Porto final.

futuro© fotos da curva
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caríssim@,

acima de tudo, o jogo de ontem, em Turim, teve um resultado final e foi o corolário de uma exibição que não envergonham ninguém, sobretudo (e muito principalmente) de quem é portista. e não foi exclusivamente por nossa causa que, em 2018/2019, o futebol tuga só terá um representante com entrada directa na ‘Champions; nessa demanda «gloriosa» pela procura de “bodes respiratórios“, principie-se pela mentalidade de alguns (muitos?) “catedráticos” que pululam nosso comezinho futebolzinho, a começar pelo supra-sumo da agremiação do Lumiar.

numa curtíssima análise, plena de clichês, frases-feitas, chavões futeboleiros e lugares-comuns: caímos de pé, ante um opositor que gastou, num só reforço, 80% do orçamento do FC Porto para esta época, e que, pelo investimento concretizado, assume-se como um fortíssimo candidato a vencer a ‘Champions‘. e tal não se trata de uma qualquer desculpa, pela derrota final de 0-3 (no cômputo das duas mãos) e/ou de um qualquer assomo de uma vitória moral; antes da constatação do que aconteceu dentro das quatro linhas, numa partida de 180’.

por outro lado e numa vertente (bem) mais positiva, ainda bem que o Clube está muito grato à sua massa adepta. foram indubitavelmente uns adeptos do outro mundo, tod@s aqueles que, ontem, abafaram todo um estádio ‘gobbi‘.
e de nada serve a alguns pasquineiros abordar tal questão pelo facto de estar a decorrer um «protesto»; o agradecimento de toda a Equipa, no final, e o reconhecimento dos ‘tiffosi’ da ‘rubentus’ é quanto me basta, depois do show nas bancadas – e para lá do gesto do Fernando Madureira e da calorosa recepção no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
de facto, ele há coisas que nenhum «lapião» conseguirá compreender. nunca!
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futuro© getty images | fotos da curva | 92º minuto
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a imagem acima refere-se a uma entrada “a varrer”, protagonizada por um jogador ‘rubentino’ e que quase deixava o Layún feito num… quadrado.
aquela aconteceu ao minuto 11′ e passou «gloriosamente» “despercebida” em tudo o que foi resumo à partida, excepto neste aqui, de uma estação de televisão… russa.
talvez a dureza (rudeza?) daquela entrada não esteja bem explícita, pelo que a imagem que se segue “falará” (bem) melhor do que eu:

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em suma:
fossem aplicados os critérios de arbitragem (basto rigorosos) da primeira mão e provavelmente haveria mais estórias para contar sobre a partida de ontem.
e este é um facto que nenhum pasquim do jornalixo tuga, muito menos canal de televisão dos me(r)dia cá do burgo, resolveu apontar, mas que aconteceu, de facto. e que, mais uma vez e porque tal é conveniente para se passar a mensagem* foi «gloriosamente» sonegado.

* a mensagem de que fomos eliminados, curiosamente tal e qual como o 5lb (mas com menos golos sofridos e com menos humilhação, e mesmo que se alegue que a juBe esteve «em modo de treino» (!!!) contra nós e tal e coiso), e olvidando-se esse facto de que, em 180′, jogámos 115′ em inferioridade numérica – curiosamente (ou talvez não…), o argumento utilizado pelos mesmos sabujos, aquando da nossa eliminatória ante a AS Roma, para justificar a «facilidade» da nossa passagem à fase de grupos.
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já a imagem acima serve só de memória futura, expondo-se o Antes e o Depois de Dortmund: isto é, da jactante bazófia seguiu-se uma inversão da Realidade, apontando-se O caminho que afinal sempre esteve presente, mesmo depois da ca-ba-za-da que sofreram.
a capa da direita é só a primeira desse contraste e a primeira que mereceu honras de destaque – curiosa e coincidentemente a aludir à nossa eliminação. e como não acredito em coincidências…
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por último, a imagem acima é só um exemplo do porquê desta notícia aqui ser um «glorioso» logro.
fosse o pizza… o piç… o estrábico punido convenientemente e quando efectiva e comprovadamente prevaricou para amarelo (pelo menos), e o coxo do sonso não afirmaria «não estar preocupado» com esse assunto
como o pizz… o piç… como o estrábico não o foi nem é!, continua a reinar com a gente e a grassar a impunidade, para alegria geral da maralha do Estado Lampiânico e para que o desígnio nacional se cumpra.

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disse!
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desmascarar o que já foi feito…

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nota introdutória:

esta “posta de pescada”® é a segunda de duas, vem no seguimento do que escrevi aqui, e no que entretanto já foi sendo (e muito bem) denunciado aqui (e-letter Dragões Diário), aqui e aqui (no imperdível “Universo Porto – da bancada“) e aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui, aqui, aqui e aqui (na sempre inefável bluegosfera).
como não poderia deixar de ser, também vai honrar os pergaminhos e a imagem de marca deste espaço singular, na bluegosfera: os testament… os textos extensiva e sensivelmente looongos, as bastas (© Silva) hiperligações e as diversas imagens (inclusive em gif), que não só para memória futura mas também.
e, claro está, que a minha sugestão, para estes momentos, é sempre a mesma, e como já deve ser do conhecimento geral...
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caríssim@,

eu sou do tempo das diatribes entre o Paulinho Santos e o joão vieira pinto, o primeiro “piscineiro” de que tenho memória e muito anterior ao lima (aqui), ao jon-ass (aqui), ou ao guedes (aqui). num desses “bons momentos” (aqui), o primeiro “menino de ouro” (anterior ao deus renato das sandes, portanto) teve que ser operado ao maxilar porque e de acordo com a lenda, foi ao encontro do cotovelo do caxineiro. para a história, fica o registo da suspensão de três meses para o jogador portista enquanto o “menino” esteve de molho.
esta estória entronca no que a imagem acima regista e cujo lance pode ser (re)visto aqui: se a lesão que o Corona sofreu fosse mais grave do que as imagens documentam, é minha opinião que o jogador/lenhador que cometeu aquela ‘talochada’ deveria ficar o mesmo tempo que o internacional mexicano tivesse para recuperar. afinal, o precedente foi instituído em Março de 1998 (e, a meu ver, muito bem); desde então, não mais foi aplicado (e, a meu ver, mal, como se comprova).
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© ojogo | FC Porto para sempre
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de tudo o que pude ‘ouler’ sobre o que aconteceu no Domingo, no Bessa, mormente sobre a “arbitragem” do vermelhíssimo veríssimo, há dois lances que não mereceram qualquer destaque me(r)diático, mas que aconteceram de facto:

» um fora-de-jogo muito mal assinalado a Soares, sensivelmente aos 50′, em que este seguia isolado para a área do clube da rotunda, e depois de uma excelente desmarcação de André²;

» uma dupla falta, a meio-campo, cometida pelo mesmo lenhador (carraça), sensivelmente aos 92′, “ambas as duas” merecedoras (no mínimo) de cartão amarelo – o que, no caso, seria o segundo para aquele. então a entrada sobre o Alex Telles, até arrepia…
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em suma:
o que fica do ‘derby‘ é (também) o cheiro a uma “encomenda” que só não foi avante porque fomos bravos, valentes, valorosos – tod@s nós, da Equipa, ‘staff’ técnico e dirigentes, aos adeptos obviamente.
e que houve uma gritante («gloriosa»?) dualidade de critérios na aplicação das Leis do Jogo.
e que, no meio do sururu, ao intervalo, gostei muito de ver o Nuno a defender os seus, sem esperar pelo divino Espírito Santo.
e que o Victorio Páez foi expulso, por acumulação de amarelos por “isto” aqui:
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© google | 92º minuto
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neste entretanto, o 5lb realizou dois jogos, ambos decididos por lances duvidosos (no mínimo e para ser gentil) e em encontros em que se estavam a ver gregos para levar de vencida o chaves (em casa, para o campeonato) e o estoril (na Amoreira, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal).
eis duas imagens que, na minha óptica, resumem o que se passou nesses encontros:
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© google | 92º minuto
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© google | 92º minuto
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parece que, apesar de alguma unanimidade entre ex-apitadores (aqui), estes lances não foram merecedores de constar no rol das queixinhas que o Orelhas apresentou aos salmonelas do Conselho de Arbitragem da FPF.
e diz que o sonso não se quis pronunciar sobre o primeiro lance (também aqui, com forte expressão corporal) e que, no segundo, afirmou (e cito) «os pés estão em jogo, o corpo não» (!!!), quando o grego, antes do passe, estava plantado na grande área. é certo que este sonso só fala «quando tiver que falar», mas quando o faz, mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo. ai!, espera lá… ups…
e que o Orelhas concedeu uma entrevista ao lixo tóxico do grupo cofina, para debitar a habitual propaganda e sossegar as hostes acerca do tão propalado tetra da treta, o novo desígnio nacional.
e que houve uma revisitação “muito fixe” de Christian Fischer, mas sem qualquer punição para o luís grande – talvez porque tenha sido (mais) uma ilusão, talvez em homenagem aos 400 jogos, talvez porque seja (novamente) um elemento integrante do clube do regime, talvez…
e que, perante este desvirtuar da (tão propalada) verdade desportiva – com a validação irregular de um lance capital e que decidiu os primeiros 90′ de uma partida de (pelo menos) 180′ – e depois de todo o frenesim em torno do jogo ante o tondela, consta que não houve quaisquer rasgar das vestes pela parte dos pés-de-microfone e dos sabujos habituais do jornalixo tuga, e que estas foram as capas dos pasquins de hoje:
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em tudo “isto”, uma certeza: aconteceu em período carnavalesco e para não ser levado a mal pelos demais. pois eu não gostei nem um bocadinho…
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© google | 92º minuto
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bem sei que a “posta” já vai longa, mas este último capítulo vem ao encontro de tudo o que então afirmei, com epicentro na foto em cima.
aqui, aqui e também aqui, temos acesso a umas «gloriosas» escutas que envolvem habituais comentadores afectos à agremiação de carnide. o seu teor é muito interessante, sobretudo se o (cor)relacionarmos com estas imagens aqui, aqui e aqui. ou seja: os três porquinhos, presentes naquela imagem ali em cima, e que negam sempre que não há concertação sobre a propaganda a difundir nos programas de “debate televisivo” sobre o nosso comezinho futebolzinho, foram caços “com a boca na botija”. mais uma vez. e as justificações que entretanto apresentaram – aqui e aqui em texto; aqui em vídeo e por puro divertimento no que se alega em defesa do indefensável – são (no mínimo) muito risíveis e muito pouco convincentes.
é que toda a gente que gasta um pouco do seu tempo a ‘ouver’ tais programas [olá, Jorge! 😉 ] já lhes destapou a careca, há muito: é óbvio que há concertação, tal é a similaridade dos temas que abordam, bem como das expressões que empregam. as últimas e a propósito da nossa cor, são «a escola de mergulhos do Dragão» – visando o André Silva e o Soares – e a «invasão do Centro de Treinos do Polo Profissional dos Árbitros na cidade da Maia por parte de elementos afectos à claque do FCP» – cuja falácia é muito bem desmentida aqui.

em conclusão:
é conveniente estarmos atentos ao que a propaganda nos (in)tenta impingir, mas igualmente e sobretudo unidos* em torno da nossa Equipa do coração, tendo presente que o “inimigo”, esse «polvo» assente em muito #colinho e sempre envolto num #mantoprotector, reside fora de portas e não vacila perante aquele que é o desígnio nacional: o tetracampeonato da treta.
(* sendo que União não significa que sejamos acríticos; estas, a existir – e existem, porque o Clube não é perfeito – têm é que ser justas e tecidas com sentido de responsabilidade porque desengane-se quem considera que a bluegosfera é exclusiva dos portistas…)
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disse!
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ganhámos (o direito a sonhar)

© google | Tomo III
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caríssim@,

antes de tudo, duas advertênciasum pedido e um ‘off-reco(rd):

» advertências:
esta “posta de pescada” vai ser um tanto ou quanto para o looong… para o comprid… vai ser um testament… vai honrar com a imagem de marca deste espaço de discussão pública.
esta “posta” vai ter muitas imagens (e não são dessas).

» pedido:
como já deves ter reparado, ultimamente a frequência com que comunico contigo não é tão regular quanto o desejável. comparando com um Passado recentíssimo, deixou de ser (quase) diária para se cingir uma intermitência pior do que as hesitações de passe do Herrera em zonas nevrálgicas do meio-campo.
tal deve-se (sobretudo) a motivos profissionais, os quais me impedem desse contacto harmoniosamente contínuo que tanto prezo e estimo, e que, no Presente, não é possível (de todo!).
assim sendo e mais uma vez, os meus sinceros pedidos de desculpas por quaisquer eventuais transtornos que te possa causar.

» ‘off-reco(rd)‘:
senhoras e senhores da tap, e do turismo de lisbo… de “portugal”, e da estação (cada vez mais, muito pouco) pública de televisão, e das demais entidades públicas e/ou privadas que ficaram “muito contentes” com o facto da cidade do Porto, pela terceira vez e, desta feita, por total unanimidade (forasteira), ter conseguido o honroso galardão de “Destino Turístico Europeu de 2017“:
a vossa azia é (também) a “gasolina” que faz mover esta Região e o motivo principal pelo qual a reivindicação de mais e melhor descentralização, é muito premente, nos tempos que correm. não compreender que, com aquele prémio, quem vence é igualmente todo um País com pouco mais de 92000 km², é ser demasiado atávico, mesquinho, desditoso, para com toda a restante «paisagem» daquele e que é tudo menos subserviente (servil?) àquela outra e a quem diariamente (in)tenta que se lhe deve prestar vassalagem – ou não fosse a capital do Império… -, mas que, invejosa, não tolera os sucessos da primeira – o tal «resto» que (dizem) não passa de «paisagem».
pelos vistos, é a esta diversidade de «paisagens», com total primazia para a cidade do Porto, que os forasteiros que nos visitam preferem e que quem reside na dita capital do Império persiste em apelidar de «bacoco» por, por exemplo, não compreender o bairrismo intrínseco às suas gentes (algo que faz parte do seu ADN e que não se consegue explicar por palavras) – e já para não referir essa evidência de não perceber as multiplicidades geográfica e demográfica, que a expressão «o Norte» encerra nela própria (como se a região do Alto Douro fosse em tudo idêntica à do Minho, e o Vale do Sousa fosse similar à Ria de Aveiro)…
resumidamente e para não ser (ainda mais) fastidioso:
«que la chupen y que la sigan chupando. y sigan mamando.» ¡y olé, carago!
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neste entretanto, parece que ganhámos em Guimarães e conquistámos o castelo – um feito que, para o campeonato, já não era conseguido desde Fevereiro de 2013. e refiro «parece» porque, depois do muito que pude ler por essa bluegosfera fora e nalgumas redes sociais, o desânimo por não ter havido “ópera” superou o facto de termos levado de vencida dois obstáculos muito difíceis: o spórtém (na nossa fortaleza) e o Vitória (no seu reduto).
p
ara lá do que entrementes (brilhantes) escreveu o Silva e da muito bem observada questão da competência, da autofagia à Porto assertivamente abordada pelo Jorge e da pertinente crítica construtiva aos críticos daquela partida pela parte do caríssimo Vila Pouca, permite-me só esta observação (pertinente?):

é certo que, no jogo em causa e depois da exibição frente aos calimeros, durante muito tempo (deu a impressão que) não jogámos um caralho, tal a forma como se preferiu a solidez da defesa em detrimento dos méritos de um ataque (continuado?) e da famigerada «posse de bola» (mesmo que inócua) – e, no meu entendimento, há uma explicação para que tal tenha sucedido (e já lá vamos).
e é correcto afirmar-se que, em grande parte da partida, houve um permanente sobressalto em cada portista, sempre com a pergunta pendente de “quando é que este gajo [o Nuno] faz alguma coisa? está à espera que chova, só pode… ou então, da intervenção do divino Espírito Santo (nem que seja o de orelha)”…
e, sim!, só após a entrada do Diogo Jota é que soubemos controlar a partida e desferir o “golpe de misericórdia” na mesma e nas aspirações do Vitória SC (e não só) em relação a um hipotético empate.
mas, mesmo assim, ganhámos, porra! outros anos houve e até muito recentes, em que jogámos bem melhor do que no Sábado e perdemos (ou empatámos, o que vai dar ao mesmo em termos de “sabor” e de amargura), para gáudio dos mesmos que, em tempos (não muito) idos, se agarravam ao «pragmatismo» nas vitórias e, agora, (in)tentam-nos lançar poeira (#madeinporta18 ?) com estatísticas que, no cômputo geral, apenas e só referem o que, para mim, é Essencial: marcámos mais golos do que o adversário – com (ou sem) muita posse de bola, com menos cantos do que os outros, com mais remates enquadrados (ou não), quero lá saber! na fase em que estamos no campeonato e com todas as vicissitudes por que já passámos, mais do que “sonatas” e/ou “cantatas“, eu só quero os três pontos em cada um dos jogos que nos faltam disputar; o resto é paisagem (ou «’peaners‘»).

ou seja (e em suma):
é como afirma o “4lusos” e eu corroboro (com os destaques a serem da minha responsabilidade):
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« é evidente que há trabalho feito. É evidente que isto não cai do céu. É claro que o treinador tem a sua responsabilidade e mérito, mesmo que aqui e acolá, eu veja muitas lacunas nas suas decisões (recentes e distantes), em vários jogos e em momentos decisivos de alguns jogos.
sou (e fui!) muito crítico, não raras vezes, em relação a Nuno Espírito Santo [NES]; mas e se for motivo para elogiar, também sei dar-lhe mérito e reconhecer-lhe qualidades, e fá-lo-ei sem qualquer tipo de hesitação.
não sou apologista de NES, nem da forma como dirige e gere a equipa durante os jogos; mas tenho a forte esperança de que possa levar esta equipa a bom porto, dando (e acho que ainda esta época) uma alegria a todos os sócios e adeptos portistas. »
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e, também, como afirma o sr. Remígio Costa:
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« na hora de aproveitar um belo (e útil) triunfo há (ainda) quem insista em ver o “copo meio vazio”. facilitam a vida aos que fazem o trabalho sujo dos nossos adversários, tentando desprestigiar e desvalorizar os nossos sucessos… »
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e, de certa forma, não deixam de ter a sua razão. e tomemos por exemplo o jogo de ontem, a contar para a Champions, em que o Borussia visitou a agremiação de Carnide. rezam as famigeradas estatísticas da partida em causa que o 5lb levou um banho de bola e que, não fosse o seu guarda-redes, a humilhação seria inevitável. porém e para quem (como eu) não viu o jogo, o que as capas dos pasquins lá do burgo transmitem são autênticos orgasmos punheteiros (aqui), com números em tudo idênticos aos que apresentámos ante o todo-poderoso actual terceiro classificado da Liga…
ou seja: o que sobra, para contar à maralha lampiónica, é a vitória ante um super-Dortmund (mesmo que em crise) e o facto de estarem em vantagem para a segunda mão desta eliminatória; ao contrário de muitos de nós e de José Manuel Ribeiro, hoje no seu editorial “memento mori” (aqui), e por mais Razão que lhes assista, ninguém se preocupou em transmitir a ideia de um 5lb recolhido e acantonado no seu meio-campo, à espera de um milagre (que curiosamente viria a acontecer)…
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© google | Tomo III
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a propósito da partida de Guimarães, há algo que, para mim, dela não se pode dissociar: a vergonhosa arbitragem do xistrema.
sem querer ser muito enfadonho, tenho, para mim, que a “encomenda” esteve lá, bem presente no D. Afonso Henriques, e que tudo (in)tentou mas…. não teve a Sorte pelo seu lado. é que muito do (nosso) jogo pastoso da primeira parte também se deveu (e muito!) às inúmeras apitadelas do ‘shôr‘ carlos, sempre muito solícito a interromper o seu normal desenvolvimento, assinalando (de pronto!) todas as faltas, faltinhas e faltecas, a favor do Vitória, e num fulgor inversamente proporcional ao “pau” que permitiu (sempre!) aos jogadores da equipa visitada. e, se dúvidas houver do que afirmo, a imagem que se segue é basta elucidativa:
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© google | Tomo III
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“ah! mas houve um ‘penálte’ a favor do Guimarães, aos 38′. foi descarado o benefício em vosso favor! não fosse o árbitro e o Victorio Páez não teria terminado o jogo! tem vergonha na cara!”
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com mais ou menos insultos à mistura, este foi um comentário (dos vários) que recebi nos últimos dias. percebe-se o teor e o alcance da “indignação” lampiónica, muito pouco dada a ser afrontada com a “tal” verdade desportiva por que tanto pugna(va).
convém recordar que, aos 38′, estava 0-1, a favor do FC Porto e que o Victorio viu um amarelo aos 40′. se eventualmente tivesse visto amarelo aos 38′, tal significaria que, a partir desse momento, e num jogo hipotético que não veio a acontecer, teria o mesmo recato que demonstrou no que restou da partida.
mesmo assim e para os lampiões que por aqui passam, eis duas imagens que (também) ajudarão a elucidar as suas mentes (torpes):
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© google | Tomo III
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© google | Tomo III
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[diz que este não conta como ‘penálte’. que o vesgo do piç… que o vesgo do pizzi também fez falta igual, contra o spórtém e que não contou… pois, ‘tá bem abelha… tivesse este lance ocorrido na nossa grande área, e com muita certeza que teria sido assinalada grande penalidade (com posterior expulsão do Danilo, bem entendido).]

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ah! e sobre a questão da «vergonha na cara»:

(não) ter «vergonha na cara» é andar a apregoar, aos quatro ventos, que há «ameaças a árbitros» mas só a Norte, e mesmo que perpetradas por dois indivíduos que vestiam artefactos identificáveis com uma das claques legalizadas do FC Porto e que qualquer um de nós pode comprar, independentemente do clube do coração…, “esquecendo-se”, de uma forma «gloriosa», de também abordar estas ameaças aqui e que (pasme-se!) foram devidamente comprovadas em Tribunal.
(não) ter «vergonha na cara» é fazer alarde de «muita coação» “esquecendo-se”, de uma assaz «gloriosa», que “a tal” coacção já remonta à década de ’90 (pelo menos) e também para os lados de Carnide.
(não) ter «vergonha na cara» é fazer um banzé com os «buracos azuis» sonegando (mas de forma «gloriosa»!) que a actual direcção da $AD do 5lb deve a este mundo e ao outro também – (pelo menos) ao BPN e ao BES.

(não) ter «vergonha na cara» é um pouco de tudo isto, “esquecendo-se” que a agremiação por que sofrem do coração tem muitos (bastos!) “telhados de vidro” que convém ocultar da mesmíssima maralha para quem diariamente se fazem capas jactantes (vulgo fardos de palha) como estas aqui.
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© Tomo III
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por último e em relação à imagem acima, a qual não encontrei em nenhum lado e sobre um lance – aqui, a partir dos 01:32:38 – que não aparece descrito em nenhum “relato” dos pasquins que o fizeram ‘online‘.

este lance passou em claro ao apitador de serviço. se tivesse sido julgado e conforme o refere o tribunal de ex-apitadores (aqui), muito provavelmente o adrien [valente escarro] não teria terminado a partida em Moreira de Cónegos e (espanto!) muito provavelmente não teria a oportunidade de marcar o terceiro golo dos calimeros. mas, mais do que esse hipotético “se”, a visualização daquele lance, no imediato, recordou-me aquele outro, o da expulsão do imbula, no Bessa, no ano passado, para a Taça de Portugal (aqui).
ou seja: mais uma vez questiono sobre quais são os critérios para este tipo de lances? é que, se os há, são muito “difusos” e propensos às mais diversificadas interpretações (opiniões)… ‘oh, wait!‘…

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disse!
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(breve) resumo de nove dias

© google | Tomo III
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telegráfica nota informativa (como intróito):
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sim!, é verdade: esta “posta” vai honrar a imagem de marca deste espaço singular, na bluegosfera. aguente-se à bomboKa quem vier por Bem. e, claro está, que a minha sugestão, para estes momentos, é sempre a mesma, e como já deve ser do conhecimento geral…
ah! e a disposição dos acontecimentos, sobre os quais me pronunciarei adiante, obedece à sua inversa ordenação cronológica, bem entendido.
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caríssim@,

obviamente que principio sobre o feito épico, de ontem, no andebol e em pleno antro calimero, no (dito) Casal Vistoso (que não o outro, o outrora muito “ventoso“). pude assistir a toda a segunda parte da partida em causa e resumidamente afirmo que soube muito bem – não só o triunfo em causa (alicerçado numa recuperação fantasticamente extraordinária de oito golos sem resposta a doze minutos do seu término), mas sobretudo o ter emudecido todo um pavilhão e todo um estúdio de uma “televisão de marquise“, que rejubilavam com uma derrota que veio a acontecer para o lado que menos contava com a dita… afinal, não são só os lampiões que têm por hábito festejar antes do tempo… ah!, e tudo contra uma dupla de árbitros que, enfim… mais do que “de orelha”, foi de encomenda – um facto que, a acrescentar à paupérrima exibição dos muito vermelhos e basto rubros, tiago monteiro e antónio trinca, no passado Sábado, ante o actual campeão da modalidade, só vem confirmar a minha suspeição de que, os próximos catorze encontros que faltam disputar (quatro da fase regular mais os dez da fase final), trarão muitas “surpresas” destas pelo caminho… nada a que já não se esteja (infelizmente) habituado, dado que, (também) no andebol tuga, somos efectiva e comprovadamente o alvo a abater há (pelo menos) uma década.
e é por tudo “isto” somado que a euforia da Equipa, nos balneários, é muito justificada. bastante justificada. basto justificada. justificadíssima, aliás. mas, convém recordá-lo e sempre com a (má) lembrança do que aconteceu na pretérita temporada, «ainda não ganhamos nada».
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© google | Tomo III
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já tudo foi (re)dito, muito dissecado, bem (ou mal) argumentado, inclusive refutado, sobre o Clássico do passado Sábado. alegrando-me com o resultado final, com a vitória, com as exibições de todos (mormente de Marcano, de Felipe, de Danilo, de Óliver, de Brahimi e de Corona), congratulando-me com a portentosa estreia de Soares (bué da fixe, tás a bêre?) e concordando com a crítica generalizada àquela sofrível (e muito sofrida) segunda parte (a antítese da equipa que, nos primeiros 45′, foi aguerrida, combativa e muito digna),  confesso-te que ainda fico agastado com o estafado “argumento” do «ganhámos (apesar do treinador)» – como se tudo fosse possível acontecer sem um líder no comando….
bem sei que o Nuno não cativa e não motiva as massas – associativa, adepta e sobretudo a assoBiativa (curiosamente mais calada do que quando «o Basco» por aqui estava…) – e bastas vezes parece não encarnar o significado do chavão “somos Porto!” – por exemplo, quando encorna que não deve expor os verdadeiros “roubos de catedral” a que temos assistido, na presente temporada, optando por leves críticas “sem sal” e algumas vezes em nosso prejuízo. mas, que diabo!, a quem se deve a mudança de atitude de Brahimi e de Corona, esta época, (bem) mais afoitos nas tarefas defensivas? a quem se deve a solidez defensiva (em completo antagonismo para a pretérita)? a quem se deve a aposta (certamente que de risco) em jovens jogadores, mormente portugueses? e, bem mais importante (pelo menos para mim), a quem se devem as (muito) visíveis União e Espírito de Grupo, numa Equipa que, há uma época, mais parecia uma manta de retalhos, com cada elemento a “remar para seu lado” e longe dos objectivos colectivos a que se propunham? com (muita) certeza que não é ao divino Espírito Santo…
também sei que o futebol praticado, por esta mesma Equipa, muitas vezes não entusiasma por aí além e que, nalgumas delas (a sua esmagadora maioria?), assemelha-se ao de uma equipinha pequenina, refugiada no “pontapé para a quinta” e/ou no “chutão para o avançado”; mas e a bem da Verdade, quem de nós esperaria que, mesmo com todos os defeitos que a Equipa e o treinador possuem, a esta altura, à vigésima jornada, estivéssemos a um singelo ponto de distância do líder (e basto proclamado treta-campeão) e com nove a separa-nos do terceiro lugar? quem é que, de nós e para lá do sempre optimista do Silva [hello! hello! 😀 ], no início da presente época desportiva, acreditava mesmo que esta Equipa seria capaz de lutar pela conquista de um campeonato que, para os me(r)dia em geral e para o jornalixo tuga em particular, só seria discutido entre as agremiações afectas à Segunda Circular? pois…

em suma e sobre este capítulo:
seria muito bom, muito positivo, que houvesse mais união entre os portistas em torno desta Equipa, que tanto merece, e obviamente do seu treinador (o qual tem muitos pecadilhos, com certeza que sim!, mas também e como já o referi, algumas virtudes) – união essa que não deve ser encarada como uma espécie de acrisia, antes pelo contrário. o que não desejo é que sejamos “mais papistas do que o próprio Papa”, pelo menos para o Exterior, oferecendo trunfos a quem nos deseja “todo o bem” deste mundo e do outro, e dando a imagem de uma reinante discórdia, entre uma massa que deveria estar mais sólida do que betão, para que os outros possam perpetuar a sua (dita) «gloriosa» hegemonia de três anos de basto #colinho…
mas, hey!, esta é tão-somente a minha opinião; tal não significa que (i) haja outras, com (muita) certeza que discordantes e que (ii) aquela seja a única verdadeiramente insofismável e inquestionável (que não é, nem sequer tem essa pretensão, antes pelo contrário!).
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© google | Tomo III
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ganhou tudo o que havia para se conquistar no Futebol praticado ao mais alto nível. e já viu de tudo e de tudo um pouco já vivenciou, na primeira pessoa, naquele mesmo mundo, muito restrito e basto restritivo ao comum mortal.
mesmo assim, resolveu dar um novo rumo (sobretudo) à sua vida pessoal e escolheu-nos em detrimento de todos os outros clubes e de todas as outras latitudes que (ainda) sonham com ele – como não se cansa de o referir nas mais variadas entrevistas que já concedeu, inclusive ao canal do nosso Clube do coração (aqui e aqui).

temos, no nosso seio, um galáctico e um jogador como poucos tiveram. assim de repente e salvaguardando as devidas distâncias, talvez só Preud’homme, na década de ’90, quando esteve por Carnide – e obviamente que tido como um «santo», mas com muito melhor Imprensa do que o ‘portero‘ natural de Móstoles (nos arrabaldes de Madrid).
temos, na nossa cidade, em plena ImBicta, um dos seus melhores embaixadores, o qual não se cansa de a promover, quase diariamente e de forma gratuita e muito altruísta, nas suas contas pessoais, nas mais diversas redes sociais.

portanto:
somos uns privilegiados por o podermos ver, inclusive ao vivo e a cores, a comemorar, como a imagem acima documenta, uma vitória sobre os calimeros depois de uma defesa soberba, daquelas que garantem campeonatos. e eu, ao invés de o questionar e/ou duvidar, já sinto é saudades do dia em que ele já não estará por cá…
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© google | Tomo III
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«é importante os nossos adversários começarem a dar um pouco mais de luta», afirmou, ufano, em Dezembro de 2013, um inchado burro do Carvalho.

«ganhar lá não é novidade para nós, mesmo sabendo que vamos ter algumas complicações», afirmou, soberbo, na véspera do encontro, um execrável (em tempos, tido como) «catedrático».

são só dois exemplos, para memória futura e que não esqueço, do asco que tenho em relação, não só às abéculas em causa, mas também à agremiação calimero-viscondessa – a qual e ao contrário do que muitos apregoam, em nada difere da lampiã, a não ser na cor que ostenta, assim mais para o verde-pijaminha (verde-musgo?).
foi também por essa razão que comemorei (e comemorarei) efusivamente as nossas vitórias sobre eles: a de Sábado, no futebol e a de ontem, no andebol.
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(clicar na imagem para ampliar)

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a imagem acima é só (mais) um exemplo do incómodo que entretanto começamos a causar junto do ‘establishment‘ que gravita em redor do comezinho futebolzinho da tugalândia – entenda-se: os me(r)dia e todo um jornalixo tugas.
o outro, que retenho na memória e que partilho contigo, é o de, por dois dias consecutivos, nos serviços noticiosos da estação (cada vez mais, menos) pública de televisão, a vitória da agremiação de Carnide sobre o actual último classificado do campeonato ter sido merecedora de honras de abertura (!!!). u-a-u! somos mesmo inconvenientes para o P(h)oder que grassa naquele mesmíssimo futebolzinho da tugalândia…
aliás, a sede de “vingança” pela nossa vitória ante os calimeros e o desejo em regressar ao poleiro era tanta que, antes de jogarem e depois do nosso triunfo estar consumado, ainda permaneciam no lugar cimeiro de uma classificação gloriosamente desvirtuada e como se confirma aqui
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© google | Tomo III
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num Passado recente, fui lesto a criticar tudo o que envolvia o (então) “torto” Canal, da sua programação à evidente e então (muito) visível degradação dos seus cenários e mobiliário. actualmente e apesar de ainda não ser um mundo perfeito, longe disso!, tenho que ser ainda mais rápido do que o Hulk a ultrapassar o badocha do rochemback (vídeo aqui), em 2008, (resumo da partida em causa aqui), e parabenizar a novel estrutura do FC Porto com o pelouro da Comunicação do Clube.

está portanto de parabéns! essa estrutura pela evidente aposta em mais FC Porto na programação – com o programa “Universo Porto – da bancada” à cabeça, pela assertividade que patenteia – e, também, no novo cenário que indubitavelmente o embeleza e que a imagem acima tão bem documenta.
com aquele fundo, indelevelmente jogamos sempre em casa!
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© google | Tomo III
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e por “falar” em jogar em casa, não poderia manifestar publicamente o meu regozijo pela divulgação daquela notícia oficial que deu conta de que o Estádio do Dragão, o nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, desde 01 de Fevereiro de 2017 que se encontra «pago na totalidade».
indiscutivelmente somos mesmo diferentes, e para melhor. e trata-se de uma operação que irá enriquecer (literalmente) e de que forma!, o património do Clube. e adorei o facto dessa mesmíssima operação ter sido processada no segredo dos deuses e sem alaridos bacocos.

podemos não ser o mais-maior-grande da tugalândia, mas e de forma indelével, “contra tudo, contra todos e contra os tolos”, somos comprovadamente o melhor Clube português. actos como este só reforçam esta minha forte convicção.
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disse!
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«ganhámos (apesar do treinador)»

© zerozero
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caríssim@,

antes de tudo, uma pertinente advertência:

com o texto que se segue, o qual será ligeiramente para o looongo, aos olhos de alguns (muitos?) talvez vá parecer que sou o tolinho que se encontra na auto-estrada, em contra-mão, e que julga os outros condutores – todos eles! – por considerar que são os que estão errados, e não ele… aliás: não é «talvez», é mesmo! mas não me importo, pois estou consciente do “erro” que estou a cometer, qual ovelha choné a remar contra a maré [rima propositada]…
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(re)vi a partida deste último Sábado, ontem, em diferido e na tranquilidade do lar, e depois do muito desassossego que pude ler na bluegosfera. aqui chegados, confesso publicamente, não só a minha douta ignorância sobre essa sapiência que é o Futebol, assim como a minha incredulidade perante tanta crítica – acérrima, feroz, tenaz, acre e, com certeza, que igualmente válida (e não me compete julgá-la, antes pelo contrário, e nem sequer é essa a razão de ser desta prosa) – e logo numa vitória…

acusem-me de resultadista; sincera e honestamente quero lá saber! de há uns seis anos a esta parte (pelo menos), aquando da passagem do bitó Pereira, pelo nosso clube do coração, que coloco o pragmatismo do resultado final à frente de outras questões – em tempos, tidas como «de ópera» que, como é do conhecimento geral, é mais lá para os lados do S. Carlos, na capital do império (da ‘piovra‘). por exemplo: desde aquela altura, quando me desloco ao nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, (supostamente aquela que deveria ser «a nossa fortaleza»), existem três resultados possíveis com que poderemos ser brindados, no final das partidas, quando e num Passado (já nada) recente, quando ia às Antas, só considerava a vitória como o único plausível.
talvez esteja a ser exacerbadamente altivo e sobranceiro, ao afirmá-lo, mas será sempre para o lado que dormirei melhor, porque é o que sinto actualmente. esta minha atitude é também uma forma de me defender das expectativas (sempre altas) que tenho quando joga o meu clube de Sempre. pode parecer incongruente, mas desde aquela altura, a do bitó – em que cheguei a assistir a jogos ao vivo e a cores que (literalmente) me fizeram adormecer, tal era o soporífero do “futebol” praticado, assente numa estéril posse de bola e no «o Hulk resolve» – que me sinto assim: espero que se consiga a vitória, nem que seja com um golo em fora-de-jogo, nos instantes finais da partida (‘oh! wait!‘…). e é por demais evidente e óbvio que continuo a perder noites de sono com os nossos desaires, tal&qual como tu, mas isso, agora, não vem (nada) para o caso…

estas recordações assaltaram-me ontem, enquanto revia o jogo de Sábado, o qual, pelos vistos e depois daquelas críticas todas, é ligeiramente diferente daquele visionado pel@s demais portistas da bluegosfera (e não só). explico.
do que me foi dado ver, mais uma vez o nosso treinador adoptou uma espécie de sistema táctico em função do adversário que a equipa defrontava a seguir à última partida. desta feita, fê-lo utilizando um esquema de 4 médios o zona nevrálgica do meio-campo, prescindindo de extremos “puros” – algo que, por exemplo, em tempos idos, José Mourinho fez em todos os desafios que o FC Porto disputou para as competições europeias, nas épocas 2002/2003 e seguinte. e diz que o Prof. Jesualdo Ferreira também o fez e por mais do que uma vez, e com relativo sucesso… e já sei que os plantéis são todos diferentes, e que as qualidades futebolísticas dos médios de agora e de então não podem ser comparáveis (há quem advogue perda de Qualidade…), e que qualquer coincidência de esquemas tácticos entre esses tempos e os de Hoje é pura especulação e uma total perda de Tempo… mas, não foi o Nuno, e não um qualquer Espírito Santo de vão-de-escada, que afirmou que (e cito): «não há um sistema táctico, há uma ideia: os laterais estão constantemente projectados; os médios que envolvem, que rompem; e os avançados que estão sempre perto da grande área adversária. assim, em 60 metros, não há um sistema que se possa identificar, não há 4-4-2, nem 4-3-3. há uma ideia!»? e não foi o mesmo Nuno que afirmou (e cito): «a minha mensagem é única e coerente. acredito fielmente na Comunicação. acho que os jogadores ouvem o que dizemos, sentem o que dizemos e tentam reproduzir isso nos 90 minutos. nem sempre foi assim, mas na maioria das vezes sim. não vejo necessidade de mudar a linha de Comunicação de, como ouço, “dar murros na mesa”. o importante é passar uma mensagem coerente e clara para os jogadores»? então, qual a surpresa de, na Amoreira, termos jogado com quatro médios?! pelo que afirma e em Absurdo, até poderemos jogar sem avançados frente ao spórtém…
o importante a reter, pelo menos para mim e considerando aquele pragmatismo que expus ali atrás, é que houve a assumpção de um erro na explanação daquele sistema de 4 médios. é que e pela primeira vez, Nuno resolveu mexer na Equipa e corrigir um sistema que não estava a resultar (de todo!) ainda na primeira parte do encontro. eu acho que esteve bem em emendar a sua decisão primeira, mas e pelo que pude ler na bluegosfera, até parece que foi cometido um qualquer sacrilégio… aliás, recordo-me de outras partidas “deste” FC Porto, “do” Espírito Santo, na primeira volta, em que nem chegámos a esgotar as três substituições a que temos direito por Lei e quando o jogo “pedia” algo (substancialmente) mais* (melhor?)…
[* dá para compreender um pouco mais (melhor?) a minha actual condição de “resignação”, aquele afirmar de um certo pragmatismo?…]

na partida na Amoreira também deu-se o caso de os primeiros 45′ terem sido amorfos, sem muita chama, sempre a dar a sensação de que estávamos a disputar a partida, mais do que para a vencer, antes para não sairmos de lá sem qualquer ponto conquistado. (infelizmente) já não é a primiera vez que o sinto e a gota de água, para mim, foram aqueles inexplicáveis vinte minutos finais da partida ante o 5lb, no Dragão – em que conscientemente se optou por resguardar o 1-0, qual equipinha pequenina e ante um adversário que, desde o primeiro minuto, se preocupou em não perder (aliás, aqueles festejos efusivos por se ter conseguido um empate, ao minuto 92′, assim o indiciam…).
por outro lado, também vi, ao longo dos 90′, que esta Equipa tem fibra, tem raça, tem carácter, tem garra e não se dá por vencida antes do apito final – e numa clara antítese, por exemplo, para a época transacta. nota-se, sente-se o Espírito de Grupo – e só assim se poderão justificar as reacções de Casillas e de Marcano, ao golo sofrido na Amoreira (num lance fortuito do Estoril, é certo, mas num remate perfeito e só defensável com os olhinhos). e, acho eu, esse deverá ser um mérito que, com toda a Justiça, se deverá imputar ao actual treinador do FC Porto**, ou não será assim?
[** curiosamente o mesmíssimo treinador cujos seus festejos, aquando do nosso segundo golo, foram postos em causa/severamente criticados/alvo de censura (!!!) – como se tivesse que haver um qualquer código de posturana altura de um momento orgásmico, como é o de um golo a favor do FC Porto…]
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em suma e como bem afirma o RCBC, na sua mais recente prosa:

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« a pergunta que me coloco a mim próprio é: será razoável “pedir lagosta com champanhe”, até ao final do campeonato, em vez de “um bom bitoque com batata frita e coca-cola”?
para mim, a focalização até ao final da época deverá centrar-se sobretudo em termos um nível de eficácia e de competência, que nos permita arrecadar o máximo de pontos possível, com maior ou menor fulgor exibicional. […] sinceramente já estou preparado para assistir a “concertos de bombo” (e não «de ópera») e a “comer bitoque com batata frita” até ao final do campeonato. não se trata de falta de ambição ou de exigência, trata-se de realismo. »
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© google | superporto
(clicar na imagem para ampliar)

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também me foi dado ver e dentro do possível que a (fraca, péssima) realização da transmissão televisiva o permitiu, que e mais uma vez nesta época (que ainda não terminou), e tal&qual como as anteriores duas, que tivemos que lutar contra tudo, contra todos e contra os tolos do costume – i.e., e não há como o sonegar, contra uma equipa de apitadores que souberam (muito) bem ao que foram e desde o seu início (desde a sua nomeação). tenho para mim que o “servicinho” estava muito bem encomendado…

façamos um exercício simples de “supônhamos que” [brincadeira].
imaginemos que aquele fora-de-jogo, muito mal assinalado pelo mesmo bandeirinha que foi incessantemente pressionado pelo “illusionista” igualmente natural do País Basco, mas que comanda o Estoril, e que aconteceu aos 6′ do encontro, e que a imagem acima documenta o que a realização da transmissão televisiva não repetiu e o tribunal do pasquim do ‘quim oliveirinha não analisou, sonegando esse facto de forma despudorada, não o era. imaginemos que o lance decorria com a normalidade que deveria ter acontecido, e que faríamos o golo – algo muito provável de poder ter acontecido, não fosse esse lance indevidamente invalidado.
aos 7′ minutos, a vencer por 0-1, num campo tradicionalmente difícil e ante um opositor que, contra nós, não cede e tudo faz para (pelo menos) empatar o resultado – e ao invés do que acontece quando os outros, ditos “gloriosos”, lá vão passear – o jogo seria outro, certo? porventura não teria havido aquela sofreguidão final, aquela ânsia na procura de um golo que tardava em acontecer. e, se calhar, muitas das críticas que se teceram (e que ainda se tecem…), não teriam visto a luz do dia, correcto? pois…
mas, não foi nada disso que aconteceu e os 2 golos que marcámos também o foram contra a “encomenda” (do) oliveira, o apitador que nos sonegou duas grandes penalidades, não concedeu a lei da vantagem aos 18’, num lance em que optou por assinalar a falta (que existiu!) sobre Diogo Jota, quando Herrera e André² seguiam isolados para um golo certo, e que foi basto permissivo com a distribuição de “lenha”, de “cacete”, de “pau”, de porrada velha, por parte dos canarinhos – e que não os de Terras de Vera Cruz, que esses também sabem jogar à bola. os da Amoreira é mais às pernas dos jogadores…

já agora, um parêntesis para afirmar que a autêntica roubalheira, em termos de arbitragens, esta época, também atinge os jogos da Segunda Liga, mormente aqueles em que intervém o campeão nacional em título.
a imagem que se segue é só mais um exemplo, e refere-se à partida de 14 de Janeiro último, ante o Aves, num empate muito amargo…

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© google | Tomo III
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é por demais evidente o adiantamento do guardião do Desportivo local, no momento em que Fede Varela remata – algo que escapou ao apitador de serviço, certamente que por dificuldades de visão total desse lance, do ponto (nada) privilegiado em que se encontrava [modo de ironia ‘off‘]…
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© fotos da curva | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

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por último, uma palavrinha para quem se diverte com o rebentamento de petardos em jogos de futebol e considera que (e cito) «’no pyro, no party, no fun‘»:

o vosso lugar não é no Futebol.
aliás: o vosso lugar é bem longe de recintos desportivos, estádios de futebol incluídos.
o que vocês fizeram, este Sábado, só dá razão a tod@s os que nos querem “muito bem” e que gloriosamente aguardam por momentos como esses para nos entalarem bem entaladinhos – por exemplo, no recolher de dados e/ou de factos em que as nossas claques estejam envolvidas e independentemente dos seus membros que prevaricaram, para imporem ao Clube (pelo menos) um jogo à porta fechada por «comportamento incorrecto do público» e «arremesso perigoso de objectos» – uma sanção prevista no art. 178º do Regulamento Disciplinar da Liga.

(e, note-se bem, que prezo muito o trabalho meritório das claques portistas, mas ele há momentos em que a crítica também deve ser tecida, de uma forma justa e objectiva, para o Bem de tod@s quant@s amam o Clube e independentemente da forma como o sentem.)
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e, chegados aqui, com a interrupção da partida por duas vezes – uma delas quando estávamos a massacrar a defesa estorilista e dentro do que a adjectivação daquele verbo (massacrar) comporta na partida em causa – estou certo de que a multa que será dirigida à $AD portista, esta semana, será muito avultada* – porventura num total de 300 UCs (ponto 2., do art. 186º), sendo que cada UC tem o valor de 78 euros… «é só fazer as contas», parafraseando o outro… e também estou certo de que, apenso àquela multa, estará um aviso de que não haverá contemplações, numa próxima vez, porque… não haverá lugar a uma próxima vez.
[* a multa teve um total de 9028 euros (aqui, a pág. 7 e 8)].
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disse!
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o pátio do sonso

© google | Tomo III
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eles [árbitros da partida] sabem aquilo que lhes disse e a que propósito me manifestei, mas não vou tornar público.
o que lhes disse só a nós diz respeito; tudo o que é análise do arbitro não quero falar.

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«professor» rui, o sonso | Janeiro de 2017.
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caríssim@,

fui alertado por um de vós, quando o resultado se avolumou para uns inacreditáveis 1-3, a favor da equipa que não contava para o totobola de ninguém, muito menos para o do lampião rui pedro brás (vídeo elucidativo aqui), e cujos adeptos não tinham a vitória como garantida antes do tempo e não tratavam de arranjar excursões para o próximo Domingo [pausa para interiorizar este conceito basto lampião e recordar (também) este momento aqui. nunca mais aprendem…].
refiro-me à mesma equipa que venceu o grupo onde estivemos inseridos, para esta (espécide de) “competição” (da treta), apesar de ontem e ao contrário do que aconteceu contra nós, não ter alinhado com a sua formação mais forte; da mesmíssima equipa que, pese embora aquelas poupanças, ontem, deu uma lição de Futebol ao todo-poderoso de Portugal continental, arquipélagos e Ultramar incluídos, e por muito que os me(r)dia tugas o soneguem, hoje; da exacta equipa que venceu o jogo em causa «limpinho, limpinho, limpinho», e que por isso mesmo, pelo feito conseguido e pela vitória que alcançou, está de parabéns!; da mesma equipa que, ao invés dos derrotados, não fez capa em nenhum pasquim desportivo tuga de hoje…

até àquela altura – a do telefonema inesperado – a noite apresentava-se tranquila; a partir desse momento, um sorriso largo inundou a minha face.
se fiquei contente? é claro que não! foi um resultado que ficou (muito) aquém do que espero (e desejo) sempre para a agremiação de Carnide: menos de cinco batatas na pá é como se fosse derrota.
se regozijo com as derrotas alheias, mormente das da “instituição”? é óbvio que sim! e as razões para tal já as explanei aqui. e mantêm-se actuais.
se torço primeiro pelas derrotas deles do que pelas nossas vitórias? é evidente que sou e serei sempre Portista antes dos lampiões de serviço me apelidarem de anti-[whatever shitty club you may cheer]. que fique bem claro que, para mim, o Futebol Clube do Porto estará sempre primeiro e é ele o meu orgulho. agora, não esqueço tudo o que aquela “instituição”, com alguns dos seus dirigentes, dos seus atletas (supostamente) profissionais e dos «milhões» de abéculas que a suportam à cabeça, fez, faz e sempre fará para denegrir os nosso feitos desportivos. e não me refiro (só) aos processos ‘pito dourado e pífio final, mas também.

portanto e por tudo o que aquela derrota significa, amanhã não espero nada menos do que uma vitória, num campo tradicionalmente difícil, ante um adversário que, contra nós, é muito valoroso, e com bancadas onde o colorido amarelo serve só para disfarçar a verdadeira paixão dos que dizem que apoiam a formação de Estoril. é um pouco como os boavisteiros, cá no Porto: no fundo, toda a gente sabe a cor que lhes dói na alma… ou seja: só há um resultado possível, depois do positivo que a vitória do Moreirense trouxe para o alimentar do nosso ânimo, e esse passa por trazer os três pontos para a ImBicta – e nem que seja num golo com a mão, em fora-de-jogo, e num lance precedido de falta e que o apitador tuga não assinalou «porque não quis».

por último, refiro que a citação ali em cima serve, não só para memória futura, mas também para demonstrar que, aos poucos, a imagem de «desportista» do insonso sonso que comanda os destinos da agremiação de Carnide é em tudo idêntica à de «grande estadista» que se pretende fazer passar para com o Orelhas (e não me refiro ao Gonçalo Guedes): não passa tudo de uma enorme fachada e, ao primeiro desaire, lá vêm eles, gloriosos, a mostar a sua autêntica Essência, o seu verdadeiro Ser, a sua genuína forma de estar no Desporto.
e, se dúvidas houver, a expulsão do «professor», findo o jogo, só o corrobora. é que já se sabem as razões pelas quais ele foi punido, conforme a imagem abaixo o demonstra:
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© google | Tomo III
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é muito chato quando os nossos desejos não são atendidos…
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post scriptum:
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neste entretanto, já saiu o castigo da expulsão de ontem: quinze dias de suspensão e 3825 euros de multa. ao contrário dos tempos do “catedrático” da chicla, nos actuais a “justiça desportiva” foi célere e mãos largas na hora de cobrar – não se vá dar o caso disto piorar ainda mais, numa fase mais decisiva da prova.
e a nomeação do “mostovoi” do Pinheiro, para o encontro ante o Vitória de Setúbal, só vem confirmar esses receios das “altas patentes” que (ainda) controlam o nosso comezinho futebolzinho…

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disse!
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#rip_cas

© google | Tomo III
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caríssim@,

na passada Sexta-feira, desapareceu um dos nossos: Carlos Alberto Silva, de seu nome.
com 77 anos de vida, rezam as notícias de que terá sido vítima de uma paragem cardíaca durante o sono – ele que, no final de 2016, fora submetido a uma intervenção cirúrgica ao coração.

de entre muitas alegrias que me proporcionou, há uma que efectivamente não esquecerei, estávamos em Março de 1992. essa est(ar)á gravada, para sempre, na minha memória e no meu íntimo, por tudo o que tornou oportunamente possível e muito para lá do resultado final (e que não consigo transcrever em meras palavras). 

fica, desde já, o meu público agradecimento a esse Dragão de Ouro pelas conquistas que nos ofereceu – as quais vão muito além dos três títulos* que nos ajudou a vencer.
(* dois campeonatos nacionais e uma supertaça Cândido de Oliveira)

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disse!
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concertação externa

© google
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caríssim@,

aviso, desde já e porque o interregno dura quase há uma semana, que esta “posta de pescada”® será um tanto ou quanto extensa – vulgo testament… texto longo – pelo que não descurará aquela que é a imagem de marca deste espaço da bluegosfera. portanto e se assim o entenderes, não te esqueças de ir ao frigorífico buscar um chá de cevada, para acompanhares ao longo desta leitura (que será igualmente longa). e não!, não se trata de um eufemismo, pelo que não precisas de ir à rua, que está muito frio e tal; é mesmo ali à cozinha, onde guardas as geladinhas

também informo que a mesma vem no seguimento das denúncias que surgiram no último “Universo Porto – da bancada” (vídeo aqui) e destas outras aqui e aqui (da autoria do caríssimo Vila Pouca), e destoutras aquiaqui, aqui e aqui (da autoria do caríssimo Jorge Vassalo), cujos seus teor e finalidade subscrevo e na íntegra*.
(*e é para que se possa afirmar, à boca cheia, que, de facto, «isto dos blogues portistas está tudo concuminado» [sic], que efectivamente «somos todos uma cambada, uma seita do pior», e que «só publicamos as opiniões que a $AD nos impinge»… diz que, por vezes, também pensamos pela nossa própria cabeça, mas tem dias, porque é muito raro (para além de proibido)… <modo de ironia ‘off’>).

vamos lá, então, que se faz tarde e eu tenho os chouriços a curar…
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© google | Tomo III
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sim!, as duas capas que o pravda da Travessa da Queimada trouxe à estampa, no passado final-de-semana, são basto (© Silva) risíveis. basicamente, aos sabujos e pés-de-microfone, a soldo no jornalixo e nos me(r)dia tugas, saiu-lhes um «autocarro» pelo «mal menor» – a tod@s eles, sem excepção. temos pena (mas não muita)…

sim!, é verdade que o «professor» rui [pausa para sonora gargalhada] armou-se num finório velhaco dissimulado, quando afirmou (e cito, também para memória futura, com os negritos a serem da minha responsabilidade):

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« foi um início atípico, a todos os níveis, nós a falhar algumas bolas e o Boavista a marcar nas três ocasiões que criou.
há um conjunto de irregularidades, mas não vou ser eu que vou estar a discutir isso.
há um conjunto de situações menos positivas, mas quero é falar de Futebol.
»
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ele sabe, tal&qual como tod@s nós, que não precisa de abrir a boca.
ele sabe que há muito “boa gente” que se presta (preza?) a fazer o “trabalho de sapa” (ou será no Sapo, em Penafiel?…).
ele sabe que basta imitar o “parsidente”, e deixar que sejam os peões de brega a passar a “gloriosa” mensagem (cassete? propaganda?), muitas vezes previamente concertada e tantas e tantas vezes estudada, por forma a não falhar rigorosamente nada.
assim como ele sabe que só pode gozar deste beneplácito porque se encontra por Carnide. aliás, se dúvidas houver (que não há!), tome-se como exemplo o do «catedrático» da Segunda Circular que, só por ter atravessado a rua, já não tem o estatuto de que beneficiava há meros dois anos…
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© google
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a imagem gif acima data de um jogo, em em Setembro de 2015, a contar para a Champions. ainda hoje estou convencido de que foi pelo seu resultado final e pelo seu significado, que aí, em Kiev, começou o princípio do fim para «o basco», no nosso Clube.
ela está exposta para aqueles que julgam que o terceiro golo da agremiação portuense com nome de rotunda, em pleno galinheiro, foi «ilegal». é que, também ainda hoje, não esqueço o enxovalho público a que tod@s nós fomos sujeit@s, não só pelos lampiões, mas sobretudo por aqueles mesmos pasquineiros referidos ali em cima, que então atestaram da sua legalidade. efectiva e comprovadamente não têm coluna vertebral. nem dignidade. nem brio profissional. nem rigor. nem isenção. são uma cambada cheia de truques jornalísticos da treta, é o que é…
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© pravda
(clicar na imagem para ampliar)

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a imagem acima refere-se ao mais recente BRASÃO ABENÇOADO, da autoria de Pedro Marques Lopes, patente na edição impressa do pravda de hoje, e que também pode ser lido aqui, aqui e aqui (em jpg) e aqui (em pdf), e com o qual concordo. em. absoluto. (ouBistes, ó Silva? 😉 ).

dessa edição impressa fazem parte duas entrevistas: uma ao bitó pereira (aqui) e outra ao burgesso do sousa cintra (aqui). duas breves notas, sobre “ambas as duas”:

» da entrevista ao bitó ressalta a ideia de alguém muito ressabiado para com o FC Porto – não só nas pessoas que o dirigem, mas também para com os seus adeptos (massa assoBiativa em particular).
dessa entrevista, ressalvo aquela passagem em que afirma «vamos ver quando é que o FC Porto volta a ganhar». por mim, até podemos demorar mais dezanove anos que manterei, não só o meu Amor indefectível para com o Clube, como a mesma opinião sobre o bitó: bom moço, que já foi mais humilde do que o que é (ou então enganou bem…), mas que pôs a equipa a praticar um futebol que me deu sono. e por mais do que uma vez. e inclusive no estádio. e não fosse o Kelvin, em dois momentos, no Estádio do Dragão, ante os gverreiros lampiões do Minho, e não teria havido o “tal” ‘special K’.
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» a entrevista ao burgesso tem honras de chamada de capa, no pasquim em causa, destacando-se um «no meu tempo era tudo viciado». lá dentro, a páginas 08, em grandes parangonas, lá vem o (estafado) «era Pinto da Costa a comandar as arbitragens» [longo suspiro].
a minha pergunta é só uma e sobre um «notável» da agremiação que ficou com a fama de depositar dois mil euros, a mando de um seu vice-presidente no activo, na conta de um árbitro assistente nas vésperas de uma partida para a Taça de Portugal: haverá responsabilidade criminal para este “cavalheiro”? é que o que ele afirma é grave, e punível na Justiça cível por crime de difamação, calúnia e injúria.

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disse!
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not@s soltas sobre ontem (rotunda)

futuro© zerozero
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i) (re)encontro.
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primeiro jogo, da presente época, ao vivo e a cores, no meu teatro de sonhos azuis-e-brancos. a ansiedade crescia desde essa altura – mais precisamente aquela em que adquiri o rectângulo mágico, há quase uma semana -, tendo atingido o seu zénite ao longo do dia de ontem: nada mais interessava a não ser a chegada do momento de bazar dali rumo ao Dragão, para estar com “os meus” e para rever alguns destes, que tanto prezo e estimo. foi, portanto, com natural e incontida alegria, que pude regressar ao convívio dos caríssimos Afonso, João “el comandante“, Jorge, Nuno, Vila Pouca e, desde ontem, Filipe Ferreira.
da malta habitual (e já um ‘habitué‘), bastos faltaram à chamada, tal e qual este que vos escreve o fez nos encontros passados. mais do que uma espécie de “reciprocidade”, há que apontar o dedo a quem designou, como hora oficial de jogo, as 19h de uma Sexta-feira, depois de uma jornada de trabalho e em período de início de aulas, mas também a quem, dos nossos e com muitas responsabilidades directivas, autorizou que assim acontecesse, concedendo o respectivo aval… assim sendo, não foi de estranhar que, chegados ao teatro de sonhos, sensivelmente pelas 18h45m, o cenário fosse terrificamente desolador, com um enorme e vasto azul de plástico vazio a contrastar com as pouco mais do que cinco mil (?) almas que por lá já se encontravam. apetece escrever e afirmar peremptoriamente a quem tem a seu cargo os destinos do nosso comezinho futebolzinho, para continuarem assim, a menosprezar aqueles que efectiva e comprovadamente são o suporte da “indústria” (quando antes, esta deveria ser um espectáculo), que vão no bom caminho.
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ii) do encontro.
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entrámos mal. a perder. num golo “a frio”, e em mais um lance de bola parada (mesmo que ilegal, por que em fora-de-jogo, num lance parecido com aquele do morcão do maicon, em Carnide). não quebrámos, apesar do “soco no estômago”, fomos à luta, #paracimadelescar@go e, nem quinze minutos volvidos, empatávamos a partida, por intermédio do puto maravilha, numa jogada de insistência após escandaloso perdão de uma grande penalidade na área boavisteira, por puxão ao Marcano. continuámos por cima, à procura da reviravolta, encostámos às cordas o Boavista, e viríamos a saborear aquela desejada ‘remontada‘ muito perto do intervalo, para desespero de um atarantado “treinador” boliviano, pela via da conversão de um castigo máximo, novamente pelo homónimo do Silva, a castigar derrube grosseiro do gajo (henrique?) que provocatoriamente fez questão de mostrar aos associados do FC Porto, aos 4’, que tem umas proeminências idênticas ao do seu congénere, lá por Carnide.
ao intervalo conversava-se que seria necessário continuar com aquela dinâmica que nos catapultou para a reviravolta, em busca de um (ou mais do que um) golo tranquilizador e só depois e eventualmente, a acontecer, é que se deveria considerar a hipótese de “relaxar” (preferencialmente com a bola em nosso poder), a pensar no encontro da próxima Terça-feira, em Leicester. nada disso se passou, e assistimos, tod@s, a 30 minutos pavorosos de n-a-d-a, de z-e-r-o em termos de futebol jogado, e com Nuno Espírito Santo a ter numa inusitada (inata?) inacção, a acção menos desejável para esse(s) momento(s) – pelo menos, no meu entendimento. e não foram poucas as vezes que se ouviu que, «assim, em Inglaterra, vai ser do bom e do bonito!». felizmente que, depois, algo ou alguém “fez clique” e, a dez minutos do término da partida, resolveu continuar a jogar como tinha terminado a primeira parte. e foi assim que chegámos ao terceiro e até poderíamos ter feito o quarto, numa bomba de Alex Telles, não fosse o redes dos “remendados” ter-se redimido do perú que lhe oferecera minutos antes.

em suma: ainda bem que o Nuno Espírito Santo considera que «há aspectos para melhorar», porque efectiva e comprovadamente os há. e não assim tão poucos, a começar pela atitude dentro de campo, a qual, nos últimos três jogos, tem vindo a contrastar, para pior, com a evidenciada desde o início de época.
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iii) recontros.
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ao invés das minhas últimas “análises” e para não tornar os textos ainda mais maçudos, regressarei a pontuais destaques individuais, ao invés de particularizar cada uma delas.
assim sendo, gostei muito da actuação do Alex Telles (muito assertivo a defender, e um foguete a atacar), do Felipe (o bombeiro de serviço naquela defesa), do Óliver (em novas missões, em contra-ponto aquando da sua primeira passagem entre nós, mas com a bola a sair sempre “com olhinhos” e muito redondinha, para o colega que a vai receber) e do Otávio (aquela entrega ao jogo e aquela paixão, não enganam).
por oposição, não gostei do desempenho do Layún (sobretudo a defender e do espaço que concedeu, bastas vezes, ao pequeno bukia, valendo-lhe noutras tantas ocasiões a prontidão do Felipe), do Danilo (esteve irreconhecível, amiúde a defender com os olhinhos os adversários em quem deveria “encostar” para não progredirem no terreno de jogo), do André² (pareceu-me sempre uma barata tonta naquele meio-campo), e do Herrera (conseguiu tirar-me do sério, pouco depois de ter entrado, num lance em que, podendo progredir em direcção à área axadrezada, sem ninguém por perto para perturbar a sua acção, pára o jogo e instintivamente olha para trás à procura de alguém que não estava lá, antes já (exacto!) na cara do golo. foda-se!).

uma nota muito particular para a actuação das nossas claques:
foram inexcedíveis no apoio à Equipa desde o primeiro ao último segundo da partida, e como assim sempre deverá ser. é portanto mais do que justo o elogio de Nuno, reconhecendo que «sentir a emoção do Dragão ajuda a equipa». eu digo que não pode ser de outra forma, mas desde que do outro lado, de quem está a envergar o nosso manto sagrado, também haja a tão necessária reciprocidade, e não se envergonhe quem tem o brasão abençoado tatuado no coração. ontem, “a coisa” correu bem, mas momentos houve em que parecia que poderia descambar num filme imensamente visto ao longo da época transacta, com sabor a um amargo ‘déjà vu‘.
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iv) encontrão.
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Infelizmente há um padrão nos nossos jogos que não pode continuar e que está para além do que a Equipa pode controlar, e que tem a ver com os constantes erros de arbitragem sempre em prejuízo do FC Porto.
Ontem voltou a ser assim, com a equipa de arbitragem chefiada pelo “senhor” nuno almeida a enganar-se muitas vezes em prejuízo da nossa equipa (veja os lances aqui).
Estas coisas não têm a ver com jogar bem ou mal, ganhar ou perder; os lances são para apitar de acordo com as regras, jogue-se bem ou mal, ganha-se ou não. Ontem os erros acabaram por não ter influência no resultado, porque a equipa marcou três golos.
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a citação acima consta da mais recente publicação da e-letter do Clube. acredito que causará tanta mossa, junto de quem de direito, no sector da arbitragem, quanto o tutucar de uma formiga no anus de um elefante.
ou seja, no próximo encontro, em nossa casa, lá teremos que gramar com a “actuação” de um autêntico filho da puta, a pavonear-se com um apito na boca, gozando indecentemente com tod@s nós.

eu só pergunto: até quando * é que a Direcção do Clube que Amo irá permitir este estado de total silêncio cúmplice com autênticos «roubos de catedral»?!
é que eles, lá na Tribuna, também vêem o mesmo que tod@s nós, só que não reagem!

* já não pergunto, por exemplo, o que será necessário fazer para se agir, porque a Reacção parece ser o apanágio actual a um ‘modus operandi‘ que já não deixa dúvidas a ninguém: em dúvida, não se pode beneficiar o FC Porto; pela certa, prejudicar sempre o FC Porto.
“pena” é que as reacções sejam sempre a destempo, exclusivamente pela via vitual, e sempre e invariavelmente sem uma viva voz a denunciar e a condenar o que é por demais evidente.

confesso publicamente, mais do que a minha incredulidade, o meu desgaste em (in)tentar reverter este conjunto de circunstâncias, inclusive junto de quem de direito no Clube… não está (nada) fácil, bem antes pelo contrário; mas ainda não atirei a toalha ao chão! e estou muito longe de ter que “levantar a cabeça” porque ainda não perdi a “guerra”…

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disse!
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not@s soltas de um ‘milagre’ pequeno…

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i) not@ de abertura.

no meu entendimento, antes de tudo, convém referir que:

» estamos a disputar uma eliminatória de 180′ ante o terceiro classificado, do campeonato italiano, da época transacta e no qual foi a equipa mais concretizadora, com mais de 80 golos marcados (nós “só” marcámos 67…);

» este poderoso adversário, e considerando só as aquisições de direitos desportivos e económicos de jogadores, para a presente época, e à data e hora destas linhas, já investiu perto de 110M€ – tanto quanto o nosso orçamento global;

» como o referi anteriormente e se não é mesmo assim, tudo leva a crer que a formulação e que a (in)definição do nosso plantel, para esta época, está “dependente” da passagem à fase de grupos da Champions. e deve ser por esta razão que se vão cometendo algumas argoladas que não lembram ao Menino Jesus (e não!, não me refiro ao «catedrático»)…
(e não adianta estar agora a clamar por “e ses…” e por “se fosse eu…”, que já não adianta para nada: é com o plantel actual que vamos (in)tentar um milagre.)

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podem parecer três aspectos despiciendos, sem qualquer significância por aí além, mas acho que ajudam a perceber um pouco mais da valia do opositor que temos pela frente – e que, em bom Português, foi tão-somente a “fava” do sorteio deste ‘play-off‘, no sentido em que ninguém o desejava defrontar.

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ii) do jogo em si (e per si).

tal como tu, ao final da primeira meia hora de jogo estava a ver a nossa vidinha a andar (muito, bastante) para trás, e a considerar que tudo ficaria decidido já neste encontro, e que não seria a nosso favor, e ao contrário das expectativas criadas…
tudo estava desligado, desconectado, amorfo, “não casava” nada com ninguém. os jogadores da equipa italiana recreavam-se no nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos a seu bel-prazer, principalmente porque o nosso meio-campo como que os “convidava” a atacar, sem clemência, a nossa área e para estupefacção daqueles. não irei aqui particularizar acções individuais no sentido em que, como Equipa, todos, sem excepção, estiveram muito mal (equipa técnica incluída).
nesse período e (muito) para lá da «discrição» a que aludiu Nuno, ficaram expostas as limitações do actual plantel, sobretudo para o que por aí virá em termos de competições europeias. até pode ser que este dê para “consumo interno”, mas para aquelas será um autêntico milagre a passagem ao objectivo (primeiro?) mais imediato e que é o pote de ouro – e acho que não há como o negar. mais: trinta minutos depois do início da partida e vasculhando num passado (muito) recente (e muito presente, também)
, só me recordo de uma equipa ter tido tanta posse de bola com sentido e com objectividade: chama-se Dínamo de Kyiv, e foi a responsável por aquele traumatismo ucraniano que viria a afectar a nossa época transacta…
portanto, foi um pouco “natural” que lá surgisse o que se vinha a evitar mais com o coração do que com a cabeça (e com os pés do Alex): o inevitável golo forasteiro, no seguimento de (mais) uma bola parada [suspiro], e de mais uma tentativa frustrada de corte ao primeiro poste, com a chichinha a respingar nas pernas de Felipe e a trair o Iker
a seguir… bem, a seguir como que terá dado um “clique” a toda a gente e, num assomo de brio e de raça, tentámos reverter essa situação (muito, deveras) desfavorável para nós. ainda levámos com mias um ou outro susto da equipa giallorossi, mas conseguimos uma espécie de “milagre” nos restantes sessenta minutos da partida – é certo que foi um “milagre” pequenito (devido ao resultado final, ao “intervalo” desta partida de 180′), mas mesmo assim um “milagre” (porque não chegámos a levar a abada que temia à meia hora de jogo).

acima de tudo e socorrendo-me a uma data de clichés futeboleiros, fica-me na retina o brio de todos os jogadores que envergaram o brasão abençoado ao peito, não havendo, no meu entendimento, quem o tivesse desrespeitado.
acho que todos suaram a camisola, “comeram a relva” e deram o melhor de si num jogo em que efectiva e comprovadamente não fomos (nem somos, nem seremos) os favoritos. e é por isso mesmo que, de certa forma, “estou satisfeito” com o que se passou ontem, no Dragão: mais do que o desconforto de um empate – e que pode vir a ser comprometedor, porquanto que estamos obrigados a marcar (pelo menos) um golo no Olímpico de Roma – gostei da entrega e da atitude pela parte de um grupo de jogadores a que se pode apelidar efectivamente de Equipa, pois que souberam colocar os interesses daquele à frente dos seus próprios interesses. por exemplo e tendo presente o jogo de ontem, não me recordo de haver quem tivesse invariavelmente rodado sobre o seu próprio eixo a fim de descobrir espaços que só existem no seu sub-consciente, e quando o que invariavelmente se pede é o toque curto para a desmarcação rápida (aquilo a que vulgarmente se apelida de “2×1”)…

ah! e para quem acha que «já estamos “fora da carroça”», e que os restantes noventa minutos que faltam disputar «serão só um pró-forma», recordo que há sempre um Nápoles para cada uma dessas descrenças.
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iii) análise individual.

Iker – há quem só retenha a fífia (ou, como lhe apelidou o Cândido Costa, «erro técnico») aos 12′ e nada mais do que aquela; pois eu recordo bem da forma como evitou o segundo golo da AS Roma, aos 25′, em três remates sucessivos, sendo que um deles foi mesmo à queima-roupa. mais “isto” sou eu que gosto bastante do nosso ‘portero‘, sendo seu admirador confesso…

Victorio Páez – jogo de rotação máxima, onde (mais uma vez) ficaram bem patentes (i) a sua entrega e determinação ao jogo, (ii) a idade que começa a pesar nas pernas e que lhe impede de fazer as “piscinas” que o jogo exige e que ele quer fazer, (iii) as limitações que possui a nível defensivo, recorrendo bastas vezes à “ratice” (a mesma que, em tempos idos, lhe abominava e que agora convenientemente reconheço que é útil).

Alex Telles – só ele acreditou que era possível evitar o golo de Džeko, aos 12′, salvando a pele de Iker. já a deste foguete brasileiro foi deixada em campo, onde esteve particularmente bem melhor a atacar do que a defender (pois que foram algumas as vezes que Salah lhe disse “adeus”).

Felipe – não se deixou afectar pelo auto-golo e foi igual a si próprio: abnegado, lutador, viril. quando souber “dosear” o seu ímpeto ante um adversário mais matreiro e mais propenso para a “queda artística”, estou certo que será caso sério.

Marcano – foi “certinho”, assertivo e regular, e bastante providencial nas dobras a Alex, a Danilo e até a Max… ao Victorio Páez. tendo em linha de conta que, desde a sua exibição, na final da Taça de Portugal, não era bem visto no seio de alguma massa adepta (onde me incluo), foi bem bom o que conseguiu produzir, ontem.

Danilo – tal como o resto da equipa, “andou aos papéis” e muito perdido no campo, naqueles 30′ iniciais. depois, conseguiu concentrar-se e encontrar-se com o futebol que sabe que consegue jogar, tendo ajudado (e muito!) a estancar aquela sangria de ataques viperinos italianos.
(confesso que gostava mais de o ver jogar a central, libertando outros jogadores do plantel para uma tarefa para a qual ainda apresenta limitações: sair a jogar com a bola redondinha. ontem, no decurso daqueles nefastos 30′, também foi isso que pensei…).

Herrera – tal como com os seus companheiros de sector, depois daquele pesadelo inicial, encontrou-se e passou a atinar e a assentar o seu futebol – actualmente feito de passes curtos e verticais, no sentido da procura de espaços mais próximos da área adversária. apareceu amiúde na grande área romana, liberto de marcação e com probabilidades fortes de ser feliz e de nos deixar muito contentes, mas a redondinha nunca lhe chegou aos pés nessas ocasiões.

André² – pode ser impressão minha, mas acho que não está em boa forma física. e que tal dura desde o final do ano civil de 2015, depois da lesão contraída ao serviço da “equipa que (decididamente não) é de tod@s nós”®, depois de dois jogos “amigáveis”. o futebol que tem nos pés, para dar e vender, também não se coaduna com as actuais funções que lhe pedem para desempenhar – sobretudo mais defensivas e no centro do terreno, numa espécie de “duplo pivot” que não chega bem a sê-lo. pode ser que…, não é? pois é, pois é...

Adrián López – os comentadeiros da estação (cada vez mais, muito pouco) pública de televisão admiraram-se com o seu rendimento. porventura estavam à espera que fosse a versão 2.0 do taarabt ou 3.1 do labyad… correu-lhes mal, ao contrário da exibição deste jogador espanhol que “deu o litro” e, tal como Herrera, apareceu sempre em zonas de finalização. por exemplo, o penalti que nos foi assinalado resulta de um cabeceamento do espanhol. outro: não fora o corte providencial com a mão, por parte de Palmieri, e Adrián estava em boa posição para poder concretizar. e marcou um golo de belo efeito, mas não contou.
ah!, quase que me esquecia deste facto relevante: desde que chegou ao Dragão e já lá vão três anos, pela primeira vez foi brindado com palmas pela parte da mesma plateia que lhe é (muito) hostil. já não era sem tempo, digo eu…

Otávio – quem foi ao Dragão, ontem, não pode ter saído desagradado com o perfume do futebol deste enorme talento. na minha retina e para lá de todos os lances ofensivos que criou, fica-me aquele sprint, rumo à nossa área, pelos 70′, para desarmar o sioux Nainggolan. e conseguiu-o.

André Silva – mais um golo, num penalty muito bem marcado (e no qual depositava confiança, mas com o cachecol que tinha na mão a ser bem torcido, tantos eram os meus nervos). foi esforçado, lutando sozinho contra duas torres que não lhe deram descanso e que o deixaram muito mal-tratado – aliás, tendo sido vítima de uma agressão, aos 69′, aquando da marcação de um livre, num lance que o vesgo do holandês viu mas não quis punir adequadamente o infractor.
teve várias oportunidades para juntar mais um à sua conta pessoal, mas falhou-as todas. se acho isso bem? é pá, não me fodam! é um puto com 20 anos! já muito faz ele e tendo em consideração a responsabilidade que tem em ombros (e nos pés. e na cabeça, também).

Layún – entrou para render o André², mas com a missão de ajudar o Victorio Páez nas tarefas defensivas. e para a marcação das bolas paradas. e para fazer um remate perigoso mas que embateu nas pernas de um defensor italiano.

Corona – entrou para um futebol mais vertical, rumo à área adversária. conseguiu-o a espaços, pois não foi capaz de decidir assertivamente nos (poucos) duelos individuais que travou (sobretudo com Florenzi).

Evandro – só compreendo a sua entrada em campo e em detrimento da do Ruben, numa perspectiva de poder “estancar” a luta no meio-campo e numa altura em que, apesar do cansaço evidente (por estar a jogar com 10), os romanos conseguiam equilibrar a contenda. e de conscientemente se optar pela experiência do médio brasileiro para o que restava da partida e ao menos se conseguir o empate ( o resultado “menos mau” dos três possíveis). se assim foi, o objectivo foi conseguido, porque não comprometeu.

a propósito daquela substituição, abro uma excepção para fazer a minha análise ao que “vi” dessa situação:
acima de tudo, não embarco nas críticas à opção de Nuno Espírito Santo, por este ter feito entrar o Evandro e consequentemente “ter promovido” o choro compulsivo do Ruben. tratou-se de uma opção técnica e ele está lá para as tomar e arcar com a suas consequências. pois logo se especulou (e muito!) com esse episódio – até se aventou que teria sido o último jogo do Ruben (!!!)… – tentando-se criar um caso onde não houve razões para tal, mormente pela parte do jornalixo tuga, tão ávido em fazer esquecer as quezílias que fazem com que o luís grande “vá de carrillo“… não sei porquê, nesse momento recordei-me do célebre episódio da substituição falhada do André Silva.
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obviamente que é impossível não abordar uma pequena análise à “arbitragem” de björn kuipers [escarro] e ‘sus muchachos‘.
a boa notícia é que esta equipa, esta comandita, esta cambada, não marcará presença no Olímpico de Roma, na próxima Terça-feira; a má notícia é que, de facto, dá a impressão que há, na UEFA, quem faça tudo por tudo para que o favoritismo da equipa romana prevaleça acima de tudo, de tod@s e em honra dos intre$$es que estão inerentes…

neste entretanto:

» perdoou o vermelho directo ao parvalhão belga que agrediu o André Silva, quando este se isolava rumo a um golo (mais do que) provável, e conforme a imagem acima documenta;

» recordou-nos Basileia, em novo momento caricato, por ter voltado atrás na decisão de validar um golo cujas dúvidas de um hipotético fora-de-jogo só são dissipadas via televisão;

» ao contrário daquele lance, não consultou o árbitro de baliza, aquando do autêntico lance de andebol que Palmieri protagonizou na área da formação romana (aqui, aos 01’02”), mesmo a fechar a primeira parte – numa grande penalidade tão evidente que, se não fosse assinalada numa hipotética situação contrária, até faria ruir o Coliseu de Roma;

» viu a agressão sobre André Silva, aos 70′, mas não a quis punir convenientemente, optando por chamar os jogadores à ilharga e conferir-lhes o respectivo “puxão de orelhas”;

» foi sempre (muito) lesto a apitar contra nós, sobranceiro para com os nossos, e parcimonioso para com os arruaceiros romanos.
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bem… Terça-feira há mais, com certeza. antes, há um Estoril para levar de vencida.

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disse!
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