do trio de ex-apitadores que opinam no pasquim do ‘quim oliveirinha (aqui).
e, atenção!, que nem todos os lances foram identificados, pois que (e de memória) faltam: os dois foras-de-jogo mal assinalados a Brahimi ainda na primeira parte; o lance, também na primeira parte, em que um caceteiro do marít’mo faz falta, na pequena área, sobre Casillas e, na recarga, outro cepo da equipa insular remata por cima da barra, com o apitador a assinalar… pontapé-de-baliza (!!!) – aqui, a partir dos 3’26”; o lance da grande penalidade sobre Suk (conforme imagem acima), já na segunda parte. é, de facto, muita frutade Fafe (mas sem a dita justiça pelo meio)…
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6)

fora-de-jogo mal assinalado (aqui). mais um e no seguimento de uma arbitragem reles. estávamos no minuto 66.
desce furiosamente as escadas, em direcção ao muro que o separa de quem gostaria de desfazer com as suas próprias mãos – e para “felicidade” e “sorte” de quem era muito amarelo para a sua raiva azul.
aguarda (im)pacientemente e, quando o bandeirinha passa por ele, desfá-lo de alto a baixo, com impropérios, turpilóquios e palavrões, capazes de fazer corar as pedras da calçada – cena que se repetiu até para lá do final do jogo, e com cada vez mais “apoiantes”. havia crianças à sua volta, mas a vontade de aliviar a sua honra foi superior à vergonha que a sua imagem terá causado nos demais.
afinal, não foi “nada” que já não tivéssemos comentado, ao intervalo: que o Clube está «manso», «passivo», «amorfo», a começar e a terminar nas pessoas da Direcção; que não há estratégia comunicacional e que, a haver, esta não se entende; que a massa adepta, mormente a assoBiativa, é mais rápida a puxar do dito para com os seus – aqueles que deveria apoiar desde o início… – do que para as bestas que se pavoneiam em nossa casa e que, de há uns (pelo menos) cinco anos, fazem o que muito bem lhes apetece por lá; que «fosse nas Antas e o gajo levava uma assobiadela monstra, que nem tinha tempo de chegar ao balneário para mudar a fralda».
em suma: que nos perderam definitivamente o respeito e que actualmente esquecemo-nos do que o Mestre sabiamente proferiu, ie, que «enquanto fomos bons rapazes, fomos sempre comidos».

portanto e porque é da mais elementar justiça:

bem-hajas, Zé Pedro!

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adenda pertinente:

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i)

haverá tempo para nos referirmos a “isto” aqui;
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ii)

as provocações do ‘sinhôre‘ pereira continuam (aqui).
é “nós” caladinhos… como «bons rapazes»… a sermos «comidos»… de e com «cebolada»?

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disse!
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9 thoughts on “not@s soltas de (mais) um jogo fraquinho… [actualizado]

  1. A qualidade de jogo da equipa é muito superior às intervenções da administração do FC Porto.

    Espero que apareça alguém de jeito para se candidatar contra PdC. Não quero parecer ingrato, mas isto está a roçar o ridículo.

    Abraços

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  2. Bem que poderia estar aqui a “dizer” mal da exibição dos nossos no jogo de ontem…
    Mas não!
    Agora precisamos de tempo para que os índices motivacionais voltem a um ponto razoável.

    Acima disso está a defesa ao clube, e esta encomenda do vitor foi de uma pura prova que este último é mesmo doente, e para adoentar mais, lá vai mais um joker de nome cosme.
    Knock, Knock is someone there SAD???

    Eu que sou novo ainda ganho cabelos brancos mais cedo a conta deste silêncio e este “vamos indo nas calmas que estamos nas “caraíbas””.

    Abraços.

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  3. Pingback: dragaoatento III
  4. Boas… subscrevo na íntegra o teor da “posta”… sobretudo no que às “apitadelas” diz respeito e ao silêncio sepulcral da SAD… não me espantaria que, um destes dias, reclamássemos a nomeação de Bruno Paixão para os nossos jogos.

    Liked by 1 person

  5. Oh meu caro amigo Miguel,

    Já acompanho o Porto há mais de 20 anos, tenho lugar anual desde que o porto começou a vender lugares anuais nas antas para a antiga e mítica Superior Sul.
    Já assisti a muitas coisas, do péssimo ao sublime! Tenho um saco cheio de recordações de vitórias míticas só ao alcance de um clube guerreiro, vencedor, resiliente!
    Já assisti a roubos de igreja impensáveis e também já vi o Porto a ser beneficiado pela arbitragem. Não sou e não quero ser um calimero! Consigo encontrar defeitos internos para os nossos insucessos!
    Como não sou pessoa de perder a cabeça facilmente (mas uso e abuso do vocabulário próprio dos meus conterrâneos que alguns tios eruditos e decadentes de Lx acham inaceitável), pergunto-me o que é que mudou para ter tido aquele comportamento “anormal”?

    Perdi a cabeça e isso não me fica bem, mas acho que ontem foi a gota de água que fez transbordar o copo!

    Não é admissível que estes ladrões não tenham qualquer problema em roubar-nos mesmo em frente às nossas barbas de uma forma arrogante, continuada, descarada e insultuosa! Qualquer “merdas” vem ao Dragão e faz o que bem lhe apetece e sem qualquer consequência! Não foi assim que conquistamos tudo o aquilo que se pode visitar no nosso museu…Esta nossa “nova” atitude não me serve…
    Se os adeptos do Porto, em vez de estarem constantemente durante todos os jogos a massacrar os seus jogadores e treinadores (que também podem e devem ser criticados após o jogo), usassem METADE dessa energia para se insurgirem contra estes ataques e contra aqueles que vêm a NOSSA CASA com uma intenção clara de nos subjugar a um esquema lisbonense de controlo do Futebol, tenho a certeza de que seriamos mais fortes! Podíamos não ser, mesmo assim, os mais fortes mas pelo menos sofriam como cães sempre que nos tirassem aquilo a que temos direito, RESPEITO!!!

    Um grande abraço! Espero ver-te mais vezes por lá num ambiente mais tranquilo 🙂

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    1. @ Zé Pedro

      grande, enorme comentário.
      tu sabes disso, eu sei disso, alguns dos nossos sabem disso. infelizmente nem todos querem saber disso (para nada) e fazem alarde dessa (para mim) muito estranha maneira de se manifestar o Portismo que habita em nós. respeito, mas não consigo concordar com eles… e é como bem referes: canalizassem metade dessa energia assoBiativa para os adversários e para os apitadores, e o ambiente no Dragão seria bem diferente. e muito interessante para estes últimos…

      abr@ço forte
      Miguel | Tomo III

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