do dia em que Portugal apagou a ‘ville lumière’…

© google | Tomo III
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caríssima(o),

múltiplos factores, diversos entre si e bastante diversificados no geral, têm impedido este nosso contacto regular. mesmo tendo-o previsto e avisado-te atempadamente desta inevitável “fatalidade”, mais uma vez, penitencio-me por tal, apelando às tuas boa-vontade, bondade e benevolência. e, claro está, agradecendo, sempre!, essa tua regularidade nas visitas (quase) diárias, e mesmo quando o que encontras já é Passado. 😉

desde o nosso último contacto muito se passou, sobretudo com a “equipa que (decididamente não) é de tod@s nós”: consta que se sagrou campeã europeia de futebol, em séniores. e é sobre este feito inédito que desejo tecer alguns considerandos, se me permites.

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i) #euqueromaisequeaseleccaosafuod
@.

desde que começou o Euro2016, ou até um pouco antes (já nem sei bem ao certo)… vou reformular: desde que o sOcolari resolveu “brincar” (mas de uma forma muito séria) com a dignidade, o brio, o profissionalismo e a idoneidade dos profissionais do FC Porto, estávamos em 2004, que deixei de ligar, com muito afinco, ao quotidiano que envolve aquela que, para mim, é uma equipa na qual jogam múltiplos interesses, em diferentes “tabuleiros” e onde o nosso clube do coração sempre foi menosprezado, desprezado e mal-tratado, desde o início. neste Europeu, os exemplos paradigmáticos e convém recordá-los para memória futura, foram André² e Danilo Pereira: o primeiro ajudou a equipa das quinas, ainda na fase de apuramento e até ter-se “esbardalhado” em dois jogos amigáveis e onde foi o único seleccionável a participar em «ambos os dois» (!!); Danilo Pereira viu sempre um wc, com cláusula de rescisão de 45M€, passar-lhe à frente nas preferências do seleccionador, mesmo quando foi visível que aquele tem melhor posicionamento, jogo aéreo e saída de bola do que este último. ah!, e que, ao invés deste, não quadra o adversário com os olhinhos e/ou espera que um colega de sector faça o trabalho que lhe compete, antes pelo contrário…
aqui chegados, é para mim perfeitamente plausível que a selecção “não me aqueça, nem me arrefeça”: tal não significa que não veja os jogos e/ou que lhe deseje qualquer mal; mas e ao invés do que acontece com o nosso clube do coração, não perco noites de sono com as derrotas, nem vou para a Baixa celebrar as vitórias – pois que foi assim com o #Euro2004, com um inqualificável amargo de boca, e agora com este #Euro2016, de muito boa memória para tod@s nós.
e, assim sendo, acho que está explicado o porquê do sub-título ali em cima e da ‘hashtag‘ que utilizei nalgumas publicações nas redes sociais em que o Tomo III está presente.

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ii) #aminhaseleccaotrajadeazulebranco.

mesmo assim, é óbvio que fiquei muito feliz pela conquista deste Europeu, sobretudo pelos nossos Emigrantes, dispersos “nesse enorme país que é o Estrangeiro”®, mormente por todos aqueles que residem em França. acredito seriamente que a manhã de 11 de Julho terá sido o pináculo da Portugalidade por terras gaulesas, em que o que pôde e/ou certamente que terá sido confundido com altivez, por parte de muitos ‘baguettes‘, mais não foi do que o eclodir daquela que, até então, se assumia como uma silenciosa revolução por parte da gente tuga – aquela que diariamente tem que suportar, intrépida, o chauvinismo, a ignomínia, a infâmia e algum xenofobismo à mistura, por parte dos gálicos. como alguém o referiu – já não sei quem, mas foi no faceboKas – para estes últimos o meu desejo é só um e depois do enorme melão que ainda têm (e terão) que suportar: comam croissants que isso passa!
e é por isso que subscrevo as palavras de Miguel Sousa Tavares, na sua mais recente NORTADA, sob o título “os emigrantes” (aqui e aqui em jpeg, aqui em pdf), publicada na edição de ontem, Terça-feira, do pravda da Travessa da Queimada.

só que, depois, há o outro lado, o daquele reverso da medalha que torna toda a minha alegria quase que efémera: o do jornalixo e o da imediata mediatização da generalidade dos me(r)dia tugas, sempre prontos a salientar tudo o que gravite em torno da centralizada capital de um “Império” que, por isso e apesar disso, não deixa de ser serôdio e a tresandar a bafio e a mofo.
e, então, como que acordado de um sonho que entretanto virou pesadelo, sobretudo por quem tanto quer “dourar” o que não corresponde à Realidade, não posso deixar de concordar com o que é expresso e/ou denunciado aquiaqui, aqui e aqui, solidarizando-me mormente nas suas indignação e raiva. e, como que instintivamente, busco a minha zona de conforto predilecta, a qual traja de azul-e-branco.

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iii) #orgulho.

mais do que a suprema humilhação de terem antecipado uma derrota lusitana, não concebendo qualquer outro resultado que não fosse uma vitória tricolor e como se demonstra aqui e aqui, o que me deixa muito, mas mesmo muito orgulhoso, é a expressão de enorme felicidade de um homem que já representou a nossa cor e que nunca deixará de ser um de nós, como se encontra patente neste vídeo aqui, depois de ter visto o que a imagem abaixo documenta para a posteridade (e com mais resolução aqui e aqui, e vídeo da jogada aqui):
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© google | Tomo III
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e, sim!, Éder, eu vou comer croissants até já não poder andar mais, antes rebolar… 😀

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disse!
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3 thoughts on “do dia em que Portugal apagou a ‘ville lumière’…

  1. É realmente curioso que temos um país que é gerido pelas pessoas que são corruptas e vaidosas, e no entanto “provaram” do seu veneno.
    E mesmo assim não aprenderam nada com isto.
    Fico contente pelo nome de Portugal. E por outro lado.
    Fico com um humor do tipo: “f**a-se para estes fdps que são burros como uma porta”.

    Ainda bem que está a vir o verdadeiro motivo dos nossos sorrisos.
    Já enchia um este mês do Euro.

    Abraços.

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    1. já somos dois, Filipe. já somos dois…
      “já enchia um este mês do Euro’2016 “, escreveste. há aí qualquer coisa que me escapa; estou em crer que foi o corrector ortográfico automático a fazer das suas… 🙂
      abr@ço forte
      Miguel | Tomo III

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