not@s soltas de (mais um) um jogo sofrido…

suk© zerozero
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1)
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principio pelo fim: desta partida, em Belém, “salva-se” o resultado, numa vitória que, se foi justa, também não deixou de ser sofrida. muito sofrida. e de uma forma desnecessária, no meu entendimento. explico.

já se sabe que alguma da “matéria-prima” à disposição de José Peseiro não é “topo de gama”. há, pelo Olival, no grupo de trabalho que lhe foi colocado à disposição, elementos que… enfim… parecem “corpos estranhos”, num Todo que tanto tem de bom como de muito mau.
não estão em causa as suas entrega, raça, ou profissionalismo, das quais não duvido; antes o facto de que, para o padrão a que o FC Porto me habitou (porventura, mal…), sincera e honestamente as suas qualidades futebolísticas deixam muito a desejar. é que, até podem ser bons rapazes, mas não dão. mesmo! portanto, quando os vejo envergar o nosso manto sagrado, pergunto-me “mas porquê tu?!”… e desespero. muito.
na partida em apreço, refiro-me concretamente a: José Ángel, Marega e Varela. Corona também me tirou do sério, mas tal como André², acredito que tenha sido mais uma (débil) questão física que o(s) impediu de dar “aquele” ‘plus‘ no seu jogo.
assim sendo, digo só que, fosse comigo e tivesse eu esse p(h)oder,
na próxima jornada essa gente boa (mas que parece que calça tijolos, onde deveria existir um par de pezinhos daqueles) não era convocada – e porque, lá está, na próxima época já se sabe que não estaria por cá. ao invés e por muito que possa custar a Luís Castro, passaria a convocar algumas das promessas (mas que são quase certezas) da equipa B. se, na lateral esquerda, fica difícil chamar o Rafa, o mesmo não se aplica para a lateral oposta, onde Víctor García pode render um Victorio Páez num crescendo défice físico. se o André² “não pode com uma gata pelo rabo” e se o Sérgio Oliveira “não dá” (por motivos que só o técnico saberá), há sempre um Francisco Ramos ou um João Graça prontos a entrar, e a “comer a relva”, se for necessário. por cada Marega há um Gleison ou um Ismael Díaz, em potência e com menos “brutidão” no diamante que se tem para lapidar. estes mesmos nomes aplicam-se a um Varela que se encontra na curva descendente da carreira e que, (pelo menos) no último mês, tem dado razão à descrença crónica de um Miguel Sousa Tavares, que o tem como um dos seus odiozinhos de estimação.
e, para que não me acusem de incoerência e/ou de “só acertar no totobola à Segunda-feira”, recordo este escrito aqui, datado de Abril de 2014, e cujas premissas, que nele defendo, permanecem tão, mas tão actuais… haja essa coragem de se apostar em quem é o Futuro, mesmo o mais imediato. Ruben Neves e Chidozie comprovam que, quando há Qualidade, compensa o risco da aposta.
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2)
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do jogo em si, houve uma excelente entrada, da nossa parte, com duas oportunidades antes do golo de Brahimi, o qual foi concretizado bem cedo. um ‘killer instinct‘ que há muito andava arredio, que se saúda e que convém manter para as próximas batalhas.
dez minutos volvidos, tonel resolve “compensar-nos” por aquela infantilidade em alvaláxia. és grande, tonel! (uma grande merd@; mas, mesmo assim, grande).
depois… bem, depois foi sempre a descer, até àqueles sôfregos dez minutos finais – da primeira e da segunda partes, qual delas a pior em termos de arrancar cabelos, roer unhas, proferir turpilóquios em catadupa, mandar murros na mesa, inquietar-se na cadeira e/ou no sofá (allô!, Felisberto! 😉 ), etc. e tal…
e, nessa descida, incluo o apoio dos nossos indefectíveis – cuja parte final contratou, para pior, com os primeiros 45”, onde estiveram irrepreensíveis -, e sobretudo a acentuada quebra física na esmagadora maioria dos jogadores azuis-e-brancos, consequência de dois jogos em menos de 72h… ah!, espera! parece que não é bem assim, pois não? só Iker, Victorio, Marcano, Ángel e Danilo, é que repetiram a titularidade; e Evandro, Herrera, Marega, Suk e Varela, é que repetiram a participação nas duas partidas. onde quero chegar com este ponto de vista? que (ainda) não perdoo o abandono de Quinta-feira. fosse por que razão fosse, «só és derrotado quando desistes de lutar», certo? e foi muito isso que aconteceu na Quinta-feira: uma desistência precoce, com a salvaguarda de interesses de índole física, e que hoje não se comprovaram, muito pelo contrário. o Victorio, o Herrera, o Brahimi e o André², no final da primeira parte, já não conseguiam sequer soprar ao balão. e o Corona dizem que esteve no jogo, enquanto peça nuclear no mesmo, com aquela sua “forma invisível” de participar nas jogadas, tão característica nos últimos tempos…
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3)
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uma pertinente troca de sms:
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1 de bós)
S
abes que mais? Bela merda de primeira parte. Jogámos pouco, defendemos mal, atacámos pior.

je)
estás a vencer por 0-2 desde os 18 minutos de jogo. querias o quê? o 0-3? pois… eu também. mas o “pragmatismo” de Quinta-feira abriu-me os dois olhinhos que tenho na cara (o outro permanece cego. informação adicional que considerei pertinente)…

1 de bós)
Muito pertinente, até! Mas, e quê? Estás a controlar? Népias! Andas é aos papéis!

je)
sim, andas “aos pastéis”! mas, se n
ão sofres golos, está tudo controlado – pensa o Peseiro. mais a sério: acredito que ele vá tirar o Jesus e colocar o Varela, no regresso das cabines.

1 de bós)
Pois, mas era melhor meter um Sérgio Oliveira e passar o André² para a ala. A ver se o meio-campo segura o jogo. É que o André² não acaba o jogo, se tiver que jogar ali.

je)
também não está mal visto. percebes da p(h)oda, tu
🙂 mas o Varela também fecha bem o flanco (eufemismos à parte)…

1 de bós)
Yep! Mas, para proteger o André², era melhor tirá-lo dali. É o capela…
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4)
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em relação aos dois pontos anteriores, o apitador capela foi igual a si próprio e a tantos outros da sua geração: uma valente merd@, com uma arbitragem que lhe é tão, mas tão característica. ou seja, quando estávamos a “descer”, lá veio ele dar uma ajudinha aos de Belém. dois exemplos:

i) no lance que origina um livre directo, frontal à nossa baliza, e cujo remate foi ao poste*, em relação à “falta” assinalada (vídeo aqui), confesso que já vi grandes penalidades não nos serem assinalados por infracções bem piores…
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* foi (mais) uma g’anda defesa do Iker! aqueles olhinhos valem ouro! estava tudo controlado, pelo que foi fantástico: a calma, a descontracção, a barreira no sítio certo…
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ii) fui só eu a ver uma falta, perto da área belenense (penso que sobre o Corona…), na jogada que antecede o lançamento do contra-ataque, que originou o golo dos visitados – lance esse que não mereceu qualquer repetição?

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5)
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por diversos motivos, vi-me forçado a visionar a partida em causa num espaço público. assim, fui “obrigado” a essa contingência de ter que gramar com os “comentários”, dos “comentadeiros” da sporttv, mormente das teorizações anti-portistas de um Lobo que consegue ser do mais primário que lhe (re)conheço. fosse em minha casa, e há muito que teria cortado o pio destes espécimes (não tão) raros, no jornalixo tuga – assim a modos que ainda antes do apito inicial para a partida.
portanto, é para mim difícil não tecer dois ou três considerandos sobre: (i) aquele a
r pesaroso, nos comentadores, a partir do nosso segundo golo; (ii) a sua ignóbil vontade num golito do Belém, ainda antes do intervalo; (iii) os orgasmos triplos, do Freitas, sempre que o carlos (já não tão careca) martins [escarro] tocava na bola.
também “gostei muito” daquele «já está!», aquando do golo belenense, e de um «boa bola», num dos últimos contra-ataques do Belém, perto do final da partida. a ênfase com que os exprimiram contrastou, de forma inversamente proporcional, por exemplo, na jogada do nosso primeiro golo.

é também por estas razões que me recuso a subscrever o canal em causa, e que não me incomoda mesmo nada “ser inácio”. para todos eles a minha indiferença e o desejo de que se tenham engasgado com os dois pastéis que lhes enfiámos pela goela abaixo. certamente que terão contribuído para o seu melãozito final.

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paulinho© FC Porto | Tomo III
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um aparte:

ontem, o meu ídolo de infância celebrou 50 anos.
aqui, para quem tiver esse interesse e/ou para memória futura, divulgo o suplemento de oito páginas que o ‘rascord’ lhe dedicou.

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disse!
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7 thoughts on “not@s soltas de (mais um) um jogo sofrido…

  1. ahahah!
    o ponto 5: brutal! pensei o mesmo! o “já está!” confesso que não me apercebi, mas o “boa bola!” foi de ir as lágrimas! que pérola…
    duvido que, contra as lamparinas, estes comentários fossem tão efusivos, a favor dos azuis (dos pastéis, claro)!

    manu365

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  2. Só vi a gravação do jogo, já depois de saber o resultado, e saltando para as partes que interessavam 🙂

    Se foi sofrido, como dizes, está de acordo com o que temos visto ultimamente. Mas, para ser honesto, valeu pelo resultado. Já vi muitas vitórias a jogar mal, pelo que nesta altura não quero muito mais.
    Venham mais 10+2 jogos assim!

    Abraços.

    Liked by 1 person

  3. Muito bem Miguel,
    A primeira parte do jogo foi aceitável… O problema foi a desorientação da equipa portista no tempo complementar devido, devido creio eu, à falta de pernas para aguentar os 90 minutos do jogo.
    Está visto que a equipa não aguenta dois jogos por semana e portanto a responsabilidade tem de ser do preparador físico. O plantel para um clube com a exigência do FC Porto, tem de ser constituído com 2 jogadores de nível semelhante para cada posição, ou seja, duas equipas equivalentes. E esses 22 ou 24 profissionais (c/ os guarda-redes) têm de estar 100% aptos/preparados para renderem o seu máximo sempre que sejam chamados para dar o seu contributo à equipa. Ou então, outra estratégia possível, criar uma equipa por exemplo A para jogar nas provas internacionais e outra B para consumo interno Liga e Taça. Logicamente os 11 titulares porque jogam sempre têm ritmo de jogo e estão entrosados, mas mesmo os que não são habituais titulares, se forem bons profissionais e “treinarem bem”, estarão a 100% do seu rendimento sempre que sejam chamados a dar o seu contributo à equipa.
    Os 22 ou 24 jogadores do plantel não trabalham juntos ao longo da época…?! Porquê o problema da falta de entendimento/entrosamento dos que entram para substituir os titulares…?!

    PS:
    Quer-me parecer que o que acontece é que os que não habitualmente titulares,como não têm a responsabilidade de jogar se calhar facilitam e desmazelam-se…
    Outra coisa: como é que um atleta tão promissor como o Sérgio Oliveira não consegue impor-se no futebol dos dragões…!

    Abr@ço,
    Armando Monteiro | dragão atento

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  4. 1. A equipa esta “rota”, daí esta equipa ser de remendos.
    2. Eu a pensar aos 20 minutos: “vai ser 10-0 hoje”, mas a realidade é outra….
    4. No jogo estava sempre com uma na mente sempre a matutar, que iria haver um penalti para os pasteis. Mas afinal não foi além do anti-jogo permitido.
    5. O lobo quer que os seus dentes sejam afiados, mas acaba por tê-los como uns de roedor. Será o seu habitat a toca?….

    Grande referencia a um dos jogadores que deu muito nos anos que por aqui passou. Só de pensar que poderia fazer um golo “maradoniano” em Viena…

    PS: Nunca pensei que fosses por no teu blogue um artigo daquele lixo tóxico, ainda que seja de um Grande Jogador.
    Abraços.

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