‘newsflash’ | notícia de última hora

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caríssima(o);

num rigoroso exclusivo para este espaço de discussão pública (é assim que costumam ser anunciadas “notícias bombásticas“, não é? é que eu só vejo o Porto Canal…), eis uma notícia de última hora, a qual, à data e hora destas linhas, confirma-se plenamente:

o Futebol Clube do Porto tem treinador para a sua equipa principal!
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u-a-u! u-a-u! u-a-u! t-o-p! t-o-p! t-o-pé, não é? ah pois é, bebé! ah pois é! e quem é que conseguiu essa informação? euzinho, aqui!
mas, há mais, há muito mais: ao que consta, o seu nome é José Vítor dos Santos Peseiro, mais conhecido, no mundo da bola, por “pé frio”, vá-se lá saber porquê…
aliás, para sermos rigorosos: o FC Porto, à data e hora destas linhas (#notmadeinporta18forsure), até se dá a esse extravagante “luxo” de estar a pagar a dois treinadores e a duas equipas técnicas (!!), para comandar uma espécie de plantel, numa época desportiva de muito má memória – sendo que a outra equipa é aquela «do basco» Julen Lopetegui.
hã! hã! quem é o maior, quem é? quem. é. o. maior?
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brincadeiras à parte, acho incrível como há portistas que se indignam por, nesta altura, «a Estrutura» ainda não ter anunciado o (hipotético?) nome do (hipotético?) novo treinador do Clube, porventura fazendo com que tenhamos esse recorde absoluto de, numa mesma época desportiva, estarmos a pagar a três treinadores e a três equipas técnicas (!!!)…
desconheço se, quem se insurge por tal – e com “argumentos” em tudo muito idênticos a este: «até o Paços de Ferreira já anunciou o novo treinador. já nós… caminhamos para o Abismo e a passos largos!» (li muitos “argumentos” como este, em diversas páginas afectas ao Clube, no faceboKas) – também trabalha. mas trabalhar não de forma virtual, i.e., com os dedos, teclando efusivamente à frente de um monitor para fóruns, blogues e afins, antes para um Patrão e/ou Chefe físico e cujos perdigotos que expele são bastante reais, sobretudo naquelas alturas em que ferve em água nenhuma, e que portanto não se solidariza (mas mesmo nada!) com dores emocionais, mormente daquelas que resultam de péssimas épocas futebolísticas…
quero acreditar que sim, que aqueles “críticos” trabalham. assim sendo, proponho o seguinte exercício especulativo, mas que considero bastante elucidativo da actual realidade, na $AD/Clube:

façamos de conta que estamos contentes no nosso posto de trabalho, por exemplo, enquanto fiéis de um armazém, de uma grande empresa. somos competentes o suficiente ao ponto de, um dia, o nosso Chefe nos chamar ao Gabinete dele, no segundo andar – o da Direcção (!) e onde nunca temos acesso! -, para nos propor o seguinte:
– Zé, nos três anos que trabalhas para nós, tens sido exemplar e demonstras muitas capacidades, inclusive de liderança. e é por isso que te vamos propor uma promoção, e não queremos ouvir um “não” como resposta. vais substituir o Júlio, enquanto Chefe de Armazém. vais ganhar mais, mas também terás mais responsabilidades. a primeira é reformulares o Armazém, de forma a este ser mais eficaz nas entradas e saídas de mercadoria. tudo tem que ser ainda mais perfeito do que já é, mas que, mesmo assim, apresenta falhas. identifica-as, propõe alternativas e, sendo aceites, corrige-as. tens seis meses para esta tarefa. depois desse prazo, falaremos.

o Zé (ou seja, nós), lá foi à sua vida, todo feliz e contente. depois de ter dado (um)a boa nova à “patroa”, motivado e galvanizado, elaborou um projecto que, na sua mente e em teoria, não teria como falhar. apresentou a proposta à Direcção, que a aprovou, por maioria, confiando na palavra dada pelo Zé de que «não iria deixar ficar mal» a empresa para a qual trabalha, e que confiou nas suas capacidades. para tal, ia também necessitar da ajuda dos seus, até então, companheiros de trabalho, em quem reconhecia competência e potencialidades. «é preciso trabalhar bem, confiarmos uns nos outros e que eles acreditem na competência que têm. eles sabem da exigência e do stress de uma empresa desta dimensão, mas estão aqui porque são bons», afirmou convictamente.

acontece, porém que a Vida é tramada com um F bem maiúsculo e aqueles em quem reconhecia Vontade e Qualidade, foram os primeiros a claudicar.
mais: as suas teorias nunca tiveram a devida (por que necessária) correspondência prática, pelo que a tarefa que a Direcção lhe incumbiu ruiu pela base. ao final de seis longos meses, o Armazém encontrava-se (bem) pior do que quando o Júlio partiu. e o Zé estava com uma imagem bastante negativa, aos olhos de todos quantos consigo lidaram, dos seus companheiros à Direcção, passando pela funcionária da limpeza.

“e agora, Zé?”, é a pergunta que se segue, não é? pois é…
não nos esqueçamos de que, neste exercício, fomos contratados para desempenharmos a função de fiel de armazém e que posteriormente fomos alvo de uma promoção.
sendo assim, o que acham que deveria acontecer ao Zé (ou seja, a nós)? (i) permanecer na empresa, respeitando um contrato de trabalho válido e legal, mas sabendo de ante-mão que os colegas (e a Direcção) já não nos podem ver pela frente? (ii) aceitar a nota de culpa, que nos despede por justa causa, por termos falhado numa função para a qual não estávamos talhados, e sairmos com “uma mão à frente e outra atrás” (e regressarmos à anterior vidinha)? (iii) apresentarmos a nossa carta de despedimento, e sairmos como na situação anterior (com “uma mão à frente e outra atrás”, sem perspectivas de, tão cedo, encontrarmos novo local de trabalho)? (iv) permanecermos irredutíveis na nossa nova missão, batendo o pé a tudo e a todos, sobretudo aos que diariamente teimam em nos apontar as falhas, só as falhas e nada mais do que as falhas? (v) propormos, à Direcção, o regresso às funções de fiel de armazém, com a consequente perda de regalias e de corte no vencimento (o que significa ter que “devolver” o Mercedes XLS acabadinho de comprar e que tanta inveja tem causado lá no bairro)?…
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caríssima(o),
repito-me: “isto” não é a porr@ da PlayStation®, onde se pode sempre voltar atrás quando as coisas não correm de feição; antes é a dura e crua da Realidade, a qual é pior do que uma p*t@, insensível a qualquer virgem que lhe apreça pela frente (ou por detrás). e é com este tipo de situações que a $Ad portista tem que lidar actualmente. e todos os dias.
assim, para mim, mais do que anunciar um novo treinador, a $AD tem outros dois por resolver e, na minha perspectiva, bem mais importantes. sim, dois! não um, mas dois: são eles os “problemas” Julen Lopetegui e (provavelmente) José Peseiro.
assim sendo, tenham lá calma, sosseguem a passarinha e mais do que teorizações inócuas sobre quem será o (hipotético?) novo treinador, aguardem antes pelas notícias oficiais que nos informem de que aqueles dois nomes, referidos no parágrafo anterior, chegaram a acordo com os representantes do Clube. tal significará, no imediato, que está desbloqueada a (hipotética?) apresentação do (hipotético?) novo treinador. ou acham que gostariam de ver chegar um palhaço qualquer, ao vosso lado, acompanhado pelo vosso Patrão, em que este vos diz secamente: “Zé, este é o ‘coiso‘ e vai ocupar o teu posto de trabalho e desempenhar a tua função, com efeitos imediatos. tu és o elo mais fraco, adeus“. não gostariam, pois não? acho eu que nem José Peseiro, e por muito má que tenha sido a sua prestação, entre nós…

ah! e façam-me um grande favor: não emprenhem pelos olhos e/ou pelos ouvidos, com capas sensacionalistas como esta aqui que, quando se vai a ver e sobretudo ler o seu interior (aqui), verifica-se que se tratam tão-somente de “notícias” pífias, sem qualquer base de sustentação, a não ser rumores, e com a agravante de estes terem sido primeiramente difundidos por outrém… em suma: muito mau jornalismo.
já agora, e para quem tiver esse interesse mórbido, aqui tens acesso à edição impressa do pravda “de ónte”, e aqui à edição impressa “d’oje”, Sexta-feira, onde os rumores continuam e até tiveram direito a destaque (sob a forma de tema do dia) na dita – a qual também inclui o mais recente artigo de opinião de Pedro Marques Lopes, na sua rubrica habitual BRASÃO ABENÇOADO, sob o título “Presente, Futuro e a nova época (parte I)” (aqui).
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por último, não posso deixar de recomendar a leitura do escrito mais recente de jorge coroado (aqui), publicado na edição do pasquim editado pelo ‘quim oliveirinha, sob o título “a execução das grandes penalidades“, e no qual aborda “a tal” questão do «bom senso» que o árbitro deve ter, aquando da sua marcação, e sobre a qual me indignei aqui.
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post scriptum pertinente:
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faz hoje vinte e nove anos, num mês de Maio que, para nós, portistas indefectíveis e dos quatro costados, é muito maduro.
não mais se esquece(m)! 😉

(e esta recordação nada tem de saudosista, nem pretende viver do e no Passado, seja ele recente ou não. o que se pretende é que esta conquista, a nossa primeira a nível internacional, inspire os demais, i.e., e a saber: os novos jogadores que por aí virão envergar o nosso manto sagrado e ostentar o nosso brasão abençoado ao peito, e sobretudo e bem mais importante, as novas gerações de portistas indefectíveis. é bom que se conheça o nosso Passado, para almejarmos a um Futuro (bem) melhor!)

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disse!
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