dos ‘nossos’ amiguinhos verdes…

fcpblue© Tomo III
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caríssima(o),

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nota prévia:

esta “posta de pescada”® será um pouco extensa. achei por bem referi-lo, ‘just in case‘…
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confesso que ainda me incomoda quem, entre nós, portistas indefectíveis, considera que «não há mal algum» em ver o nosso FC Porto perder* ante o spórtém, amanhã; que os calimeros até «são nossos amigos» e tal, e que «maus, maus, são os lampiões».
[* “cruz! credo! lagarto! lagarto! lagarto!” longe vá esse (mau) agoiro!]

vou-me repetir, de uma forma genérica e generalizada, porque há sempre honrosas excepções e (felizmente que) nem todos pensam assim:
«ambas as duas» agremiações e suas respectivas massas adeptas (inclusive as ilegais), são (em tudo) idênticas no asco que nos têm. «ambas as duas» não nos têm em consideração e desrespeitam constantemente a nossa centenária História. «ambas as duas» são incapazes de nos reconhecer qualquer mérito desportivo nas nossas conquistas e são sempre as primeiras a “prazenteiramente” escarnecer dos nossos inêxitos. «ambas as duas», porque não sabem perder e não aceitam a Derrota, muito menos não sabem ganhar e ter uma postura de autêntico ‘gentleman do sport‘.
nestes casos, a cor é indistinta, porquanto que até são bastante idênticas num sentimento tão característico e que se traduz nesse anti-portismo militante – e tal como bem refere Pedro Marques Lopes, no seu mais recente BRASÃO ABENÇOADO, sob o título “Futebol Clube do Porto: o clube da Liberdade e da Democracia” (aqui). assim, sinteticamente estas são (também) as razões principais pelas quais a minha repulsa por «ambas as duas» é  (também) proporcionalmente análoga..
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portanto e mais do que (in)tentar encontrar razões recentes, que as há** e em quantidade, para discordar frontalmente de quem pensa que «não há qualquer mal» em apimentar este campeonato, por forma a se evitar um (inevitável?) tricampeonato, nas linhas que se seguem (‘not made in#porta18) pretendo recordar dois episódios, passados na primeira pessoa, com um denominador comum: «ambos os dois» tiveram como (infelizes) protagonistas os adeptos afectos à agremiação do Lumiar. ah! e «ambos os dois» foram (muito) anteriores aos recentes ignóbeis ataques (nada) casuais.
[** será preciso recordar que se trata do spórtém “do” burro do Carvalho e “do” Chiclas?! tal não seria já razão suficiente para só se considerar a vitória de amanhã como o único resultado possível?! a sério que não compreendo…]
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fcptaca© aventar
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a 10 de Junho de 1994:

a imagem acima é emblemática e encontra-se pejada de portismo genuíno, puro. explico, sobretudo para a malta (bem) mais jovem e que, na década de ’90, ou ainda era muito imberbe, ou ainda andava “de um lado para o outro” sem ver a luz do dia [salvo seja!].
foi a finalíssima da Taça de Portugal, da época 1993/1994, numa altura em que um empate, na final daquela competição, mesmo após prolongamento, não dava lugar a grandes penalidades, antes a um novo jogo. e em que estes tinham que ser disputados somente com plena luz solar, que não havia cá lugar a modernices como holofotes e outras paneleirices tais. sim!, o Estádio Nacional, em pleno Jamor, era um portento em condições ideais, não só para se ver uma partida de futebol, mas também e sobretudo para a disputar…
convém referir que, nessa mesma época de 1993/1994, em finais de Janeiro, houve uma mudança no comando técnico do FC Porto, com a substituição do malogrado Ivić, por um outro, anteriormente despedido de Alvalade, um mês antes, por Sousa Cintra, e de seu nome Sir Bobby Robson

o jogo da finalíssima foi intenso. muito intenso, mesmo.
o FC Porto havia perdido o campeonato para o 5lb “de” Toni (com o Prof. Jesualdo como seu adjunto), por meros dois pontos (tantos quantos uma vitória, na altura…), naquela fatídica partida, em Carnide, em que Fernando Couto perdeu a cabeça. portanto, nada mais interessava do que levar o troféu para a ImBicta e contra toda uma campanha me(r)diática em tons carregados a verde (e que não era tinto).
e assim, em pleno Dia de Portugal, todo o País e sua restante «paisagem» pôde assistir a esta pouca-vergonha, que o vídeo documenta aqui e que aquela imagem ali em cima fielmente retrata: os adeptos da agremiação do Lumiar, furiosos pela derrota (e achando-se prejudicados por uma arbitragem «habilidosa» de josé pratas… estão a ver como o calimerismo é como a fama do slogan do brandy Constantino?…), não criaram as condições ideais para que os jogadores do FC Porto pudessem aceder à tribuna de honra e, assim, receber (merecidamente) o troféu que venceram dentro do campo. valeu de tudo para «perturbar a ordem», inclusive recorrer-se ao arremesso de pedras, de consideráveis dimensões, aos jogadores portistas (!!!).
repito: foi uma pouca-vergonha, com contornos muito similares àqueles que os nossos avós falavam, em “tempos (regimentais) da outra senhora”, quando os adeptos afectos às agremiações da Segunda Circular perdiam connosco.

no meio de todo esse obsceno e vil cenário, uma figura emergiu sobre os demais: a do nosso grande Capitão, João Pinto.
as imagens falam e para Sempre falarão por si; mas, retenho aquela que mais me marcou nesse dia, e para lá daquela outra, em que “surrupiou” uma máquina fotográfica, com objectiva, a um repórter, em pleno relvado, e porque havia demora em garantir o acesso à tribuna, se dirigiu à massa adepta portista, onde eu me incluía para podermos comemorar: a de, já com a Taça de Portugal nas mãos, desvia-se das garrafas de água (cheias!), e brada, em plenos pulmões: «é nossa, car@lho! é nossa! filhos da put@, é nossa!».

e, numa época em que os telemóveis e/ou a Internet, não existiam (a nãos ser na mente dos seus criadores), e em que os telefones de rede fixa é que “governavam”, foi com tremendo alívio que a minha mãe, alarmada com as imagens que a televisão pública transmitia, quando me soube, em Santa Apolónia, a caminho da ImBicta cidade, são e salvo, acalmou (e aos seus nervos). e me fez prometer que «nunca mais!» iria a Oeiras.
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varandim© google
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a 07 de Maio de 1995:

nem um ano depois, lá estava eu em plena Capital do Império.
estávamos naquela que viria a ser a primeira época de um histórico Penta (aqui e aqui), marcada pelo desaparecimento precoce de Rui Filipe. para lá de um clássico, se vencêssemos a partida, poderíamos sagrar-nos campeões nacionais. pois, não só vencemos, como Sir Bobby Robson serviu a vingança (devida) a quem dele duvidou, tal e qual como ela o deve ser feita: fria, gélida, implacável, sem remorsos. mas esse é o final (feliz) de uma estória que começou tragicamente triste.

chegámos cedo a Lisboa (Santa Apolónia) – eu e mais cinco amigos de liceu. daí e munidos com os ingressos mágicos, adquiridos previamente na ImBicta, por “vias travessas”, partimos para as imediações do antigo estádio de Alvalade, orgulhosos e confiantes. as provocações (constantes) não nos incomodavam minimamente, “protegidos” por um largo céu azul. com muito pouco para fazer (a não ser esperar pela hora do jogo) e para ver (não fôramos para Turismo), resolvemos esperar pela chegada dos nossos heróis, tal e qual como fazíamos nas Antas e quando era possível tocar neles, mesmo ali, junto ao Departamento de Futebol.
o que se assistiu a seguir foi a um autêntico filme de terror: os jogadores entrariam junto à famigerada porta 10A, local que já se encontrava pejado de calimeros, prontos a “brindar” e a “bem receber” o “inimigo”. muitos deles aglomeraram-se num varandim, muito próximo da entrada para o balneário e o pior aconteceu, dadas as más condições do velhinho estádio: quando se julgava que seria a famosa pala de Alvalade que poderia ruir, acabou por ser aquele varandim a ceder. o que aconteceu depois, só o soubemos pelos comentários no estádio e pelo que nos disseram que deu na televisão. sim!, que nós, com medo e no meio de tanto pânico, fugimos do local e fomos mas é para um local que considerámos mais seguro (pese embora as condições degradantes, pelo decrepitado estado de degradação acentuada do estádio): o sector visitante, junto dos nossos.

foi a primeira vez que fui a Alvalade para assistir a uma partida de futebol. as anteriores, foram para assistir a emblemáticos concertos (U2, Metallica, Guns, Portugal ao Vivo). jurei a mim próprio e à minha mãe, que foi uma primeira vez sem exemplo.
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em suma:

se acham que os calimeros são «nossos amigos», respirem fundo, fechem os olhos, e pensem catorze vezes antes de o afirmar – tantas quantas o número de épocas que, à data, aqueles não vencem um título de campeão nacional…

ah! e não te esqueças, por favor e se ainda não o fizeste, de despenderes (e no máximo!) só mais um minuto, do teu precioso e valiosíssimo tempo, a responder ao inquérito que se segue, o qual estará disponível sensivelmente até às 15h30m de Sábado:
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disse!
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9 thoughts on “dos ‘nossos’ amiguinhos verdes…

  1. Concordo contigo, meu amigo. Para mim, o importante é vencer, nunca “abrir as pernas” para que outros ganhem.
    Se me custa ver as papoilas festejar o tri? Custa! E muito! Mas custar-me-ia muito mais ver o meu clube “facilitar” uma vitória a quem quer que seja.

    Grande abraço!

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  2. Uma retrospectiva extensa e ilustrativa do sentimento que os adeptos dos viscondes falidos (calimeros) nos inspiram.
    Se mais não houvera, que há, volto a insistir:
    a) Não suporto a petulância do mister chiclete
    b) Idem aspas, aspas, do presidente da voz cavernosa Burro de Carvalho
    c) Há que salvaguardar o prestígio do FC Porto, ou seja, é muito importante ganhar e se possível esmagá-los para que não restem duvidas, e mais, podermos mais tarde argumentar que ficamos em terceiro lugar mas traçamos o vice e o campeão…

    Abr@ço

    Armando Monteiro
    http://www.dragaoatentoiii.wordpress.com

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  3. Calimeros amigos… lol. Só para quem aterrou hoje na Terra. JJ e Burro do Carvalho amigos dos Portistas…

    O problema é que o Portismo já teve melhores dias. Agora é o Portismo das festas e só querem é assobiar e dizer mal quando as coisas correm mal.

    É o Portismo reflexivo. Tem as duas vertentes, o reflexo e a outra, a do dizer mal e não fazer nada para melhorar a situação.

    Abraços e que vença o Porto. SEMPRE!!!

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  4. 2 numa Estória fantástica.
    Ainda bem que existe internet para sentir A História do Nosso FC Porto.

    É com estes jogos e estes episódios que me cresce o Portismo.

    Amanhã é para eles levarem daqui o que no passado nos atiraram.

    E portistas “sonâmbulos”, acordem porque o FC Porto é o Nosso Clube, e é com o Brasão que temos de mostrar a espada e o escudo, chega de mariquices e dêem um pouco do vosso sangue ao FC Porto. Assim sentirão o que é defender um Clube como este.

    Abraços.

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