a minha estreia no Dragão *

futuro© FC Porto
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Dia: 23 de Setembro de 2016.
Saí cedo, de minha casa, para aquele que viria ser um dia “histórico” na minha vida, O dia que já ansiava há muito tempo: a primeira vez que entraria no Estádio do Dragão!

Chegado ao Estádio era difícil conter o entusiasmo. Estava à espera que as portas se abrissem quando, a certo momento, ouvi o som estridente das sirenes de uma escolta policial. O que viria ali? Foi “só” o autocarro com os nossos jogadores! Aí já era bem real que iria haver jogo e que tudo o que estava a sentir não era um sonho. O jogo era o ‘derby’ da Invicta e era um motivo de acréscimo de entusiasmo.

Enquanto esperava pelo jogo, um grupo de pessoas veio ter ao meu encontro, um grupo de grandes e apaixonados Portistas. Um grupo em que eu me identificava, também, pela paixão que nos une.

Chegada a hora de entrar no Estádio, aquele momento em que passava pelos torniquetes foi algo de mágico; e, a cada passo que dava e quanto mais adentro entrava, a alegria era maior.
Estando sentado no que realmente é A cadeira de sonho e a observar o ambiente em redor, o Estádio era maior do que eu pensava, e as expectativas que eu guardava saíram furadas porque tudo era melhor ao que eu expectava.
Começando o jogo, os cânticos iniciaram-se e aí era outra vida que o Estádio ganhava; e com as bandeiras azuis e brancas ao sabor do vento ainda melhor se tornava.

Não começámos da melhor forma, até porque sofremos um golo; mas isso não abana um Portista – não pode! – e seguimos cantando, até que André Silva mete a bola lá dentro e aí ocorreu a primeira explosão de alegria da noite.
A entoação dos nossos cânticos tornou-se mais forte, mais efectiva, mais “agressiva”, até que há grande penalidade a nosso favor: havia alguns portistas que não queriam ver e eu estava ali, na ânsia, como que “ela vai entrar”. E entrou! Aí surge mais uma explosão de alegria.

O intervalo chegava e aí dava para saborear ainda mais um pouco do momento que estava a viver, para o jogo esperava mais golos.
A segunda parte começara e não foi o que se esperou: a equipa não jogou como nós gostamos e não foi muito bonito de se ver. Até que o nosso treinador trata de mudar as coisas e, a partir daí, surgiu mais bom futebol e sentenciámos o jogo, com mais um golo, num frango de todo o tamanho, e outra explosão de alegria azul-e-branca.

O jogo terminava e haveria melhor forma de me estrear no Estádio do que logo com uma vitória? Também saí com a sensação de que todo aquele tempo tinha passado muito depressa, mas é o que acontece com as coisas boas da Vida.
Despedi-me do pessoal que assistiu o jogo comigo e indo de volta para casa pensava eu: “Esta foi a primeira de muitas!” – e que também disse a quem estava comigo. De facto, é para repetir! E aquele dia irá perdurar na memória.
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* por Filipe Ferreira | Setembro de 2016

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post scriptum pertinente:

no início do corrente mês, fui (agradavelmente) surpreendido com um e-mail a dar conta de um desejo: «estou sempre a matutar-me sobre quando é que irá ser a primeira vez que irei ao Dragão». o seu remetente foi o Filipe, visitante e (sobretudo) comentador assíduo deste espaço.
a intenção inicial era que a sua primeira vez fosse no jogo ante o Vitória SC; por imperativos de final-de-semana, ficou adiada para a recepção ao Boavista. aconteceu, portanto, na passada Sexta-feira, com a alegria (in)contida que o texto reflecte, mas cujo brilhozinho nos seus olhos, durante todo o tempo em que vimos os jogo juntos, e também na companhia do Afonso, não enganou.
fico extremamente satisfeito para que tudo tenha corrido pelo melhor, e mais embevecido fico por saber que escolheu este “pé frio” para seu “padrinho”. 😀
e não menos importante, também expresso publicamente o meu ‘muito obrigado!’ ao Filipe por ter aceite o desafio de escrever umas linhas (obviamente que #notmadeinporta18) sobre o que sentiu naquele dia tão especial para si. 

em suma: foi portanto, uma honra e um orgulho, ter sido o seu cicerone num dia inolvidável, pelo que o seu é também o meu desejo: que tenha sido o primeiro de muitos!

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sugestão musical:

american authors, “the best day of my life“.

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disse!
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