hedonismo…

futuro© google | Tomo III
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caríssima(o),

em tempos não muito idos, estávamos em Novembro de 2013, resolvi escrever o (na altura) “Manifesto do Tomo II“. nele constam as seguintes premissas, alguns dos pontos-chave que considero pertinentes na minha conduta e enquanto único administrador deste espaço de discussão pública:
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i)
manifestar o meu Amor incondicional pelo meu clube do coração e de Sempre;

ii)
defender os interesses do FC Porto, inclusive recorrendo à forma mais “violenta” (mas igualmente eficaz) que conheço: a escrita;

iii)
elaborar análises críticas sobre o quotidiano azul-e-branco, enquanto profissional certificado de adepto do sofá lá de casa (e que, por vezes, obtém autorização da esposa para assistir a um jogo, «ao vivo e a cores», na sua cadeira de sonho, no seu teatro de sonhos azuis-e-brancos), privilegiando uma postura crítica pró-activa, positivista e positiva, expressa na imagem de marca deste espaço de discussão pública: os seus testament… a exposição de ideias, de uma forma ligeiramente mais longa do que é habitual em sínteses futebolísticas (e mesmo correndo o risco de o visitante se sentir intimidado), mormente via “not@s soltas (des)portistas“;
[…]
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no início oficial de uma nova temporada desportiva, é com eles em mente que voltarei a pautar o meu comportamento, a minha maneira de ser e a minha maneira de ver um jogo de futebol, expondo-as publicamente nesse “maraBilhoso mundo que é a bluegosfera”®.
aquelas até poderão ser ridículas para alguns de vós, mas são genuínas, verdadeiras e intrínsecas ao portismo que me foi transmitido. e são minhas, num rigoroso exclusivo deste que vos escreve. e é exactamente este o propósito destas linhas (#notmadeinporta18). explico.

eu não tenho a presunção, nem a arrogância, nem a altivez, nem a soberba, nem a desmesurada insolência de me achar o dono da Verdade absoluta e suprema, e de querer encerrar em mim toda a sapiência sobre Futebol e sobre o quotidiano azul-e-branco, antes pelo contrário: eu sou só mais um de vós, comum mortal e “simples” adepto do Futebol Clube do Porto – outrora seu associado e com lugar anual (o chamado cativo) no saudoso Estádio das Antas.
porque gosto bastante do desporto-rei e amo incondicional e desmesuradamente o meu Clube de e para Sempre, resolvi, a 04 de Julho de 2008, criar o (então) Tomo I e dedicar-me a escrever umas “baboseiras” sobre esse mesmíssimo Amor – o qual é comum a tant@s de nós e que, quer se queira quer não, influencia (decisivamente?) muito do nosso humor e do nosso estado de espírito diários.
ao longo destes anos, a “gratificação” surge (sobretudo) pelas várias amizades que entretanto se foram criando (e consolidando) com alguns de vós, que têm a paciência para ler o que escrevo, inclusive além-fronteiras, “nesse imenso país que é o Estrangeiro”®, percebendo que há uma espécie de “missão” na regularidade das minhas “postas de pescada”, assim como nas de todos os outros ‘bloggers’ afectos à causa portista – por exemplo, o de manter informado, mas numa perspectiva intimista e muito pessoal, quem não tem a possibilidade de, a cada quinze dias, visitar o nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos e deseja saber como foi o jogo, mas visto por lentes (demasiado) azuis-e-brancas…
no decurso destes oito anos também fui criando “odiozinhos de estimação” e não só entre adeptos de outras cores que não a nossa… como não agradamos a tod@s, e como felizmente não somos “carneiros” («ovelhas chonés»?) e ao contrário do que se possa considerar, muito do que por aqui escrevo é tido como «puro disparate», fruto de alguém que «não percebe nada disto»… é uma posição que respeito (pouco), mas com a qual discordo frontalmente (muito).

assim sendo e para quem visita este espaço exclusiva e cumulativamente:

» ávido por “facadas nas costas” em quem (ainda) tenho imensa gratidão;

» em (in)tentar perceber “contorcionismos” nas minhas prosas, esquecendo-se que sou, antes e acima de tudo, um mero adepto e não um ‘opinion maker’ profissional (e que não tenho a presunção de o vir a ser!);

» em não compreender, nem aceitar, que eu viva apaixonadamente encantado o meu clube do coração, e mesmo (sobretudo!) quando este está na mó de baixo;

» em preferir sempre o malhar a torto e a direito, disparando sobre tudo o que mexe, ao invés de apoiar aquela que deveria ser a sua Equipa do coração, tão inebriado que está na sua missão de somente denegrir;

» em optar sempre na procura do “mal”, do “rasteirinho” e em todos os sectores da famigerada “Estrutura”, optando conscientemente pela crítica fácil, avulsa e nunca sustentada em factos e/ou argumentos credíveis, antes na maledicência e nesse sempre abjecto “diz-que-disse-que-foi-que-aconteceu-mas-eu-não-vi-porque-não-estava-lá”;

» que, para lá do insulto vil e rasca, e na sua torpe maneira de expressar descontentamento, muita da sua “argumentação” se baseie num portismo assente somente nos anos de associado, nas idas ao estádio e no (parco) acompanhamento de jogos em que a equipa actuou como visitante – desconhecendo-se (mas suspeitando-se) se o faz para marcar presença como alguns (muitos!), na época transacta, contra o arouca, nos dois jogos contra o marít’mo, contra o tondela, ou contra o spórtém, tal e qual como no tempo em que, para lá da massa assoBiativa, também havia a que compulsivamente rasgava os cartões de associado e, quinze dias depois, lá estava, na Sede, a renová-los;

» “vendo-me” como um «zelota», uma «ovelha choné», um «seguidista», um «pau mandado», um «penduras», um «‘je suis’», um «‘wannabe’», um «contorcionista», um «pipoqueiro» (!!!), um «gajo da seita que enaltece o grande trabalho do lorpa [sic]», um «contabilista que percebe demais sobre gestão financeira e de gestão de expectativas», um «mariazinha», entre outros epítetos mais,

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para tod@s vocês, uma
cambada que nunca irei compreender, nem aceitar – mas reconhecendo, sem falsas modéstias nem sobrancerias bacocas, que certamente o defeito está em mim e não em vós – a minha mensagem, para esta época (e seguintes), é a que se segue, expressa numa linguagem que julgo vos ser característica e facilmente perceptível:

desamparem-me a loja e ide c’o car@lho!

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este não é indubitavelmente o vosso espaço, nem vocês são bem-vindos aqui.
os tribunais e as reflexões, tecidas com muito (ou pouco) “amor”, são um pouco mais ao lado, ok?
obrigadinho, “continuação”, “saudinha” e ide pela sombrinha…

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[a ti, que aqui vens por Bem, peço-te desculpa pelo teor desta prosa, e com a promessa de que a “programação habitual” será retomada dentro de momentos.]

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sugestão musical:

Skunk Anansie, “hedonism“.
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disse!
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12 thoughts on “hedonismo…

  1. Subscrevo, reitero e sublinho – com afinco – os votos:
    desamparem(-me/nos) a loja e ide c’o car@lho!

    ps: nunca senti tanto desprezo por tanto (pseudo)portista como nos tempos que (es)correm…

    Um abraço, xô Miguel !
    …e como diria o nosso saudoso dr Sardoeira: viva o Futebol Clube do Porto!

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    1. @ Cardoso

      muito obrigado! pela visita, pelos elogios (que retribuo!) e pelas gentis palavras!

      e viva o Futebol Clube do Porto sempre!
      (aliás, o que me revolta as entranhas é que há sempre alguém só a se preocupar em procurar o “rasteirinho” em vez do que eu considero ser o Essencial: o apoio ao Clube. e tal não significa ser acrítico; antes tecer as críticas e desde que justas, nos locais próprios, sem conceder trunfos aos nossos adversários (inimigos fidalgais?) que vêem na nossa desunião mais um factor de sucesso.)

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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