not@s soltas de uns Arcos vencidos…

futuro© google | Tomo III
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i) do jogo em si.

entrámos benzinho, numa partida onde estávamos obrigados a vencer, por todas as razões sobejamente conhecidas e por todas as outras que só quem de direito é que sabe. mas notavam-se, não só a ansiedade da estreia, como a vontade em mostrar serviço e a premência (sobretudo) em não errar – aliás, era evidente que, em ambas as equipas, o desejo era o de não cometer erros (ou claudicar o menos possível, pronto!).
e assim, depois de uma boa entrada portista, em que até aos 10′ tivemos duas boas oportunidades de golo, assistiu-se a um jogo em que o futebol praticado, de parte-a-parte, era mais para o pastelão e para o sensaborão. estávamos neste ramerrame insosso, num chove-não-molha insípido, quando o Rio Ave conquista mais um canto e Marcelo – um central poderoso e que dava jeito para a nossa defesa, digo eu… – aparece solto ao primeiro poste, inaugura o marcador, marca o primeiro golo deste campeonato e devolve muito portista como eu à Terra: “foda-se! que caralho! mas tu queres ver que o filme vai ser igual à época anterior?! puta que pariu esta merda!…”, foi só um dos pensamentos que tive, nessa altura, sendo que os outros derivavam nas cambiantes do vernáculo usado. tratou-se de um lance em que (i) faltou um danoninho (© allô, Silva!) ao André Silva para chegar à bola e (ii) Felipe estava a marcar o seu compatriota com o olhar. em suma: (novo) golo sofrido num lance de bola parada e de forma infantil… e novidades? pois…
mas, ao contrário do que seria expectável, o tento vilacondense como que espevitou os nossos e, nem 5 minutos volvidos, Corona repunha o empate no marcador, numa jogada de insistência de Alex Telles, que foi à linha cruzar para a área, onde André Silva, desta feita, venceu de cabeça, assistindo o ala mexicano para um portentoso remate à meia volta – o mesmo jogador que, nem outros 5 minutos, e já rematava ao poste esquerdo da baliza defendida por um Cássio na curva descendente da carreira (e da forma e da frescura físicas). ou seja: íamos para as cabines em alta e por cima da partida. (in)justo? depende da perspectiva; como a minha tende mais para o azul-e-branco, confesso que estava bem mais animado do que há cerca de 15 minutos antes do início do intervalo…
o recomeço da partida trouxe um meio-campo mais dinâmico e estável, onde Herrera, André² e Otávio harmonizavam um fio-de-jogo que, no decurso da primeira parte, pareceu sempre “amorfo” e desregrado. e foi dos pés destes três artistas que se urdiu a reviravolta no marcador, com o primeiro a assinar um golaço de bandeira (gif aqui), após uma triangulação perfeita com os outros dois.
a confirmação de que os três pontos já não nos fugiriam surgiu na recarga de uma grande penalidade – já lá vamos -, pelos pés de André Silva, a 30 minutos do término da partida. daí até final deu para tudo, inclusive para a estreia do Laurent (quem?! o “pinheiro”. ah!, ’tá bem!), para o regresso do Adrián (quem?! o gajo que custou 11M€. ah!, ’tá bem!) e para nova desatenção defensiva, na nossa área, tendo valido a fraca pontaria do gajo do Rio Ave (e cujo nome já não m’alembra, agora).

conclusão: entrámos a perder (no marcador), mas saímos vencedores (no resultado final). foi uma boa ‘remontada‘, mas ainda há aspectos a melhorar, sobretudo defensivos. e se é certo que ainda tudo é muito insípido, também não é menos verdade que o futebol praticado apresenta-se ligeiramente (bastante?) aquém para as exigências do próximo desafio. mesmo assim, #euacredito!
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futuro© zerozero
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ii) destaques individuais.

bem sei que o Nuno usa o discurso da Equipa acima das individualidades, mas é inevitável não proceder a análises particulares aos jogadores do FC Porto, as quais não serão exaustivas, prometo.

Iker – sem culpas no golo, correspondeu sempre bem quando foi chamado a intervir. e até saiu a dois cruzamentos e tudo!

Alex Telles – grande estreia em jogos oficiais, num estádio que, apesar de arejado e tal, não é propício a grandes aventuras e muitas desventuras para a nossa parte. “tímido” a defender, foi sempre mais afoito no ataque, tendo partido de uma sua insistência que aconteceu o golo que nos deu o empate no marcador. esteve sempre regular, até àquele momento em que conheceu (i) as ardilosas manigâncias de alguns “artistas” da nossa praça (heldon é um escarro) e (ii) o que significa ostentar o nosso brasão abençoado ao peito para os apitadores tugas.

Felipe – no meu entendimento, a sua única pecha esteve no lance do golo do Rio Ave. em todos os outros lances, foi dono, rei e senhor na nossa grande área, “limpando” o que havia para ser limpo, e sempre sem fazer grandes cerimónias e/ou tentar jogar “de salto alto” quando o que se impõe é nada mais do que “tocar bombo”. gostei. muito.

Danilo – diz que só teve duas semanas de férias. a sério? a mim, parece que nunca chegou a terminar a época anterior, aparecendo numa forma física soberba. cobriu os espaços à frente da defesa, ajudou-a quando foi necessário e ainda se aventurou por duas vezes no ataque (na segunda parte).

André² – foi mais assertivo na segunda do que na primeira parte, onde surgiu sempre a destempo e fora do lugar. teve uma actuação irregular, não conferindo a segurança que dele se espera. tem (ainda) muitos aspectos a melhorar no jogo defensivo, sobretudo o deixar de marcar/quadrar os adversários com os olhinhos. se falar com o seu pai, ele explica-lhe como o evitar, e já para o próximo jogo.

Otávio – e é só.

André Silva – a responsabilidade pesa-lhe nos ombros, mas ele encara-a como um (bom) desafio e com um sorriso nos lábios. não vira (nunca!) a cara à luta, executa movimentos ofensivos muito interessantes e que mais nenhum dos nossos atacantes “copia/imita” (também só temos, quê? mais dois, não é?, e sendo que um deles já é carta fora do baralho), e está sempre no sítio certo. quando aprender a controlar a ansiedade, os golos surgirão em catadupa.
só um reparo: é um bom executante de grandes penalidades, mas já todos percebemos que prefere o remate rasteiro e para o lado esquerdo do guarda-redes…

Herrera – mais do que palavras, uma imagem de puro deleite:
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futuro© google | Tomo III
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futuro© zerozero
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iii) o primeiro jogador.

obviamente que quero deixar uma palavra de agradecimento aos adeptos que se deslocaram a Vila do Conde: foram indubitavelmente o primeiro jogador da Equipa, como referia o “mestre”, apoiando-a e incentivando-a, mesmo na “tormenta”. um grande bem-haja a tod@s vós!
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futuro© zerozero
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iv) quem és tu, Veríssimo?

ao invés da época transacta, hoje optei por assistir à partida num café perto da minha residência. estava bem composto, com alguns (vários. bastos, até) lampiões encapotados – nada que não aconteça por esse “rectângulo à beira-mar (im)plantado”© fora, pois que afinal eles são mais do que as mães (dizem que agora já são «onze milhões»…). adiante, que se faz tarde.
a imagem acima é inequívoca e não deixa margem para dúvidas, a não ser para duas ou três mentes mais tacanhas que, ainda agora e estou certo disso, persistem e insistem que o lance em causa não era merecedor de grande penalidade, sequer de amostragem de cartão vermelho directo. confesso: depois de ter gritado «penalty!», também eu fiquei estupefacto com o assinalar da dita penalidade e (pasme-se!) com a expulsão do Marcelo (já disse que é um central poderoso? e que poderia ingressar no FC Porto, no imediato, que seria bem-vindo? já?… ok…). de facto, os regulamentos mudaram: para lá dos oficiais, parece que agora já se aboliu a norma que estipula(va) que, em caso de dúvida, deve-se sempre prejudicar a equipa mais emblemática da cidade ImBicta (mas deixa-me ficar caladinho, que isto ainda pode mudar. afinal, sobram outras 33 finais…).

o que não muda, nem mudará, é a “qualidade” da arbitragem do Veríssimo, ou a falta daquela. nunca hesitou em assinalar faltas contra nós; já o inverso, tá qu’eto!… esteve sempre distante dos lances, evidenciando fraca forma física (ou então, uma enorme vontade em ficar ao longe, para não perturbar e tal)… impôs “respeito” somente pela amostragem de cartões, demonstrando uma típica insegurança de quem ainda é muito imberbe nestas andanças… ah! e foi muito mal auxiliado, ajuizando bastante mal o lance que ditou a expulsão do Alex, pois quem deveria ter visto amarelo era o gajo que simulou ter sido vítima de uma agressão quando efectiva e comprovadamente não foi – era de quem lhe arrebentasse a boca, de preferência com uma enxada que antes fora utilizada para acartar estrume, car@go!
mas, também, esperar o quê, se a “qualidade” da maralha da arbitragem tuga é medianamente pobre e nivelada muito por baixo?… não há cá milagres, certo? (a não ser que se trate de uma agremiação a pender um pouco mais para o «glorioso»; aí, vê-se sempre o que se pode arranjar)…

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disse!
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12 thoughts on “not@s soltas de uns Arcos vencidos…

  1. Só não concordo quanto ao Danilo, acusou muito as férias tardias que teve, perdendo muitas bolas em zonas proibitivas (Danilo vê lá se queres quê o André Silva também te dê uns cachaços…..rs). Também notei uma boa organização do Rio Ave, apesar de no café onde também vi o jogo muitos (também vermelhos encapotados) dizerem que o RAV abriu as pernas…….. E Brahimi vê lá se aprendes a passar a bola, aquela frase do Nuno é mesmo para ti: a equipa acima das individualidades!

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    1. o meio-campo, na primeira parte, não foi tão assertivo e eficaz como na primeira. concordo que o Danilo teve dois ou três passes arriscados, mas foi resultado de mau posicionamento dos colegas de sector. mas, no cômputo geral, esteve bem.

      obrigado pelo comentário 🙂

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  2. ““foda-se! que caralho! mas tu queres ver que o filme vai ser igual à época anterior?! puta que pariu esta merda!…””
    Cá eu estava confiante, como que um golpe deste acordaria a equipa e depois viu-se um jogo sufocante da nossa parte. Como já tinha acompanhado a pré-época e sabia do que esta equipa é capaz, era mais minuto, menos minuto atá acontecer a reviravolta.

    O André André pode até fazer um mau jogo, mas aquela raça que ele tem…

    Maxi tem estado um pouco cansado, ser iremos precisar de um novo lateral?

    PS: Hoje houve um Sr. Herrera, não Miguel? 🙂

    Abraços.

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    1. @ Filipe

      confesso-te que aqueles 20/30 minutos inicias deixaram-me apreensivo; depois… bem, depois foi um bom jogo para início de campeonato. e quando se julga que estamos mal, os nossos rivais directos confirmaram que estão a jogar «bola!» relativamente a nós. mas, com o mal dos outros podemos nós bem, certo? certo…

      André² não pode ser só raça, no meu entendimento. e acho que, desde a lesão, na época passada, nunca mais foi o mesmo… espero estar equivocado e faço votos sinceros para que ele me desminta categoricamente.

      o Maxi é um poço de força, de raça e de querer. e que já não tem férias condignas há (pelo menos) quatro épocas. e que começa a entrar numa idade em que a experiência se começa a sobrepor ao vigor. mais do que o Silvestre (!!!), acredito que há Layun para o render.

      Herrera foi igual a ele próprio: abnegado, a correr mais do que toda a equipa junta (no jogo em causa, com mais assertividade e “tino” do que noutros jogos) e a errar menos passes do que seria previsível. e, depois, arrancou aquele golaço directo à gaveta. foi muito bom 😀

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  3. Bamos lá ber: nesta altura, depois do que nos tem acontecido, resultados, treinadores e as cenas da nossa famosa Estrutura, interessa é ganhar. Com grandes ou pequenos jogos, com muitos ou poucos erros. A malta tem de perceber que isto não é como não andar de bicicleta há muito tempo, é mais como não comer, seja o que for, há mais de um ano. Tem de ser com pequenas doses, pequenas quantidades senão….vomita-se, espalhamo-nos ao primeiro toque e assim por diante. Percebem?
    P.S.
    Os gatunos continuam a mandar na arbitragem.

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    1. @ ega

      assertivo, como sempre. permita-me só uma correcção: já não se “come” há três anos – igual período em que temos sido invariavelmente “comidos de cebolada”, em que nos “comem” à grande, em que nada se faz para se passar a “comer” 😀

      abr@ço forte
      Miguel | Tomo III

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  4. “tá” tudo muito bem. Só não com a apreciação ao Veríssimo. Ele foi bem auxiliado. Desde logo por um tal de Coroado, que escreve n’O Jogo que o Telles devia ter sido expulso com vm directo!

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    1. @ João

      sinceramente não sei, e não fomos os únicos a “estranhar” a convocatória para o encontro ante o Rio AVe… de facto, aquele “banco Espírito Santo” foi um pouco “esquisito”; quero acreditar que o Nuno apostou na experiência dos jogadores que convocou (e que, em teoria, lhe garantiriam uma possibilidade maior de levar de vencida um opositor que jogava no seu estádio e que já tem um andamento superior, em virtude de já ter disputado dois encontros oficiais antes daquele) em detrimento de alguma juventude, com muita Qualidade, mas que ainda poderá estar “imberbe”.

      acima de tudo e não digo que seja o teu caso (porque não é, de todo!), acho que não há motivos para se começar questionar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido – o qual aparenta ser muito “espinhoso” – e que, enquanto adeptos, deveremos estar concentrados no apoio incondicional à Equipa.

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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