not@s soltas deste final-de-semana…

f01© colectivo95 | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)
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1)

antes de tudo o mais, quero agradecer ao Zé Pedro a possibilidade que me proporcionou de, num final-de-semana que se iniciou de forma nefasta, em termos familiares, me ter convidado para ir ao nosso teatro de sonhos (acutualmente é mais pesadelos…) azuis-e-brancos, assistir a uma partida desse nosso Amor comum. e foi assim que este «pé frio» teve a possibilidade de (também) se reencontrar com alguns de vós, de forma completamente imprevista para todas(os). portanto e mais uma vez:

muito obrigado, Zé Pedro!
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já agora, uma mensagem particular, mas muito pertinente:
este «pé frio» (também) é imprevisível, como qualquer finta do Brahimi, ou convocatória actual do Peseiro. e, se o Útil se juntar à Vontade, ainda está para nascer quem impeça este «pé frio» de marcar presença num espectáculo que muito prazer lhe dá (ou ainda vai dando): assistir a um jogo de futebol da sua equipa do coração e de Sempre, «ao vivo e a cores».
em suma: se não tenho o direito de impedir, seja quem for, de ir ao estádio, também não admito, seja a quem for!, que o (in)tentem comigo, fazendo-me sentir culpado por “algo”, em jeito de superstição tola, à qual sou totalmente alheio.
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2)

do jogo em apreço, ante o “ónião” da Madeira, do muito que já fui lendo por esse “maraBilhoso que é a bluegosfera”®, retive os seguintes comentários, sacados daqui, os quais subscrevo na íntegra:

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domagro vai ao ataque, às 10h50 de 13/03:

« o problema que prova a nossa instabilidade foi facilmente identificado, ontem. antecipo que o facto de me referir a nomes não implica culpa directa, ou qualquer tipo de responsabilização. esta “defesa remendada” tem vários erros de posicionamento, pelo facto de os jogadores não estarem nas posições que mais dominam:
» Layún sai muitas vezes para antecipar o corte como um lateral. e, quando não o consegue, abre um espaço enorme que não é compensado (quando há Danilo mais depressa ‘isso’ é menorizado). há um lance, aos 50′ e pouco, ainda com 2-0 no marcador, em que o Layún sai ao meio campo adversário para fazer um carrinho, sem qualquer hipótese de sucesso, e deixando um gigantesco espaço atrás para um contra-ataque venenoso (creio que foi o primeiro do “ónião”, na segunda parte). nas imagens até se vê o Maxi a dizer ao Layún que não pode sair daquela forma;
» Ángel tem falta de agressividade na abordagem aos lances defensivos – e agressividade no sentido de impor a sua posição e sem fazer falta. muitas e muitas vezes, quando (im)põe agressividade, é sempre em falta e em zonas perigosas. estando a jogar do lado do Layún, “monta-se” ali uma combinação perigosa de saída desfasada e com falta de agressividade. e note-se que o “ónião” só atacou entre eles, pelo lado esquerdo da nossa defesa;
» Chidozie ainda tem algumas dificuldades no controlo de profundidade, em ‘timing’ e em sentido de… posição. é uma questão “fácil” de trabalhar em treino, mas que precisa de tempo – sobretudo de uma pré-época com alguém a dedicar-lhe especial atenção.

a somar a estes ‘handicaps’ posicionais, há as outras falhas pontuais:

» Sérgio Oliveira, apesar do bom jogo, não pode abordar o lance como fez no 2-1, ao tentar dominar com o peito, para dentro, numa zona onde havia jogadores do “ónião”…;
» os médios e os avançados, no geral, ao não “matarem” lances, nem que seja com recurso à falta, no meio-campo adversário. isso permite, não só reposicionar a equipa (o que é fundamental quando há muitos jogadores adaptados a posições diferentes), como também garantir que o adversário não tem saída em transição, mas sim em organização ofensiva (e que é débil);
» Ángel, já com 3-2, fez algo semelhante ao Sérgio Oliveira: numa recuperação, dá de calcanhar, para dentro e sem ver (ou se aperceber) de quem lá (não) está. nesse lance, o Peseiro só não entrou em campo porque não calhou. é que “está nos livros”: o lateral, que recupera a bola, vira-se para fora e não para dentro. e o defesa espanhol foi ao extremo de virar a bola para dentro! continuo a achar que ele tem muito mais qualidade do que a que tem mostrado (que tem sido muito pouca). é um jogador mentalmente afectado com saída de Lopetegui e que entrou numa espiral negativa. talvez precise de novos ares, para se reencontrar;
» posicionamento geral para segurar o jogo: já com 3-2, nos descontos, o “ónião” carrega-nos (quem diria?! tanta passividade, em tantos jogos recentes, mas no Dragão ganham coragem…). há um lance, nos descontos, que me levou aos nervos: o avançado da equipa insular “encosta” nas costas de Layún, que está virado para o lance, mas no lado contrário; o Ángel percebe e encosta (bem) ao avançado; mas, nas suas costas, fica com 3 jogadores do “ónião” e com o Brahimi, no meio deles, sozinho! 3 jogadores para o Brahimi marcar sozinho! se o “ónião” tem conseguido virar o flanco… depois, ainda iam ter a lata de assobiar o Brahimi, que estava ali, em pânico, para saber quem deveria marcar e sem qualquer ajuda.

actualmente o estado mental é débil. qualquer lance leva-nos ao tapete. parece difícil mantermo-nos vivos, tal é o estado extremo: ora entrámos muito bem e abafámos o adversário (Braga e “ónião”), ora cometemos um erro e fazemos a meia hora final em total aflição.

nota final: sem que sirva de justificação, os últimos 15 minutos do spórtém, na Amoreira, foram iguais. uma aflição total para segurar o 1-2. vamos ver como reage o 5lb. »
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do “pontinha”, às 09h10m de 13/03:

« ontem, ao ouvir a Rádio Canal 5, falava o Bernardino Barros, no fim do jogo e fazia uma comparação entre o momento em que estamos e a segunda metade da época de 2001/2002, quando o otário malvado acabara de ser despedido.
também nesse ano, José Mourinho entrou em Janeiro. infelizmente, nestes tempos, muito poucos se lembrarão dessa meia época de Mourinho; provavelmente só se lembrarão dos dois anos seguidos de sucessos. e comparava ele, Bernardino Barros (e muito bem) que Peseiro está a fazer um melhor trabalho do que o que Mourinho então fez: nos primeiros 13 jogos, Peseiro tem 8V e 5D; Mourinho teve 6V 2E e 5D.

e perguntava ele, Bernardino Barros (e bem): se Mourinho tivesse a mesma falta de tolerância e de paciência, em 2002, com a que temos hoje, com o mundo de comunicação que temos hoje em dia (muito mais agressivo, em que muitos, de forma anónima e cobarde, dizem raios e coriscos do treinador e dos jogadores), se Mourinho teria conseguido sequer acabar a época de 2001/2002?…

temos de ter memória e paciência (bem sei que tenho também pouca).
mas acho que, mais do que tolerância e de paciência, o que é preciso é memória. aquela equipa de 2001/2002 jogava muito menos do que esta. e eu vi equipas campeãs, no FC Porto, a jogarem quase tanto como “isto”, em boa parte da época. por exemplo, já poucos se lembram da época 2006/2007, a segunda de Jesualdo Ferreira, que, depois de uma meia época fulgurante, acabou com o credo na boca, com 1 ponto de vantagem sobre o spórtém e com 2 sobre o 5lb e somente na última jornada – na qual o spórtém, “de” paulo bento, até chegou a ser campeão, até ao minuto 60 e tal, dessa última jornada…
»
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3)

soccer© google
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no decurso do jogo de ontem – um verdadeiro carrossel de emoções (fortes) -, houve algo que não deixei de considerar, onde me encontrava, no estádio, logo após o empate (inesperado) do “ónião“: os adeptos que exigiram a demissão «do Basco» e tudo fizeram até a concretizar, são os mesmos que se insurgiram contra José Peseiro…
se é certo que temos que referir (e não escamotear) que há erros a apontar, à SAD azul-e-branca, pelo curso desportivo e financeiro (sobretudo) dos últimos quatro anos, também não é menos correcto afirmar-se que muito do desNorte desta época se deve (igualmente) à volatilidade desta massa assoBiativa, que não sabe para onde vai e/ou com quem vai e/ou por que vai e/ou pelo que vai… “só sabe” que, “por aí”, é que não vai e ponto final! e esse “por aí”, seja ele qual for, é o que (também) ensombra esta temporada, plena de recordes negativos quebrados.
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4)

bolha© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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vou ficar à espera (bem sentadinho) que sabujos, como o “meu amiguinho” rogério aze(ve)do, também façam análises como aquela ali em cima, e cujo (abjecto) teor se destaca, em lances de dúvida para qualquer uma das agremiações da Segunda Circular.
«mas foi dezanove segundos antes do golo de Corona. golo bem validado»… ai essa «gloriosa» azia…

já agora e noutro diapasão, mais positivista, na edição impressa, do pasquim do ‘quim oliveirinha, deste Domingo (aqui), recomendo a leitura dos artigos de opinião do Paulo Baldaia (a páginas 08), do Jorge Maia (a páginas 17), do Jorge Costa (a páginas 18) e Álvaro Magalhães (a páginas 56).
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5)

asilva© google | Tomo III
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esta obra-prima é um grande golo, seja em que local for – num relvado de jeito, num areal, ou num qualquer batatal em Oliveira de Azeméis.

(e parece que o puto nos calou, não foi Silva? 😀 diz que sim, Silva… diz que sim… a imagem, retirada deste vídeo aqui, comprova-o.)
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6)

bradtinsley© google | Tomo III
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grande vitória do basquetebol, (novamente) ante um opositor que sobranceira e arrogantemente se julga o único a ditar leis em território tuga, e onde (novamente) houve necessidade de recurso ao vídeo-árbitro para se confirmar o que não mereceu dúvida: uma vitória “sem espinhas”.
e aqueles instantes finais foram mesmo frenéticos – como o comprova este o vídeo aqui.
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7)

juntes© google | Tomo III
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qual a principal diferença entre as duas imagens?
ao contrário do da direita, o da esquerda não é pai de um docinho como este aqui:
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bnm

© google
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disse!
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6 thoughts on “not@s soltas deste final-de-semana…

  1. Vai ser sofrer até ao fim. Temos mesmo que ter um bom colete para saber defendermos dos golos adversários, e temos de ter armas ainda melhores para atacar o nosso alvo com ainda mais eficácia e precisão.

    5. O André tem de merecer o lugar na equipa A para a próxima época, já a começar pela pré-época.
    6. Creio que houve muitos que encestaram uma dose tripla de azia. Um momento digno do Basquetebol.
    7. Ai aquele sorrisinho maroto… 😉

    Abraços.
    E que tenhas uma boa semana, Miguel.

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    1. @ Filipe

      tal como o referi, na resposta ao comentário do Monteiro, “muito obrigado!” pela visita, pelas gentis palavras e pela consideração!

      concordo, em absoluto, com o teu pertinente comentário. então essa da «dose tripla de azia»… ‘priceless‘!
      (e obviamente que retribuo os desejos de uma boa semana, para ti e para os que te são mais queridos)

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  2. Viva Miguel,

    Muito bom este “not@s soltas deste final de semana”… Altamente informativo para mim que, nos fins-de-semana, vou para uma casa que tenho fora do Porto. Só que por não perceber, fiquei apreensivo com: «…quero agradecer ao Zé Pedro a possibilidade que me proporcionou de, num final-de-semana que se iniciou de forma nefasta, em termos familiares,…». Espero que não seja algo irremediável…

    Agora em relação ao comportamento da equipa no jogo com o união: as jogadas que culminaram com os dois golos do União revelam as fragilidades da defesa e do meio campo portista. Desorientação total da equipa, só pode…!
    Alguém na blogosfera pôs a questão e eu concordo: porque é que Peseiro não utilizou o Verdasca da FC Porto B com o Chidozie e manteve o Layún (não tem rotinas de central) na esquerda, que é muito melhor a defender e a atacar do que o Ángel? Este último, na minha opinião, foi um dos responsáveis pelo relativo fiasco da defesa…

    Abr@ço
    Armando Monteiro

    PS – Começo a ter dúvidas se Peseiro terá realmente unhas para tocar esta guitarra (FC Porto)…

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    1. @ Monteiro

      antes de tudo, “muito obrigado!” pela visita, pelas gentis palavras e pela consideração!
      não, felizmente não é nada irremediável. tratou-se de um acidente sem mazelas físicas, apenas com (muita) chapa amolgada. adiante.

      sobre o jogo:
      não temos defesa, esta época. quando se clama pela presença de Chidozie (um jogador com idade de júnior!) e pela chamada à equipa principal de Verdasca (sem minutos na AA), está tudo dito. não quero com “isto” dizer que eles não mereçam essa confiança, antes pelo contrário; apenas demonstro que, este ano, não há mesmo defesa em relação ao que se passa com o sector defensivo da equipa.

      sobre Peseiro:
      vide ponto 4., sff, juntamente com o comentário do “pontinha”, o qual subscrevo. na íntegra. 2001/2002, meu caro, ainda está bem presente.

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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