despeito (meu).

futuro© porto canal
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caríssim@,

vou ser siso, conciso, preciso, curto e grosso.
vem este intróito a propósito do “Universo Porto – da bancada” de ontem (vídeo aqui), em que participaram o tridente habitual – o moderador do programa, Tiago Girão, o Director de Comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques e o comentador e antigo jornalista da rtp, José Cruz), secundados pelo duo dinâmico da novel página “Baluarte Dragão“, Pedro Bragança e Diogo Faria. explico.

primeiro, confesso a minha estupefacção pelo “desaparecimento” de Bernardino Barros do painel de comentadores residentes do programa em causa.
sem qualquer efectiva ‘inside information‘, deduzo que possa ser pela sua participação no programa de Domingo, na estação de televisão de Queluz (não, obrigado; não fumo), a qual se poderá revelar incompatível com o programa transmitido no Porto Canal – o qual habitualmente “casca” forte e feio naquela outra, e apesar da sua moderação (da do Bernardino Barros, entenda-se)…

depois, também confesso a minha incredulidade por, nos últimos três programas, termos assistido a uma autêntica propaganda, sem qualquer precedente nos alinhamentos anteriores daquele, a uma página na rede social Facebook®, editada por jovens adeptos portistas na defesa intransigente dos interesses do Futebol Clube do Porto.
não está em causa (nem estará!) a Qualidade efectiva daquele espaço no faceboKas, que possui efectiva e comprovadamente, assim como nunca estará a identidade e a idoneidade e a seriedade dos seus autores – os quais desconheço, em absoluto.
agora, o motivo do meu reparo é somente este: houvesse uma rubrica em que se promoviam outras páginas afectas ao Clube, para além de blogues de referência desse mundo que é a bluegosfera – alguns deles, com (bem) mais de dois meses de existência – e tal não seria mal interpretado por mim; como tal não se verifica, apesar de já ter feito chegar tal sugestão a quem de direito e bem antes daquela “promoção” (descarada?), eis-me aqui…

assim, de igual modo confesso publicamente o início da minha descrença num programa que tinha como um verdadeiro baluarte na programação do Porto Canal, a qual até parecia endireitar-se em termos comunicacionais, e em nada comparáveis a um Passado recentíssimo.
pois que tinha o programa “Universo Porto – da bancada” como “um oásis”, um esteio naquela defesa dos interesses do Clube, totalmente desinteressada e muito apaixonada, por quem o produz; a partir de ontem, estou com essa estranha sensação de que aquele mais não é do que uma (espécie de) “coutada”, onde uns são filhos e outros enteados (ou menos, até) – à semelhança de outros tantos “programas” no mesmo canal, apresentados por alguma da prole de alguns dos mais proeminentes quadros da $AD portista…

em suma:
já tinha achado estranha a promoção inicial à referida página, há três semanas atrás, num momento nada próprio e bastante desadequado no alinhamento do programa; como outros quantos, inclusive nossos detractores, fiquei com a sensação de que a página em causa era (é?) “algo” oficioso em nome do Clube, tal a informação que divulgava, sobretudo algum teor que não se encontra disponível publicamente numa rápida pesquisa no Google® (e depois de desmascarados os célebres, por que muito «gloriosos», cartilheiros); desde ontem, considero que aquele duo é oficialmente um instrumento do e ao serviço, do Clube.

e, chegados a este ponto, é óbvio que estou triste e amargurado, sentindo-me até um pouco despeitado (que não com ciúmes só por si, mas também).
“falando” só por mim, que aqui ando a bitaitar desde 2008 (no “falecido” Tomo I), e enquanto administrador de um blogue afecto à causa portista, é óbvio que gostava de ver algum reconhecimento público pela parte do meu clube do coração. não é esse o fito que me move, conforme escrevi no meu manifesto, em Novembro de 2013, porquanto que esta luta desabrida é completamente desinteressada e muito altruísta; mas, se uns têm aquele reconhecimento por parte da casa-mãe, porque é que eu também não o poderei ter?!*
[* a pergunta é meramente retórica, pois que sei bem qual é a sua resposta.]

no fundo, é tão-somente isto o que motivou a redacção (agreste) destas linhas (#notmadeinporta18): o sentimento de um certo ressentimento, por uma mágoa causada pela parte de quem sincera e honestamente não esperava que (também) me magoasse desta forma.
mas, não será por estas razões que deixarei de simpatizar quem sempre Amei indefectivelmente, que muito já me deu e, estou certo, ainda terá muito mais para nos oferecer.
e, dia 27 de Maio, se Deus quiser, lá estarei, para o encontro anual com alguns de vós, naquela que será já a sua sexta edição, e que nasceu da carolice (e do forte empenho. e do enorme brio profissional. e do basto altruísmo.) de outr@s tant@s portistas dos quatro costados, e que demonstram que há Qualidade noutros baluartes, que não se esgota só naquela página
.

.
disse!
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19 thoughts on “despeito (meu).

  1. Fiquei pasmado, ontem, a ver o programa…
    ‘Aquilo’ foi inacreditável, tal a bajulação e a promoção que ali foi feita a essa página do facebook.
    Nada me move contra os baluartes; mas, ver o diretor de comunicação a bajular (para não usar um termo mais forte) aqueles dois, fez-me ficar boquiaberto. Pareceu mais uma edição do ‘hugo gil’, mas num tom mais azul e branco.
    Quanto a dia 27, lá estaremos.

    Grande abraço!

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    1. Concordo em absoluto.
      Já nem falo por mim porque, desde que fui pai, pela segunda vez, a escrita ficou praticamente de lado (mal tenho tempo para ver os jogos do FC Porto, quanto mais para escrever). Falo, isso sim, por todos aqueles que, tal como tu, escrevem com uma qualidade fora do vulgar há já vários anos e dedicam muito do vosso tempo ao nosso clube.
      Não conheço o trabalho dos baluartes porque, confesso, só visitei a página uma vez; mas nem que fossem os maiores do mundo, não justifica aquela bajulação toda. Aquilo foi verdadeiramente pornográfico.

      Até sábado!
      Grande abraço

      Pedro Sousa

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    2. «mal tenho tempo para ver os jogos do FC Porto, quanto mais para escrever»

      exactamente, Pedro.
      há muito boa gente que visita blogues que desconhece a trabalheira que “isto” dá.
      no meu caso, é Tempo que se gasta na pesquisa de informação (para que não bitaite em vão e sem qualquer fundamentação); na edição de imagens gif e/ou vídeos, para minimizar a eventual censura de que serão alvo; na elaboração de textos (que, no meu caso, são alguns “testamentos”). e tudo numa altura em que estamos na mó de baixo, pelo que a vontade em escrever, nalgumas vezes, é muito pouca ou quase nula.
      e é também Tempo precioso que se perde para se estar com os Nossos – aqueles que estão sempre lá, que se preocupam com o nosso mau humor e que, por vezes, nos dão no toutiço, quando resmungam um “vais outra vez para o computador?! anda mazé dormir!”…

      se vale a pena o esforço e por que não afirmá-lo sem rodeios, o sacrifício? vale, sim senhor. para mim, é gratificante. tenho é pena por, de vez em quando, apanhar estes imprevistos “murros no estômago”.

      abr@ço
      Miguel | 92º minuto

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  2. Não se zanguem com o Baluarte. Todos juntos somos poucos.
    Eu também vos leio, e a outra bluegosfera, mas o Facebook é uma ferramenta essencial, permite a fácil disseminação de conteúdos pela partilha.
    A propaganda só se combate com contra-propaganda.

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    1. @ Paulo

      antes de tudo, muito obrigado! pela visita, pelas gentis palavras e pelo pertinente comentário!

      é claro que (e subscrevo-o. na íntegra!) «tod@s somos pouc@s nesta luta desigual», e para citar um de nós, que muito prezo e estimo, e com mais anos de experiência de Portismo de que tod@s nós juntos.

      agora, não me peçam para engolir toda a amargura que senti após um programa em que se bajulou, como nunca antes naquele programa – repito: naquele. programa. – uma página com menos de dois meses e que, apesar da pertinência e da assertividade dos seus escritos, até parece que é a “oitava maravilha do Portismo”. não é. há também outros sítios de referência, na bluegosfera, que fazem um trabalho idêntico, igualmente meritório, há bem mais tempo do que eles, e que ainda não tiveram ¼ daquele reconhecimento. por que razão será? provavelmente também porque são vozes incómodas para o ‘establishment’ e que não pactuam com aquela espécie de “coutada” que foi o último programa? talvez, não sei… mas que assim parece, disso não tenho dúvidas.

      abr@ço
      Miguel | 92º minuto

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  3. Realmente somos mesmo democráticos, tão democráticos que criticámos até os nossos à mínima chance.
    somos tão democráticos que os lampiões nos comem de cebolada quando querem e às horas que querem, pelos maios variados canais – rádio , tv e disco.
    Acabe-se com o Porto Canal e com os programas do Porto Canal, se os “comentadeiros portistas” (entre aspas) se vendem a Lisboa por tuta e meia. O problema é deles, claro; agora nós não temos que ser democráticos num mundo onde a Democracia “já era” há uns anitos.
    Seria impensável, seja para quem for do universo lampião e até poderia estar coberto de razão, criticar seja o que for e seja quem for do seu clube; nós, ao contrário, somos “democráticos”: queremos é Democracia mesmo que para isso tenhamos que criticar os nossos por isto ou por aquilo, e dizer mal do único programa que mexeu alguma coisa com o compadrio, com o unanimismo e com a chafurdice que se instalou no futebol português.

    Amigo bloguista,
    para escrever o que foi escrito não vale a pena. É desses dragões dos quatro costados que Lisboa quer – Lisboa e arredores. E vamos ver se o precário Guerra não aproveita o seu texto para desancar, ao vivo e a cores, nos nossos maiores.
    Não gostei da sua pretensa democracia e da tal liberdade bacoca que nos permite criticar os nossos, estando nós num clima de ditadura e de guerra aberta contra todos. Não gostei mesmo!

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    1. @ edmilson

      antes de tudo e como não poderia deixar de o expressar, muito obrigado! pela visita, pelas gentis palavras e pelo teu comentário! o contraditório é sempre bem-vindo, desde que o façam com seriedade, respeito e civismo – como foi o caso.

      o Nelson, num comentário ali em baixo, já fez o favor de te responder por mim. subscrevo o comentário dele na íntegra.

      só duas breves observações em relação à tua explanação:

      » não é meu desejo que se acabe com o Porto Canal nem com programas de defesa dos interesses azuis-e-brancos, antes pelo contrário e por mais crítico que deles seja. só não me peçam para “dourar” o que, aos meus olhos, não passa de bijutaria e/ou pechisbeque.

      » não pode aferir que o precário Guerra possa utilizar este meu desabafo para desancar no nosso clube do coração. a visibilidade deste espaço não chega tão longe junto dos nossos detractores; antes abarca algumas aventesmas como este “anti-dragartos” aqui. é (bem) mais rasteirinha, portanto.

      cumprimentos (e volte sempre)
      Miguel | 92º minuto

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  4. Há c’anos não vinha comentar no teu blogue, Miguel.
    Mas hoje, na habitual viagem pelo elétrico-rápido, li um comentário anterior do Edmilson (será também salgueirista?) e apeteceu-me responder.
    Com que então, contestar a verdadeira pornografia que (des)graça no Porto Canal é ser-se anti-democrata? Eu, por acaso, acho exactamente o oposto. Os portistas devem ter, cada vez mais, “olho de lince” para estas jogadas que só desqualificam o clube. O Porto Canal é um verdadeiro alfobre de tachistas e videirinhos, provenientes da SAD portista e isso, ao contrário do que diz o Edmilson, não deve suscitar qualquer silêncio por parte dos adeptos, bem pelo contrário. Comer e calar foi a ‘praxis’ que nos trouxe até este ponto.
    Eu não acho que se deva comer e calar quando vejo um canal de televisão servir de agência de emprego para a filha do Conde Redondo, que conheço dos tempos de faculdade e é um autêntico soco com dois olhos.
    Eu não acho que se deva comer e calar quando vejo o Júlio Magalhães mais entretido a entrevistar os senhores de Lisboa, do que a fazer bom Jornalismo dirigido à região que dá nome ao seu canal.
    Eu não acho que se deva comer e calar quando uns betinhos quaisquer vão para o Porto Canal fazer o discurso de defesa acéfala da SAD portista.

    Era o que faltava confundir o portismo com cegueira clubística.
    Os portistas não comem o que lhe põem no prato e, embora alguns artistas ainda não o tenham percebido, um dia as pessoas vão mudar de apetites.

    Força Miguel, que nunca te cales perante os trambiqueiros!

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  5. Miguel,

    O trabalho é tanto que só agora é que estou a actualizar. Não vi o UPdB mas li e ficava fodido tal como senti nos blogs que vou seguindo que também ficaram!

    Estou como o Nelson: então, o falar o que nos desconforta é ser anti democratico?!

    Edmilson,
    tudo o que se passa a Norte do Mondego nunca se poderá comparar com o lado da Segunda Circular. Se acha que pode afectar o nosso Clube, acho que veio bater à porta errada… Ou seja: quem deveria ter cuidado com o que diz e como diz, é exactamente o programa que tem agitado os corruptos! Ou não acha?!

    Faço uma pequena analogia:
    Andas a comer uma gaja há anos e sem assumir um compromisso, até que se forma uma relação. Começas a passar com ela algumas noites e obviamente alguns jantares… Isto durante anos e não dizeis ‘nem xus nem mus’ aos vossos círculos de amigos.
    Passado esses anos, conheces uma miúda nova; dás umas cambalhotas e jantas lá em casa uma vez, e vens para os teus amigos dizer que a gaja cozinha cumó caralho!…
    Então a primeira gaja, a que te anda a aturar há anos!, não pode ter o direito de ficar (no mínimo) chateada?!

    Miguel,
    O que nos caracteriza é sermos exactamente assim: frontais e directos.
    Quem não gostar, olha… que não jante em casa!

    ps:
    Olha lá: dia 27?! Isso é este Sábado, pá. Não estarás enganado?!

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  6. Pá, acho muito bem que não fiques à espera que alguém tome as tuas dores. Se as sentes, bota para fora!
    Para mim, que sou do FC Porto e não do Tomo, ou do Baluarte, ou do Marques, o mais importante é a dimensão dos tiros nos pés que vamos dando. Usar uma estratégia marcadamente lampiona para um público completamente Portista, não será seguramente o menor deles. Fuckin stupid, dudes

    Abraço.

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    1. @ shôr Silva

      obviamente que, se as dores são minhas, não espero que alguém faça delas uma espécie de cartilha 😉
      (já a Dores, cá do trabalho, tem um par de cartilhas de que, estou certo, irias gostar 😀 )

      quanto à dimensão dos tiros nos pés, depende do número do calçado: 04 é sempre menor do que 19; mas a irritação na massa adepta já é quase idêntica à daquele período… e as estratégias adoptas, de facto, não têm ajudado n-a-d-a.

      abr@ço (e até Sábado)
      Miguel | 92º minuto

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