not@s soltas de Domingo…

fcpblue© fotos da curva | Tomo III
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caríssima (o),

eis uma (breve) súmula do que tem vindo a acontecer desde a “hecatombe” de Domingo, em Paços de Ferreira (mais uma, esta época…).
estruturarei o meu pensamento por tópicos, para (in)tentar ser mais assertivo, os quais serão apresentados sem qualquer ordem de relevância e/ou importância de maior.
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1) do carácter.

o nosso querido líder afirmou, antes daquela fatídica partida, que «um jogador que entrar [no FC Porto] tem de perceber que está no top e que precisa de provar que merece estar no FC Porto; queremos jogadores que estejam de corpo e alma no Clube, que saibam que têm que ter carácter para jogar no FC Porto» e ainda que «esta época acabou e, agora, têm seis jogos, até ao final da época, de “pré-época” para mostrar quem tem carácter e valor para jogar no FC Porto. e quem não mostrar o carácter que todos têm que ter no FC Porto, não ficará, seja quem for».

portanto: Paços de Ferreira foi o primeiro de seis jogos, para este campeonato sem fim à vista, onde todos estão em avaliação, da equipa técnica ao plantel.
permite-me a minha avaliação, começando por aquela última:

» José Peseiro: claudicou no primeiro teste. e com (muito) estrondo.
por exemplo: não percebi os castigos (e não há como os classificar de outra forma) a Aboubakar (que não foi convocado porque?…), a Brahimi (que começou no banco porque?…) e a Layún (foi mesmo uma mera coincidência ter sido substituído logo depois do desacerto no lance que originou o golo dos pacenses, não foi? e os anteriores 84′, não contaram porque?…).
acho que não é desta forma que se conquista um grupo de trabalho e na minha modesta opinião de (mais) um adepto que desconhece todas as cambiantes do que se passa intra-muros, no balneário portista.
também recordo que foi este – o da motivação (ou da sua falta) – um dos aspectos que mais critiquei em Lopetegui, com “O” momento da crispação total e plena, a ser assinalado aqui – momento esse que viria a influenciar toda uma época de trabalho (e como veio!), com os resultados que se sabe e se conhece.
assim sendo, José Peseiro tem somente mais cinco partidas (e para lá da Taça de Portugal, que «é para ganhar» como convicta e peremptoriamente afirmou o Presidente) para rectificar uma imagem que começa a não abonar a seu favor, junto da massa adepta… tic-tac. tic-tac. tic-tac

» tal como tu, também eu não gostei mesmo nada da prestação da Equipa como um Todo, em Paços de Ferreira. mas, daquele onze inicial e para a análise em causa, estas foram as prestações individuais que me deixaram “possesso”: Martins Indi, Chidozie e Varela.
o holandês confirma que não é o esteio que a nossa defesa merece; o chavalo, com idade de júnior (é sempre bom recordá-lo!), está a queimar etapas, mas ao mesmo a “queimar-se” valente, não merecendo o descrédito actual sobre as suas capacidades (que as tem!); o Silvestre actualmente é um caso sem sucesso, e que dá (muita) razão às críticas contínuas de Miguel Sousa Tavares. tivesse eu esse P(h)oder, e na próxima temporada só o Chidozie continuaria a envergar o brasão abençoado ao peito, mas na Equipa B, funcionando como uma espécie de quarto central do plantel principal.

Ángel, nos dez minutos que esteve em campo (entrou aos 85’…), confirmou tudo o que dele tenho vindo a apontar: é muito mau, e comete erros defensivos “de principiante”, o que não abona nada a seu favor…
confesso que não embirrei com este jogador só por embirrar e/ou por questões de nacionalidade e/ou outras; ele é tão-somente uma das piores contratações do Clube e não há como afirmar o contrário…
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2) do silêncio (parte I).
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renatinho© google
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e lá persiste a impunidade total para com o jovem (?) cotovelador lampião, assim como para com o cotovelador argelino… já são várias as partidas em que «ambos os dois» conseguem demonstrar todas essas suas inatas capacidades em “bloquear” o adversário recorrendo a algo que a Lei #12 do Futebol identifica como «conduta violenta», numa «acção que comporta um evidente risco de lesão» daquele último, mas que os apitadores tugas entendem ser correcto, legal e conforme daquela Lei…
portanto, legitimamente pergunto: mas, afinal, de que se queixam as “virgens púdicas” do lance da mão do Chidozie no rosto do pacense cícero?! então, se os outros podem prevaricar, por que razão não podemos nós também?! é “bonito”? não, não é! mas os critérios têm e devem ser universais, certo? pois claro que sim, pois claro que devem…
ah! e convém salientar que o lance do renatinho não foi comentado (sequer alvo de análise!) em lado algum, e logo após a partida em causa – em mais um «glorioso» branqueamento capital, como se demonstra:
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trib5lb© ojogo | FC Porto para sempre
(clicar na imagem para ampliar)
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bolha5lb© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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3) do silêncio (parte II).
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tribfcp© ojogo | FC Porto para sempre
(clicar na imagem para ampliar)
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bolhafcp© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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após mais um «roubo de catedral», o qual, por si só, não justifica uma derrota na qual houve muitos erros próprios (demasiados, até), o FC Porto resolveu “falar grosso” em relação às arbitragens. principiou com as declarações do treinador, no próprio dia do jogo (aqui), passou pela ‘e-letter‘ em dois dias seguidos (aqui e aqui), e terminou (?) com o último Universo Porto (aqui).
num País e sobretudo num comezinho futebolzinho, onde a “lei” que impera e que sempre vigorará, é a de que “quem não chora não mama”, fazê-lo somente nesta altura é um autêntico tiro no pé. é “só” mais um e com a “agravante” de ser em tudo semelhante à época anterior
ou seja: voltamos a cometer esse erro primário (por que básico) de “chorar” a destempo, claudicando em algo que, no Presente, em plena Era da Comunicação e em que o Momento é tudo, tal não se justifica, de todo: o timimg (e a precisão deste). pode ser que, para a próxima época, “é que vá for” (e sim!, já pareço um calimero, porr@)…
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4) de uma questão simplória, papalva até.

no início, foram os «seguidistas» e os «pintistas». “evoluiu” para os «zelotas» e posteriormente para as «ovelhas chonés». agora são os «papalvos».
confesso a minha incredulidade perante “isto” tudo, principalmente o meu repúdio ante essa forma estúpida de se comunicar com o Outro arrogando-se ares de uma superioridade moral, que se julga ser incontestável, e que prima por algo como (e cito): « […] preparar os adeptos para tempos de vacas magras em contratações (não há dinheiro), “vendendo” aos papalvos a recuperação de emprestados, de jogadores da equipa B e de contratações “de tostões”, como uma estratégia deliberada de se ir buscar “jogadores à Porto”… quando a falta de pilim é a principal razão para o apertar do cinto, senão a única».

portanto e na citação acima, legitimamente pergunta-se quem são «os papalvos» naquela estória? a minha resposta surge pronta: eu e todos quantos acreditaram na última entrevista de Pinto da Costa, e o que nela foi afirmado e de forma peremptória e inequívoca. é que eu acredito que o Presidente falou verdade na questão do «carácter» e da ruptura que pretende concretizar a partir da próxima temporada (novamente o espírito calimero a assolar-me…). e, como eu, outros mais. mas, e como é óbvio, também tenho a certeza de que nem todas(os), na nação portista, pensarão desta forma – e a bluegosfera demonstra-o, nessa multiplicidade de pensares e nessa diversidade de opiniões, e que só nos pode engrandecer, no sentido em que é a prova que os nossos detractores “ignoram” e fazem por “esquecer”, porquanto que a pluralidade existe na nossa massa adepta!
agora, o que não posso tolerar, sequer admitir!, é que me insultem e aos meus correlegionários, tão-somente porque manifesto (publicamente) uma forma de pensar diferente da dos demais, apelidando-me de «papalvo», num sentido depreciativo, inclusive insultuoso. acima de tudo, trata-se de uma questão de Respeito, de (boa) Educação e de Civilidade para com o Outro. e, já agora, de reciprocidade, no sentido em que se não insulto, porque é que o sou?!

confesso que esta situação desgasta-me (inclusive) emocionalmente, porque é perfeitamente evitável. e, ao mesmo tempo, não deixo de a considerar extremamente relevante para o descalabro da presente temporada, e para o muito do nosso inêxito desportivo, o qual também passou por nós, adeptos do Clube. nós também fomos culpados de termos chegado aqui, a um (quase) ponto sem retorno, por manifestarmos publicamente uma absurda “exigência” com os nossos, a qual é proporcionalmente inversa para com quem nos deseja “todo o bem” deste Mundo e do Outro, inclusive os nossos adversários e em nossa própria casa (!!!).
acima de tudo, também me refiro àquela franja “peculiar” da nossa massa adepta, que comummente apelido e designo de assoBiativa – a mesma que foi intolerante para com todos os sucessores de £ibras-Boas, mormente para com Julen Lopetegui, desde o primeiro minuto «do basco» no seu posto de treinador do nosso Amor comum, que sempre exigiu a sua demissão, que posteriormente não compreendeu (!!!) como se pôde demorar quase quinze dias a arranjar um substituto para aquele (como se o que acontece no mundo virtual se compadecesse com a dura Realidade…), e que, agora, clama por… exactamente!, alguns daqueles sucessores de £ibras-Boas…
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5) NORTADA.
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mst120416© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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o ‘enfant terríBel’ igual a si próprio… e quem edita o pravda, também…
(principalmente na escolha de uma imagem que, de “decrépita”, só pela parte de quem a tomou essa responsabilidade, certamente que de uma forma muito «gloriosa», ignorando que, aos 78 anos, há muito poucos como o nosso querido líder.)

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disse!
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5 thoughts on “not@s soltas de Domingo…

  1. Não sei que diga sinceramente…
    Se Peseiro se mantiver na próxima temporada e se este silêncio estranho, quando somos prejudicados, se mantiver, arrisco-me a dizer que vai ser mais 1 ano de calvário.
    Espero que não!!!!

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  2. caríssimo, nunca fui assobiativo, achei sempre que o (maior) problema de Lopetegui foi falta de apoio quando o devia ter tido e nunca percebi tanta ira contra o mesmo – até pela sua dedicacao e profissionalismo, que nunca vi ninguem colocar em causa.
    agora nao me pecam para acreditar nas palavras do entrevistado. terá sempre toda a minha gratidao, mas aquela entrevista, naquele momento, foi algo de muito triste para mim.

    longe disso, no entanto, dizer que és parvo por acreditares no seu contrário. Da mesma forma que defendo o facto de os blogs poderem existir sem ameacas e bocas – com nomes de guerra em vez dos verdadeiros, quem sabe – tenho que defender a expressao de quem os escreve.

    a minha opiniao, no entanto e infelizmente, é que de há anos para cá, várias pessoas ligadas á direccao veem a proximidade do fim dos tempos e com isso preparam o cash-out para a sua PPR.
    se tenho esperanca que isso mude? claro que sim. se vejo essa mudanca com a futura direccao? nao. Se a mesma teve/tem oposicao? tambem nao.

    quanto a peseiro… pois… vou continuar a dizer que nao tem responsabilidades e que, a nível de posicao no campeonato, talvez nao se esperasse mais (3o lugar). já a nível de pontos, nao será tanto assim. só lhe peco a taca, e depois, veremos se há mais candidatos dispostos ao desafio que nos frios 12 dias em que nao tivemos treinador (um acto de gestao lesa-clube).

    a quem quer insultar, reencaminha-os para a bibi, que ela responde!

    um abraco!

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    1. @ Michael

      homónimo, a divergência de opiniões é salutar, desde que haja Respeito pelo Outro. quando o “argumento” primeiro é o insulto rasteiro, não há diálogo possível. infelizmente para nós, há demasiados exemplos, de que o “papalvo” é só mais um…

      sobre a entrevista, só tenho a acrescentar o seguinte: nem tudo pode ser dito para o Exterior. gostei muito da assertividade do Presidente, em contrapartida com os esquivos que cometeu com as questões das comissões e dos silêncios. não lhe ficou bem. assim como não lhe ficou bem voltar a culpar Lopetegui. mas “percebe-se” a intenção: o divórcio foi litigioso…

      sobre Lopetegui, a minha opinião é similar à tua: não me recordo de tanta animosidade. é daquelas coisas que não se imagina que possa acontecer no nosso meio, mas que houve, aconteceu e cuja quota parte de Responsabilidade é nossa, dos adeptos, mormente da massa assoBiativa, cujas volatilidade e incoerência, são demasiado evidentes.

      sobre a questão da bluegosfera e do anonimato de alguns bloggers, isso é algo que me ultrapassa. eu não me refugio numa alcunha e abomino o anonimato. faz-me recordar a estória da mão cúmplice que se esconde depois de ter atirado a pedra… acho que, em questões como estas, de conversas de café sobre o nosso Clube do coração e do seu quotidiano, há que assumir as nossas convicções, as nossas certezas, os nossos desvarios, sem receio de quaisquer represálias. se o fizermos de forma construtiva e responsável, nada há a temer, “penso eu de que” 🙂

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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