quero acreditar!

pdc© google | Porto universal
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caríssima(o),

o que é que eu sei de e sobre ti, assim tão especial?
nada!, e mesmo que sejas um dos dragões de ouro deste espaço de discussão, pois que aquelas binte perguntas só versam sobre o quotidiano azul-e-branco.

e o que é que tu sabes de e sobre mim?
apenas e só o que eu quero que tu saibas, e que considero ser o essencial, e a não ser que sejas um elemento da minha família e/ou um Amigo mais chegado. e, mesmo assim, só saberás uma parte de mim, que se dá a conhecer nos momentos de salutar conBíBio.

o que nos une, portanto?
acho que tão-somente esse Amor comum, louco, apaixonado e irracional, por um clube de futebol. pois que e como alguém um dia o disse, e de forma tão perfeita, «il calcio è la cosa più importante delle cose non importanti», ie, o Futebol influencia, e de que maneira!, o estado de humor dos adeptos, durante a semana que antecede a próxima partida. e é ele o ponto de aglutinação, para o bem (aproximação), ou para o mal (afastamento).

e onde é que pretendo chegar com este parlapiê todo?
fácil: que, independentemente de nos conhecermos pessoalmente (logo, ao vivo e a cores) ou não, uma coisa é certa: há a garantia de que não viremos, para a praça pública, “lavar roupa suja”, e como mandam as regras da etiqueta e da boa educação.

portanto, acho que assim (também) se pode explicar o porquê de, anteontem, ter afirmado que «tudo o que é debatido e discutido “em família”, deve ficar dentro das quatro paredes do “lar, doce lar”», em relação ao que aconteceu na Assembleia Geral Extraordinária do Clube*, e do porquê de pensar que nada de relevante, daquela reunião magna, deva ser comunicado para o Exterior – e com todo o respeito (sobretudo) para os imensos associados portistas, que se encontram deslocados fisicamente deste “rectângulo à beira-mar (im)plantado”®, que gostariam de ter marcado presença naquela reunião magna e que, por tal facto, não puderam e, assim, deste modo, como que ficam “à nora” sobre o que se terá (ou não…) por lá passado.
pelo menos, é este o meu entendimento, pois foi assim que fui ensinado e foram estas as regras de viver o Portismo que me transmitiram, com as quais concordo e que (in)tento viver, no meu dia-a-dia. tal não significa que sejam (as) únicas, sequer que sejam as mais correctas; apenas que, no Presente, são as que nelas mais acredito, e até ao dia em que outras, igualmente válidas e com sustentada argumentação, me (nos) sejam apresentadas.

(* entretanto, aqui, via “tribunal do dragão“, podem encontrar uma súmula do que foi a Assembleia Geral Extraordinária, e que respeitou tudo o que ali atrás defendo – porquanto que não entrou em aprofundados detalhes -, num “olhar” que não se esqueceu de endereçar as merecidas “labaredas” a um certo e determinado jornalixo tuga.)
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pdcdec© ojogo | FC Porto para sempre
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entretanto e noutro diapasão, ontem, enquanto “afogava as mágoas” pelo (no meu entendimento, injusto) desaire no andebol, ante o 5lb – o qual e convém realçá-lo, não deixou de ter mão (e muito apito) “alhei(r)o”, por intermédio da inefável (por que «gloriosa») dupla martins, de Leiria – deparei-me com o seguinte comentário:
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do Carrela, às 15h44m, de 15/03:
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« Não há volta a dar: é um grande dilema!
De um lado, o desejo de respeitar e, ao mesmo tempo, o medo de, não o fazendo, estar a faltar ao respeito ao Homem e à sua Obra ímpar – e em que apetece simplesmente ceder à estima, à gratidão e à admiração, que se nutre por ele, sem olhar, fechar os olhos e dar o “salto de fé”!
Do outro, os factos recentes. E os factos recentes, mostram um FC Porto diferente. E para pior! Muito fraco na defesa dos seus; muito fraco na capacidade para levar a (bom) termo e/ou defender os projectos a que se propõe; muito fraco na coerência, que chega a roçar o ridículo (pois que se fica sem perceber as razões que levam a implicar com “uns” [Miguel Sousa Tavares e Carlos Abreu Amorim] e a convidar “outros” para nossa casa)…

Como é possível defender e elogiar um treinador, ao fim de ano e meio, e quando chega à liderança, e, uns dias depois, o despedir inapelavelmente, achando que não se adaptou? Atenção que falo por mim e que não é por não ganhar! Se me custa perder, custa-me ainda mais quando perder significa que ganha o manipulador e o sempre privilegiado clube do regime! E custa-me perder por estar farto de esperar que os nossos interesses sejam defendidos como deve ser! Como já foram! E, não!, não esqueço a forma como os últimos treinadores foram tratados, ou deixaram que fossem tratados! Não esqueço a postura ridícula perante o campeonato do #colinho; nem de Lopetegui, no aeroporto, sozinho, a comandar as tropas derrotadas pelos alemães!

O lado da Razão diz-me que [há motivos para temores] e que os mesmos não vão fazer diferente, apesar de já o terem feito! E, se o vierem a fazer, porque raio não o fizeram antes? Porque raio deixaram que se chegasse até aqui?
O outro lado, o da Emoção, diz-me que tudo vai mudar! Que vamos voltar a ser o que éramos! Que só deixaram isto chegar ao que chegou, para os desmascarar, para os fazer cair com estrondo! Que até o Maxi vai “meter a boca no trombone” e assumir os privilégios de vestir a camisola do regime!

É tudo uma questão de acreditar… Não acredito em milagres, mas também não é disso que precisamos, agora, por isso… »

ina tasca do Silva“.
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e é muito “isto”, certo?
e, se (cor)relacionado com a imagem anterior, onde se destaca uma citação imputada ao nosso querido líder, ainda mais força se confere ao que o caríssimo Carrela enfatiza no seu comentário: que é mesmo uma «questão de acreditar». e eu quero acreditar! como eu desejo (voltar) a acreditar!

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na rubrica “binte perguntas a…” – os autênticos “dragões de ouro” deste espaço de discussão pública – uma das perguntas recorrente é:

« tendo em consideração os climas eleitorais nos clubes (ditos) «grandes», lá para os lados da Segunda Circular, e tendo presente todas as “peripécias” em torno das últimas eleições presidenciais para o spórtém e para o 5lb, pergunto-te: temes que o mesmo possa acontecer quando Pinto da Costa abdicar de concorrer à presidência do nosso clube? porquê? sustenta a tua resposta com três razões/factores principais. »
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depois de todas as críticas (muitas delas mordazes), tecidas na semana que antecedeu a Assembleia Geral Extraordinária; depois do que foi respondido, pelo Presidente, às legítimas questões colocadas pelos associados do Clube; depois do ruído de fundo que entretanto se vai gerando após aquela reunião magna; depois do comentário do Carrela, e de alguns pertinentes posts que se vão redigindo, sobre a temática em apreço, nesse “maraBilhoso mundo que é a bluegosfera”®, dei por mim a tentar responder àquela questão, a qual não deixará de ser fulcral, no meu entendimento, para o Futuro mais imediato do Clube. e, a bem da verdade, é que, no Presente, o meu sentimento é igualzinho ao do Carrela, e dos muitos “carrelas” que sofrem dessa forma apaixonada, o dia-a-dia do Futebol Clube do Porto.
confesso-te a minha vontade em acreditar que nada será como estes últimos tempos – mormente daqueles que se seguiram à passagem (principalmente) do £ibras-Boas [ainda não perdoei, não senhor!] e, depois, de Vítor Pereira. aliás, como já o afirmei, por diversas vezes e em diferentes locais, estes tempos de “seca extrema” instintivamente remetem-me para aqueles outros, no início deste séc. XXI, em que estivemos três anos sem vencer.
assim, tudo o que agora se (re)afirma sobre o que está mal, na vida do Clube (e da SAD), mais não é do que um recesso ‘copy-paste‘ do que, naquela altura, também era difundido incessantemente nos ‘me(r)dia‘ tugas, mas com um factor que faz toda a diferença: Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa tem, desde então, mais quinze anos de idade. e duas (delicadas) intervenções cirúrgicas. portanto, há que acautelar (também) esse futuro do Futebol Clube do Porto, porquanto que ninguém é eterno, a não ser na Memória dos homens – e, mesmo essa, dizem que é curta…

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posto (tudo) “isto”, com todo este relambório tecido e em suma:
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quero acreditar que o nosso querido líder já terá antecipado todas nossas dúvidas, todos os nossos temores, todas as nossas insatisfações, e que, neste décimo quarto mandato ininterrupto à frente dos destinos do Clube, fará o tudo por tudo para, quando esse momento chegar, sair pela enorme porta que o seu percurso, enquanto dirigente máximo, granjeou – algo que, se fosse hoje, de todo não colheria unanimidade na massa adepta, na massa associativa e sobretudo na massa assoBiativa.
quero acreditar que os erros de gestão cometidos – que os houve, e até foram alguns! – já foram identificados, e que terão solução num curtíssimo espaço de tempo, pois que a(s) próxima(s) época(s) já estará(rão) a ser planeada(s).
quero acreditar que haverá uma nova aurora na forma de o Clube comunicar sobretudo e principalmente para os seus adeptos: que os associados deixarão de ser encarados somente como meros clientes; que o Clube será novamente devolvido aos seus, os quais terão e cada vez mais, uma voz activa no seu quotidiano – por exemplo, num programa, no canal do clube, dedicado a um debate alargado à massa adepta e que não só com os intervenientes do costume e por mais respeito que me mereçam (e que, de facto, lhes tenho!); que haverá mais interacção com os adeptos, inclusive os mais jovens, e para lá da ‘e-letter‘, e das redes sociais, e das actividades do Museu, por forma a se captar a atenção que as gerações mais novas merecem.
quero acreditar que, e tenho mesmo que o afirmar!, não passa de uma (infeliz) coincidência que
esta sua recente aproximação ao filho mais velho (devido aos problemas de saúde deste último?), coincida com um período de “menos fulgor desportivo” no futebol – coincidentemente como também chegou a acontecer naquele hiato de três temporadas, no início deste século.

ou seja: quero acreditar em querer acreditar!
que os tempos próximos que se avizinham nos transmitam a segurança que todos merecemos. e “falo” no plural porque estou em crer que este meu (legítimo?) receio, em tudo idêntico a um friozinho no estômago, com uma piquena gota de suor a escorrer pela coluna abaixo, em direcção… aos ‘boxers‘, é (com)partilhado por mais do que um indefectível portista dos quatro costados.

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disse!
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