not@s soltas de mais (do que) um ‘borrego’ morto…

abou© zerozero
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1)

a primeira not@ vai para os jogadores: quiseram vencer e conseguiram-no.
hoje, num campo com um historial tremendamente difícil para nós, vi e senti, “transpiração”, entrega (ao jogo), solidariedade, Raça, Querer. e, quando assim é, tudo se torna (bem) mais fácil.

e o que conseguiram foram dois feitos que só nos podem deixar com um sorriso largo nos lábios, este final-de-semana: (i) a primeira vitória, em plena Capital, desde Outubro de 2012 (14 jogos depois!!!), (ii) a primeira reviravolta no marcador e com benefício, no resultado final, para a nossa cor, no presente ano civil de 2016 (a segunda da época).

se é certo que nem tudo já passou a ser “rosas” e outros quejandos, no reino do dragão, também não será menos verdade que já se pressentem mudanças salutares e menos “espinhos” encravados…
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2)

a segunda not@ de destaque vai para o que aconteceu na Amoreira, acima de tudo e sobretudo, uma transfiguração a todos os níveis (da concepção do jogo à mental), para (bem) melhor.
como referi na not@ anterior, não “embandeiro em arco”, pois certamente que ainda há muito trabalho pela frente. mas fiquei muito contente com aquela primeira parte: forte pressão no adversário, onde ganhámos sempre as “segundas bolas” (esta expressão do futebolês inconscientemente remete-me para algo de cariz sexual…) ; não nos desconcentrámos com a entrada em falso e de estarmos a perder logo desde o minuto 4′ (e em mais um lance de bola parada…); pela primeira vez, esta época, vi um central (Marcano) a atravessar a linha de meio-campo sem medo e a ajudar num lance de ataque corrido (a-le-lui-a!); a verticalidade substituiu a horizontalidade em excesso, e a posse de bola não foi um fim em si mesmo, mas uma das formas de se controlar o jogo (sobretudo na segunda parte); voltámos a marcar num lance de bola parada (enorme Danilo); e o Herrera já não errou muitos passes.

em relação aos aspectos negativos – que os houve! – não gostei sobretudo da nossa permeabilidade defensiva, pois que ainda se denotam alguns erros (infantis?) de posicionamento. recordo-me de um lance, já na segunda parte, em que o Indi foi até à lateral esquerda, já próximo do meio-campo, “cobrir” o sector e, num contra-ataque (vulgo «transição ofensiva», não é?), como que se abriu uma “auto-estrada” até ao remate final do estorilista gerso (felizmente que foi por cima da barra, dado que o canarinho foi burgesso…).
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3)

destaco a Equipa por um todo. mas há alguns “mais” que merecem a devida nota de relevo: Victorio Páez (pelas “piscinas” que fez durante os noventa minutos, mais os descontos, pelo remate da primeira parte, pela entrega e pelo suor); Miguel Layún (também pelas “piscinas”, pelo fulcral envolvimento no nosso primeiro golo e por mais duas assistências, pela entrega e nunca dar um lance como perdido); Danilo (por tudo); André² (pela paixão, pela entrega e por aquele dobrar de língua – uma imagem de marca (bem) familiar).

por outro lado, Brahimi foi bem substituído, e mais não digo.
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4)

aquela perdida do AboubaKar (aqui) recordou-me uma outra, de Paulinho ‘McLaren, em 1992/1993, no Bessa (vídeo aqui). a única diferença foi o resultado final. e refiro este lance porque, tendo em linha de conta o que o jogo estava a prometer* (já lá vamos!), aquele lance dar-nos-ia os merecidos “descanso” e sossego emocionais. felizmente que o minuto 81′ surgiu logo depois…

* e o que é que o jogo estava a prometer?
simples: como não “matávamos o jogo”, o apitador tuga (novamente com uma cor que diz muito ao que vêm, quando nos apitam…) resolveu (in)tentar equilibrar uma partida que se desequilibrava, a olhos vistos, para os da casa. o cúmulo do ridículo, dessa sua intenção, foi a amostragem do amarelo ao Corona
para ele e para todas(os) quantas(os) nos queriam ver “bem”, os meus desejos de que a vossa cabeça continue a “inchar”.

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5)

daqueles que nos querem “muito bem”, não posso deixar de mencionar aquele ar fúnebre, no final da partida, com que a estação de televisão, que transmitiu o jogo, nos brindou. o ar extremamente pesaroso, nos comentários, pela parte dos seus “profissionais”, sabujos, pés-de-microfone e afins, indicia que estaremos no bom caminho.
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adenda #colinhoverde:

o que se passou em Alvalade, esta noite, só pode ser adjectivado assim:

v-e-r-g-o-n-h-a!

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disse!
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8 thoughts on “not@s soltas de mais (do que) um ‘borrego’ morto…

  1. 1. Quando o treinador está com dois pés na Terra e não com muita ilusion tudo ou quase tudo fica bem melhor explicável.
    2. Hoje os jogadores estiveram muito bem individualmente, acima de tudo estiveram como um só colectivo.
    3. Quando há jogadores deste calibre, só nos faz babar, é uma alegria que chega até à nuca.
    4. Quando nós nos impomos em campo, lá tem de vir o suspeito do costume para dizer que está lá “presente”.
    5. Já se sabe há muito que quando há alegria |mesmo sendo uma vitória num jogo| os comentadores ficam “murchos”, e excitam-se com um ataque perigoso dos adversários.

    Ver a cara do Layun ao festejar o golo do Aboubakar, é uma prova que os jogadores estrangeiros quando estão aqui para jogar futebol, vivem o Clube de uma forma como nós sabemos.

    Abraços.

    Liked by 2 people

  2. Eu acho que os jogadores viram as diferentes “perspectivas” que um jogo pode ter! FINALMENTE! Entrega, garra, suor, assim vale a pena.
    Nem tudo está perfeito, mas de jogo para jogo as melhorias estão à vista.
    VAMOS PORTO!
    Abraços…

    Liked by 1 person

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