não sei!

futuro© fotos da curva | Tomo III
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Como adepto também cheguei ao final da paciência.
A mim não me interessa o que já ganhei. O que o FC Porto ganhou é Passado, e está no Museu. É a história que ninguém pode mudar.
Candidato-me porque as coisas estão mal e é preciso voltar colocá-las como eram. E como me sinto com capacidade para isso, tenho a certeza de que eu e a equipa que me acompanha vamos dar a volta ao que não está bem.
Não me candidato nem quero que defendam ou que votem na minha candidatura por aquilo que eu ganhei; candidato-me para que o FC Porto volte a ser o que foi, durante décadas, durante a minha presidência.
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Pinto da Costa dixit | Abril de 2016.
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caríssim@,

por certo que nada mais haverá a acrescentar ao que já foi escrito (e muito e comentado) aquiaqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui, aqui, aqui e aqui,* cada qual ao seu estilo [* ordenados alfabeticamente, tendo em linha de conta o nome do blogue]. mesmo assim, eu quero dizer umas coisitas, porquanto que, aos poucos, e com imensa dor na Alma, se vão dizendo “as verdades” (incómodas? certamente que sim…), porque não há como escamotear a Verdade – e esta, em relação ao quotidiano do nosso clube do coração, não é a melhor: está mal. muito mal. e, se não está, pelo menos aparenta estar – um pouco como a imagem ali em cima: turva apesar do sentimento que está sempre presente.
explico (sucintamente? nããã… não é esse o meu estilo).

de facto, não sei o que se terá passado, o que se passa e o que se passará, lá pelos meandros dos corredores do P(h)oder, em pleno Dragão – não possuo qualquer ‘inside information‘, pois que nem sequer tenho acesso àqueles tipos de “amizades” tão típicas e tão tugas, de um amigo que é vizinho da prima de uma funcionária, que curiosamente trabalha no Dragão, e que ouviu que [incluir boato e/ou rumor]… tudo o que (não) sei é graças a conversas entre Amigos portistas de berço, ao que entretanto vai sendo comentado nesse maraBilhoso mundo que é a bluegosfera e ao que é aventado nalgum do jornalixo tuga – e exactamente por esta ordem de preferências. por vezes, também consulto os órgãos de comunicação oficiais do Clube, mas é raro…
agora e não dá para fazer como a avestruz, algo vai (muito) mal dentro do reino do Dragão. e a mensagem que “espirra” para o Exterior, mormente para a massa associativa, adepta e assoBiativa, é má, confundindo-se com algum desnorte, com muito amadorismo e com bastante desorganização. e a ironia da coisa reside de tudo se passar numa estrutura – a famosa “Estrutura” – em tempos (não muito idos) tida como exemplo, sobretudo a nível Europeu, pois que já sabemos “o que a casa gasta”, e de como há «gloriosas» invejas difíceis de se ultrapassar, congénitas à sua natureza (mesquinha e basta pequenina)…
pelo menos para mim, a mensagem que a escandaleira em Alvaláxia, o fecho de mercado, toda a (in)definição do actual plantel, e a posterior (e muito abrupta) ruptura de Antero Henrique com tudo “isto”, revela é só uma: ausência de orientação. e de que não há um rumo definido. e a de que este, a existir, não é perceptível para o adepto, porquanto que não é devidamente comunicado. e de que, assim, nestes moldes e que já perduram há mais de três anos, tempos muito difíceis se avizinham no horizonte do Clube. espero estar enganado, mas todo o silêncio em torno destes temas, envoltos num manto de insuportável secretismo e de inusitado (desas)sossego, só provocam ainda mais ansiedade ao meu (actualmente) muito inquieto estado de alma.
e eu bem que gostaria de poder analisar esta sucessão de acontecimentos por um prisma mais positivo – a “tal” visão do copo meio-cheio -, mas não consigo, porque não vislumbro o que de bom possa surgir daqui – um novo “ano zero”? e depois de três anos a penar? ainda haverá paciência numa massa adepta impaciente há mais de três anos? não creio… assim sendo, publicamente reconheço que começo a ficar agastado com as mentiras que, enquanto adepto (o que sentirão os sócios?), me têm sido impingidas por quem ainda vou nutrindo respeito e consideração. e é exactamente por isso mesmo que recupero a citação acima, datada de Abril do corrente ano civil – cinco meses depois, portanto. não sei quanto a ti, mas eu acho que muito pouco foi feito desde aquele momento – e, nalguns casos, mal feito (como a questão do “pinheiro”, por exemplo). e sinto que me ludibriaram (mais uma vez…) com um discurso cativante (mas sem ser deslumbrante). mais. uma. vez
. mas eu sou só um adepto; seria bom que a Estrutura repensasse a sua forma de comunicar sobretudo e mormente com os sócios, pois confesso que a esmagadora maioria destes possa estar a ficar com o “pavio curto” – e basta dar uma vista de olhos nas redes sociais (aquelas que o líder reconhece que não as consulta) para se perceber de um imenso desconforto, inclusive junto daqueles sócios de há muitos anos, indefectíveis e que “estão sempre lá” (principalmente nos momentos maus).
não quero, com estas palavras, indiciar que estou a mobilizar seja o que for, seja com quem for, para o que quer que seja (ou que venha a ser); antes pretendo lançar uma espécie de alerta para o que por aí poderá advir, e que não será agradável para ninguém. por exemplo: o que estarão a sentir os jogadores que ingressaram, esta época, no Clube? qual será o estado de ansiedade do Willy? e o do Marcano? e o que estará a pensar alguém com o prestígio internacional do Casillas? e quem considerar que os jogadores são “imunes” e insensíveis” a estas questões é porque nunca jogou futebol, seja no Gervide (olá, Felisberto! 😀 ), seja no Damaiense, seja em jogos de solteiros contra casados…
e, já agora e a talho de foice, que não se considere que a massa adepta é estúpida, morcona e que adora comer geladinhos com a testa. temo que, se este estado de sítio se perpetua e nada de relevante seja feito – nem que seja em termos de comunicação, sobretudo mais assertiva e mormente mais rápida, proferida no momento próprio e a antecipar todos os cenários (inclusive todos aqueles que nos querem derrubar, julgando-nos «mansos e bons rapazes») -, a imagem do nosso querido líder seja a de alguém que se perpetuou no Poder e que não soube sair em devido tempo. e de que, a sair, o faça pela porta mais pequena do Estádio que projectou e que levou a bom porto, quando todo o seu curriculum seria mais do que suficiente para que desse nome àquele – e só para exemplificar o meu ponto de vista, pois que é do conhecimento geral a sua intolerância para com este último “desígnio”.

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portanto e assim concluo esta temática:

os próximos tempos serão de resiliência e de novo teste ao portismo de tod@s nós, a começar já no próximo encontro, ante o Vitória SC, onde conto lá estar e com um dos novos mantos sagrados entretanto adquiridos e que são l-i-n-d-o-s (obrigado, Zé Pedro! 😀 ).
e será muito positivo que haja união em torno dos verdadeiros artífices das “batalhas” que vêm por aí, para que a “guerra” seja levada de vencida por nós e para nosso gáudio.
e, se não for pedir muito, e repisando um sentimento comum a muit@s de nós, que os assobios sejam dirigidos a outros que não àqueles com quem temos que efectiva e comprovadamente ir à luta, pois não há outros a não ser os da imagem que se segue
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futuro© tribunal do dragão
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post scriptum pertinente:

aqui tens acesso ao que se publicou somente sobre o nosso clube de Sempre, na edição impressa desta Sexta-feira, no pravda da Travessa da Queimada.
porque a “papelaria” que costumo frequentar tem sido (muito) irregular na disponibilização das versões pdf do pravda, as quais também têm uma “qualidade” que deixa muito a desejar, e para quem me visita somente para esse efeito, o meu conselho é só um: vão ter que começar a bater a outra porta. ou, então, a abrir os cordões à bolsa. das duas, três…

naquele ficheiro pdf (aqui), também vem incluso o mais recente BRASÃO ABENÇOADO, sob o título “viva o futebol português regenerado“, o qual também pode ser lido aqui e aqui (em ficheiros jpeg) e com cujo teor concordo em absoluto (desculpa lá, Silva! mas, desta feita, o homem tem razão 😀 ).

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disse!
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12 thoughts on “não sei!

  1. A coisa não está boa, aliás está bem F***.
    Mas algo me diz que tenho de começar a procurar algum optimismo nisto tudo.
    Esse optimismo é mesmo o apoio que dou ao Clube, porque se me dou em pessimista não me consigo viver neste estado de coisas. Longe de morto, ainda assim.

    Abraços.

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  2. Todos nos queremos explicações, mas como pode Pinto da Costa fazer isso sem “lavar a nossa roupa suja” em público? Isso faria com que tudo fosse extrapolado e distorcido pela Imprensa e, depois, estaríamos aqui a dizer que não devemos dizer nada em público…
    Pinto da Costa não pode mandar uma mensagem privada para todos os portistas a explicar X e Y, e depois esperar que ninguém abra a boca; estão a viver na fantasia se pensam assim.
    Pinto da Costa deveria falar das más arbitragens em público, mas está numa posição fragilizada por causa da opinião pública… O Povo só sabe um lado da historia e embora luís filipe vieira e antónio salvador também tenham sido apanhados a escolher árbitros, o clubismo pesa mais do que a própria sanidade, porque ajuda a “explicar” os anos de tristeza que tiveram.

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    1. @ charlie

      é bem verdade: só se “conhece” uma parte da estória.
      mas, no Presente, mais do que palavras (ocas), prefiro Acção! chega de inércia, da nossa parte e pela parte de quem tem a obrigação e o dever de fazer, de agir, e sempre em prol do Clube e não a soldo de interesses obscuros e demasiado evidentes para não se considerarem pessoais.

      abr@ço
      Miguel | Tomo III

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  3. Infelizmente foram 3 anos de seca e prevêm-se mais 4: esta é a dura realidade.
    A culpa não é de Pinto da Costa, a culpa é dos portistas que não se querem candidatar e que estão à espera que Pinto da Costa abdique ou outra coisa pior.

    Sobre Antero Henrique: acho que o assunto deve ficar entre portas.
    Eles lá sabem o porquê desta situação, e não vale a pena andar a “lavar roupa suja”; é isso que o jornalixo centralista da capital está à espera, e infelizmente o nosso presidente tem-lhes dado o que querem – basta relembrar o caso de Lopetegui. Agora devem concentrarem-se em melhorar o que tem sido mal feito.

    Abraços

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