not@s soltas, à Sexta-feira…

© mr. dheo
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caríssima(o),

antes de ir de final-de-semana e regressar ao teu conBíBio somente na próxima Segunda-feira, eis umas breves not@s soltas, sobre alguns episódios que marcaram esta semana, aos quais quero tecer alguns considerandos que julgo pertinentes.
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i) not@ Arruda.

chegou ao fim uma relação de onze anos e de dezoito títulos conquistados. o seu anúncio surgiu pela forma “seca e impessoal” de um comunicado. houve logo quem, no imediato, se insurgisse por tal, o que compreendo e respeito, mas em parte. explico.
sou dos que está grato a Helton por tudo o que trouxe para o Clube, destacando, acima de tudo, o seu exemplar profissionalismo; mas, como não sou (muito) tendencioso e gosto de ver a floresta para além da árvore, certamente que aquele último também proporcionou alguns momentos inolvidáveis ao guardião brasileiro – quanto mais não sejam, os títulos que embelezam o seu curriculum desportivo. portanto, acho que quando uma relação desta natureza chega ao seu epílogo, perdem todas as partes nela envolvida, não havendo quem se possa arvorar de estar bem melhor do que a(s) outra(s). muito.
posto isto, acho que estes últimos tempos, em concreto as últimas duas épocas, mostraram um Helton que não corresponde (muito) bem à imagem de tipo “boa onda” que ele ajudou a construir, sobretudo por me dar a parecer que sempre conviveu (muito, demasiado) mal com a condição de suplente. e, assim como não me esqueço daquela mensagem enigmática que ele nunca explicou, datada de Julho de 2014 (ter-lhe-ia sido proposta uma condição idêntica à que lhe fez o Nuno, esta época? acredito que sim, mas com o Helton a recusar o que agora acatou), também não me esqueço da sua péssima prestação em Belém, em Maio de 2015, e das declarações que teceu no final da partida, bem como das mais recente pressão sobre a $AD para o informar da sua situação contratual (a mesma $AD que, em Junho de 2015, renovou o contrato com o sr. Arruda por mais dois anos). ou seja: sobretudo nestes últimos episódios, o Helton deu-me sempre a impressão de estar a falar (de)mais para o exterior, ao mesmo tempo que mandava “bicadas” para o interior do Clube; como se sabe, esta não é a melhor política, pelo que não estranhei que aquela relação chegasse ao fim. falta saber se ainda haverá espaço para o acolher na Estrutura, ou se a ruptura é definitiva.
independentemente destes sarrabulhos todos, acho que, no próximo dia 06 de Agosto, seria da mais elementar justiça que o ex-capitão, com onze anos de casa (não são onze meses…), subisse ao relvado para ter a merecida ovação, à semelhança do que já aconteceu com Paulinho Santos, ou com Pedro Emanuel
, e só para referir dois exemplos recentes. mas, se tal não vier a acontecer, também acho que sei das razões que terão motivado tal desfecho…
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ii) not@ Roque.

provavelmente haverá quem compreenda esta espécie de “desabafo“; já eu confesso que tenho alguma dificuldade em aceitá-lo, entendê-lo, justificá-lo, perdoá-lo. não concebo que alguém que se afirma profissional, se tenha servido de um clube para demonstrar toda a sua falta de carácter, de personalidade e de pudor, num “esplendor” idêntico ao que costumava acontecer lá para os lados da Segunda Circular, na década de ’90. mudam-se os tempos…
neste entretanto, chegou-se a bom porto no negócio com o S. Paulo: o clube brasileiro, a viver dificuldades de tesouraria, “chega-se à frente”
 com 6M€, e cede 50% dos direitos económicos do central Lucão e do lateral-esquerdo Inácio, ambos de 20 anos. daqueles 6M€, os primeiros 5M€ terão de ser pagos em 03 anos e o milhão restante pode ser abatido caso o FC Porto deseje adquirir mais 10% dos direitos dos jovens jogadores envolvidos no negócio. foi o negócio possível, tendo em linha de conta todo o clima de ruptura que existia. pois ainda há quem o considere um mau negócio…
para lá de todas as vontades envolvidas que, como se sabe, condicionam (e muito) qualquer negociação – basta o jogador não querer, que o negócio rui pela base – como assim, um mau negócio?! então íamos “oferecer” um jogador? e quando somos nós a tentar adquirir os direitos desportivos e económicos de um jogador brasileiro e do outro lado, seja ele qual for, são só «exigências de última hora»? por que raio é que temos que ser só nós a ceder?! é só porque somos tugas, dando a impressão de que efectivamente há um estigma brasileiro para connosco, em questões de nacionalidade?! pois eu acho que a $AD esteve bem neste negociação e explico porquê: havia interesse de parte-a-parte («ambas as três») e fincámos a nossa posição negocial, não de uma forma intransigente (pois poderíamos perder o potencial negócio), mas o suficiente para demonstrar, ante um histórico do Brasileirão, que nós não “baixamos as calcinhas”, ficando o alerta para outros emblemas canarinhos que desejem adquirir atletas dos quadros do Clube.

ah!, já me esquecia! acerca do lance que ditou a vaia ao morcão do maicon, «vou falar algo que ninguém sabe»: ele voltou a ter um «espasmo» cerebral, num lance em que quis driblar dois adversários e correu (muito) mal. posteriormente esse «espasmo» levou-o a simular uma lesão na coxa, abandonando o terreno de jogo enquanto os seus companheiros permaneciam na luta. foi um «espasmo» cerebral igual a tantos outros nos seus (quase) oito anos de dragão ao peito – «espasmos» esses que ditaram um desfecho nada agradável para todas as partes envolvidas, e que foi a sua saída de cena pela “porta do cavalo” (com ou sem «espasmos»).
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iii ) not@ negocial.

a pré-época começou na Terça-feira passada, mas só hoje, primeiro dia do mês de Julho, é que efectivamente começa a temporada desportiva 2016/2017. até ontem, as Sociedades Anónimas Desportivas tugas tiveram que apresentar contas à CMVM. do lado que nos diz respeito, há a certeza, desde o último Relatório&Contas, que a $AD tem que gerar quase 35M€ de receitas para não entrar em incumprimento à lei do ‘fair-play‘ financeiro da UEFA. neste entretanto, já há “mosquitos por cordas” com as nossas contas, como se comprova aqui, numa espécie de “artigo que pretende ser esclarecedor” mas que nunca o chega a ser, e que curiosamente não existe para as SADs de outras cores e de outras paragens, mais a Sul, cujas contas indiciam falências técnicas… adiante. mais do que esse «glorioso» (in)tentar passar pelos pingos da chuva, incomoda-me (muito!) que, entre nós, haja só quem pretenda ver o Mal, custe o que custar e seja a que preço for. e é por isso mesmo que me custa compreender as intenções de artigos de opinião como estes aqui e aqui e aqui. nada do que neles foi aventado se comprovou (ainda?), assim como nada do que neles foi sugerido se concretizou (ainda?). n-a-d-a!
em suma: nestes tempos difíceis, de seca de títulos e em que a contestação se faz na sombra, mormente pela via virtual, quem efectivamente deu a cara é preso por ter cão e preso por não o ter. para muitos (?) dos contestatários, se não é do cu é certamente das calças. e se não for das calças, «é claro» que é do cinto. ou dos suspensórios (se for esse o caso). ou da porra da presilha, «como é evidente». ou até do raio que o(s)parta! para eles, se falamos é porque é tarde demais; se não falamos, já o deveríamos ter feito; se o fizemos, foi mal feito, pois havia outro caminho. haja paciência para esta impaciência de alguma massa adepta (assoBiativa?) que pensa com os cotovelos e deseja tudo e o seu contrário, num curtíssimo espaço de tempo.e pensar que a época só começou há quatro dias…
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© Bruno Sousa
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noutro diapasão, é óbvio que e tal como Pedro Marques Lopes, no seu mais recente BRASÃO ABENÇOADO, sob o título “sonho com a selecção esmagar a França em Paris” (aqui em jpeg e aqui em pdf), também eu fiquei contente com a passagem da selecção do Jorge Mendes às meias do Europeu de França. ai!, desculpem o equívoco: avisam-me que é a selecção do #deusrenato(das)sandes e «mais vinte e dois», e não a dos jogadores do Jorge Mendes…
portanto: fiquei contente. só não sei é se as meias serão as finais, para tão parco futebol jogado… como referi num sms, enviado para um de vós, «consta que, lá para os lados da Segunda Circular, chama-se “pragmatismo”. aqui em cima é mais “chouriço”. ou “piço descomunal”, que vai dar ao mesmo».

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disse!
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