«erros meus, má Fortuna, Amor ardente»…

twaveb© google | Tomo III
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caríssima(o),

antes de tudo, afirmo que o título desta “posta de pescada”® foi inspirado neste soneto aqui, da autoria do senhor Luís – o Vaz, bem entendido, que o outro é néscio q.b. e até se dá ao trabalho que “papagaios” lhe escrevam (‘twittem‘?) os discursos presidenciais… adiante.

tempos conturbados, estes, que vivemos, certo? pois claro que sim.
e são difíceis inclusive na exacta medida em que fica complicado escrever sobre eles – não só por esse retorcer de uma dor interior que (man)temos, e que desejamos ardentemente purgar, recordando-a, mas também porque o reavivar dessa dor provoca uma indelével inércia no acto de se redigir um texto, seja ele qual for e versando sobre o que quer que seja. essa vontade fica reduzida ao mínimo, de um valor já de si negativo.
mesmo assim, com o semblante carregado, o olhar pesado, o rosto fechado; com a minha alma dorida,  e com uma tristeza que me invade o Ser e não me deixa ser quem sempre fui, atrevo-me a dar a conhecer à saciedade o que me provoca tudo “isso“, e com o qual não estou a conseguir conviver. será uma espécie de purga, num acto de libertação interior. portanto e desde já, o meu “muito obrigado!” por estares aí, desse lado, a ler o meu lamento e o meu pedido sincero de desculpas pela extensão do testament… do texto um tanto ou quanto looooongooo que se segue, o qual se socorre de alguns comentários pertinentes, de gente portista, que sente, de forma indelével, um Amor incomensurável pelo Clube mas que, mesmo assim, não deixa de ter uma voz crítica e construtiva sobre este último. e esses diversos comentários, não só vão ao encontro do que (também) penso sobre os assuntos neles explanados, como sustentam a minha argumentação para o que anseio que seja o Futuro do Futebol Clube do Porto.
por último e não menos importante, aqueles comentários foram retirados daqui, do “dragão até à morte“, do caríssimo Vila Pouca – um local tão próprio, no “maraBilhoso mundo que é a bluegosfera”®, que dispensa apresentações.
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do Vila Pouca, às 13h56m, de 08/03:
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« O respeito que tenho por Jorge Nuno Pinto da Costa e pela sua obra, não me impede de lembrar que, neste momento, o FC Porto tem uma SAD a dirigir o futebol, e que os seus responsáveis não são “amadores”, antes profissionais e muito bem pagos [para desempenhar essa função de direcção].
Portanto, é preciso lembrar, a quem de direito, que simplesmente não podem fazer o que bem quer e lhes apetece, ignorando os sócios e os adeptos, tratando aqueles que desembolsam centenas de euros por ano, para o clube, como meros clientes.
Se matam a paixão e só querem saber do negócio, a curto prazo ficam a falar sozinhos… Como ninguém quer isso, terá que haver algum respeito e alguma humildade
[por parte dos responsáveis da SAD], principalmente quando, nos últimos 3 anos, muitas coisas correram muito mal. »
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actualmente é muito “isto”, certo? o respeito e a admiração que Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa granjeou junto da massa adepta, da massa associativa e da massa assoBiativa do Clube, e que demoraram mais de trinta anos a consolidar, em menos de três como que se esfuma, qual espuma na zona de rebentação de um mar (actualmente, demasiado) revolto.
a última “pedra no sapato” para alguns de nós (muitos de nós?), indefectíveis adeptos portistas, foi a recondução dos órgãos dirigentes da SAD azul-e-branca antes de concluído o processo eleitoral do Clube. se é certo que nada o impede e de acordo com o que se encontra disposto nos Estatutos da FC Porto – Futebol, SAD (documento que pode ser consultado aqui, na sua versão de 2001, e cuja fonte foi este outro aqui), não é menos correcto afirmar-se que ética e moralmente se tratou de um acto censurável, e que remete para uma acção própria de déspotas. longe de mim considerar que o nosso querido líder é uma espécie de tirano! mas, não posso negar a associação imediata e a interpretação primeira que dele retirei, e que foram a de uma acção própria de alguém autoritário e que, no Presente, transmite a ideia de que se pretende agarrar ao P(h)oder a qualquer custo e que se está perfeitamente a marimbar para a opinião dos sócios do Clube.
gostava (muito) de estar enganado na assumpção deste pensamento, mas foi o primeiro que tive quando soube da notícia, logo (e para mim) o mais verdadeiro. faço votos para que a Realidade que por aí virá, em (muito) breve, me desminta categoricamente.

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do Felisberto, às 13h14m, de 08/03:
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« Eu creio que vivemos um dilema difícil de ultrapassar: Pinto da Costa deu tanto ao Clube que, por vezes, nos faz pensar que estamos a ser injustos com o homem. Contudo, olhando para estes 3 últimos anos, verificamos que o “clientelismo”, o peculato e a vaidade, tomaram conta do Presidente e dos seus acólitos.
Será da idade? Será que os êxitos lhe(s) subiram à cabeça, e que nada mais vê senão o “Museu BMG”? Não sei… Agora, uma coisa eu sei: pela ‘bluegosfera’ existe um mundo de opositores a Pinto da Costa, mas, na vida real já não é bem assim. Basta ver a euforia em Cantanhede; basta ler a manipulação editorial do jornal “O Jogo”; basta observar o público, no Dragão, onde nenhuma voz, nenhum assobio, nenhum “espirro” é lançado para a tribuna presidencial.

Eu e todos nós, portistas convictos, queremos de volta o nosso FC Porto. É só isso que pedimos. Estamo-nos a marimbar se a Joana e a Carina estão no Porto Canal “por herança” ou por competências profissionais. Estamo-nos nas tintas se o Alexandre apenas representa um júnior, mas recebe comissões como se fosse um agente FIFA. Estamo-nos a borrifar que José Caldeira receba prémios pela permanência no FC Porto de Ruben Neves, bem como dos que eventualmente possa vir a receber pela sua saída. E não nos tira o sono ver uma SAD passar de 5 para 7 elementos!
A gente esquece facilmente tudo “isso” se o FC Porto voltar a ser o FC Porto! Se voltar à luta, se regressar ao tal baluarte da luta contra o atávico centralismo. Se a chama se (re)acender novamente, creio bem que caminharemos, todos juntos, atrás do nosso Presidente. Mas tudo “isto” apenas e só está nas suas mãos; as nossas vão-se torcendo de angústia… »
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“falemos” franca e abertamente, ok? quem, de nós, portistas dos quatro costados, se amanhã viesse a ser Presidente do Clube, não gostaria de se rodear junto “dos seus” – mormente dos familiares e Amigos mais próximos -, na sua Direcção? ou querem-me convencer de que escolheriam, nesse momento, para os cargos mais importantes, pessoas as quais não viram mais gordas ou mais magras, na Vida? pois… “tá bem, abelha”…
agora, esta união familiar não pode impedir que quem as desempenhe, não só possua as habilitações próprias para tal (e não me refiro às académicas, mas sobretudo àquelas que vão para lá dos bancos da Escola, da Faculdade e das cadeiras dos seus bares), mas também que seja um verdadeiro Profissional – o que implicitamente implica que esteja sempre presente, que dê a cara e que se assuma em todos os momentos, sobretudo nos fracassos.
porém, o que o Presente demonstra é alguma sobranceria e muito refúgio nos bastidores. da primeira, não me esqueço da questão dos assobios e do “pedido” presidencial para que aqueles se perpetuassem, na única altura em que atingimos a posição cimeira do campeonato, nos últimos dois anos; o segundo (infelizmente) tem-se verificado com alguma regularidade, com a última entrevista do Presidente a confirmá-lo. e são dois exemplos que confirmam esse desNorte comunicacional que persiste e subsiste desde os processos do ‘pito dourado e do pífio final.

já em relação às comi$$õe$, às cláusulas contratuais e às negociatas que existem nos negócios do e no Futebol, só um pueril puritano purista, mesmo que portista, é que considerará que aquelas (as negociatas) só existem no universo azul-e-branco e que os demais opositores do nosso clube do coração fazem tudo ‘by the book‘, dentro da legalidade e sem quaisquer negociatas. pois claro que sim!… só no reino do Dragão é que são permitidas tamanhas veleidades,  nas agremiações da Segunda Circular são todos uns santinhos (mas do pau oco), e aquelas mais parecem Santas Casas da Misericórdia… engana-me que eu gosto…

assim sendo e tal como é desejo do Felisberto, também eu pretendo o regresso do nosso FC Porto guerreiro, daquele que não tolerava desaforos de ninguém e que não deixava nenhum sabujo e/ou pé-de-microfone sem a devida resposta; que passou a ser um temível (e bastante temido) Dragão, ultrapassando, com bravura, aquela fase do “bom rapazito e tal” (vulgo andrade).
porém, já dele discordo que tudo o que tem acontecido ao longo destes três anos será esquecido mal surjam as vitórias. pelo menos da minha parte não será assim. por exemplo, ainda não esqueci o muito que se errou naquele triénio 1999/2000-2001/2002, com particular relevância para a época a negrito.

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do Hélder, às 14h31m, de 08/03:
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« A próxima Assembleia Geral Extraordinária [próxima Segunda-feira, dia 14 de Março, às 20h30m] irá demonstrar se, tal como Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa [JNPC], também o FC Porto irá “decair até à morte” do seu “messias” para depois se recuperar, ou se ainda há esperança que se estanque a sangria e não seja preciso JNPC partir para se renovar o FC Porto.
As condições que JNPC teve para gerir a passagem de geração no Clube foram únicas; agora, já não são. O capital disponível (pela boa gestão de 30 anos) esgota-se entre os sócios e os adeptos, e nos bancos [financiadores]. O FC Porto entrará, em 2017, numa situação financeira próxima do 5lb; e com o spórtém a participar directamente na próxima ‘Champions’ (esperemos que não…) a situação destes irá melhorar financeiramente.
Assim, prevejo que o FC Porto entrará, em 2016/2017, com uma equipa débil, com jogadores desvalorizados, sem estratégia, com arguidos nos Órgãos Sociais, com “relações escuras” com claques, e sem real oposição pela “politica do medo”. 
A culpa, a meu ver, reside na natural e normal decadência do “messias”, que não soube, ou não quis, ou não pôde, ceder a cadeira a outros no tempo devido e, agora, encontra-se refém de si mesmo e do seu séquito.
Já que a massa adepta tem treinado os assobios há vários meses, bem podem dirigi-los, no próximo jogo, não aos 11 que entrarão em campo, ou aos “desgraçados” no banco, mas para quem se senta na tribuna presidencial. […] J
NPC cometeu a falha que quase todos os grandes lideres cometeram: achar que era maior do que a criação. »
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discordando do muito pessimismo (exacerbado?) patente no comentário do Hélder, quer-me parecer que a ‘punch line‘ do mesmo reside no seu final e que se encontra por mim destacada a negrito. é também por esta ordem de razões que a Assembleia Geral Extraordinária da próxima Segunda-feira é muito importante para o actual pulsar do Clube.
infelizmente, por imperativos económico-financeiros, já não sou associado; mas se o fosse, tudo faria para marcar presença na dita. e não me coibiria de inquirir o Presidente do muito que deve explicar aos associados. por exemplo e de entre outras mais: qual é o seu Projecto para o quadriénio a que se propõe ser o timoneiro da nossa nau. em 1982, o lema da campanha foi «devolver o Clube aos sócios»; e qual é o de 2016? qual a explicação para tanto silêncio, o qual só tem tido proveito por quem tanto nos prevarica, enxovalha e denigre diariamente? porque é que convidou, para a gala dos “dragões de ouro”, os editores de dois dos piores pasquins tugas e que se dedicam ao que consta na pergunta anterior?

(abro aqui um parêntesis para expressar o meu lamento pela ‘e-letter‘ do Clube, sempre tão solícita a destacar factos e curiosidades avulsas, desde 04 de Março ainda não teve um singelo parágrafo, sequer uma única palavra que fosse!, para (re)lembrar a massa associativa daquela reunião magna do Clube. eis um facto que não consigo compreender, pois que não há desculpas para que tal não seja feito com regularidade…)

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enfim… esperemos que novos Amanhãs se levantem… e que, nessa altura, não seja já tarde demais...

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sugestão musical:

metallica, “fade to black“.

(« Yesterday seems as though it never existed »)

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disse!
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8 thoughts on “«erros meus, má Fortuna, Amor ardente»…

  1. “(re)lembrar a massa associativa daquela reunião magna do Clube” que se utilize a bluegosfera e as redes sociais para esse convite à participação.
    não fazendo disso uma suposta campanha de oposição
    porque o que se pretende, penso eu, é que seja uma AG de esclarecimento, de debate, de dar voz às legitimas preocupações e temáticas que são lançadas em espaços como este, o RP, o PA, o Tribunal, etc
    (já repararam a quantidade de blogs de qualidade no universo azul e branco ? devia ser motivo de regozijo e não de preocupação )
    “A ignorância é a mãe de todos os males.”

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    1. @ Carlos

      antes de tudo, muito obrigado! pela visita, pelo comentário e pelas gentis palavras!

      depois, é óbvio que sim!, que a bluegosfera pode ser um veículo privilegiado de comunicação e/ou informação para os adeptos – e efectivamente até o é!
      mas, convenhamos: a responsabilidade maior compete ao Clube e de quem nele trabalha; a tarefa prioritária compete aos órgãos de comunicação oficial do Clube. e ter uma singela informação na página do Clube (site) sem a “massificar” (e por que não diariamente?) em todos os outros canais oficiais do Clube – páginas sociais (faceboKas, twitter, instagram), na ‘e-letter‘ e, pasme-se!, no “torto” Canal, isso não lembra a ninguém, sequer ao diabo…
      quero acreditar que será “apenas e só” por descuido

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  2. Neste momento o grande problema está aí… na dispersão da razão! Há dias em que acho que é tudo de ferro, outros que é tudo de madeira. Vivo num dualismo que jamais me imaginei viver. Ora estou de acordo com a “mansidão” de Pinto da Costa, ora estou de acordo que Pinto da Costa será sempre ele!
    Quando regresso a mim, prefiro pensar que estou incondicionalmente do lado do homem que nos pôs nas bocas de todo o mundo.
    Sei que não sou perfeito, mas não quero ser… ingrato, mesmo quando destrato aquele que continua a ser o maior do FC PORTO: o seu presidente!

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    1. @ Felisberto

      antes de tudo, muito obrigado! pela tua visita, pelo comentário e pelas pertinentes palavras!

      depois, é óbvio que deveremos ser gratos ao «velhote» que nos colocou na rota do Sucesso, a todos os níveis e ao mais alto níBel. eu sou-o, assim como tu e (muitos) outros portistas.
      agora, essa gratidão não poderá ser sinónimo de sermos acríticos; essa é que seria a suprema ingratidão. no meu entendimento, deveremos questionar o que consideramos que está errado no quotidiano do Clube – que não da SAD, no sentido em que não dominamos todas as questões que “gravitam” em torno dos seus negócios. como não me canso de o repetir, só sabemos o que “eles” querem que se saiba, e por mais ‘football leaks’ que existam.

      assim sendo, reforço essa minha convicção de que a próxima Assembleia-Geral, já na Segunda-feira, poderá ser um marco decisivo na inversão deste rumo que, quer queiramos, quer não, não augura bom Futuro. portanto, no local e no momento adequados a todos os esclarecimentos, haja o bom-senso, por parte dos associados que lá se deslocarem, de colocarem ordeiramente as suas questões, e a boa vontade (e algo para lá desta, também) por parte da Presidência para responder a tudo o que a inquirerem, sem soberbas bacocas, tiques de despotismo e/ou tiranismo e/ou prepotência e/ou outros quejandos…
      quero acreditar que, depois de Segunda, nada será como até agora. e que será para melhor.

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  3. Não queria dizer isto, mas é este o sentimento que todos nós sentimos: Uma facada pelas costas e outra pelo coração.

    Quando tu falas da comunicação e do ‘pito dourado’, o qual já lá vão 12 anos e durante esse tempo o nosso Presidente teve uma comunicação boa, ou seja, protegia o Clube e atacava quem faziam as sacanices.

    Esta será a Assembleia Geral do século para o FC Porto no meu entender.

    PS: A escolha musical encaixa que nem uma luva quanto ao nosso estado do Clube.

    Abraços.

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    1. @ Filipe

      a Assembleia-Geral será O momento, não só desta época, mas principalmente das próximas quatro. haja o bom-senso, de todas as partes envolvidas, de a encarar com as devidas atenção e consideração, e com o Respeito que terá que existir. há problemas que afectam o ambiente geral e que têm que ser limados. que a Direcção não se escude num autismo total, que os sócios não o merecem, é tudo o que desejo.

      abr@ço forte
      Miguel | Tomo III

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