a nossa primeira vez.

futuro© 92º minuto
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«Pai! da próxima vez quero ir a um jogo a sério!»

o ano de 2017 estava fresquinho, acabadinho de chegar. e a promessa, feita em Maio de 2016, depois de um jogo de hóquei em patins, no Dragãozinho, mantinha-se; aliás, desde essa altura que era reavivada, principalmente quando se assistia a uma partida de futebol: «quando é que vou ver o FC Porto?», perguntava, ansioso. e muito impaciente, também.
a resolução já estava tomada desde a semana anterior, em conversa com quem igualmente “veste calças”, lá em casa: no dia a seguir ao seu aniversário ia ao treino aberto do FC Porto. «vai ser uma bela prenda de anos!», pensou o Pai assim que teve essa brilhante ideia. e, desde esse momento, não mais sossegou.
até que o dia chegou, prazenteiro, com o friozinho tão característico de um mês de Janeiro na ImBicta. mas o Pai era todo ele um vulcão de emoção, na ânsia de perceber quão feliz ira ficar o seu rebento, um cachopo já com cinco anos de idade – tantos quantos os títulos seguidos de que se recorda de ter visto, ‘in loco‘, o “seu” FC Porto ganhar. de uma assentada. e agora seria o “nosso” FC Porto, para desgosto do sogro e do cunhado, rubros de tristeza pelo facto do «glorioso» não ser o seu fervor primeiro.
estava “em pulgas”, portanto. e com múltiplos pensamentos, todos eles em sintonia com uma só cor, quando se abarcam das imediações daquele que se espera que também venha a ser o seu teatro de sonhos azuis-e-brancos. ele permanecia sobretudo calado, fazendo algumas perguntas de circunstância sobre onde iam e para fazer o quê. mesmo na fila para entrar no Estádio, não transparecia muito do que o Pai testemunharia a seguir, sensivelmente pelas 16h08m, de 01 de Janeiro de 2017: aquele «U-A-U!» tão próprio de um miúdo que entra pela primeira vez num estádio de futebol. e que belo que lhe pareceu o nosso Dragão, mesmo num treino aberto aos adeptos!

sem querer ser muito maçudo, findo o treino, no alto dos seus já cinco anitos, acabados de fazer de véspera, afirma convictamente que «da próxima vez, quero ir a um jogo a sério!».
foi feita nova promessa, quando houvesse oportunidade, sobretudo em termos de horário, que pelas 21h30m o cachopo já tem que estar na caminha.
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«Pai! compras-me uma bandeira?»

em pleno Dia do Pai “teve um vibe“: «vou levá-lo ao Dragão, no próximo Domingo! jogo às 18h, acaba pelas 20h30m. janta-se com a malta, mas não se demora (muito). pelas 22h30m estamos em casa. perfeito!», foi o que pensou.
meu dito, meu feito: no dia a seguir lá estava, numa Loja Azul a aproveitar a promoção do seu dia e para que o puto pudesse conhecer, de facto, o ambiente do Dragão. e seria especial, porque previa-se casa cheia – o que veio efectivamente a acontecer.
a surpresa do cumprimento da promessa de Janeiro só aconteceu depois do almoço de Domingo, quando ele perguntou por que é que estava a vestir aquela que também deseja ardentemente que venha a ser a sua “segunda pele”. «vou ao Dragão! e tu vais comigo. queres ir com o Pai ao Dragão?». «não! quero ir ao parque, antes». o seu mundo desabou e nada mais existia. um catraio de cinco anos acabara de lhe puxar o tapete, com tudo o que de inesperado encerra aquele «não». «fod@-se!».
depois do valente soco no estômago que sofrera, recomposto do baque no coração e apanhados os cacos do seu desgosto, perguntou-lhe, com toda a calma que o momento impunha (e que lá conseguiu arranjar): «queres mesmo ir ao parque? olha que não dá tempo para ires ao parque e depois ao Dragão! ou vais a um ou vais a outro! aos dois não é possível!». «é claro que quero ir ao Dragão! estava a brincar contigo, Pai!», disse um garoto de cinco anos de idade. e lá fomos, rumo ao nosso teatro de sonhos, para contentamento do petiz e gáudio do Pai.

ao contrário do que aconteceu no treino aberto, desta feita era ele quem demonstrava (muita) impaciência em chegar. e rápido, mas tal não era possível: a enchente que se previra, dificultava o acesso ao Estádio e as suas imediações eram uma massa humana vestida de azul-e-branco, da cabeça aos pés. milhares de portistas já vagueavam junto “à sua fé”, que a partida começaria dali a duas horas. já quem permanecia calado era o Pai, mais preocupado em não largar a mão do seu filho.
«Pai! compras-me uma bandeira?», perguntou ao passar por uma banca que também vendia cachecóis, enquanto subíamos a Alameda, junto ao Centro Comercial com o mesmo nome. «depois, quando o jogo acabar. agora não pode ser». voltou a insistir e a resposta foi igualmente negativa, com a explicação suplementar de que não se pode entrar com bandeiras no Estádio.
dali, partimos em direcção ao sítio habitual onde se concentram os indefectíveis do costume, sempre que há jogo em casa. foi o seu primeiro contacto com a malta dos blogues (e não só), e a empatia foi recíproca. ainda hoje fala deles, pelo que terá forçosamente que haver uma próxima vez.
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«Pai! quero ir fazer xixi!»

sim!, não vi o golaço do Corona. e estava no Estádio, mais concretamente num dos wc a ajudar o ‘piKachu’ a “fazer nr. 1”. depois do jogo que a Equipa (não) estava a fazer naquela primeira parte, desejei que ele tivesse vontade (pelo menos) mais quatro vezes, para felicidade e contentamente de um tasqueiro de quem ele gostou basto de conhecer. mas tal não veio a acontecer, ao contrário do balde de água fria com que tod@s nós fomos “brindados”…
tod@s? não! ao contrário de muit@s, ele não se importou com a derrota que acarretou aquele empate. na sua inocência e na sua pueril infância, finda a partida, também desgastado com a felicidade (genuína!) de ter estado no Estádio do Dragão, e já com a sua bandeira na mão – a que ele escolheu, sem ajuda de ninguém! – lá ia, pela rua fora, a agitá-la com a alegria inata de uma criança que viveu um dia em cheio por ter ido à bola com o Pai
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e a bandeira lá está, no seu quarto, «azul, branca, indomável, imortal», na Esperança de que também seja dele o Futuro do Futebol Clube do Porto.
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futuro© 92º minuto
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disse!
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estado de alma: confiante!

© FC Porto
(clicar na imagem para ampliar)

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caríssima(o),

antes de tudo, peço-te desculpa pela minha ausência, mais prolongada do que desejaria, em virtude de compromissos profissionais inadiáveis, os quais me ocuparão os próximos tempos, pelo que certamente haverá intermitências na minha comunicação para contigo. faço votos para que compreendas esta situação e para que tenha, mais uma vez, a tua benevolência… 😉
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neste entretanto, a nossa “outra” casa – mas creio que é aquela que influencia decisivamente o nosso estado de alma, inclusive no dentro do nosso “lar, doce lar” e junto dos que nos são mais queridos – começa a ser arrumada. paulatinamente o espírito do Nuno começa a não ser muito santo, sobretudo para as (necessárias) dispensas, antevendo-se nova “revolução” num plantel ainda muito indefinido. eu acho que, para já, está bem. e vou tentar explicar as minhas razões.

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de uma nova “
(r)evolução” em marcha.

quer-se dizer: muita da malta, sobretudo aquela bastante frequentadora das redes sociais e grande parte da assoBiativa, passou a última época desportiva – e será só a esta que me irei referir – a questionar tudo e todos, naquele que (supostamente?) é o seu clube do coração. «ah! e tal» que havia muitos estrangeiros, mormente castelhanos; que não havia putos da formação em número suficiente, inclusive no plantel; que não havia portugueses em catadupa, como nos plantéis dos idos anos 90; que não percebiam como se contratou o Marega e o Suk, quando precisávamos de mais um central (e antes do episódio do «espasmo» cerebral do morcão do maicon); que não compreendiam a permanência do Ángel e o empréstimo do Rafa… muitos tópicos, pouquíssimas respostas, por parte de quem de direito, as quais só surgiriam aquando da inevitabilidade de novo fracasso e pela terceira vez consecutiva, e com a catástrofe dos resultados desportivos a confirmarem a pertinência de algumas daquelas críticas.
vai daí e porque tudo foi muito mau e demasiado péssimo para ter sido verdade (e nada condizente com a nossa hegemonia), e porque não se pretende que haja quarta vez, parece que está em marcha nova “revolução” no plantel azul-e-branco. a terceira, em igual número de épocas desportivas. e então, eis que “ó da guarda! aqui d’el-rei!” que vêm aí mais contentores e mais paletes de jogadores, e mais comi$$õe$ para os de sempre. sim!, que o que efectivamente preocupa muito boa gente, no quotidiano azul-e-branco, são as comi$$õe$ nos agenciamentos dos direitos desportivos e económicos de jogadores – como se tal fosse um exclusivo do FC Porto e outras agremiações, lá mais para Sul, também não as tivessem que pagar e, pior!, em proporção aos gastos com o plantel, a sua percentagem fosse bem superior à nossa. para quem não percebe e/ou contesta o que afirmo, eis dois nomes que ajudam a perceber o meu ponto de vista: Taarabt e Labyad. ou seja: mais uma situação em que se é preso por ter cão e preso por não ter…
para quem, ao final de uma semana de pré-época, já não consegue descansar direito e/ou não consegue sossegar o seu ‘dicky ticker‘, e sem me querer arvorar em sabichão seja do que for, recordo que estamos em ano de Europeu de Futebol, e que muito provavelmente a esmagadora maioria dos negócios acontecerá próximo do fecho do mercado de transferências de Verão. portanto e enquanto aqueles, a acontecerem, não forem tornados oficiais pelo meu clube de e para Sempre, recuso-me a entrar em quaisquer tipos de especulações, porque tudo o que se possa aventar sobre aqueles não passam disso mesmo: bitaites, rumores, efabulações, desejos. e, mesmo depois de acontecerem, há que dar o tão necessário tempo ao Tempo, por forma a que os julgamentos, sobre esses eventuais reforços, sejam os mais justos possível, e não sumários – como se a administração da $AD azul-e-branca fosse uma cambada de mentecaptos e de néscios, que não percebe nada de nada de e sobre futebol…
enfim, mais do que uma “revolução”, prefiro encarar a (re)construção do plantel portista e no qual incluo o da nossa equipa B, como uma necessária evolução, propositadamente deixando cair aquele erre inicial, tal e qual como na polémica de há uns anos atrás, a propósito de um cartaz de Abril.

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«devagar, devagarinho».

há quem considere que aquela evolução está a acontecer de forma muito lenta, (talvez?) com demasiada parcimónia, e que deveria haver mais celeridade por parte de quem de direito, que a pré-época já se iniciou e que Agosto está já aí, ao virar da esquina, com a eliminatória de acesso à fase de grupos da xampes a estalar… confesso que também não percebo este alarido, confessando publicamente toda a minha ignorância futebolística.
bem sei que isto é futebol, que Ontem já era (demasiado) tarde para alguns negócios, cujas oportunidades esvoaçam mais rápido do que um milhete do Hamšík; mas, como “depressa e bem, há pouco quem” e como “Roma e Pavia não se construíram num só dia”, só posso concordar com Martinho da Vila quando (e como tão bem) canta «sempre me deram a fama / de ser muito devagar / desse jeito vou driblando os espinhos / vou seguindo o meu caminho / sei onde vou chegar».
portanto, confiante em quem já me deu muitas alegrias e que certamente me irá proporcionar outras mais, tenho a plena convicção de que todos estes anseios já terão sido previstos e que tudo, mas mesmo tudo!, estará a ser feito para que esta época seja o início do tão desejado regresso às vitórias. e essas minhas certezas alicerçam-se nesse singelo facto de que quem está ao destino do leme da nossa “nau” ser portista como eu e tu, pelo que também ele esteve solidário na dor com tudo o que temos vindo a padecer. e este facto deixa-me tranquilo para o que por aí virá.

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communi… quê? *

talvez seja eu o palonço (acredito que sim, que o sou…), mas não estou a descortinar onde está o mal de o Clube não estar a comunicar e/ou desmentir eventuais negócios. mas anda tudo doido?! então vamos fazer o jogo do “inimigo”, e começar a desvendar os nossos segredos?! pois eu acho que todo este secretismo envolto no que será a nossa nova época só pode indiciar uma tão desejada inversão no que foi a matriz destas últimas épocas: nem tudo pode ser comunicado em seu devido tempo.
aquela afirmação parece um contra-senso com tudo o que se tem vindo a expor, no plano comunicacional do Clube, neste espaço de discussão pública, mas não o é, porquanto que, neste negócio, há necessários segredos que convém que só sejam desvendados muito para lá do seu epílogo. e o
bviamente que aquela afirmação não se relaciona com a Comunicação do Clube, no seu todo, por exemplo na sua relação com o adepto, a qual espero que melhore significativamente – sobretudo que se deixe de ver os associados e adeptos em geral, somente como potenciais clientes. assim como não pode estar umbilicalmente relacionada com algum ostracismo que o Porto Canal vota ao clube que é seu legítimo proprietário, concedendo-lhe parcos espaços de difusão de conteúdos próprios, e numa programação mais voltada para o de um canal generalista que dificilmente virá a ser. e aquela afirmação também nada tem que ver com a participação de Nuno Espírito Santo em programas “patrocinados” pelo mais acérrimo lampião de Paredes, naquela estação (cada vez mais, muito pouco) pública de televisão e que actualmente é outro baluarte de anti-portismo puro; aliás, quero acreditar que o nosso treinador só participa naqueles programas, que não vejo, de todo!, tão-somente porque tal já estaria acordado antes do seu compromisso com o FC Porto. “ah!, mas ele poderia ter rescindido esse acordo!”; pois poderia, mas se os responsáveis máximos do Clube não viram nessas participações do treinador qualquer “mal”, quem sou eu para as questionar?…
em suma: se ainda há muito para crescer e para se reverter, no plano Comunicacional do FC Porto, não deixa de ser um bom indício que, no que efectivamente se tem que estar mudo, quedo e calado, nada se saiba
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* sub-título inspirado neste esplendoroso álbum de originais, de uma banda da qual tenho imensas saudades. tantas como as de um título nacional…

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por último, uma imagem que, mais do que palavras, me dá (muito) alento para os próximos tempos, cuja legenda pode ser algo como «a alegria incontida de uma criança grande. o Guilherme também adorou a surpresa (mesmo que, no Presente, sirva ao irmão mais velho que não tem)»:
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© Miguel Lima
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disse!
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(breves) not@s soltas de um Sábado em cheio, à Segunda-feira…

barbacabelo© Luís Afonso | pasquim da Travessa da Queimada

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c..íss…..a
.ar….im(o),.

tal como tu, também eu ainda não parei de tremer, qual gelatina pronta a ser deglutida em dia de verão.
aliás, nota-se pela introdução acima e (sobretudo) pelas três fotos abaixo
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primeira ida às imediações do Estádio do Dragão

dragao01

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primeira ida ao
dragãozinho.

dragao02

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primeiro contacto com o que é “ser Porto”

dragao03

© Tomo III

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se consideraste que me referia às mais recentes declarações idiotas do néscio do burro do Carvalho (aqui, para a posteridade“), peço-te desculpa. obviamente que não iria perder o meu precioso tempo com um anormal, de um imbecil, de um tolo como o actual parvo que gere os destinos da agremiação desse reino muito distante dos viscondes falidos (e impolutos) de Alvaláxia“®
antes, (ainda) tremo de emoção e de comoção por, num Sábado em que sobrava tempo para dedicar à família, em boa hora resolvi levar o catraio, guiado pela mão do progenitor (e como mandam as normas do portismo), ao nosso teatrinho de sonhos azuis-e-brancos: o nosso dragãozinho.
e que bom que foi! para lá do jogaço de hóquei e do resultado final, a experiência foi única para «ambos dos dois» intervenientes. e para repetir, com (muita) certeza. aliás, ontem, Domingo, amiúde perguntava se podíamos «ir ao Dragão. por favor. assim mesmo.

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noutro diapasão, na passada Sexta-feira, o nosso querido líder concedeu uma entrevista ao Porto Canal, a qual também foi replicada na revista dragões (aqui), e divulgada à saciedade graças ao abnegado trabalho do caríssimo dragão Vila Pouca (aqui).
[aqui, poderás (re)ler a dita, em formato PDF, sendo que se concede total primazia ao texto da dita.]
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como referi em comentário (aqui), para mim, no local mais emblemático desse maravilhoso mundo que é a bluegosfera“®:

« também sou dos que afirma que [a entrevista] soube a muito pouco. mas, mais do que disse o entrevistado, julgo a condução da mesma por parte do entrevistador, o qual deu a perceber que (i) ou foi feita com uma cartilha (o que não acredito), ou (ii) revelou total insensibilidade às verdadeiras questões que nos preocupam. »

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agora, o que não deixa de ser assaz curioso é como, numa entrevista em que muito pouco foi dito, e a parte mais agressiva deveu-se ao ataque ao «dr. Fernando [Soares] Gomes da Silva», actual presidente da FPF, em repetições de factos recentes como são a escolha de jogos particulares tendo exclusivamente como fito o(s) cachet, a promoção internacional do actual presidente, ou o apoio à candidatura de Luís Figo sem auscultação dos Clubes da Liga (aqui, a páginas 11 e 12) , os panacas de sempre do jornalixo tuga (aqui e aqui), lá saíram a terreiro para, mais do que defender o «dr. Fernando [Soares] Gomes da Silva», contra-atacar o nosso querido líder.
são tão básicos (por que primários) na prossecução do seu anti-portismo e anti-pintismo, car@go!
(e assim se justifica a (cor)relação entre este texto e o cartoon ali em cima, que definitivamente (não) o embeleza e servirá para memória futura!)

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disse!

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