(des)igualdades…

© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)
.

caríssim@,

tempos muito agitados, estes, que se vivem actualmente no nosso comezinho futebolzinho tuga, com anúncios de «reuniões de emergência», denúncias de «ameaças», desmentidos avulsos e o diabo a sete… e ainda bem que assim é, pois que, no meu entendimento, significa que o «forrobodó» tem os dias contados. e igualmente que muito “boa gente” terá que sossegar a periquita com a treta do tetra que gloriosamente se deseja que aconteça, nem que seja por decreto…

com estas linhas (#notmadeinporta18) não pretendo repetir o que entretanto já se afirmou peremptoriamente aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui, porque secundo cada uma daquelas fortes convicções de correlegionários desta nobre causa, e que é a defesa intransigente dos direitos do nosso clube do coração e de Sempre: essa instituição centenária que dá pelo nome de Futebol Clube do Porto e que deveria merecer igual respeito que outras, sediadas lá para os lados da Segunda Circular (já lá vamos).
mesmo assim e apesar de todo o escarcéu, não deixa de ser assaz curioso que só depois do descalabro calimero em Setúbal, e para uma competição da treta como é esta taça da liga, é que as instâncias superiores que controlam o sector da arbitragem tuga resolveram sair a terreiro. só depois do alvoroço criado pela agremiação do Lumiar é que se fizeram manchetes com o que, até então, era olhado de soslaio por aquelas mesmas instâncias – e conforme se confirma na imagem acima. só depois das denúncias de «factos», pela parte de um «catedrático» do nosso comezinho futebolzinho, é que essas mesmas instâncias resolveram “agir”, agendando «reuniões de emergência» (certamente que da treta, porquanto que darão em nada). atente-se que só depois, não antes, quando denunciámos, via Porto Canal (aqui) e e-letter Dragões Diário (aqui e aqui), factos igualmente graves, lesivos da Verdade Desportiva nas várias competições internas em que o Clube participou, e que deveriam suscitar, não só muito incómodo e basta preocupação, mas também uma motivação suplementar para se averiguar da sua veracidade, por parte daquelas mesmíssimas instâncias. ao invés, o que até então se constatou foi a uma série de episódios avulsos e sem qualquer cariz de inquietação, por mais pequena que fosse – principalmente num artigo de opinião onde, para lá de se sossegar a maralha com o chavão (gasto, estafado) da «importância do diálogo com todos os agentes desportivos», exige-se a «responsabilização [sempre que] a dignidade e a honra dos árbitros seja colocada em causa, na defesa dos árbitros, da arbitragem e do futebol português» – vulgo “lei da rolha”, porque «2016 foi um ano fantástico para o futebol português. 2017 tem tudo para voltar a sê-lo»…

em suma:
(com)prova-se que perdemos demasiado tempo quando, vilipendiados na nossa Honra, na nossa Dignidade, no nosso bom-nome, no Respeito que merecemos, optámos por um (in)consciente silêncio sepulcral.
(com)prova-se que, apesar de ainda irmos a tempo de reverter aquela situação – e por mais antagónico que seja e/ou que pareça – a nossa voz não possui o mesmo (i)mediatismo que as das agremiações afectas à Segunda Circular, #notsportemlisbon incluído (!!!) (mais uma vez atente-se para a imagem acima e tirem-se as devidas ilações).
(com)prova-se que é este o caminho que se deve seguir: o da denúncia pública de factos que comprovadamente lesam a (em tempos, tão propalada mas entretanto sonegada) Verdade Desportiva, e que atentam à seriedade das competições. e que esse caminho é sinuoso. e basto extenso (olá, Silva!). e com muitos “espinhos” (ou serão «polvos»? ou «monstros»?). e que trará mais dores de cabeça e indisposições do que agrados. mas que é efectivamente este o caminho a trilhar.
(com)prova-se que, mais do que «um canal com clube», a (in)tentar uma via generalista que dificilmente há-de almejar, o Porto Canal deverá ser a via privilegiada para se denunciarem os «polvos» que mais ordenam no nosso futebolzinho da treta. sim!, a e-letter tem mérito, as contas oficiais nas redes sociais também são válidas, mas o impacto do canal de televisão é muito superior àquelas e apesar de ter um ‘share‘ residual se comparado com outros canais de informação.
(com)prova-se que seria benéfico que, nos programas televisivos de “debate” daquele mesmo futebolzinho, os comentadores afectos ao FC Porto e porque estão em sua representação, no mínimo, dever-se-iam inspirar no saudoso Pôncio Monteiro para evitarem silêncios cúmplices (allô, Manuel Serrão!) e/ou abanos de cabeça coniventes (hello, Guilherme Aguiar!). não tenham medo de serem maus rapazes, de se exporem e eventualmente de se “queimarem”, e sejam mais acutilantes e incisivos, na defesa da nossa dama. ouçam aqui como se deve fazer, chamando (literalmente) os “bois” pelos seus nomes de baptismo, e por muito incómodo que cause ao moderador do programa. Ontem já era demasiado tarde…
.

© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)
.

«joguem mazé à bola e deixem-se de tretas!»

sei que o testament… que este textinho já vai longo, mas não quero terminá-lo sem expor o seguinte ponto de vista:

invariavelmente aquele sido este o “argumento” com que tenho sido brindado desde que o escândalo do «polvo» rebentou – seja na caixa de comentários do blogue, seja no local de trabalho.
a quem assim “pensa” e normalmente também sustenta a sua verborreia com a falácia «dos anos 90» e do «controlo do Sistema», e para lá do ‘pito dourado e do pífio final, aconselho a que atentem na imagem acima *, e façam esse enorme esforço de inverterem a cor da camisola dos apitadores em causa. o que já não se teria dito e/ou escrito e/ou comentado se aqueles fossem adeptos confessos de um clube mais a Norte do Rio Mondego? é que eu não tenho memória de passarinho e recordo-me bem do que, em tempos, na “tal” década de ’90, muito “boa gente”, afecta à agremiação de Carnide, com o zarolho à cabeça, zurziu em torno da confissão de Martins dos Santos ser adepto do FC Porto. e, sem querer recuar muito no Tempo, do que se aventa sobre o «super dragão» roubar… duarte gomes…
ah! e para que conste: o que se “pede” não são benefícios e que, a partir de agora, os campos comecem a se inclinar a nosso favor, e que se subvertam as leis do jogo em nosso benefício; o que se pretende é que essas mesmas regras sejam respeitadas independentemente da cor das camisolas e que, de uma vez por todas, haja uniformidade nos critérios com que as mesmas são aplicadas – algo que está em falta há (pelo menos) uma década, com total descalabro na que se encontra em curso.
.

(* e naquela imagem falta o famigerado rufiola de Guimarães…)
.

.
disse!
.

Anúncios

3 thoughts on “(des)igualdades…

  1. Caro Miguel, como eu já disse aqui há uns tempos: Nós jogamos o futebol puro, eles jogam os árbitros da maneira mais suja.
    O que nós temos e a eles lhes faltam é astúcia para perceber das coisas. Eles continuam no mesmo jogo sujo durante anos e ainda se atrevem a fazer propaganda de nos atirar areia para cima dos olhos.

    Mais uma coisa: Estes “criminosos do futebol” são mesmo péssimos, até deixam marcas e tudo, e depois nós temos de jogar mais…

    Está bem, está, nós já fomos ao Mundo e conquistamos-lo enquanto que estes se espumam todos por um jogo de sueca ganho com certos agentes.

    Abraços.

    Liked by 1 person

vocifera | comenta | sugere (registo necessário)

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s