not@s soltas de (mais) uma frustração…

iker© zerozero
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1) (re)encontros.
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foi a parte (bem) mais agradável de ontem: o de poder ter estado novamente com a Ana Neves, o sr. Fernando Pinto, o caríssimo Vila Pouca, o Felisberto, o Jorge Vassalo, o João Santos, o Nuno, o Afonso Lamelas, o Zé Pedro e a sua família; o de ter conhecido o (muito) simpático e cordial “ega“; e de inesperadamente ter reencontrado dois grandes Amigos, de longa data: o André Vasconcellos e o Filipe Baldaque.
foram dos poucos momentos (únicos?) em que os sorrisos imperaram e em que a Confiança estava alta.
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2) expectativas vs. Realidade.
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confesso que as minhas expectativas, para este jogo, eram altas. e não estava sozinho, porquanto que os resultados da sondagem para o dito assim o traduziam, com uma quase centena de visitantes a «acarditar» na nossa vitória. já agora e porque é da mais elementar justiça, o meu sentido “muito obrigado!” aos 117 votantes que despenderam “aquele” minutinho-extra que solicitei.

ao dirigir-me para o nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos (já sei que esta época são mais pesadelos…), sentia-me sobretudo confiante. acreditava que tudo tinha sido preparado para o único resultado que concebia e que, para mim, nunca passaria pela perda de pontos. não se trata de uma qualquer arrogante Soberba, sequer de uma bacoca sobranceria: pelas razões que explanei ao longo da semana, algumas delas (quase todas…) de índole emocional e/ou sentimental, ou não se tratasse de uma partida de futebol, desejava a vitória principalmente porque se tratava de um Clássico e ninguém gosta de sair derrotado de uma partida com essa magnitude, e mesmo que já esteja em “pré-época”. depois e fundamentalmente, porque foi contra este spórtém “do” burro do Carvalho e “do”Chiclas, e eu não queria nada vê-los felizes no final da partida. mesmo nada.
acontece que, depois da perdida do João Mário (que craque!) e daquela bola ao poste, do Herrera, percebi que ia haver jogo. e houve. mormente na segunda parte. e em nosso desfavor. e voltámos, um ano e meio depois, a ter que gramar com “olés”, má-criação e insultos ao presidente, por parte da falange calimera que se deslocou «à aldeia».
quais as razões principais para que tal tivesse acontecido? acima de tudo, o (já) “célebre” “Peseiro style“®, explicado aqui, o qual não se coaduna com equipas que não se limitam a jogar para “o pontinho“, como bem refere o Jorge, do Porta19, na sua análise à partida: 

« […] passar por aquele queijo suíço de meio-campo, em que os nossos homens não se entendem e não se coordenam para pressionar o jogador que tem a bola ou qualquer uma das inúmeras linhas de passe que vai criando à medida que progride no relvado. E é tão ridiculamente fácil passar por ali, porque duas ou três combinações simples servem para transformar a pouca consistência do nosso meio-campo numa espécie de gelatina liquefeita. É horrível assistir a um grupo de homens a cederem perante qualquer tipo de ruptura feita pelo centro do terreno, algo impensável para qualquer equipa com mentalidade vencedora […] »

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claudicámos, com violento estrondo, no jogo com um grau de maior dificuldade, desta “pré-época” (de muita má memória). e, infelizmente para todas(os) nós, o próximo também não será mais fácil, numa sempre terrível deslocação a Vila do Conde…
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3) análises individuais.
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casillas. sem culpas nos dois primeiros golos, até ao minuto ’84 foi “s. Iker” em duas ocasiões: aos ’32, num lance a papel químico do primeiro golo do cotovelador argelino, e aos ’69, naquela que foi a defesa da tarde. aos ’85 sofreu o 39º golo em outras tantas partidas em que envergou o nosso “manto sagrado”…

victório páez. mesmo sendo o jogador com maior número de minutos nas pernas do plantel, entregou-se como poucos a uma batalha em que nunca virou a cara a luta. (pres)sente-se o cansaço acumulado de uma extenuante época desportiva, sobretudo na dificuldade em recuperar defensivamente, tantas são as “piscinas” que faz em cada partida.

josé ángel. a sucessão de jogos a titular está a fazer-lhe bem. está ligado ao lance do primeiro golo calimero, depois da forma como sofreu aquela “cueca” do João Mário. mesmo assim, não se deixou abater e fez (pelo menos) meia dúzia de muito bons cruzamentos. defensivamente esteve irrepreensível, sobretudo pela pouca ajuda (ou nenhuma, até) oferecida pelo seu colega de sector (Brahimi), o qual o “forçou” a ter que se haver sempre com (pelo menos) dois a três adversários.

chidozie. mais uma partida de altíssimo nível do puto com idade de júnior. por exemplo, fez com que não se desse por Teo Gutiérrez em campo. e já consegue fechar as linhas de passe interiores, pelo seu lado da defesa. e já não concede tantas vezes o espaço interior da defesa para que o adversário por lá possa brilhar (como ante o Tondela). saiu completamente esgotado, depois de uma partida de uma intensidade física.

martins indi. não ganhou um único lance de cabeça. um único. unzinho só, para amostra. para um central, tal é inadmissível – sobretudo porque, dessa inépcia, resultaram vários lances de perigo para as nossas redes, sendo que um deles resultou em golo e outro numa enorme defesa do Casillas.

danilo. tivessem todos as suas garra e entrega ao jogo, e estou certo que a “música” teria sido outra, esta tarde. foi enorme e executou múltiplas funções num meio-campo sempre à deriva, tendo terminado a central. e aquela forma como sentou o WC, ainda na primeira parte…
é indiscutível e indubitavelmente a melhor contratação desta época. e, para o ano, tem que ser um dos capitães da Equipa.

sérgio oliveira. merecia melhor sorte naquele livre, superiormente executado, e que embateu, com violência, na barra. foi um lutador incansável no meio-campo portista, “esfrangalhado” por uma táctica em que nos vimos sempre em inferioridade numérica face ao adversário.

herrera. este homem parece ter vinte e oito pulmões! fez de tudo um pouco no meio-campo, inclusive chegou a desempenhar funções parecidas com as de extremo, no início da segunda parte. nunca deu uma bola como perdida, inclusive naquela infelicidade, logo aos 6′, em que só não marcou por causa de um poste e de um chouriço do Patrício.

corona. teve uma prestação melhor do que em Coimbra (também, mau seria, tendo em linha de conta a valia do opositor e a motivação que há em participar nestes jogos). mesmo assim, houve alturas em que desejei que houvesse mais soluções no banco para o seu lugar, para lá de Varela. e até havia: o seu conterrâneo Layún… com certeza que não faria pior…

brahimi. hoje, foi uma daquelas tardes em que concordei com a crítica principal que lhe tecem: não sabe “soltar” a bola, e já não falo no momento certo. simplesmente desconhece o conceito de passe. e da vantagem de um “toca-e-foge”, tantas foram as vezes em que se  meteu em autênticas “cabines telefónicas”, sem nexo, sem sentido, sem critério. para além disso, arrebentou fisicamente ainda no decurso da primeira parte e nem por uma única vez foi capaz de descer à defesa e “fazer o especial favor” de ajudar o seu colega de sector. por mim, não regressava para a segunda parte…

aboubakar. só energia não chega para um ponta-de-lança. teve pormenores interessantes na partida, mas acho que é daqueles jogadores “talhados” para jogar com “uma muleta” ao seu lado, e que não num sistema em 1-4-3-3. quando essa oportunidade surgiu, o gordo do brasileiro do “chuta-chuta” matou o jogo (de vez). a meu ver, tem um problema: eficácia (ou a falta dela)…

andré². não merecia aquela entrada na partida, a frio e para tentar unir as pontas de um novelo que já só tinha como fio condutor os caminhos para a nossa baliza, antes que fosse outro o colega a substituir que não o Sérgio e, assim, passar a equilibrar um sector sempre desconexo ao longo da partida.
mesmo assim, foi raçudo q.b., e entregou-se à aventura de tentar dar a volta a um filme mudo, onde, para além de Danilo, não houve outra voz de comando.

varela. em pouco mais de vinte minutos em campo, agitou mais o jogo ofensivo da equipa do que o Corona em quase setenta. e ainda teve capacidade para ajudar (muitas vezes) na defesa.

andré silva. entrou a cinco minutos do fim (!) e não chegou a tocar na bola uma única vez.

josé peseiro. 19 jogos oficiais: 11 vitórias e 08 derrotas; 29 golos marcados, 23 golos sofridos. estes são os números. para lá daqueles, há as prestações da equipa (hoje, sofrível, apesar da entrega) e há a postura do treinador, no banco, a comandar a equipa, coordenando-a. e sobre a prestação de José Peseiro, hoje, afirmo que foi (no mínimo e para ser simpático) uma miséria. já nem me refiro às declarações após a partida, onde viu “um filme” completamente diferente do meu. bem sei que depois do jogo, tecer cenários hipotéticos é como fazer o totobola à Segunda-feira. mesmo assim, a estas horas da madrugada, ainda não percebi:

» por que raio é que se jogou com um meio-campo sempre em inferioridade numérica para com o do spórtém, quando se sabe da valia desse sector nos calimeros?
» por que é que não dá para se jogar em 1-4-4-2, em jogos como o de hoje, por exemplo, “copiando” o que de bem fez Lopetegui, ainda esta época, ante o Chelsky ou ante o 5lb («ambos os dois» jogos em nossa casa)?;
» por que raio é que o Brahimi regressou das cabines, quando era notório que estava a ser um elemento a menos na partida? mais: porque raio é que só saiu aos 85′?
» por que raio é que a primeira substituição só ocorreu aos 60′, quando se percebia que, nessa altura do jogo, a equipa (já) estava completamente à deriva e havia a necessidade de se intervir positivamente nela?
» por que raio é que se fez troca directa de posições, com aquela substituição, não mudando nada num esquema táctico que não estava a dar resultado e em que se corria mais com a bola e/ou atrás desta, muitas vezes de forma atabalhoada?
» por que raio é que não se fez tudo que estava ao nosso alcance para se vencer a partida?! por que raio é que não houve “tomates”?!

sincera e honestamente, não gostei. nada. e, hoje, não consigo fazer quaisquer paralelismos com o que se passou em 2001/2002. de todo. foi muito fraco.
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4) inevitavelmente o árbitro.
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para mim, é de todo impossível passar ao lado de uma arbitragem que foi má e que nos prejudicou. é certo que não foi por ela ter sido de qualidade (mais do que) duvidosa que perdemos, mas foi só mais um jogo em que, por exemplo, nos sonegaram outro ‘penalty‘ – aos 67’, cometido sobre o Aboubakar, curiosamente pelo mesmo jogador que fez falta para grande penalidade sobre o Brahimi (logo, teria que ser expulso, por amostragem de duplo amarelo), e quando estávamos a perder pela diferença mínima.
no capítulo disciplinar, foi permissivo com duas entradas “a rasgar” pela parte dos calimeros, ainda na primeira parte e com os constantes “bloqueios” daqueles, aquando da marcação dos nossos livres, não deixando que estes fossem executados rapidamente, com a colocação estratégica de um “meco” à frente do esférico.
ah! e foi o quinto jogo em que apitou o spórtém e conseguiu deixar o cotovelador argelino em campo. ontem, foi nova agressão, desta feita sobre o Danilo, num lance junto perto do banco do spórtém, na primeira parte: não saltou a uma bola e, na queda do jogador portista, “toma lá mix!”.
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ayrton© google
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5) 1º de Maio.
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hoje, primeiro Domingo do mês de Maio, é o Dia da Mãe – curiosamente no mesmo dia em que se comemora o do Trabalhador. há calendários assim…

porém, para mim, desde 1994 que o significado deste primeiro dia de Maio é outro. e bem mais triste e menos festivo (sequer efusivo).

#AyrtonSennadaSilvaforever.

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disse!
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