carácter.

jnp© ojogo
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Como adepto também cheguei ao final da paciência.
A mim não me interessa o que já ganhei. O que o FC Porto ganhou é Passado, e está no Museu. É a história que ninguém pode mudar.
Candidato-me porque as coisas estão mal e é preciso voltar colocá-las como eram. E como me sinto com capacidade para isso, tenho a certeza de que eu e a equipa que me acompanha vamos dar a volta ao que não está bem.
Não me candidato nem quero que defendam ou que votem na minha candidatura por aquilo que eu ganhei; candidato-me para que o FC Porto volte a ser o que foi, durante décadas, durante a minha presidência.

Vamos fazer uma aposta séria na formação, com a construção de um grande centro de formação, para poder dar condições e a motivação necessárias para que os jovens adiram ao futebol e ao FC Porto. E para que tenham condições para chegar mais cedo à equipa principal e, assim, nos permitam ter uma estabilidade na equipa, sem a necessidade de vender jogadores. E para não ter jogadores que, quando entram, logo perguntam qual é a porta de saída.
Um jogador que entrar tem de perceber que está no top e que precisa de provar que merece estar no FC Porto. Queremos jogadores que estejam de corpo e alma no Clube, que saibam que têm que ter carácter para jogar no FC Porto. Quero ver as equipas do FC Porto “a jogar à Porto”.
É óbvio que ninguém ganha sempre; mas eu quero ganhar sempre, formando uma equipa à imagem do carácter dos jogadores
[veteranos] do FC Porto.

Disse aos jogadores que esta época acabou e que, agora, têm seis jogos, até ao final da época, de “pré-época” para mostrar quem tem carácter e valor para jogar no FC Porto. E quem não mostrar o carácter que todos têm que ter no FC Porto, não ficará, seja quem for.
É nas dificuldades que se vê o carácter das pessoas. Alertei o plantel que estes seis jogos têm que ser preparados com profissionalismo, e que a Taça de Portugal é para ganhar, que tem que ser nossa! E não me digam que a Taça não tem importância, porque outros ganham a Taça da Liga e quase que é feriado.

fontes: FC Porto e Porto Canal.
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nota prévia:

as linhas que se seguem traduzem a minha apreciação à entrevista do nosso querido líder, a qual é muito coincidente com esta aqui (do caríssimo Jorge Vassalo), de esta outra aqui (do caríssimo Vila Pouca) e desta pérola aqui (do caríssimo Silva).
sem desprimor para todas as outras, igualmente válidas, e que entretanto vão surgindo por “esse maraBilhoso mundo que é a bluegosfera”®, é naquelas que mais me identifico.
tal não significa nada mais do que opiniões coincidentes, nada concertadas e totalmente desprovidas de quaisquer interesses, que não sejam o do recolocar o Clube na senda das vitórias e nada mais do que desejar o seu Sucesso, que será o triunfo de todas(os) nós.
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caríssima(o),

o Presidente falou à nação (vídeo integral da entrevista aqui).
considero que falou muito bem e explicarei porquê. vamos por partes.
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1) timing.

no meu entendimento, esta entrevista não poderia ser mais oportuna e mais conveniente para todas as partes interessadas, sobretudo depois da vergonha ante o Tondela. é certo que também coincide com um período de campanha (?) presidencial, dado que as eleições para a cadeira de sonho são já a 17 deste mês; mas, convenhamos que a campanha assemelha-se mais a um monólogo do que a um qualquer outro tipo de debate interno.
assim sendo, reforço a minha convicção de que, depois da desonra e da desconsideração ante o Tondela, este era “O” momento ideal para se dirigir a uma turba revolta e actualmente muito agitada. e, ontem, foi esse momento! que houve! e ainda bem que aconteceu!
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2) pontos fortes.

ontem, desafiado pelo Silva, referi cinco tópicos sobre os quais gostaria que o Presidente abordasse na entrevista; a saber: linhas-mestras do seu programa; qual a composição do plantel para a próxima época, mormente numa aposta na Formação; qual o rumo, no plano comunicacional, para o Clube; quais as verdadeiras relações empresariais na $AD; assumpção dos erros cometidos. os destaques a negrito, nas citações acima, são a confirmação de que as respostas dadas pelo presidente atenderam a maioria das minhas legítimas expectativas. senão, vejamos:

» candidata-se para recolocar o Clube, como um Todo e que não só no Futebol (mas sobretudo aqui), no patamar que sempre nos habituou: num lugar ímpar a nível nacional, e de muito respeito na Europa do Futebol.
para tal, propõe-se (re)adoptar os padrões de verdadeira exigência que sempre vimos nas nossas equipas e que entretanto (como que) andavam desaparecidos, em combates que em nada dignificam a nossa cor, sobretudo na questão do Carácter.
a meu ver, este foi o ponto-chave da entrevista e, na minha perspectiva, o “tal” murro na mesa que já tardava e que, como era expectável por muitas(os) de nós, teria mesmo que acontecer. a forma como o apresentou, reafirmando-o por três vezes e sempre na condição de um Presidente que não se conforma com o rumo actual, agradou-me muito e faz com que confie que, de facto, a partir de agora, nada será como dantes.

» nas suas palavras, a aposta na Formação é para ser levada a sério, encarada como sustentáculo de um projecto que visa preservar a estabilidade das futuras equipas, e que irá além da construção de um centro físico onde aquela se tornará realidade. fiquei com a ideia que será a centralização, do que se encontra disperso pelo Centro de Estágios do Olival, pelo ‘Vitalis Park’ e pela Casa do Dragão, numa mesma Academia.
aguardo pela confirmação daquelas, já a partir de Julho próximo e independentemente dos nomes de jogadores aventados, mas com os quais estou inteiramente de acordo. a acontecer, como se espera, nada será como dantes.

» a forma como se soube colocar na pele de adepto portista, reconhecendo erros na estratégia delineada para este último mandato, foi, nada mais, nada menos, do que um genuíno pedido de desculpas público à nação portista.
fê-lo sem qualquer pingo de sobranceria bacoca, antes pelo contrário, ao mesmo tempo em que o afirmou com uma convicção como há muito não se lhe via. faço mesmo votos para que nada seja como dantes
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3) pontos fracos.

» não gostei do final da entrevista e da forma como “contornou” a questão da Comunicação no Clube, e das críticas que a ela se tecem de há (pelo menos) três anos a esta data. fiquei com a nítida sensação de que se fez de desentendido para não querer responder, fazendo-o com um não-argumento e que foi o de ter alguém na Vice-presidência da LPFP para “interceder” pelos interesses do Clube . apetecia dizer-lhe, com todo o respeito que me/nos merece, que de nada nos valeu essa figura, por exemplo, no último ano, perante o grosseiro #colinho. mas como foi o Juca a dirigir a entrevista e, em Janeiro, considerava que estava tudo bem em termos de arbitragens…

» é certo que não estava à espera que desvendasse publicamente segredos dos negócios feitos e/ou por fazer, porquanto que aqueles são “a alma” do seu sucesso. mas gostava muito que assumisse que, a partir de agora e sem contrariar os Estatutos, não haverá questões dúbias acerca de quem faz/agencia/comissiona os negócios da $AD, tal como o fez, por exemplo, na assumpção dos erros cometidos na planificação desta temporada. refiro-me obviamente à tal questão pai-filho, e que em nada os credibiliza, antes pelo contrário – e por muita razão que assista ao Presidente quando afirma que o FC Porto tem os seus negócios a ser comentados na praça pública porque é o único que (in)tenta pela sua transparência nos Relatórios&Contas que submete à CMVM, descriminando-os.

» não gostei mesmo nada que o Presidente voltasse a dirigir duras críticas a Julen Lopetegui por tudo o que de mau ocorreu (sobretudo) nesta temporada.
tenho para mim que, se «o basco» (des)mandou como nunca outro treinador o fez no Clube, inclusive ao nível de contratações – um pouco ao estilo de um ‘manager‘ em Inglaterra – foi porque “alguém” lhe concedeu permissões para tal. e sabe-se bem quem foi esse “alguém”… ou seja: ficou-lhe mal esse ataque.
e, neste aspecto,  também partilho do que afirmou Manuel Serrão: como não foram só eles “a pecar”, há personalidades na “Estrutura” que «deverão sair da sombra», chegando-se à frente, “penitenciando-se” publicamente pelos erros que também cometeram, seguindo o exemplo do líder máximo.

» também não gostei das “contas de merceeiro” que apresentou (passe a expressão, e sem qualquer valor pejorativo), “esquecendo-se”, por exemplo, de referir que, no último relatório de contas consolidado, apresentámos valores positivos graças à “passagem administrativa” de parte do valor imobiliário do Estádio do Dragão para a alçada da $AD. e de que o Passivo aumentou também porque houve um aumento substancial da folha de remunerações, inerente àquela política de contratações, a qual teve o aval do Presidente e da Direcção da $AD…
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em suma:
estou muito confiante no Futuro, inclusive no mais imediato, apesar daqueles pontos fracos que apontei. a garra que (pres)senti ao longo da entrevista, entusiasmou-me e como há muuuuuito já não via no Presidente. mas, lá está, ainda estarei com um pé ligeiramente atrás, em relação a tudo “isto” que se vai passando no Clube, esperando por “ver para crer”, tal como o S. Tomé, porque e citando o entrevistado, «no Futebol não se pode garantir nada!».
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por último, o debate que se seguiu à entrevista, para mim foi a cereja no topo do bolo, numa demonstração cabal de que, entre nós, portistas indefectíveis, há mesmo lugar (e respeito) à diferença de opinião, quando esta é expressa de forma ordeira, civilizada, educada. ah! e de que Manuel Serrão é bem mais do que o que se vê e ouve na estação de Queluz (não, obrigado! não fumo), e numa perspectiva muito positiva das suas intervenções.
é tal e qual como afirma Pedro Marques Lopes, na sua última crónica, na sua coluna de opinião habitual, no pasquim da Travessa da Queimada (a qual pode ser lida aqui, e com a gentileza da sua partilha pública por parte do caríssimo Vila Pouca):  «a diversidade de opiniões faz-nos mais fortes [e] é importante perceber que toda a agitação, apesar de compreensível, por ser causada pela paixão para com o Clube e pelos espectáculos lamentáveis a que temos assistido, não nos vai ajudar a sair do buraco».

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disse!
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12 thoughts on “carácter.

  1. Ah, gosto de te ver sorrir! Bora lá!
    Obrigado pela referência, pois claro.
    Como sabes, este não era o meu timming, mas creio que acabou por surtir o efeito desejado. Será potenciado com a conquista da Taça. Porque não vejo outro resultado possível. Pois não? Claro que não. Cincazero!
    Abraço.

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  2. Agora sempre que o Nosso Presidente fala, espero sempre pelos actos a seguir.
    Sim porque a confiança agora só vem quando as coisas forem feitas.

    Mas sobre a entrevista, gostei o tom da entrevista sempre a ouvir-se a sua voz.
    Espero mesmo que se faça os primeiros acordes, para que este 14º mandato seja um álbum a arrasar as criticas.

    Esperemos que as guitarras já estejam a ser afinadas e que as baterias voltem a bater bem fortes nos Nossos Corações.

    O dia nunca mais chega: https://www.youtube.com/watch?v=Mlahvvymkxc

    Abraços.

    Liked by 1 person

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