então, é assim:

© Tomo III
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caríssim@,

brevíssimas (por que telegráficas) not@s soltas, sobre o encontro de ontem, ante o “todo-poderoso” Club Brugge, sendo que, por imperativos “técnico-logístico-lógicos”, só tive acesso à partida, via “inácio”, a partir do golo do André Silva:

» tivesse conseguido aquela conexão mais cedo, e provavelmente aquele já poderia ter sido o segundo (ou o terceiro) da Equipa. e, assim, teríamos evitado aquela segunda parte fraquinha, paupérrima, com “futebol” desgarrado e desregrado, em que mais parecemos o Setúbal do passado Sábado do que o grande FC Porto das noites europeias [momento para suspirar de saudade]…
(também se poderia ter dado o caso inverso e que é este: tivesse eu não me conectado, de todo!, e o Preud’homme teria levado muito mais para contar, lá para a Bélgica. mas, não quero ir por aí, por esses caminhos ínvios, de “pés frios” e outros quejandos…)
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» .

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Herrera esteve noutro lado porque o 16, que até perdeu a moeda ao ar, não esteve em campo – ou pelo menos não pareceu estar. Otávio, do outro lado, idem quase aspas-aspas. Ou seja: sobraram oito homens que tiveram de fazer o trabalho de dez, com a agravante de jogarem contra uma equipa que usou as armas que tinha e que abriu o jogo pelas alas, para poder aproveitar a pouca cobertura que é natural na táctica de Nuno.
O 4-1-3-2 pode funcionar muito bem contra equipas fortes e usando as transições rápidas e as desmarcações na frente; é até muito interessante e dá-nos alguma agilidade ofensiva, mas todos têm de trabalhar. Explica-se: jogar sem extremos implica colocar o ónus de criatividade no meio-campo e obriga a que os dois avançados recuem bastante no terreno em trabalho ofensivo e que também pressionem o centro em tarefas defensivas, cansando-se ainda mais. Obriga, também, a que os laterais tenham setas “à Football Manager”, a começarem na zona recuada e a subirem até à área contrária, cansando-se muito mais. Obriga a que o médio, que até joga no centro do terreno
[o ponto G do meio-campo], procure espaços para receber a bola e a passar rapidamente poir aqueles que conseguir vislumbrar, libertando-se da pressão defensiva. E tudo isto envolve um jogo apoiado, em que cada jogador tem de fazer o seu papel. Quando dois deles não o fazem, marimbando-se, o resto da equipa desmorona-se e rebenta fisicamente; daí que as entradas de Ruben e de Corona tenham sido muito importantes, mas pecaram por tardias – porque, por aquela altura, já a equipa estava a cuspir sangue e a respirar pela boca…

[…] não sabia que iríamos ser tão pequenos a pensar no jogo. É isto que vamos ter até ao fim da época, em jogos mais complicados?
Para lá do aparente paradoxo de um jogo contra o Brugge ser um jogo complicado (sim, é Champions! Mas, até aí, há níveis de cinzento e bem visíveis), é este jogo de receber a esférico no meio-campo, ver as desmarcações dos dois avançados e enviar-lhes a ‘chichinha’ em profundidade, pelo ar ou pela relva, para bem longe dos nossos defesas, que até foram “puxados” mais para a frente, e à procura de um desequilíbrio que permita ultrapassar o adversário em lances-chave rápidos e directos?! Parece-me muito pouco francamente…
Até compreendo que a escolha de Nuno tenha tentado romper com o futebol de “posse pela posse” de Lopetegui; mas aquela, a  de Nuno, parece uma aula de Gestão de Recursos Humanos usando tudo menos os testículos. Estocadas rápidas e recuo imediato?! Estrutura defensiva com permissividade assustadora e permeabilidade constante?! Má cobertura dos espaços, distracção na saída de bola e passes falhados que a minha filha, de três anos, se soubesse, abanaria de imediato a cabeça e diria “eu faço miór, papá!”, e sem pestanejar?!
É é “nisto” em que estamos transformados?! Numa equipa que defende uma vantagem de 1-0 em que, e ao contrário do que acontecia, por exemplo, com Mourinho, a segunda parte do resultado parece estar em permanente perigo de ser alterada?!

É enervante ver tão pouco nos ombros de tanto trabalho. E é desgastante ver os jogadores a cansarem-se (notas altas para o seu esforço, que não está sequer em questão), para correrem mais do que devem, porque não perceberam o que fazer em tantas situações de jogo corrido…
Raios! Em Agosto não podia pedir muito mais, mas, em Novembro, já posso berrar e exigir bem mais do que “isto”!
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cito o Jorge, naquela que considero ser a melhor análise que já li sobre a presente temporada – e sem desprimor para os demais ‘compagnons de route‘ deste mundo da bluegosfera – tão-somente para corroborar aquela parte, da conferência de Imprensa de ontem, em que Nuno afirma que «ainda falta caminho», e bem ao contrário do Espírito Santo que, momentos antes, na frase anterior (e para ser preciso), confidenciava que «estamos mais próximos daquilo a que queremos chegar». certamente que esta última tirada foi para desanuviar o ambiente…
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» no seguimento daquele inconseguimento da Equipa, ontem, e sobretudo no decurso da segunda parte, houve momentos em que não parava de pensar: “se for assim, no próximo Domingo, estamos feitos!”. e, a cada jogada de ataque dos belgas, desfalcadíssimos como se sabe, e que, mesmo com a sua equipa C, conseguiam desbaratar a nossa defesa, aquela minha preocupação aumentava. aliás e para ser honesto: ainda não parei de pensar que, se for como ontem, poderemos passar um mau bocado… e também ainda não parei de me preocupar com este meu pensamento (uno).
(e longe de mim vá o agoiro, porque tudo o que desejo é o Sucesso.)
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» Iker voltou a ser fulcral, ao garantir(-nos) preciosos pontos e os tão necessários contos (ou euros), com uma tremenda defesa, a dez minutos do final da partida, e quando a nossa defesa tremia por todos os lados…
Casillas foi, por isso mesmo, preponderante neste desfecho feliz, tal e qual como André Silva. mas só este último é que é alvo de elogios e encómios, entre os portistas; aquele outro persiste em ser mal-visto, e denegrido, e enxovalhado, entre alguns daqueles que o deveriam defender dos detractores (injustamente, digo eu. e com muita vergonha à mistura, também)…
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» Herrera foi herrível (© Jorge). outra vez. esta época. tal e qual como em muitas outras ocasiões, ao longo das três que já leva entre nós. ‘so, what’s new?‘… mas pior, bem pior!, foram os artolas que o assobiaram indecente e incessantemente, aquando da sua substituição.
por mais desgaste emocional que o jogador mexicano nos provoque – e como provoca! que o diga o antigo sofá do Felisberto! – que diabo!, era o Capitão da nossa Equipa do coração a abandonar o terreno de jogo, e não um adversário a tentar “queimar tempo”, ou um qualquer burgesso afecto ao Carnide.
em suma: foi (mais) um momento horrífico, em pleno Estádio do Dragão (!!!) e que muito me envergonha por saber que o jogador – ou qualquer outro da nossa Equipa – não o merece: não daquela forma e quando deixou tudo o que tem (e o que sabe, mesmo que, aos nossos olhos, pareça pouco) em campo.
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» noutro diapasão e recordando-me das capas que se fizeram no ano passado, nos momentos em que aquela minha preocupação não me assalta o Espírito, questiono-me como teria sido se o Dortmund tivesse perdido, ontem… ou será que não perdeu, mesmo? é que, depois disto aqui, já nem sei…
e como seriam as capas, hoje, se tivéssemos perdido pontos? ui! que forrobodó que não seria! como vencemos (mesmo que a jogar mal), vai por aí uma azia “que nem é bom”… enfim…
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disse!
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2 thoughts on “então, é assim:

  1. Caro Miguel, eu acho que se entrarmos com aquela intensidade com que entrámos em Roma, tudo mudará num ápice.
    E não sei se as entradas a titular de Rúben Neves e Corona não dariam outra dinâmica ao jogo.

    Mas, para mim, o ponto fulcral é este: falta-nos o instinto matador.
    E, com isto (ou a sua falta), alguns jogos tornam-se quase em secções de masoquismo. Como o de ontem.

    Abraços.

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