not@s soltas de como ‘caçar com gatos’… [actualizado com ‘br@são abençoado’]

© uefa | getty images
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antes de tudo (e sinceramente: acima de tudo “o resto”), e no seguimento do que antecipadamente escrevi aqui, o meu singelo “muito obrigado!” a todos os nossos indefectíveis que marcaram presença nesse local (para alguns) mítico do futebol europeu: o Westfalenstadion.

o seu intenso, enérgico e apaixonado labor – antes, durante e após a partida -, foi, a todos os títulos, extraordinário, chegando ao ponto de, em diferentes momentos, serem perfeitamente audíveis os cânticos de apoio à Equipa.
estão justa e adequadamente de parabéns!, portanto. e bem-hajam! por tal.
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« se alguma coisa tem tudo para dar errado, dará. e mais: dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível. » *

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e foi um pouco disto tudo que tem acontecido, desde a preparação do jogo de ontem até meio da tarde de hoje, certo? pois…

no meu entendimento, considero que não adianta (muito) estarmos agora a (in)tentar encontrar «bodes respiratórios» para tudo o que de mal efectiva e comprovadamente, nos tem acontecido, nesta época – a qual surge a partir de «inconseguimentos» sucessivos, vários e bastante diversificados, de há (pelo menos?) três anos a esta parte.
neste entretanto, as causas de tudo “isto” há algum tempo que est(ar)ão identificadas por quem de direito, e os consequentes e subsequentes efeitos também devem estar previstos. já as previsíveis “ondas de choque” e a forma competente de as atenuar, é da nossa exclusiva responsabilidade, porquanto que «a massa associativa do FC Porto não é o 12º jogador, como se diz por aí: é o 1º jogador, porque, sem ela, o Futebol não tinha razão de existir!», e como expôs o Mestre, um dia, em Abril de 1979.

assim sendo e corroborando o que o Jorge Vassalo incentivoaqui, faço votos sinceros para que, ante o Moreirense, haja lugar ao incentivo que a Equipa necessita nesta fase crucial da temporada (que ainda se pretende salvar, pois que há objectivos que estão perfeitamente ao nosso alcance).
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« tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível. » *
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« não consigo libertar-me desta sensação de Jesualdo, no Emirates. De Lopetegui, em Stanford Bridge. há um lugar do meu cérebro que teima em comparar este Dortmund – uma bela equipa, sem dúvida – àquele Bayern. e, confesso, ganho aí um certo alivio. é que estão longe: na Qualidade, na intensidade e felizmente na necessidade.

[…]

deixemo-nos de tretas, sim?
nós sabemos os problemas que enfrentávamos. para os outros, isso conta coisa nenhuma. defender bem. como pudermos. defender bem. um é melhor do que dois. defender bem. como der. defender bem. dois é mauzinho, mas três é muito pior. defender bem. para que “isto” não seja Munique…
irrita-me! E nem vamos começar a conversar sobre o que para aí iria, se em vez de Zé fosse um Júlio…
 »

ina tasca do Silva
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não poderia estar mais de acordo contigo, Silva. foi exactamente este o meu sentimento após o jogo.
e o de que “quem não tem cão, caça com (como?) gato”, no sentido em quem não tem os meios adequados para resolver algum problema, como que improvisa, fazendo o melhor possível com “aquilo” que tem em mãos – mas não se tratando de improvisar ‘stricto sensu‘, antes em maximizar os recursos disponíveis.
e foi muito “isto”, não foi? no fundo, uma “manta de retalhos” que tentou minorar danos…
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4)
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« acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série. » *
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«
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Marcano sentiu dores, no treino de ontem, e acabou por não se sentir em condições de jogar sem comprometer a distensão muscular que já o havia afastado do jogo em casa do 5lb…
A ausência de André² também se explica com limitações físicas. O médio sofre de fadiga muscular, tem sido poupado em várias ocasiões e José Peseiro entendeu que o jogador não tinha condições para fazer os 90 minutos, optando por deixá-lo no banco.
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Iván Marcano não recuperou da lesão na coxa direita e nem no banco de suplentes se irá sentar. O central espanhol, de 28 anos, é uma baixa importante, até ao nível da organização da equipa. Com Maicon no São Paulo, até Junho, não restou a Peseiro outra solução que não reajustar algumas das peças ao seu dispor.
Neste sentido, o treinador recuou Varela para lateral direito, e desviou Layún da lateral esquerda para o eixo, onde vai formar dupla com Martins Indi. Já José Ángel completa o quarteto defensivo.
Destaque ainda para um meio-campo reforçado com a entrada de Sérgio Oliveira, que deve actuar à frente da dupla Herrera e Rúben Neves. Na frente, Marega (à direita), Brahimi (à esquerda) e Aboubakar (ao centro), são os homens que vão tentar perigar no último reduto alemão.

Deve-se a essa falta de jogadores, como o Maxi Pereira, Danilo e Chidozie. O Varela jogará a lateral, tem a nossa confiança. Já o Miguel Layún também pode ser central, pois já fez essa posição, explicou Rui Barros, adjunto do FC Porto, à SIC Notícias, dando conta das alterações no onze do FC Porto que, esta Quinta-feira, defronta o Borússia de Dortmund.
Rui Barros, em declarações à SIC Notícias, deu ainda a explicação para a titularidade de Sérgio Oliveira: É um jogador que tem dado muita confiança. Gosta de ter bola, tem um bom passe longo, e tem facilidade de remate. ‘Encaixa’ bem com o Rúben Neves e com o Herrera, para fazer aquele trio muito importante para nós.
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Martins Indi acabou o encontro em esforço e José Peseiro confirmou que o central apresentou queixas físicas: Martins Indi Indi apresentou queixas, ainda na primeira parte, mas manteve-se em campo até ao apito final. Sentiu uma dor, um desconforto. Mas foi um exemplo de sacrifício e jogou até ao final. Esperamos que não esteja lesionado no próximo jogo, e que não seja nada de grave, afirmou o técnico portista.
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O FC Porto não regressará a Portugal, como inicialmente previsto, durante esta madrugada, tendo sido decidido que a comitiva vai pernoitar na Alemanha, muito provavelmente não muito longe do aeroporto de Munster. Motivo do atraso e posterior adiamento da viagem: avaria no sistema hidráulico do avião.
Recorde-se que o avião do FC Porto, da companhia açoriana SATA, não levantou voo da Alemanha, à hora prevista (00h45, hora local, menos uma em Portugal) e que, numa primeira fase, o regresso ao Porto sofreria um atraso de entre três a quatro horas. A comitiva tinha aterragem prevista no Aeroporto Sá Carneiro para as 2h30.

Assim sendo, naturalmente que o programa de trabalhos previsto, para esta Sexta-feira, com treino à porta fechada marcado para o Olival, às 13 horas, foi cancelado.
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»

in ojogoonline‘ [2016-02-19]

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« se você perceber que uma coisa pode dar errada de quatro maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do Nada. » *

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Ainda temos possibilidade! Não estamos mortos! [o próximo jogo] Será difícil, mas vamos estar a lutar, com o apoio dos nossos adeptos, pela passagem à eliminatória, afirmou José Peseiro, no final do jogo, em Dortmund.
Apesar da derrota por 2-0, o treinador portista acredita que a equipa será capaz de dar a volta: Parabéns ao Dortmund, que foi a equipa mais forte. Mas, daqui a uma semana, queremos mostrar que estamos vivos, nesta eliminatória. E com esta solidariedade, e com mais Qualidade no ataque
, disse ainda.
»

in ojogoonline‘ [2016-02-18]

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in “As leis de Murphy“.

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adenda importante:
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pml190216© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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BRASÃO ABENÇOADO do dia (aqui), presente na edição impressa, desta Sexta-feira, do pravda da Travessa da Queimada (aqui), com o qual concordo em absoluto (em. absoluto. palavra. por. palavra) – e cujas edições impressas, como já é do conhecimento geral, são “armazenadas” no respectivo arquivo (aqui), e relembrando que é desde a presente data até 05 de Dezembro de 2015.

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disse!
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9 thoughts on “not@s soltas de como ‘caçar com gatos’… [actualizado com ‘br@são abençoado’]

  1. As ausências explicam muito, mas não explicam tudo. Quanto a mim – e não sou daqueles que faz funerais à primeira falha dos treinadores – Peseiro improvisou mal, na esteira dos já mencionados Jesualdo e Lopetegui, mas também de Robson e Oliveirinha. Parece haver aqui um padrão de ‘cagufa’, quando o adversário atemoriza. E o resultado, invariavelmente, é péssimo: ou somos goleados (Manchester e Munique), ou somos afastados das competições (Chelsea e…Dortmund?).
    Qual foi a ideia de Layun no centro (se Verdasca não era opção, não devia ser convocado…ponto!), quando fazia mais falta na lateral direita? Qual foi a ideia de Sérgio Oliveira, com André André no banco? Qual foi a ideia de Marega – cujos pés se assemelham a um par de tijolos e que não é extremo, nem aqui, nem no Burkina Faso – deixando Corona de fora? Como referi, acho que foram improvisações a mais para um jogo desta importância e que, como se viu em (muito) poucos momentos do jogo, tinha um adversário que não era intransponível.
    Não se compreende. O Porto vinha de uma vitória galvanizadora no galinheiro, tinha o ‘momentum’ para discutir a eliminatória e o que se viu (tive esse feeling, mal soube do onze inicial) foi uma equipa a tentar sobreviver no resultado e, com sorte, a tentar trazer a discussão para o Dragão. Acontece, que isso não é ser Porto. Muitos menos, ser o Porto que habituou a Europa nos últimos 30 anos!
    Achei mau demais, sinceramente.

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  2. ora aí está, nem precisas de comentar, basta apresentares os factos…
    apesar do amargo de boca que nos fica por nos comportarmos como uma equipa de meio da tabela da Europa… mas desta vez… censurar o quê, e quem?
    já agora, a forma que hoje teria de discordar de ‘vossemece‘ seria assim.

    um abraco, e que venham melhores dias

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  3. Depois de ler os vossos comentários vou também bitaitar:
    1- É evidente que Maxi, Marcano e Danilo fizeram falta. Não só porque são normalmente titulares mas também porque faltou entrosamento, ritmo de jogo e adaptação às posições, aos que entraram para substituí-los.
    2 – Depois é verdade que a equipa portista entrou insegura, com medo do adversário e se calhar este facto além de retirar lucidez, também contribuiu para baixar o rendimento da equipa e criar complexos aos jogadores portistas, retirando-lhes serenidade, capacidade de resposta e competência.
    3 – Além de que é importante realçar a diferença de ritmo de jogo das equipas alemãs: capacidade de choque, velocidade de pernas e a disponibilidade para correr os 90 minutos do jogo, o que é impressionante…! Daí possivelmente o medo (complexos) inicial dos azuis e brancos…Os alemães estão habituados a recepcionar os passes dos colegas que são autênticos remates… Os portugueses gostam mais de jogar tipo: “brinca na areia”…!

    Armando Monteiro
    http://www.dragaoatentoiii.wordpress.com

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  4. Tenho visto muito pessimismo neste momento.
    Será que uma derrota contra uma das melhores equipas da Europa com uma equipa remendada e a jogar em sacrifício é sinal de tanto pessimismo?
    Na minha opinião não.
    Temos tudo para discutir ainda esta eliminatória, pois creio que para a semana iremos ter o “nosso” 11 de volta.
    Certo que Peseiro escusava de ter mexido na equipa, mas não era um jogo de ir para a frente e enfrenta-los de peito aberto, face às circunstancias.

    Estou completamente de alma e mente seguras em como podemos fazer uma reviravolta.

    Vamos lá voltar a ganhar um pouco de positivismo, porque temos agora uma equipa que tem feito jogos mais alegres do que anteriormente.

    Acreditaremos que somos capazes de dar uma reviravolta.
    Agora vem o Moreirense, jogo importantíssimo.

    Abraços.

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