estado de alma: confiante!

© FC Porto
(clicar na imagem para ampliar)

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caríssima(o),

antes de tudo, peço-te desculpa pela minha ausência, mais prolongada do que desejaria, em virtude de compromissos profissionais inadiáveis, os quais me ocuparão os próximos tempos, pelo que certamente haverá intermitências na minha comunicação para contigo. faço votos para que compreendas esta situação e para que tenha, mais uma vez, a tua benevolência… 😉
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neste entretanto, a nossa “outra” casa – mas creio que é aquela que influencia decisivamente o nosso estado de alma, inclusive no dentro do nosso “lar, doce lar” e junto dos que nos são mais queridos – começa a ser arrumada. paulatinamente o espírito do Nuno começa a não ser muito santo, sobretudo para as (necessárias) dispensas, antevendo-se nova “revolução” num plantel ainda muito indefinido. eu acho que, para já, está bem. e vou tentar explicar as minhas razões.

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de uma nova “
(r)evolução” em marcha.

quer-se dizer: muita da malta, sobretudo aquela bastante frequentadora das redes sociais e grande parte da assoBiativa, passou a última época desportiva – e será só a esta que me irei referir – a questionar tudo e todos, naquele que (supostamente?) é o seu clube do coração. «ah! e tal» que havia muitos estrangeiros, mormente castelhanos; que não havia putos da formação em número suficiente, inclusive no plantel; que não havia portugueses em catadupa, como nos plantéis dos idos anos 90; que não percebiam como se contratou o Marega e o Suk, quando precisávamos de mais um central (e antes do episódio do «espasmo» cerebral do morcão do maicon); que não compreendiam a permanência do Ángel e o empréstimo do Rafa… muitos tópicos, pouquíssimas respostas, por parte de quem de direito, as quais só surgiriam aquando da inevitabilidade de novo fracasso e pela terceira vez consecutiva, e com a catástrofe dos resultados desportivos a confirmarem a pertinência de algumas daquelas críticas.
vai daí e porque tudo foi muito mau e demasiado péssimo para ter sido verdade (e nada condizente com a nossa hegemonia), e porque não se pretende que haja quarta vez, parece que está em marcha nova “revolução” no plantel azul-e-branco. a terceira, em igual número de épocas desportivas. e então, eis que “ó da guarda! aqui d’el-rei!” que vêm aí mais contentores e mais paletes de jogadores, e mais comi$$õe$ para os de sempre. sim!, que o que efectivamente preocupa muito boa gente, no quotidiano azul-e-branco, são as comi$$õe$ nos agenciamentos dos direitos desportivos e económicos de jogadores – como se tal fosse um exclusivo do FC Porto e outras agremiações, lá mais para Sul, também não as tivessem que pagar e, pior!, em proporção aos gastos com o plantel, a sua percentagem fosse bem superior à nossa. para quem não percebe e/ou contesta o que afirmo, eis dois nomes que ajudam a perceber o meu ponto de vista: Taarabt e Labyad. ou seja: mais uma situação em que se é preso por ter cão e preso por não ter…
para quem, ao final de uma semana de pré-época, já não consegue descansar direito e/ou não consegue sossegar o seu ‘dicky ticker‘, e sem me querer arvorar em sabichão seja do que for, recordo que estamos em ano de Europeu de Futebol, e que muito provavelmente a esmagadora maioria dos negócios acontecerá próximo do fecho do mercado de transferências de Verão. portanto e enquanto aqueles, a acontecerem, não forem tornados oficiais pelo meu clube de e para Sempre, recuso-me a entrar em quaisquer tipos de especulações, porque tudo o que se possa aventar sobre aqueles não passam disso mesmo: bitaites, rumores, efabulações, desejos. e, mesmo depois de acontecerem, há que dar o tão necessário tempo ao Tempo, por forma a que os julgamentos, sobre esses eventuais reforços, sejam os mais justos possível, e não sumários – como se a administração da $AD azul-e-branca fosse uma cambada de mentecaptos e de néscios, que não percebe nada de nada de e sobre futebol…
enfim, mais do que uma “revolução”, prefiro encarar a (re)construção do plantel portista e no qual incluo o da nossa equipa B, como uma necessária evolução, propositadamente deixando cair aquele erre inicial, tal e qual como na polémica de há uns anos atrás, a propósito de um cartaz de Abril.

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«devagar, devagarinho».

há quem considere que aquela evolução está a acontecer de forma muito lenta, (talvez?) com demasiada parcimónia, e que deveria haver mais celeridade por parte de quem de direito, que a pré-época já se iniciou e que Agosto está já aí, ao virar da esquina, com a eliminatória de acesso à fase de grupos da xampes a estalar… confesso que também não percebo este alarido, confessando publicamente toda a minha ignorância futebolística.
bem sei que isto é futebol, que Ontem já era (demasiado) tarde para alguns negócios, cujas oportunidades esvoaçam mais rápido do que um milhete do Hamšík; mas, como “depressa e bem, há pouco quem” e como “Roma e Pavia não se construíram num só dia”, só posso concordar com Martinho da Vila quando (e como tão bem) canta «sempre me deram a fama / de ser muito devagar / desse jeito vou driblando os espinhos / vou seguindo o meu caminho / sei onde vou chegar».
portanto, confiante em quem já me deu muitas alegrias e que certamente me irá proporcionar outras mais, tenho a plena convicção de que todos estes anseios já terão sido previstos e que tudo, mas mesmo tudo!, estará a ser feito para que esta época seja o início do tão desejado regresso às vitórias. e essas minhas certezas alicerçam-se nesse singelo facto de que quem está ao destino do leme da nossa “nau” ser portista como eu e tu, pelo que também ele esteve solidário na dor com tudo o que temos vindo a padecer. e este facto deixa-me tranquilo para o que por aí virá.

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communi… quê? *

talvez seja eu o palonço (acredito que sim, que o sou…), mas não estou a descortinar onde está o mal de o Clube não estar a comunicar e/ou desmentir eventuais negócios. mas anda tudo doido?! então vamos fazer o jogo do “inimigo”, e começar a desvendar os nossos segredos?! pois eu acho que todo este secretismo envolto no que será a nossa nova época só pode indiciar uma tão desejada inversão no que foi a matriz destas últimas épocas: nem tudo pode ser comunicado em seu devido tempo.
aquela afirmação parece um contra-senso com tudo o que se tem vindo a expor, no plano comunicacional do Clube, neste espaço de discussão pública, mas não o é, porquanto que, neste negócio, há necessários segredos que convém que só sejam desvendados muito para lá do seu epílogo. e o
bviamente que aquela afirmação não se relaciona com a Comunicação do Clube, no seu todo, por exemplo na sua relação com o adepto, a qual espero que melhore significativamente – sobretudo que se deixe de ver os associados e adeptos em geral, somente como potenciais clientes. assim como não pode estar umbilicalmente relacionada com algum ostracismo que o Porto Canal vota ao clube que é seu legítimo proprietário, concedendo-lhe parcos espaços de difusão de conteúdos próprios, e numa programação mais voltada para o de um canal generalista que dificilmente virá a ser. e aquela afirmação também nada tem que ver com a participação de Nuno Espírito Santo em programas “patrocinados” pelo mais acérrimo lampião de Paredes, naquela estação (cada vez mais, muito pouco) pública de televisão e que actualmente é outro baluarte de anti-portismo puro; aliás, quero acreditar que o nosso treinador só participa naqueles programas, que não vejo, de todo!, tão-somente porque tal já estaria acordado antes do seu compromisso com o FC Porto. “ah!, mas ele poderia ter rescindido esse acordo!”; pois poderia, mas se os responsáveis máximos do Clube não viram nessas participações do treinador qualquer “mal”, quem sou eu para as questionar?…
em suma: se ainda há muito para crescer e para se reverter, no plano Comunicacional do FC Porto, não deixa de ser um bom indício que, no que efectivamente se tem que estar mudo, quedo e calado, nada se saiba
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* sub-título inspirado neste esplendoroso álbum de originais, de uma banda da qual tenho imensas saudades. tantas como as de um título nacional…

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por último, uma imagem que, mais do que palavras, me dá (muito) alento para os próximos tempos, cuja legenda pode ser algo como «a alegria incontida de uma criança grande. o Guilherme também adorou a surpresa (mesmo que, no Presente, sirva ao irmão mais velho que não tem)»:
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© Miguel Lima
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disse!
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4 thoughts on “estado de alma: confiante!

  1. Creio que as saídas estão a ser pensadas e repensadas de acordo com o número de empréstimos que temos.
    Como se diz e bem o segredo é a alma do segredo.
    Portanto estes “cybernéticos ansiosos” estão mais preocupados com certas coisas, do que em pensar em si mesmo, de como pode apoiar o Clube para está época que vem.

    Olhando para a foto do Guilherme, dá para ver um Portismo que não se vê em muitos outros Portistas, que por sua vez alguns até são mais graúdos, bem mais.

    Quero é ver é essa bola a rolar.
    Rais’ parta o tempo de ser lento…

    Abraços.

    Liked by 1 person

    1. acho que não pode ser de outra forma, Filipe. “de pressa e bem, há pouco quem”… e nós temos errado “para o mundial”, pelo menos há três anos. infelizmente há quem ainda não o perceba, ou queira este mundo e o outro num instante… e, pior!, já questione tudo e todos…

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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