not@s soltas (briosas) de ‘pré-época’…

raca© zerozero
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caríssima(o),

as próximas linhas poderão parecer familiares para alguns de vós, dadas as várias trocas de sms que se verificaram no decurso daqueles frenéticos 90 (mais os descontos). mas, tal será só e nada menos do que uma impressão dessa realidade (nada) virtual, ok? é que regressei há pouco de Alfândega da Fé e ainda não tive… coiso… e tal… e tempo… 😉
ah! e considero que aqueles minutos foram frenéticos no sentido em que, para terceiro jogo desta espécie de “pré-época”, nem foram assim tão maus, onde até já houve indicações positivas (e negativas) para o que poderá acontecer quando for a doer – olha, curiosamente será já na próxima jornada, num crescendo de dificuldade como toda a pré-época que se preze deve ser.
ah! e que seja para repetir, ao longo da próxima época, esta grande novidade de um jogo da nossa equipa do coração às 16h. já não me recordo da última vez que tal aconteceu, honestamente. que os interesses da operadora de televisão não se sobreponham aos dos clubes, seus fornecedores de conteúdos, e aos dos adeptos, seus clientes. afinal sempre tem cinco canais, logo múltiplas possibilidades para transmitir os jogos para quem é sócio do Real ou do Barça…
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1) “Peseiro style“®.
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mais um jogo em que se verificou uma defesa de papel, em consonância com um ataque perdulário. e, acima de tudo, ficou sempre a sensação de que nos expomos a contra-ataques adversários de uma forma absolutamente ridícula, invariavelmente quando tentámos sair para o ataque de forma rápida. Herrera foi o exemplo máximo desta minha convicção, tantos foram os passes mal medidos e as perdas de bola perigosas que proporcionou. o Silvestre também “esteve lá”, em (pelo menos) dois atrasos para a defesa sem qualquer nexo, a não ser a causalidade de ter contribuído para que o invectivasse com algum nervo…

em suma:
a falta de rotinas não ajuda, é certo e contriui para o desacerto que se (pres)sente a cada jogo que passa, mormente depois da catástrofe tondela, mas não pode servir de desculpa para tudo. hoje, notou-se a falta de “um tampão” na posição 6, e eufemismos à parte. jogámos sem um 6 “a sério” porque, como há déficit de centrais, o Danilo esteve a desempenhar uma outra função.
invariavelmente, o “problema”, no esquema de José Peseiro e com o plantel actual, reside no facto de o 8 (Herrera) subir muito, de o 6 (Rúben) ter que compensar o espaço do 8, e os defesas centrais taparem a zona 6. ou seja: é muita gente na frente, inclusivamente com os laterais, que jogam como autênticos extremos. e, como não “matamos o jogo” cedo – terá sido a partida contra o Nacional a excepção?… – este foi tão-somente “só” m
ais um jogo a acabarmos com o credo na boca, numa pré-época bastante irregular, tal e qual como toda a época desportiva que a antecedeu…
felizmente que «já está!», que acabou este jogo, e que colocámos bastante pressão no spórtém… no de Braga, pois claro [modo de ironia off]…
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2) na raça.
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ruben00© google
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para mim, o momento do jogo. e que o “desbloqueou”, a nosso favor.
(vídeo integral aqui, gif01 aqui, gif02 aqui – «ambos os três» com propriedade intelectual e direitos de imagem da VSPORTS)
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3) análises individuais.

helton. defesa a dois tempos, a um cruzamento venenoso, logo no início da partida. barreira muito mal colocada, no livre da Briosa, e que originou um golaço “na gaveta”. grande defesa com os olhinhos, aos 86′, desviando a chichinha para a trave, depois de (mais) uma saída em falso… e logo num jogo que tinha tudo para ser tranquilo.

victório páez. mais um jogo na raça. nunca deu uma bola por perdida; aliás, logo no início da segunda parte, ganhou três ressaltos num lance em que só ele é que acreditou, não sendo devidamente secundado por. mais. ninguém. foi ele o responsável pelo lançamento do golo de bandeira do Rúben. e também ficou a sensação de que, houvesse alguém para o substituir, hoje não teria sido titular ou não teria alinhado os 90’…

josé ángel. tudo bem que é o meu “patinho feio”, mas estes dois últimos jogos de pré-época têm-lhe corrido de feição. foi mais certinho a defender e já conseguiu executar cruzamentos sem ser contra os “mecos” que lhe vão aparecendo pela frente. mesmo assim e é a minha opinião, não o considero com valor suficiente para estar connosco na próxima época, pese embora o carácter que vem evidenciando.

indi. numa defesa de papel e num sector carente de gente graúda, raçuda e de pêlo na venta, foi certinho. continua a não conseguir ganhar um lance aéreo, evidenciando uma lacuna fatal para um central: o poder de antecipação. tal como com o Ángel, por mim, já tinha bilhete com carimbo só de ida…

danilo. é um dos próximos capitães, só pode ser. e tem tudo para o ser, sendo dos poucos que está a encarar esta (espécie de) “pré-época” como se se tratasse de competição a sério. não desgosto dele a central, mas considero que é uma mais-valia para este plantel na posição 6. e é dos poucos (ou será o único?) que consegue sair para o ataque com a bola controlada e a cabeça levantada…

rúben neves. é bom recordar que ainda tem 19 anitos – com idade de júnior, portanto. e que, no sistema de José Peseiro, o seu envolvimento no sector ofensivo encontra-se mais condicionado. mesmo assim, partiram dos seus pés três remates à baliza conimbricense, sendo que um deles resultou num golo magistral.

sérgio oliveira. mais apagado do que vem sendo habitual. não deslumbrou, errou muitos passes e muitas vezes encontrava-se desposicionado, parecendo que estava a jogar noutra realidade. tanto assim foi, que as câmaras captaram, por mais do que uma vez, José Peseiro a corrigir-lhe tais erros. pode fazer mais, porque tem talento para tal; deve fazer mais, se quiser estar no próximo plantel.

héctor. é verdade que deve ter seis vezes mais “pulmão” do que o comum dos mortais, conseguindo correr para lá do dobro que estes conseguem e em situações (para)normais; mas hoje, em Coimbra, o Héctor, esse alter-ego do Herrera, conseguiu desesperar-me, tantas foram as vezes em que (i) ou endossou mal a bola, (ii) ou “travou” o contra-ataque, com passes lateralizados e/ou para quem estava atrás de si, (iii) ou escorregou no momento-chave, (iv) ou não assumiu a responsabilidade de rematar, optando por aquele endosso me(r)droso. honestamente não gostei. e esta sua irregularidade exibicional, que vem patenteando ao longo de três épocas, faz com que deseje que seja um dos que nos possa render algumas mai$-valia$ financeira$, já em Junho.

silvestre. tal e qual como com o herrera, irritou-me solenemente. como referi ali em cima, teve (pelo menos) dois atrasos sem qualquer nexo, e que proporcionaram outros tantos lances aflitivos para a nossa defesa – felizmente que sem problemas de maior (entenda-se: golo(s) do adversário).
esta sua inconstância não pode ser premiada, e é outro que, comigo, já tinha guia de marcha, tantas já foram as vezes em que me vi “forçado” a concordar com o ‘enfant terríBel‘ do Miguel Sousa Tavares.

jesús. idem, ibidem, para o que escrevi acerca das prestações de Herrera e de Varela, porquanto que foram os alter-egos destes que marcaram presença em Coimbra. irritou-me tanto aquele “ter que ser fominha” com o André Silva completamente solto na direita, já no epílogo da segunda parte da partida…

andré silva. é um ponta-de-lança puro, com movimentos que nem o Suk, nem o Aboubakar, conseguem executar (!), sobretudo no arrastar de marcações, criando espaços para quem surge detrás. necessita de um pouco mais de calma na finalização e não revelar tamanha ansiedade em marcar o primeiro golo pelos AA. esteve (muito) perto de o conseguir, mas só conseguiu perturbar a acção do guarda-redes da Briosa, no lance do nosso segundo golo.
confesso que, comigo, na próxima época, seria emprestado a uma equipa do nosso primeiro escalão para regressar “no ponto rebuçado” que todos nós queremos (e desejamos) para o seu futuro, que será invariavelmente o nosso.

brahimi. a partida “pedia” um desbloqueador de conversa fiada, e o argelino fez-nos a vontade: menos de cinco minutos depois de estar em campo, marcou um golo, a meias com o André Silva. fez mais em vinte e cinco minutos do que o Silvestre numa hora de jogo…

andré². na primeira vez que tocou na bola, abriu para Brahimi, solto na esquerda, cruzar, de trivela, para o André Silva atrapalhar o redes contrário. estava feito o mais difícil: a reviravolta no marcador. os restantes vinte minutos foram mais para preencher espaços, num meio-campo à deriva, refém de alguém com a sua clarividência. obviamente que acusou a falta de ritmo, depois de uma paragem (forçada) de mais de um mês.

francisco ramos. eis um puto cujo futebol que tem nos pés não engana: é (muito) redondinho. não chegaram a ser dez minutos em campo, mas e ao contrário de outros, não cometeu qualquer erro de monta.

josé peseiro. para lá do meio da segunda parte, desabafo que «no meu entendimento, retirava o Jésus e reforçava o meio-campo (442)», mas sem colocar um nome nessa substituição. alguém aventou o nome do Bueno- demasiado ‘kinder‘ nesta altura, em virtude da sua arreliadora lesão. e então, eis que a realização foca a linha de meio-campo e prepara-se para entrar o nosso Chicão. sms seguinte: «olha, acho que o Peseiro nos está a ‘ouler‘».
também gostei de perceber que é interventivo o suficiente para corrigir posições em campo, numa equipa que consegue revelar erros primários, quase de principiante – recordando-me, nesse entretanto, das passas que sofreu o outro José, o Mourinho, quando aqui chegou, em 2002…
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curioso© zerozero
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4) “benfas alma mater”®.
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esta expressão, utilizada por um de vós, que muito prezo e estimo, e que usurpo com a sua anuência  – posso, não posso, I.? 😉 – pretende referir-se aos jogadores da AAC que, para esta partida, tomaram o 5lb como referência nessa insustentável leveza do corpo perante a nossa presença.
de facto, o E
stádio Cidade de Coimbra é muito arejado, há muitas correntes de ar, pelo que os jogadores da AAC foram sempre muito briosos a cair. por exemplo, no lance que origina golo da Briosa, eu acho que não foi falta, antes que o Rafael Lopes deu um salto “para a piscina” mal sentiu o toque cabeçudo do Victorio Páez. mas isto sou eu, que vejo muito mais para o azul-e-branco do que deveria…
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5) uma fonte bastarda.
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bastardo© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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mais uma vez, os “nossos” coleguinhas do pravda da Travessa da Queimada não conseguem disfarçar a azia, essa sua «gloriosa» bílis sempre que a agremiação, para a qual são um órgão de comunicação (mais do que) oficioso, e para cujo «glorioso» pagode (agora dizem que são «catorze milhões»…) ridiculamente se transformam em meros comerciantes de papel jornal, os desilude.
conforme a imagem acima o demonstra, quem quiser saber quem é o actual campeão nacional de voleibol tem que “penar” um pouco na página do pravda. ao contrário de outras ocasiões, onde se fez um «glorioso» alarde desse mesmo título, mas para os actuais vices, e inclusive para vitórias internacionais que deram em nada, desta feita (i) (ainda) não houve chamada de atenção na página principal e (ii) no segmento “modalidades”, a notícia da consagração do Fonte Bastardo como campeão nacional da Divisão de Elite masculina, surge a meio da página.
mais. uma. vergonha. para. esses. sabujos. do. pravda.

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disse!
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6 thoughts on “not@s soltas (briosas) de ‘pré-época’…

  1. Caro Miguel,
    Subscrevo o texto com os seguintes realces da minha parte:
    «…mais um jogo em que se verificou uma defesa de papel, em consonância com um ataque perdulário. e, acima de tudo, ficou sempre a sensação de que nos expomos a contra-ataques adversários de uma forma absolutamente ridícula, invariavelmente quando tentámos sair para o ataque de forma rápida.»
    Na mouche…!

    «…invariavelmente, o “problema”, no esquema de José Peseiro e com o plantel actual, reside no facto de o 8 (Herrera) subir muito, de o 6 (Rúben) ter que compensar o espaço do 8, e os defesas centrais taparem a zona 6. ou seja: é muita gente na frente, inclusivamente com os laterais, que jogam como autênticos extremos. e, como não “matamos o jogo” cedo – terá sido a partida contra o Nacional a excepção?… – este foi tão-somente “só” mais um jogo a acabarmos com o credo na boca, numa pré-época bastante irregular, tal e qual como toda a época desportiva que a antecedeu…»
    Idem aspas, aspas… O problema é que ao Rúben Neves falta o poder físico e capacidade de desarme do Casemiro

    «…Danilo. é um dos próximos capitães, só pode ser. e tem tudo para o ser, sendo dos poucos que está a encarar esta (espécie de) “pré-época” como se se tratasse de competição a sério. não desgosto dele a central, mas considero que é uma mais-valia para este plantel na posição 6. e é dos poucos (ou será o único?) que consegue sair para o ataque com a bola controlada e a cabeça levantada…»
    100% de acordo

    «Rúben Neves. é bom recordar que ainda tem 19 anitos – com idade de júnior, portanto. e que, no sistema de José Peseiro, o seu envolvimento no sector ofensivo encontra-se mais condicionado. mesmo assim, partiram dos seus pés três remates à baliza conimbricense, sendo que um deles resultou num golo magistral.»
    Respondido acima

    «Sérgio Oliveira. mais apagado do que vem sendo habitual. não deslumbrou, errou muitos passes…»
    De acordo, mas surpreendente, logo ele cujo predicado principal, parece ser, colocar com precisão a bola à distância…

    «André Silva. é um ponta-de-lança puro, com movimentos que nem o Suk, nem o Aboubakar, conseguem executar (!), sobretudo no arrastar de marcações, criando espaços para quem surge detrás. necessita de um pouco mais de calma na finalização e não revelar tamanha ansiedade em marcar o primeiro golo pelos AA…»
    Certíssimo…!

    Brahimi. a partida “pedia” um desbloqueador…
    Sim, mas…

    «André, André. na primeira vez que tocou na bola, abriu para Brahimi, solto na esquerda, cruzar, de trivela, para o André Silva atrapalhar o redes contrário. …obviamente que acusou a falta de ritmo, depois de uma paragem (forçada) de mais de um mês.»
    Certo!

    «…pelo que os jogadores da AAC foram sempre muito briosos a cair. por exemplo, no lance que origina golo da Briosa, eu acho que não foi falta, antes que o Rafael Lopes deu um salto “para a piscina” mal sentiu o toque cabeçudo do Victorio Páez. mas isto sou eu, que vejo muito mais para o azul-e-branco do que deveria…»
    Exagero azul e branco? Acho que não. E mais: por que será que os jagunços do apito, sempre com olhos de lince para descobrir as pseudo faltas portistas, são vesgos e lentos quando se trata de apitar a favor do FC Porto, muitas vezes deixando passar em claro agarrões, pisões, placagens….etc….etc.?

    Abraço,
    Armando Monteiro

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    1. @ Armando

      muito obrigado! pela visita, pelo comentário e pelas gentis palavras!
      (mais uma vez 😀 )

      respondendo à tua questão final: acho que a mesma encontra-se nesse estranho facto de, (pelo menos) nos últimos três anos, termos regressado à fase do «bons rapazes»… e quando assim é e como dizia o Mestre, «somos sempre comidos» (com o sem cebolada).

      está na altura de voltarmos a ser os mauzões, os grunhos, os bárbaros – aqueles gajos que toda a gente detesta mas que nós adoramos ser 😉

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  2. Caro Miguel.
    Não estaremos a ser um pouco mauzinhos com o Varela? Nestes jogos, vejo-o com uma raça e com uma disponibilidade, que me agrada; esses pormenores, que podem ser pormaiores… podem ser resolvidos a tempo.

    Também não concordo quando opinas que André Silva deve ser emprestado; por mim fazia estes jogos na liga e assim crescia com o tempo, para que na próxima época se apresentasse ainda melhor.

    Quanto ao ponto 4 quando referes «cabeçudo», acho que, se aquele lance fosse feito pelo cabeçudo luis, dos benfas, nada seria assinalado.

    5. Há mas que grande Bastardo!!! e que grandes bastardices que os tipos do pravda são.

    PS: Mais um fim-semana vitorioso.
    PS 2: Um pormenor: o NGP esteve presente no jogo da equipa B, e a seguir foi a “correr” para ver o Basquetebol, assim sim é que se pede para Pinto da Costa, mais enérgico, mas que agora falta ser mais interventivo, para fazer discursos mais assertivos, quanto aos escândalos que se andam a fazer neste quadrado à beira-mar.

    Abraços.

    Liked by 1 person

    1. @ Filipe

      muito obrigado! pela visita, pelas vossas gentis palavras e pelo pertinente comentário !

      sobre o Varela, confesso-te que vimos um jogo diferente, então. (in)felizmente não estou sozinho na opinião que partilhei e sem disso querer fazer alarde, porque não beneficia ninguém, muito menos o jogador em causa; ora confere aqui.

      sobre o André Silva, acho que percebeste mal o que escrevi. o que eu acho é que, «comigo, na próxima época, seria emprestado a uma equipa do nosso primeiro escalão para regressar “no ponto rebuçado” que todos nós queremos (e desejamos) para o seu futuro, que será invariavelmente o nosso» – logo, secundo a tua opinião. 😉

      sobre os cabeçudos, acho que estamos conversados… quem viu o que se passou em Vila do Conde, nesse aspecto, sabe que os critérios diferem de acordo com a cor das camisolas…

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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