a nossa primeira vez.

futuro© 92º minuto
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«Pai! da próxima vez quero ir a um jogo a sério!»

o ano de 2017 estava fresquinho, acabadinho de chegar. e a promessa, feita em Maio de 2016, depois de um jogo de hóquei em patins, no Dragãozinho, mantinha-se; aliás, desde essa altura que era reavivada, principalmente quando se assistia a uma partida de futebol: «quando é que vou ver o FC Porto?», perguntava, ansioso. e muito impaciente, também.
a resolução já estava tomada desde a semana anterior, em conversa com quem igualmente “veste calças”, lá em casa: no dia a seguir ao seu aniversário ia ao treino aberto do FC Porto. «vai ser uma bela prenda de anos!», pensou o Pai assim que teve essa brilhante ideia. e, desde esse momento, não mais sossegou.
até que o dia chegou, prazenteiro, com o friozinho tão característico de um mês de Janeiro na ImBicta. mas o Pai era todo ele um vulcão de emoção, na ânsia de perceber quão feliz ira ficar o seu rebento, um cachopo já com cinco anos de idade – tantos quantos os títulos seguidos de que se recorda de ter visto, ‘in loco‘, o “seu” FC Porto ganhar. de uma assentada. e agora seria o “nosso” FC Porto, para desgosto do sogro e do cunhado, rubros de tristeza pelo facto do «glorioso» não ser o seu fervor primeiro.
estava “em pulgas”, portanto. e com múltiplos pensamentos, todos eles em sintonia com uma só cor, quando se abarcam das imediações daquele que se espera que também venha a ser o seu teatro de sonhos azuis-e-brancos. ele permanecia sobretudo calado, fazendo algumas perguntas de circunstância sobre onde iam e para fazer o quê. mesmo na fila para entrar no Estádio, não transparecia muito do que o Pai testemunharia a seguir, sensivelmente pelas 16h08m, de 01 de Janeiro de 2017: aquele «U-A-U!» tão próprio de um miúdo que entra pela primeira vez num estádio de futebol. e que belo que lhe pareceu o nosso Dragão, mesmo num treino aberto aos adeptos!

sem querer ser muito maçudo, findo o treino, no alto dos seus já cinco anitos, acabados de fazer de véspera, afirma convictamente que «da próxima vez, quero ir a um jogo a sério!».
foi feita nova promessa, quando houvesse oportunidade, sobretudo em termos de horário, que pelas 21h30m o cachopo já tem que estar na caminha.
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«Pai! compras-me uma bandeira?»

em pleno Dia do Pai “teve um vibe“: «vou levá-lo ao Dragão, no próximo Domingo! jogo às 18h, acaba pelas 20h30m. janta-se com a malta, mas não se demora (muito). pelas 22h30m estamos em casa. perfeito!», foi o que pensou.
meu dito, meu feito: no dia a seguir lá estava, numa Loja Azul a aproveitar a promoção do seu dia e para que o puto pudesse conhecer, de facto, o ambiente do Dragão. e seria especial, porque previa-se casa cheia – o que veio efectivamente a acontecer.
a surpresa do cumprimento da promessa de Janeiro só aconteceu depois do almoço de Domingo, quando ele perguntou por que é que estava a vestir aquela que também deseja ardentemente que venha a ser a sua “segunda pele”. «vou ao Dragão! e tu vais comigo. queres ir com o Pai ao Dragão?». «não! quero ir ao parque, antes». o seu mundo desabou e nada mais existia. um catraio de cinco anos acabara de lhe puxar o tapete, com tudo o que de inesperado encerra aquele «não». «fod@-se!».
depois do valente soco no estômago que sofrera, recomposto do baque no coração e apanhados os cacos do seu desgosto, perguntou-lhe, com toda a calma que o momento impunha (e que lá conseguiu arranjar): «queres mesmo ir ao parque? olha que não dá tempo para ires ao parque e depois ao Dragão! ou vais a um ou vais a outro! aos dois não é possível!». «é claro que quero ir ao Dragão! estava a brincar contigo, Pai!», disse um garoto de cinco anos de idade. e lá fomos, rumo ao nosso teatro de sonhos, para contentamento do petiz e gáudio do Pai.

ao contrário do que aconteceu no treino aberto, desta feita era ele quem demonstrava (muita) impaciência em chegar. e rápido, mas tal não era possível: a enchente que se previra, dificultava o acesso ao Estádio e as suas imediações eram uma massa humana vestida de azul-e-branco, da cabeça aos pés. milhares de portistas já vagueavam junto “à sua fé”, que a partida começaria dali a duas horas. já quem permanecia calado era o Pai, mais preocupado em não largar a mão do seu filho.
«Pai! compras-me uma bandeira?», perguntou ao passar por uma banca que também vendia cachecóis, enquanto subíamos a Alameda, junto ao Centro Comercial com o mesmo nome. «depois, quando o jogo acabar. agora não pode ser». voltou a insistir e a resposta foi igualmente negativa, com a explicação suplementar de que não se pode entrar com bandeiras no Estádio.
dali, partimos em direcção ao sítio habitual onde se concentram os indefectíveis do costume, sempre que há jogo em casa. foi o seu primeiro contacto com a malta dos blogues (e não só), e a empatia foi recíproca. ainda hoje fala deles, pelo que terá forçosamente que haver uma próxima vez.
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«Pai! quero ir fazer xixi!»

sim!, não vi o golaço do Corona. e estava no Estádio, mais concretamente num dos wc a ajudar o ‘piKachu’ a “fazer nr. 1”. depois do jogo que a Equipa (não) estava a fazer naquela primeira parte, desejei que ele tivesse vontade (pelo menos) mais quatro vezes, para felicidade e contentamente de um tasqueiro de quem ele gostou basto de conhecer. mas tal não veio a acontecer, ao contrário do balde de água fria com que tod@s nós fomos “brindados”…
tod@s? não! ao contrário de muit@s, ele não se importou com a derrota que acarretou aquele empate. na sua inocência e na sua pueril infância, finda a partida, também desgastado com a felicidade (genuína!) de ter estado no Estádio do Dragão, e já com a sua bandeira na mão – a que ele escolheu, sem ajuda de ninguém! – lá ia, pela rua fora, a agitá-la com a alegria inata de uma criança que viveu um dia em cheio por ter ido à bola com o Pai
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e a bandeira lá está, no seu quarto, «azul, branca, indomável, imortal», na Esperança de que também seja dele o Futuro do Futebol Clube do Porto.
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futuro© 92º minuto
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disse!
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escreve tu (que ainda estou chateado).

© google
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#escrevetuquehojeestoufodidocomumCbemmaiusculo (demuitoChateado).

parte I

de regresso a José Maria Pedroto.

« a Experiência diz-me que, entre equipas do mesmo nível, não é fácil recuperar de uma desvantagem. mas, atingida essa situação, não tenho qualquer dúvida de que é muito mais difícil dar o passo necessário para se alcançar a liderança. e, aqui chegados, define-se a Qualidade da Equipa, a sua capacidade de decisão: ou se arranca definitivamente para a vitória ou se demonstra insegurança e indecisão, acabando-se, muitas vezes, por se fortalecer o adversário fragilizado. »

estas palavras, proferidas, em 1979, por José Maria Pedroto, em conversa com Georges Seidler – editor do jornal francês ‘L’Équipe’ – ganharam um significado pungente, terminado o jogo contra o Vitória Futebol Clube.
com a partida controlada, o FC Porto foi incapaz de cimentar a vantagem, entrando num jogo lento, de passe e repasse, o que permitiu aos vitorianos respirar com maior fulgor, arriscar no ataque e chegar ao empate, num lance de belo recorte técnico.
podem queixar-se os portistas de azar, das bolas nos ferros, do “autocarro colocado à frente da baliza” do Vitória, do anti-jogo, ou das defesas do guarda-redes: na minha opinião, estamos perante elementos do próprio jogo cuja maior ou menor eficácia, depende sempre da qualidade de quem assume o domínio da partida.
a pergunta que se coloca, agora, aos adeptos azuis-e-brancos é a de saber se a Equipa disporá dos níveis de inteligência emocional necessários para vencer na Luz – tarefa que exige muito do seu líder
[Nuno Espírito Santo], que terá que ser muito competente para erradicar o sentimento de frustração, que entretanto se apossou dos jogadores ao seu comando, e reforçar os objectivos do grupo.

estará Nuno Espírito Santo à altura deste desafio?
não tenho, neste momento, a resposta. no entanto, não deixo de sublinhar o seguinte: ontem, Nuno Espírito Santo falou em «frustração», «decepção» e «tristeza»; há quase 40 anos (em Setembro de 1979), depois de derrotado pelo Estoril, por duas bolas a zero, José Maria Pedroto afirmava: «Nunca mais perderemos um jogo assim!». E não perdeu, sagrando-se campeão nacional nessa mesma época.

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Alcino Pedrosa | Março de 2017.
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© Filipe Ferreira
(clicar na imagem para ampliar)
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#escrevetuquehojeestoufodidocomumCbemmaiusculo (demuitoChateado).

parte II

daquele miserável início de segunda parte.

vá-se lá entender este FC Porto! marcou o golo quase a terminar a primeira parte e, quando se esperava que iniciasse a segunda à procura de mais um tento, para “matar o desafio”, resolveu ficar à espera (mas de quê?!) no seu meio campo e com o velho pecado de trocar a bola para trás e para o lado. tanto trocou que se lixou (com F)!

é verdade que, nos primeiros 45 minutos, a Equipa teve variadíssimas oportunidades de golo e que os de Setúbal trouxeram o “deus das balizas”, que trabalhou que se fartou (pelo menos duas vezes). e também trouxeram uma espécie de guarda-redes (julgo que emprestado pelo 5lb) que, de cada vez que tocava na bola, “lesionava-se” e ficava deitado, no chão, a pedir assistência. fê-lo pelo menos quatro vezes, as três primeiras no decorrer dos 30′ iniciais da partida. aliás: o anti-jogo do Vitória foi do mais nojento que vi nos mais de 60 anos que levo a ver Futebol. até chegaram a cair aos pares, e em pontos diferentes do campo!

falta, contudo, qualquer coisa a este FC Porto que, hoje, Domingo, nos deu um profundo desgosto e que, por inerência do empate, conferiu um inusitado alento a um 5lb que já andava moribundo e sem convicção.
e a pergunta é: saberá Nuno ir ganhar à Luz
?
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Jorge Massada | Março de 2017.
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© Bruno Sousa | 92º minuto
(clicar na imagem para ampliar)
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#escrevetuquehojeestoufodidocomumCbemmaiusculo (demuitoChateado).

parte III

as 5 conclusões que importa retirar da 26ª jornada (ante o Vitória FC).

1.
o FC Porto empatou a uma bola, com o Setúbal, em casa, e falhou a primeira tentativa para chegar ao primeiro lugar. na próxima jornada e por mérito próprio, haverá nova oportunidade.
a equipa que ontem empatou foi a mesma que foi capaz de somar nove vitórias consecutivas no campeonato e que permanece imbatível há 23 jogos – para além de ter o ataque mais concretizador e a defesa menos batida da prova.

2.
ontem, o que sobrou em vontade, faltou em lucidez.
na primeira parte, o FC Porto fez mais do que o suficiente para selar, desde logo, a vitória; mas, alguma ansiedade, misturada com algum azar, impediram a concretização de inúmeras e flagrantes oportunidades de golo.
na segunda parte e depois do golo do empate, a equipa foi traída pela vontade de resolver tudo depressa e de chegar rapidamente ao segundo golo – o que acabou por toldar um pouco o discernimento dos jogadores, impedindo a construção de mais e de melhores ataques, e a concretização das oportunidades de que dispôs, e em menor número do que na primeira parte.

3.
no fundo, ontem assistimos às chamadas “dores de crescimento”.
a equipa é jovem, tem crescido a olhos vistos e tem sedimentado esse crescimento; mas, ontem, pagou o preço dessa Juventude e também de alguma falta de maturidade. a pressão do jogo de ontem não tolheu a equipa, mas toldou-lhe um pouco o raciocínio. para complicar ainda mais, alguns jogadores acusaram o esforço da partida a meio da semana, e não jogou no sistema em que, para mim, se sente mais confortável. quem veio do banco
[Diogo Jota, Otávio e Depoitre] também não foi capaz de alterar o rumo do jogo.

4.
cada um usa as armas que tem ao seu dispor, mas e na minha opinião, o anti-jogo é a “arma” dos mais fracos e revela uma mentalidade perdedora – não só de quem a usa mas sobretudo de quem o permite.
O Futebol Português tem vindo a perder competitividade internacional muito por culpa dessa mentalidade tacanha. é que ela não se deve só à menor competitividade dos (chamados) “clubes grandes”; ela deve-se, acima de tudo, ao total desaparecimento das “equipas médias” – que ou ficam à porta, ou saem pela do cavalo.

não basta compensar o anti-jogo com o tempo de desconto porque não é a mesma coisa. os dois tempos de desconto que ontem foram dados foram justos [5′ na primeira parte, 7′ na segunda] mas não chegaram para compensar as paragens constantes na partida e que quebraram os ritmos de jogo, e o transformam numa arte circense.
não pode ser permitido que um jogador comece a fazer anti-jogo logo aos 5 minutos, que aos 10 já esteja a simular a primeira lesão, aos 20 a segunda e por aí fora… a equipa médica do Setúbal entrou perto de dez vezes em campo! pergunto: é razoável? deve ser permitido? eu acho que não!

5.
n
os comentários que fiz no fim do jogo, aos microfones do Porto Canal, referi que ficaram por marcar dois penaltis a favor do FC Porto.
Afinal e depois de ver as imagens do jogo, verifico que ficaram por assinalar não um, não dois, mas três penaltis contra o Vitória de Setúbal – o que já é “habitual” antes das deslocações à Luz.
é a verdade desportiva a que temos direito!

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José Fernando Rio | Março de 2017.
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caríssim@,

que não se infira qualquer crítica desestabilizadora à Equipa, no seu todo, porque negativa e tremendamente injusta e nada assertiva, com a citação dos três textos acima, antes pelo contrário. não há nada de mais naqueles, a não ser esse tremendo desgosto que nos assola e o explanar de algumas dúvidas, as quais (ainda) considero pertinentes 24 horas depois – e com os devidos destaques, que são exclusivamente da minha autoria.

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disse!
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not@s soltas do Bessa…

© Tomo III
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nota introdutória:
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esta “posta de pescada”® é a primeira de duas, as quais vão continuar a honrar os pergaminhos e a imagem de marca deste espaço singular, na bluegosfera: os testament… os textos extensivamente looongos e as bastas (© Silva) hiperligações. aguente-se à(s) bomboKa(s) quem vier por Bem, portanto.
e, claro está, que a minha sugestão, para estes momentos, é sempre a mesma, e como já deve ser do conhecimento geral…
neste entretanto, faço votos para que o ‘lifting‘ que sofreu este espaço de discussão pública também seja do teu agrado.
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not@s soltas do derby da ImBicta:
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i)

a última vez que tinha ido ao Bessa fora em Fevereiro de 1996. vinte e um anos depois, invadiu-me um misto de sentimentos nostálgicos, daqueles tempos pueris e adolescentes, em que um bando de Amigos seguia o FC Porto (literalmente) para todo o lado, mormente dentro do distrito da cidade que lhe confere o nome, que não havia “tempo” ($) para mais.
foi, portanto, uma grande alegria regressar a um local onde, naquela altura, confrontos houve que foram bem “quentinhos” e não só dentro do terreno de jogo. indubitavelmente outros tempos e que dificilmente regressarão com aquela “envolvência”.
porém e para quem conheceu o antigo Estádio do Bessa, aquela alegria desapareceu assim que entrei numa espécie de estádio que julgava do séc. XXI: em todos os corredores de acesso às bancadas, não falhava o cheiro a merd@ de pássaro, assim como a dita cuja. em suma: já vi pombais bem mais limpos e efectiva e comprovadamente não há como a nossa casa – a mais bonita, mais arejada e mais funcional de todos os estádios que foram construídos para o Euro2004.

abro aqui um parêntesis muito pertinente para e mais uma vez, parabenizar os adeptos portistas que têm acompanhado a Equipa do nosso coração, na figura das claques do Clube, Colectivo95 e SuperDragões:
ontem, tal como ao longo de toda esta época, fomos o primeiro jogador e para citar o mestre Pedroto. demos show do início ao fim, não deixando, nunca!, esmorecer o ânimo, mesmo com a «surreal» roubalheira do vermelhíssimo veríssimo (já lá vamos) e tornando o “pombal”, por 90′, na nossa fortaleza.
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ii)

do jogo em si, houve duas partes distintas as quais não podem ser analisadas sem se referir a figura do apitador tuga de serviço e ao serviço desse «glorioso» desígnio nacional: o tretacampeonato do 5lb.
na primeira, dominámos, fomos terrificamente eficazes nos primeiros quinze minutos e só não fomos (ainda) mais letais por manifesto azar – de memória, recordo-me do cabeceamento do Boly, da “bomba” do Soares e da confusão que se lhe seguiu, da incrível perdida do mesmo Soares (naquele que seria o seu segundo golo na partida) e no desvio do Brahimi a rasar o poste. o clube da rotunda viu-se perto da meia-hora de jogo, para uma excelente defesa de Iker Casillas (daquelas que ajudam, não só a vencer jogos, mas também a ganhar campeonatos), e já perto do final da primeira parte, por causa disto aqui e aqui – em vídeos que não deixam dúvidas sobre quem prevaricou.
a segunda parte ficou marcada pela forma gloriosamente reiterada com que o apitador veríssimo (in)tentou inclinar o campo para que o clube da rotunda conseguisse (pelo menos) o empate, em vários lances dignos de “compêndio” e para mais tarde recordar o nojo que está a ser esta #ligabranca. debalde. mesmo com a ridícula expulsão do Victorio Páez, não nos vergaram; mas, reafirmo, bem que tentaram – e as nomeações já o indiciavam.
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iii)

Óliver Torres. e é só.
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iv)

gostei muito da prestação do Boly, não tendo acusado os nervos que uma partida desta índole acarreta – e o jogo de ontem não foi excepção.
Marcano continuou a senda de um terrível Iván para os avançados contrários.
Alex Telles foi muito regular e tendo em consideração o que aconteceu na passada Quarta-feira. na minha retina estão as lágrimas que secou na camisola, enquanto se dirigia ao topo onde estávamos concentrados, para a oferecer. foram sentidas e apreciadas (também) por este que te escreve.
Danilo foi o “muro” a que já nos habituou, com um André² a recuperar a sua “velha” forma, depois de mais de um ano “lesionado”
Brahimi e Corona (este, enquanto não foi ceifado por uma besta remendada) foram autênticos quebra-cabeças para os defesas do clube da rotunda e (d)os principais municiadores de Soares.
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v)

quem teve a oportunidade de assistir à partida de ontem, no Bessa, regressou (por breves instantes) ao período de festas do Natal, tanta e tão vasta foi a “lenha” com que os caceteiros do clube da rotunda brindaram os nossos rapazes.
a todo este “pau”, houve um veríssimo que meteu nojo, tal a complacência que teve para com aqueles, em detrimento dos jogadores do FC Porto. mas esta será uma análise a aprofundar na próxima prosa, porque é para mim de todo impossível escamotear a autêntica filha-da-putice a que assisti ontem e que já se está a transformar na imagem de marca desta época.

e desengane-se quem considera que a batalha acabou no Bessa; não!, esta luta persistirá até ao final do campeonato e com muita intensidade até à nossa ida a Carnide.
a imagem que se segue é só uma parte daquela inclinação de campo:
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© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

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#contratudocontratodoscontraostolosecontraoraioqueospartaatodos
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disse!
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(breve) resumo de nove dias

© google | Tomo III
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telegráfica nota informativa (como intróito):
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sim!, é verdade: esta “posta” vai honrar a imagem de marca deste espaço singular, na bluegosfera. aguente-se à bomboKa quem vier por Bem. e, claro está, que a minha sugestão, para estes momentos, é sempre a mesma, e como já deve ser do conhecimento geral…
ah! e a disposição dos acontecimentos, sobre os quais me pronunciarei adiante, obedece à sua inversa ordenação cronológica, bem entendido.
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caríssim@,

obviamente que principio sobre o feito épico, de ontem, no andebol e em pleno antro calimero, no (dito) Casal Vistoso (que não o outro, o outrora muito “ventoso“). pude assistir a toda a segunda parte da partida em causa e resumidamente afirmo que soube muito bem – não só o triunfo em causa (alicerçado numa recuperação fantasticamente extraordinária de oito golos sem resposta a doze minutos do seu término), mas sobretudo o ter emudecido todo um pavilhão e todo um estúdio de uma “televisão de marquise“, que rejubilavam com uma derrota que veio a acontecer para o lado que menos contava com a dita… afinal, não são só os lampiões que têm por hábito festejar antes do tempo… ah!, e tudo contra uma dupla de árbitros que, enfim… mais do que “de orelha”, foi de encomenda – um facto que, a acrescentar à paupérrima exibição dos muito vermelhos e basto rubros, tiago monteiro e antónio trinca, no passado Sábado, ante o actual campeão da modalidade, só vem confirmar a minha suspeição de que, os próximos catorze encontros que faltam disputar (quatro da fase regular mais os dez da fase final), trarão muitas “surpresas” destas pelo caminho… nada a que já não se esteja (infelizmente) habituado, dado que, (também) no andebol tuga, somos efectiva e comprovadamente o alvo a abater há (pelo menos) uma década.
e é por tudo “isto” somado que a euforia da Equipa, nos balneários, é muito justificada. bastante justificada. basto justificada. justificadíssima, aliás. mas, convém recordá-lo e sempre com a (má) lembrança do que aconteceu na pretérita temporada, «ainda não ganhamos nada».
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© google | Tomo III
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já tudo foi (re)dito, muito dissecado, bem (ou mal) argumentado, inclusive refutado, sobre o Clássico do passado Sábado. alegrando-me com o resultado final, com a vitória, com as exibições de todos (mormente de Marcano, de Felipe, de Danilo, de Óliver, de Brahimi e de Corona), congratulando-me com a portentosa estreia de Soares (bué da fixe, tás a bêre?) e concordando com a crítica generalizada àquela sofrível (e muito sofrida) segunda parte (a antítese da equipa que, nos primeiros 45′, foi aguerrida, combativa e muito digna),  confesso-te que ainda fico agastado com o estafado “argumento” do «ganhámos (apesar do treinador)» – como se tudo fosse possível acontecer sem um líder no comando….
bem sei que o Nuno não cativa e não motiva as massas – associativa, adepta e sobretudo a assoBiativa (curiosamente mais calada do que quando «o Basco» por aqui estava…) – e bastas vezes parece não encarnar o significado do chavão “somos Porto!” – por exemplo, quando encorna que não deve expor os verdadeiros “roubos de catedral” a que temos assistido, na presente temporada, optando por leves críticas “sem sal” e algumas vezes em nosso prejuízo. mas, que diabo!, a quem se deve a mudança de atitude de Brahimi e de Corona, esta época, (bem) mais afoitos nas tarefas defensivas? a quem se deve a solidez defensiva (em completo antagonismo para a pretérita)? a quem se deve a aposta (certamente que de risco) em jovens jogadores, mormente portugueses? e, bem mais importante (pelo menos para mim), a quem se devem as (muito) visíveis União e Espírito de Grupo, numa Equipa que, há uma época, mais parecia uma manta de retalhos, com cada elemento a “remar para seu lado” e longe dos objectivos colectivos a que se propunham? com (muita) certeza que não é ao divino Espírito Santo…
também sei que o futebol praticado, por esta mesma Equipa, muitas vezes não entusiasma por aí além e que, nalgumas delas (a sua esmagadora maioria?), assemelha-se ao de uma equipinha pequenina, refugiada no “pontapé para a quinta” e/ou no “chutão para o avançado”; mas e a bem da Verdade, quem de nós esperaria que, mesmo com todos os defeitos que a Equipa e o treinador possuem, a esta altura, à vigésima jornada, estivéssemos a um singelo ponto de distância do líder (e basto proclamado treta-campeão) e com nove a separa-nos do terceiro lugar? quem é que, de nós e para lá do sempre optimista do Silva [hello! hello! 😀 ], no início da presente época desportiva, acreditava mesmo que esta Equipa seria capaz de lutar pela conquista de um campeonato que, para os me(r)dia em geral e para o jornalixo tuga em particular, só seria discutido entre as agremiações afectas à Segunda Circular? pois…

em suma e sobre este capítulo:
seria muito bom, muito positivo, que houvesse mais união entre os portistas em torno desta Equipa, que tanto merece, e obviamente do seu treinador (o qual tem muitos pecadilhos, com certeza que sim!, mas também e como já o referi, algumas virtudes) – união essa que não deve ser encarada como uma espécie de acrisia, antes pelo contrário. o que não desejo é que sejamos “mais papistas do que o próprio Papa”, pelo menos para o Exterior, oferecendo trunfos a quem nos deseja “todo o bem” deste mundo e do outro, e dando a imagem de uma reinante discórdia, entre uma massa que deveria estar mais sólida do que betão, para que os outros possam perpetuar a sua (dita) «gloriosa» hegemonia de três anos de basto #colinho…
mas, hey!, esta é tão-somente a minha opinião; tal não significa que (i) haja outras, com (muita) certeza que discordantes e que (ii) aquela seja a única verdadeiramente insofismável e inquestionável (que não é, nem sequer tem essa pretensão, antes pelo contrário!).
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ganhou tudo o que havia para se conquistar no Futebol praticado ao mais alto nível. e já viu de tudo e de tudo um pouco já vivenciou, na primeira pessoa, naquele mesmo mundo, muito restrito e basto restritivo ao comum mortal.
mesmo assim, resolveu dar um novo rumo (sobretudo) à sua vida pessoal e escolheu-nos em detrimento de todos os outros clubes e de todas as outras latitudes que (ainda) sonham com ele – como não se cansa de o referir nas mais variadas entrevistas que já concedeu, inclusive ao canal do nosso Clube do coração (aqui e aqui).

temos, no nosso seio, um galáctico e um jogador como poucos tiveram. assim de repente e salvaguardando as devidas distâncias, talvez só Preud’homme, na década de ’90, quando esteve por Carnide – e obviamente que tido como um «santo», mas com muito melhor Imprensa do que o ‘portero‘ natural de Móstoles (nos arrabaldes de Madrid).
temos, na nossa cidade, em plena ImBicta, um dos seus melhores embaixadores, o qual não se cansa de a promover, quase diariamente e de forma gratuita e muito altruísta, nas suas contas pessoais, nas mais diversas redes sociais.

portanto:
somos uns privilegiados por o podermos ver, inclusive ao vivo e a cores, a comemorar, como a imagem acima documenta, uma vitória sobre os calimeros depois de uma defesa soberba, daquelas que garantem campeonatos. e eu, ao invés de o questionar e/ou duvidar, já sinto é saudades do dia em que ele já não estará por cá…
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«é importante os nossos adversários começarem a dar um pouco mais de luta», afirmou, ufano, em Dezembro de 2013, um inchado burro do Carvalho.

«ganhar lá não é novidade para nós, mesmo sabendo que vamos ter algumas complicações», afirmou, soberbo, na véspera do encontro, um execrável (em tempos, tido como) «catedrático».

são só dois exemplos, para memória futura e que não esqueço, do asco que tenho em relação, não só às abéculas em causa, mas também à agremiação calimero-viscondessa – a qual e ao contrário do que muitos apregoam, em nada difere da lampiã, a não ser na cor que ostenta, assim mais para o verde-pijaminha (verde-musgo?).
foi também por essa razão que comemorei (e comemorarei) efusivamente as nossas vitórias sobre eles: a de Sábado, no futebol e a de ontem, no andebol.
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(clicar na imagem para ampliar)

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a imagem acima é só (mais) um exemplo do incómodo que entretanto começamos a causar junto do ‘establishment‘ que gravita em redor do comezinho futebolzinho da tugalândia – entenda-se: os me(r)dia e todo um jornalixo tugas.
o outro, que retenho na memória e que partilho contigo, é o de, por dois dias consecutivos, nos serviços noticiosos da estação (cada vez mais, menos) pública de televisão, a vitória da agremiação de Carnide sobre o actual último classificado do campeonato ter sido merecedora de honras de abertura (!!!). u-a-u! somos mesmo inconvenientes para o P(h)oder que grassa naquele mesmíssimo futebolzinho da tugalândia…
aliás, a sede de “vingança” pela nossa vitória ante os calimeros e o desejo em regressar ao poleiro era tanta que, antes de jogarem e depois do nosso triunfo estar consumado, ainda permaneciam no lugar cimeiro de uma classificação gloriosamente desvirtuada e como se confirma aqui
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© google | Tomo III
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num Passado recente, fui lesto a criticar tudo o que envolvia o (então) “torto” Canal, da sua programação à evidente e então (muito) visível degradação dos seus cenários e mobiliário. actualmente e apesar de ainda não ser um mundo perfeito, longe disso!, tenho que ser ainda mais rápido do que o Hulk a ultrapassar o badocha do rochemback (vídeo aqui), em 2008, (resumo da partida em causa aqui), e parabenizar a novel estrutura do FC Porto com o pelouro da Comunicação do Clube.

está portanto de parabéns! essa estrutura pela evidente aposta em mais FC Porto na programação – com o programa “Universo Porto – da bancada” à cabeça, pela assertividade que patenteia – e, também, no novo cenário que indubitavelmente o embeleza e que a imagem acima tão bem documenta.
com aquele fundo, indelevelmente jogamos sempre em casa!
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© google | Tomo III
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e por “falar” em jogar em casa, não poderia manifestar publicamente o meu regozijo pela divulgação daquela notícia oficial que deu conta de que o Estádio do Dragão, o nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, desde 01 de Fevereiro de 2017 que se encontra «pago na totalidade».
indiscutivelmente somos mesmo diferentes, e para melhor. e trata-se de uma operação que irá enriquecer (literalmente) e de que forma!, o património do Clube. e adorei o facto dessa mesmíssima operação ter sido processada no segredo dos deuses e sem alaridos bacocos.

podemos não ser o mais-maior-grande da tugalândia, mas e de forma indelével, “contra tudo, contra todos e contra os tolos”, somos comprovadamente o melhor Clube português. actos como este só reforçam esta minha forte convicção.
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disse!
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dedicatória

© Tomo III
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caríssim@,

dedico este golo do Rui Pedro a quem, tem ido ao nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, aos 80′ de jogo, já subia e/ou descia penosamente as suas escadarias, rumo a um Negativismo com o qual não consigo aceitar (sequer perceber e/ou entender e/ou pactuar). tal e qual como no momento Kelvin.
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ou seja: sabe-se que “ambos os dois” existiram; mas houve quem, tendo saído do conforto do lar e pago os respectivos ingressos e deslocado até, não os vivenciou de todo!
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«acreditar até ao fim», não é?… tem que ser! deveria ser! mas nem tod@s @s portistas o fazem, o que se lamenta.

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disse!
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not@s soltas sobre ontem (rotunda)

futuro© zerozero
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i) (re)encontro.
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primeiro jogo, da presente época, ao vivo e a cores, no meu teatro de sonhos azuis-e-brancos. a ansiedade crescia desde essa altura – mais precisamente aquela em que adquiri o rectângulo mágico, há quase uma semana -, tendo atingido o seu zénite ao longo do dia de ontem: nada mais interessava a não ser a chegada do momento de bazar dali rumo ao Dragão, para estar com “os meus” e para rever alguns destes, que tanto prezo e estimo. foi, portanto, com natural e incontida alegria, que pude regressar ao convívio dos caríssimos Afonso, João “el comandante“, Jorge, Nuno, Vila Pouca e, desde ontem, Filipe Ferreira.
da malta habitual (e já um ‘habitué‘), bastos faltaram à chamada, tal e qual este que vos escreve o fez nos encontros passados. mais do que uma espécie de “reciprocidade”, há que apontar o dedo a quem designou, como hora oficial de jogo, as 19h de uma Sexta-feira, depois de uma jornada de trabalho e em período de início de aulas, mas também a quem, dos nossos e com muitas responsabilidades directivas, autorizou que assim acontecesse, concedendo o respectivo aval… assim sendo, não foi de estranhar que, chegados ao teatro de sonhos, sensivelmente pelas 18h45m, o cenário fosse terrificamente desolador, com um enorme e vasto azul de plástico vazio a contrastar com as pouco mais do que cinco mil (?) almas que por lá já se encontravam. apetece escrever e afirmar peremptoriamente a quem tem a seu cargo os destinos do nosso comezinho futebolzinho, para continuarem assim, a menosprezar aqueles que efectiva e comprovadamente são o suporte da “indústria” (quando antes, esta deveria ser um espectáculo), que vão no bom caminho.
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futuro© zerozero
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ii) do encontro.
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entrámos mal. a perder. num golo “a frio”, e em mais um lance de bola parada (mesmo que ilegal, por que em fora-de-jogo, num lance parecido com aquele do morcão do maicon, em Carnide). não quebrámos, apesar do “soco no estômago”, fomos à luta, #paracimadelescar@go e, nem quinze minutos volvidos, empatávamos a partida, por intermédio do puto maravilha, numa jogada de insistência após escandaloso perdão de uma grande penalidade na área boavisteira, por puxão ao Marcano. continuámos por cima, à procura da reviravolta, encostámos às cordas o Boavista, e viríamos a saborear aquela desejada ‘remontada‘ muito perto do intervalo, para desespero de um atarantado “treinador” boliviano, pela via da conversão de um castigo máximo, novamente pelo homónimo do Silva, a castigar derrube grosseiro do gajo (henrique?) que provocatoriamente fez questão de mostrar aos associados do FC Porto, aos 4’, que tem umas proeminências idênticas ao do seu congénere, lá por Carnide.
ao intervalo conversava-se que seria necessário continuar com aquela dinâmica que nos catapultou para a reviravolta, em busca de um (ou mais do que um) golo tranquilizador e só depois e eventualmente, a acontecer, é que se deveria considerar a hipótese de “relaxar” (preferencialmente com a bola em nosso poder), a pensar no encontro da próxima Terça-feira, em Leicester. nada disso se passou, e assistimos, tod@s, a 30 minutos pavorosos de n-a-d-a, de z-e-r-o em termos de futebol jogado, e com Nuno Espírito Santo a ter numa inusitada (inata?) inacção, a acção menos desejável para esse(s) momento(s) – pelo menos, no meu entendimento. e não foram poucas as vezes que se ouviu que, «assim, em Inglaterra, vai ser do bom e do bonito!». felizmente que, depois, algo ou alguém “fez clique” e, a dez minutos do término da partida, resolveu continuar a jogar como tinha terminado a primeira parte. e foi assim que chegámos ao terceiro e até poderíamos ter feito o quarto, numa bomba de Alex Telles, não fosse o redes dos “remendados” ter-se redimido do perú que lhe oferecera minutos antes.

em suma: ainda bem que o Nuno Espírito Santo considera que «há aspectos para melhorar», porque efectiva e comprovadamente os há. e não assim tão poucos, a começar pela atitude dentro de campo, a qual, nos últimos três jogos, tem vindo a contrastar, para pior, com a evidenciada desde o início de época.
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futuro© fotos da curva | Tomo III
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iii) recontros.
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ao invés das minhas últimas “análises” e para não tornar os textos ainda mais maçudos, regressarei a pontuais destaques individuais, ao invés de particularizar cada uma delas.
assim sendo, gostei muito da actuação do Alex Telles (muito assertivo a defender, e um foguete a atacar), do Felipe (o bombeiro de serviço naquela defesa), do Óliver (em novas missões, em contra-ponto aquando da sua primeira passagem entre nós, mas com a bola a sair sempre “com olhinhos” e muito redondinha, para o colega que a vai receber) e do Otávio (aquela entrega ao jogo e aquela paixão, não enganam).
por oposição, não gostei do desempenho do Layún (sobretudo a defender e do espaço que concedeu, bastas vezes, ao pequeno bukia, valendo-lhe noutras tantas ocasiões a prontidão do Felipe), do Danilo (esteve irreconhecível, amiúde a defender com os olhinhos os adversários em quem deveria “encostar” para não progredirem no terreno de jogo), do André² (pareceu-me sempre uma barata tonta naquele meio-campo), e do Herrera (conseguiu tirar-me do sério, pouco depois de ter entrado, num lance em que, podendo progredir em direcção à área axadrezada, sem ninguém por perto para perturbar a sua acção, pára o jogo e instintivamente olha para trás à procura de alguém que não estava lá, antes já (exacto!) na cara do golo. foda-se!).

uma nota muito particular para a actuação das nossas claques:
foram inexcedíveis no apoio à Equipa desde o primeiro ao último segundo da partida, e como assim sempre deverá ser. é portanto mais do que justo o elogio de Nuno, reconhecendo que «sentir a emoção do Dragão ajuda a equipa». eu digo que não pode ser de outra forma, mas desde que do outro lado, de quem está a envergar o nosso manto sagrado, também haja a tão necessária reciprocidade, e não se envergonhe quem tem o brasão abençoado tatuado no coração. ontem, “a coisa” correu bem, mas momentos houve em que parecia que poderia descambar num filme imensamente visto ao longo da época transacta, com sabor a um amargo ‘déjà vu‘.
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futuro© zerozero
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iv) encontrão.
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Infelizmente há um padrão nos nossos jogos que não pode continuar e que está para além do que a Equipa pode controlar, e que tem a ver com os constantes erros de arbitragem sempre em prejuízo do FC Porto.
Ontem voltou a ser assim, com a equipa de arbitragem chefiada pelo “senhor” nuno almeida a enganar-se muitas vezes em prejuízo da nossa equipa (veja os lances aqui).
Estas coisas não têm a ver com jogar bem ou mal, ganhar ou perder; os lances são para apitar de acordo com as regras, jogue-se bem ou mal, ganha-se ou não. Ontem os erros acabaram por não ter influência no resultado, porque a equipa marcou três golos.
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a citação acima consta da mais recente publicação da e-letter do Clube. acredito que causará tanta mossa, junto de quem de direito, no sector da arbitragem, quanto o tutucar de uma formiga no anus de um elefante.
ou seja, no próximo encontro, em nossa casa, lá teremos que gramar com a “actuação” de um autêntico filho da puta, a pavonear-se com um apito na boca, gozando indecentemente com tod@s nós.

eu só pergunto: até quando * é que a Direcção do Clube que Amo irá permitir este estado de total silêncio cúmplice com autênticos «roubos de catedral»?!
é que eles, lá na Tribuna, também vêem o mesmo que tod@s nós, só que não reagem!

* já não pergunto, por exemplo, o que será necessário fazer para se agir, porque a Reacção parece ser o apanágio actual a um ‘modus operandi‘ que já não deixa dúvidas a ninguém: em dúvida, não se pode beneficiar o FC Porto; pela certa, prejudicar sempre o FC Porto.
“pena” é que as reacções sejam sempre a destempo, exclusivamente pela via vitual, e sempre e invariavelmente sem uma viva voz a denunciar e a condenar o que é por demais evidente.

confesso publicamente, mais do que a minha incredulidade, o meu desgaste em (in)tentar reverter este conjunto de circunstâncias, inclusive junto de quem de direito no Clube… não está (nada) fácil, bem antes pelo contrário; mas ainda não atirei a toalha ao chão! e estou muito longe de ter que “levantar a cabeça” porque ainda não perdi a “guerra”…

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disse!
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not@s soltas de (mais) uma frustração…

iker© zerozero
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1) (re)encontros.
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foi a parte (bem) mais agradável de ontem: o de poder ter estado novamente com a Ana Neves, o sr. Fernando Pinto, o caríssimo Vila Pouca, o Felisberto, o Jorge Vassalo, o João Santos, o Nuno, o Afonso Lamelas, o Zé Pedro e a sua família; o de ter conhecido o (muito) simpático e cordial “ega“; e de inesperadamente ter reencontrado dois grandes Amigos, de longa data: o André Vasconcellos e o Filipe Baldaque.
foram dos poucos momentos (únicos?) em que os sorrisos imperaram e em que a Confiança estava alta.
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2) expectativas vs. Realidade.
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confesso que as minhas expectativas, para este jogo, eram altas. e não estava sozinho, porquanto que os resultados da sondagem para o dito assim o traduziam, com uma quase centena de visitantes a «acarditar» na nossa vitória. já agora e porque é da mais elementar justiça, o meu sentido “muito obrigado!” aos 117 votantes que despenderam “aquele” minutinho-extra que solicitei.

ao dirigir-me para o nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos (já sei que esta época são mais pesadelos…), sentia-me sobretudo confiante. acreditava que tudo tinha sido preparado para o único resultado que concebia e que, para mim, nunca passaria pela perda de pontos. não se trata de uma qualquer arrogante Soberba, sequer de uma bacoca sobranceria: pelas razões que explanei ao longo da semana, algumas delas (quase todas…) de índole emocional e/ou sentimental, ou não se tratasse de uma partida de futebol, desejava a vitória principalmente porque se tratava de um Clássico e ninguém gosta de sair derrotado de uma partida com essa magnitude, e mesmo que já esteja em “pré-época”. depois e fundamentalmente, porque foi contra este spórtém “do” burro do Carvalho e “do”Chiclas, e eu não queria nada vê-los felizes no final da partida. mesmo nada.
acontece que, depois da perdida do João Mário (que craque!) e daquela bola ao poste, do Herrera, percebi que ia haver jogo. e houve. mormente na segunda parte. e em nosso desfavor. e voltámos, um ano e meio depois, a ter que gramar com “olés”, má-criação e insultos ao presidente, por parte da falange calimera que se deslocou «à aldeia».
quais as razões principais para que tal tivesse acontecido? acima de tudo, o (já) “célebre” “Peseiro style“®, explicado aqui, o qual não se coaduna com equipas que não se limitam a jogar para “o pontinho“, como bem refere o Jorge, do Porta19, na sua análise à partida: 

« […] passar por aquele queijo suíço de meio-campo, em que os nossos homens não se entendem e não se coordenam para pressionar o jogador que tem a bola ou qualquer uma das inúmeras linhas de passe que vai criando à medida que progride no relvado. E é tão ridiculamente fácil passar por ali, porque duas ou três combinações simples servem para transformar a pouca consistência do nosso meio-campo numa espécie de gelatina liquefeita. É horrível assistir a um grupo de homens a cederem perante qualquer tipo de ruptura feita pelo centro do terreno, algo impensável para qualquer equipa com mentalidade vencedora […] »

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claudicámos, com violento estrondo, no jogo com um grau de maior dificuldade, desta “pré-época” (de muita má memória). e, infelizmente para todas(os) nós, o próximo também não será mais fácil, numa sempre terrível deslocação a Vila do Conde…
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3) análises individuais.
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casillas. sem culpas nos dois primeiros golos, até ao minuto ’84 foi “s. Iker” em duas ocasiões: aos ’32, num lance a papel químico do primeiro golo do cotovelador argelino, e aos ’69, naquela que foi a defesa da tarde. aos ’85 sofreu o 39º golo em outras tantas partidas em que envergou o nosso “manto sagrado”…

victório páez. mesmo sendo o jogador com maior número de minutos nas pernas do plantel, entregou-se como poucos a uma batalha em que nunca virou a cara a luta. (pres)sente-se o cansaço acumulado de uma extenuante época desportiva, sobretudo na dificuldade em recuperar defensivamente, tantas são as “piscinas” que faz em cada partida.

josé ángel. a sucessão de jogos a titular está a fazer-lhe bem. está ligado ao lance do primeiro golo calimero, depois da forma como sofreu aquela “cueca” do João Mário. mesmo assim, não se deixou abater e fez (pelo menos) meia dúzia de muito bons cruzamentos. defensivamente esteve irrepreensível, sobretudo pela pouca ajuda (ou nenhuma, até) oferecida pelo seu colega de sector (Brahimi), o qual o “forçou” a ter que se haver sempre com (pelo menos) dois a três adversários.

chidozie. mais uma partida de altíssimo nível do puto com idade de júnior. por exemplo, fez com que não se desse por Teo Gutiérrez em campo. e já consegue fechar as linhas de passe interiores, pelo seu lado da defesa. e já não concede tantas vezes o espaço interior da defesa para que o adversário por lá possa brilhar (como ante o Tondela). saiu completamente esgotado, depois de uma partida de uma intensidade física.

martins indi. não ganhou um único lance de cabeça. um único. unzinho só, para amostra. para um central, tal é inadmissível – sobretudo porque, dessa inépcia, resultaram vários lances de perigo para as nossas redes, sendo que um deles resultou em golo e outro numa enorme defesa do Casillas.

danilo. tivessem todos as suas garra e entrega ao jogo, e estou certo que a “música” teria sido outra, esta tarde. foi enorme e executou múltiplas funções num meio-campo sempre à deriva, tendo terminado a central. e aquela forma como sentou o WC, ainda na primeira parte…
é indiscutível e indubitavelmente a melhor contratação desta época. e, para o ano, tem que ser um dos capitães da Equipa.

sérgio oliveira. merecia melhor sorte naquele livre, superiormente executado, e que embateu, com violência, na barra. foi um lutador incansável no meio-campo portista, “esfrangalhado” por uma táctica em que nos vimos sempre em inferioridade numérica face ao adversário.

herrera. este homem parece ter vinte e oito pulmões! fez de tudo um pouco no meio-campo, inclusive chegou a desempenhar funções parecidas com as de extremo, no início da segunda parte. nunca deu uma bola como perdida, inclusive naquela infelicidade, logo aos 6′, em que só não marcou por causa de um poste e de um chouriço do Patrício.

corona. teve uma prestação melhor do que em Coimbra (também, mau seria, tendo em linha de conta a valia do opositor e a motivação que há em participar nestes jogos). mesmo assim, houve alturas em que desejei que houvesse mais soluções no banco para o seu lugar, para lá de Varela. e até havia: o seu conterrâneo Layún… com certeza que não faria pior…

brahimi. hoje, foi uma daquelas tardes em que concordei com a crítica principal que lhe tecem: não sabe “soltar” a bola, e já não falo no momento certo. simplesmente desconhece o conceito de passe. e da vantagem de um “toca-e-foge”, tantas foram as vezes em que se  meteu em autênticas “cabines telefónicas”, sem nexo, sem sentido, sem critério. para além disso, arrebentou fisicamente ainda no decurso da primeira parte e nem por uma única vez foi capaz de descer à defesa e “fazer o especial favor” de ajudar o seu colega de sector. por mim, não regressava para a segunda parte…

aboubakar. só energia não chega para um ponta-de-lança. teve pormenores interessantes na partida, mas acho que é daqueles jogadores “talhados” para jogar com “uma muleta” ao seu lado, e que não num sistema em 1-4-3-3. quando essa oportunidade surgiu, o gordo do brasileiro do “chuta-chuta” matou o jogo (de vez). a meu ver, tem um problema: eficácia (ou a falta dela)…

andré². não merecia aquela entrada na partida, a frio e para tentar unir as pontas de um novelo que já só tinha como fio condutor os caminhos para a nossa baliza, antes que fosse outro o colega a substituir que não o Sérgio e, assim, passar a equilibrar um sector sempre desconexo ao longo da partida.
mesmo assim, foi raçudo q.b., e entregou-se à aventura de tentar dar a volta a um filme mudo, onde, para além de Danilo, não houve outra voz de comando.

varela. em pouco mais de vinte minutos em campo, agitou mais o jogo ofensivo da equipa do que o Corona em quase setenta. e ainda teve capacidade para ajudar (muitas vezes) na defesa.

andré silva. entrou a cinco minutos do fim (!) e não chegou a tocar na bola uma única vez.

josé peseiro. 19 jogos oficiais: 11 vitórias e 08 derrotas; 29 golos marcados, 23 golos sofridos. estes são os números. para lá daqueles, há as prestações da equipa (hoje, sofrível, apesar da entrega) e há a postura do treinador, no banco, a comandar a equipa, coordenando-a. e sobre a prestação de José Peseiro, hoje, afirmo que foi (no mínimo e para ser simpático) uma miséria. já nem me refiro às declarações após a partida, onde viu “um filme” completamente diferente do meu. bem sei que depois do jogo, tecer cenários hipotéticos é como fazer o totobola à Segunda-feira. mesmo assim, a estas horas da madrugada, ainda não percebi:

» por que raio é que se jogou com um meio-campo sempre em inferioridade numérica para com o do spórtém, quando se sabe da valia desse sector nos calimeros?
» por que é que não dá para se jogar em 1-4-4-2, em jogos como o de hoje, por exemplo, “copiando” o que de bem fez Lopetegui, ainda esta época, ante o Chelsky ou ante o 5lb («ambos os dois» jogos em nossa casa)?;
» por que raio é que o Brahimi regressou das cabines, quando era notório que estava a ser um elemento a menos na partida? mais: porque raio é que só saiu aos 85′?
» por que raio é que a primeira substituição só ocorreu aos 60′, quando se percebia que, nessa altura do jogo, a equipa (já) estava completamente à deriva e havia a necessidade de se intervir positivamente nela?
» por que raio é que se fez troca directa de posições, com aquela substituição, não mudando nada num esquema táctico que não estava a dar resultado e em que se corria mais com a bola e/ou atrás desta, muitas vezes de forma atabalhoada?
» por que raio é que não se fez tudo que estava ao nosso alcance para se vencer a partida?! por que raio é que não houve “tomates”?!

sincera e honestamente, não gostei. nada. e, hoje, não consigo fazer quaisquer paralelismos com o que se passou em 2001/2002. de todo. foi muito fraco.
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4) inevitavelmente o árbitro.
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para mim, é de todo impossível passar ao lado de uma arbitragem que foi má e que nos prejudicou. é certo que não foi por ela ter sido de qualidade (mais do que) duvidosa que perdemos, mas foi só mais um jogo em que, por exemplo, nos sonegaram outro ‘penalty‘ – aos 67’, cometido sobre o Aboubakar, curiosamente pelo mesmo jogador que fez falta para grande penalidade sobre o Brahimi (logo, teria que ser expulso, por amostragem de duplo amarelo), e quando estávamos a perder pela diferença mínima.
no capítulo disciplinar, foi permissivo com duas entradas “a rasgar” pela parte dos calimeros, ainda na primeira parte e com os constantes “bloqueios” daqueles, aquando da marcação dos nossos livres, não deixando que estes fossem executados rapidamente, com a colocação estratégica de um “meco” à frente do esférico.
ah! e foi o quinto jogo em que apitou o spórtém e conseguiu deixar o cotovelador argelino em campo. ontem, foi nova agressão, desta feita sobre o Danilo, num lance junto perto do banco do spórtém, na primeira parte: não saltou a uma bola e, na queda do jogador portista, “toma lá mix!”.
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ayrton© google
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5) 1º de Maio.
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hoje, primeiro Domingo do mês de Maio, é o Dia da Mãe – curiosamente no mesmo dia em que se comemora o do Trabalhador. há calendários assim…

porém, para mim, desde 1994 que o significado deste primeiro dia de Maio é outro. e bem mais triste e menos festivo (sequer efusivo).

#AyrtonSennadaSilvaforever.

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disse!
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imprevisto…

palmadinha

© google
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caríssima(o),

um imprevisto súbito, leva a que só me reencontre contigo (e se não antes) a partir da próxima Terça-feira, dia 26 de Abril, em plena Liberdade.
desde já, as minhas sinceras desculpas por eventuais problemas e/ou transtornos causados por esta interrupção (in)voluntária.

antes de um “até já!” e de te desejar “muitas felicidades!” durante este interregno, três breves notas:

1)

muito obrigado!, Zé Pedro, pela gentil ajuda que me proporcionaste, ontem, em poder ir ver o nosso Clube do coração e de Sempre, ao vivo e a cores. fico-te muito grato!
e foi, de facto, um bom jogo, numa partida bem agradável, em que houve muitos jogadores em bom plano, no segundo encontro de “pré-época”, inclusive José Ángel.
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2)

parabenizar o nosso querido líder por ter vencido umas eleições onde há, de facto, aspectos a melhorar – desde logo e à cabeça, o se proporcionarem condições de voto para quem não reside no distrito do Porto (e já para não referir quem é Emigrante).
mas, sobre estas, contribuirei assertiva e construtivamente, com duas ou três ideias, aquando do meu regresso.
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3)

este foi um final-de-semana pintado em tons (muito) azuis-e-brancos, a todos os níveis – desde o Futebol (AA e B’s), passando pelas modalidades (ditas) “amadoras”. o único ponto deveras cinzento é a notícia do encerramento de um espaço de referência da bluegosfera, por exemplo, um grande impulsionador de convívios salutares entre portistas, como são (foram?) os “Encontros da Bluegosfera“; refiro-me ao “Bibó FC Porto, car@go!“.
tratando-se de uma decisão irrevogável (?), faço votos para que ainda haja a possibilidade de um retrocesso na mesma, tal e qual como houve na Política, há uns anos atrás

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disse!
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not@s soltas deste final-de-semana…

f01© colectivo95 | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)
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1)

antes de tudo o mais, quero agradecer ao Zé Pedro a possibilidade que me proporcionou de, num final-de-semana que se iniciou de forma nefasta, em termos familiares, me ter convidado para ir ao nosso teatro de sonhos (acutualmente é mais pesadelos…) azuis-e-brancos, assistir a uma partida desse nosso Amor comum. e foi assim que este «pé frio» teve a possibilidade de (também) se reencontrar com alguns de vós, de forma completamente imprevista para todas(os). portanto e mais uma vez:

muito obrigado, Zé Pedro!
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já agora, uma mensagem particular, mas muito pertinente:
este «pé frio» (também) é imprevisível, como qualquer finta do Brahimi, ou convocatória actual do Peseiro. e, se o Útil se juntar à Vontade, ainda está para nascer quem impeça este «pé frio» de marcar presença num espectáculo que muito prazer lhe dá (ou ainda vai dando): assistir a um jogo de futebol da sua equipa do coração e de Sempre, «ao vivo e a cores».
em suma: se não tenho o direito de impedir, seja quem for, de ir ao estádio, também não admito, seja a quem for!, que o (in)tentem comigo, fazendo-me sentir culpado por “algo”, em jeito de superstição tola, à qual sou totalmente alheio.
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2)

do jogo em apreço, ante o “ónião” da Madeira, do muito que já fui lendo por esse “maraBilhoso que é a bluegosfera”®, retive os seguintes comentários, sacados daqui, os quais subscrevo na íntegra:

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domagro vai ao ataque, às 10h50 de 13/03:

« o problema que prova a nossa instabilidade foi facilmente identificado, ontem. antecipo que o facto de me referir a nomes não implica culpa directa, ou qualquer tipo de responsabilização. esta “defesa remendada” tem vários erros de posicionamento, pelo facto de os jogadores não estarem nas posições que mais dominam:
» Layún sai muitas vezes para antecipar o corte como um lateral. e, quando não o consegue, abre um espaço enorme que não é compensado (quando há Danilo mais depressa ‘isso’ é menorizado). há um lance, aos 50′ e pouco, ainda com 2-0 no marcador, em que o Layún sai ao meio campo adversário para fazer um carrinho, sem qualquer hipótese de sucesso, e deixando um gigantesco espaço atrás para um contra-ataque venenoso (creio que foi o primeiro do “ónião”, na segunda parte). nas imagens até se vê o Maxi a dizer ao Layún que não pode sair daquela forma;
» Ángel tem falta de agressividade na abordagem aos lances defensivos – e agressividade no sentido de impor a sua posição e sem fazer falta. muitas e muitas vezes, quando (im)põe agressividade, é sempre em falta e em zonas perigosas. estando a jogar do lado do Layún, “monta-se” ali uma combinação perigosa de saída desfasada e com falta de agressividade. e note-se que o “ónião” só atacou entre eles, pelo lado esquerdo da nossa defesa;
» Chidozie ainda tem algumas dificuldades no controlo de profundidade, em ‘timing’ e em sentido de… posição. é uma questão “fácil” de trabalhar em treino, mas que precisa de tempo – sobretudo de uma pré-época com alguém a dedicar-lhe especial atenção.

a somar a estes ‘handicaps’ posicionais, há as outras falhas pontuais:

» Sérgio Oliveira, apesar do bom jogo, não pode abordar o lance como fez no 2-1, ao tentar dominar com o peito, para dentro, numa zona onde havia jogadores do “ónião”…;
» os médios e os avançados, no geral, ao não “matarem” lances, nem que seja com recurso à falta, no meio-campo adversário. isso permite, não só reposicionar a equipa (o que é fundamental quando há muitos jogadores adaptados a posições diferentes), como também garantir que o adversário não tem saída em transição, mas sim em organização ofensiva (e que é débil);
» Ángel, já com 3-2, fez algo semelhante ao Sérgio Oliveira: numa recuperação, dá de calcanhar, para dentro e sem ver (ou se aperceber) de quem lá (não) está. nesse lance, o Peseiro só não entrou em campo porque não calhou. é que “está nos livros”: o lateral, que recupera a bola, vira-se para fora e não para dentro. e o defesa espanhol foi ao extremo de virar a bola para dentro! continuo a achar que ele tem muito mais qualidade do que a que tem mostrado (que tem sido muito pouca). é um jogador mentalmente afectado com saída de Lopetegui e que entrou numa espiral negativa. talvez precise de novos ares, para se reencontrar;
» posicionamento geral para segurar o jogo: já com 3-2, nos descontos, o “ónião” carrega-nos (quem diria?! tanta passividade, em tantos jogos recentes, mas no Dragão ganham coragem…). há um lance, nos descontos, que me levou aos nervos: o avançado da equipa insular “encosta” nas costas de Layún, que está virado para o lance, mas no lado contrário; o Ángel percebe e encosta (bem) ao avançado; mas, nas suas costas, fica com 3 jogadores do “ónião” e com o Brahimi, no meio deles, sozinho! 3 jogadores para o Brahimi marcar sozinho! se o “ónião” tem conseguido virar o flanco… depois, ainda iam ter a lata de assobiar o Brahimi, que estava ali, em pânico, para saber quem deveria marcar e sem qualquer ajuda.

actualmente o estado mental é débil. qualquer lance leva-nos ao tapete. parece difícil mantermo-nos vivos, tal é o estado extremo: ora entrámos muito bem e abafámos o adversário (Braga e “ónião”), ora cometemos um erro e fazemos a meia hora final em total aflição.

nota final: sem que sirva de justificação, os últimos 15 minutos do spórtém, na Amoreira, foram iguais. uma aflição total para segurar o 1-2. vamos ver como reage o 5lb. »
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do “pontinha”, às 09h10m de 13/03:

« ontem, ao ouvir a Rádio Canal 5, falava o Bernardino Barros, no fim do jogo e fazia uma comparação entre o momento em que estamos e a segunda metade da época de 2001/2002, quando o otário malvado acabara de ser despedido.
também nesse ano, José Mourinho entrou em Janeiro. infelizmente, nestes tempos, muito poucos se lembrarão dessa meia época de Mourinho; provavelmente só se lembrarão dos dois anos seguidos de sucessos. e comparava ele, Bernardino Barros (e muito bem) que Peseiro está a fazer um melhor trabalho do que o que Mourinho então fez: nos primeiros 13 jogos, Peseiro tem 8V e 5D; Mourinho teve 6V 2E e 5D.

e perguntava ele, Bernardino Barros (e bem): se Mourinho tivesse a mesma falta de tolerância e de paciência, em 2002, com a que temos hoje, com o mundo de comunicação que temos hoje em dia (muito mais agressivo, em que muitos, de forma anónima e cobarde, dizem raios e coriscos do treinador e dos jogadores), se Mourinho teria conseguido sequer acabar a época de 2001/2002?…

temos de ter memória e paciência (bem sei que tenho também pouca).
mas acho que, mais do que tolerância e de paciência, o que é preciso é memória. aquela equipa de 2001/2002 jogava muito menos do que esta. e eu vi equipas campeãs, no FC Porto, a jogarem quase tanto como “isto”, em boa parte da época. por exemplo, já poucos se lembram da época 2006/2007, a segunda de Jesualdo Ferreira, que, depois de uma meia época fulgurante, acabou com o credo na boca, com 1 ponto de vantagem sobre o spórtém e com 2 sobre o 5lb e somente na última jornada – na qual o spórtém, “de” paulo bento, até chegou a ser campeão, até ao minuto 60 e tal, dessa última jornada…
»
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3)

soccer© google
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no decurso do jogo de ontem – um verdadeiro carrossel de emoções (fortes) -, houve algo que não deixei de considerar, onde me encontrava, no estádio, logo após o empate (inesperado) do “ónião“: os adeptos que exigiram a demissão «do Basco» e tudo fizeram até a concretizar, são os mesmos que se insurgiram contra José Peseiro…
se é certo que temos que referir (e não escamotear) que há erros a apontar, à SAD azul-e-branca, pelo curso desportivo e financeiro (sobretudo) dos últimos quatro anos, também não é menos correcto afirmar-se que muito do desNorte desta época se deve (igualmente) à volatilidade desta massa assoBiativa, que não sabe para onde vai e/ou com quem vai e/ou por que vai e/ou pelo que vai… “só sabe” que, “por aí”, é que não vai e ponto final! e esse “por aí”, seja ele qual for, é o que (também) ensombra esta temporada, plena de recordes negativos quebrados.
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4)

bolha© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
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vou ficar à espera (bem sentadinho) que sabujos, como o “meu amiguinho” rogério aze(ve)do, também façam análises como aquela ali em cima, e cujo (abjecto) teor se destaca, em lances de dúvida para qualquer uma das agremiações da Segunda Circular.
«mas foi dezanove segundos antes do golo de Corona. golo bem validado»… ai essa «gloriosa» azia…

já agora e noutro diapasão, mais positivista, na edição impressa, do pasquim do ‘quim oliveirinha, deste Domingo (aqui), recomendo a leitura dos artigos de opinião do Paulo Baldaia (a páginas 08), do Jorge Maia (a páginas 17), do Jorge Costa (a páginas 18) e Álvaro Magalhães (a páginas 56).
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5)

asilva© google | Tomo III
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esta obra-prima é um grande golo, seja em que local for – num relvado de jeito, num areal, ou num qualquer batatal em Oliveira de Azeméis.

(e parece que o puto nos calou, não foi Silva? 😀 diz que sim, Silva… diz que sim… a imagem, retirada deste vídeo aqui, comprova-o.)
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6)

bradtinsley© google | Tomo III
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grande vitória do basquetebol, (novamente) ante um opositor que sobranceira e arrogantemente se julga o único a ditar leis em território tuga, e onde (novamente) houve necessidade de recurso ao vídeo-árbitro para se confirmar o que não mereceu dúvida: uma vitória “sem espinhas”.
e aqueles instantes finais foram mesmo frenéticos – como o comprova este o vídeo aqui.
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7)

juntes© google | Tomo III
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qual a principal diferença entre as duas imagens?
ao contrário do da direita, o da esquerda não é pai de um docinho como este aqui:
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bnm

© google
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disse!
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momento de convalescença…

recpole© google
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caríssima(o),

depois de todas as emoções de ontem (e como foram fortes, cara@go!), numa partida com (muitos) altos e (bastantes) baixos, num permanente carrossel de comoções várias e diversificadas, ainda me encontro em convalescença. a sério! explico.

fui ao Estádio, convidado à última da hora e em cima da dita, pelo Zé Pedro – portista dos quatro costados, a quem já lhe agradeci e faço-o mais uma vez, desta feita publicamente (e com a devida vénia).
nesse entretanto, consegui que os “astros se alinhassem” nessa possibilidade (que gostava que não fosse remota) de poder ir à bola. tal foi conseguido, com uma enorme ajuda familiar, e a todos os níveis.
e, mais uma vez, vim de lá, do nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, «marado da tola». confesso-te que ia tendo uma síncope. mesmo! aquele terceiro golo foi cá uma catarse que nem te conto… só sei que libertei toda a adrenalina acumulada era já Segunda-feira e a madrugada ganhava forma de um novo amanhecer…
[e não me venham cá com as estórias de «pés frios» e/ou «pés gelados» e/ou o diabo a sete, que começo a ficar farto! no máximo, concordo que tenho dois pés de chumbo para dançar a valsa! 😉 ].

entrementes, a esposa está chateada comigo, e com um F bem maiúsculo, porque passei a noite (praticamente) em claro… porque tinha mesmo que serenar os ânimos (ainda bastante exaltados) e porque não queria reviver os momentos no Dragão, conscientemente optei por não redigir nada sobre o encontro, sequer ler o tanto que entretanto se foi escrevinhando nesse “maraBilhoso mundo que é a bluegosfera”® – motivo principal para, desde já, te pedir sinceras desculpas, por eventuais transtornos causados.
assim sendo, aproveitei a (in)tranquilidade dessas horas, enquanto não surgia a alvorada e o começo de um novo dia (e de uma nova jornada, desta feita, na labuta…), para ver (em diferido) a partida da nossa equipa B e o “trio d’ataque” – nesse primeiro episódio de descarga biliar e por parte de um indivíduo excessivamente despropositado, em termos de perímetro abdominal, e demasiado sebento quanto ao seu estado lampiónico. o segundo episódio (em princípio) será visto hoje, e passa na estação 24/7 de Queluz (não!, obrigado. não fumo) – isto na eventualidade de conseguir permanecer acordado e o meu frágil corpo de “adónis” não ceder por si…
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por último e para lá dessas interessantes questões sobre grandes penalidades que foram assinaladas e não deveriam ter sido, e vice-versa – com doutas opiniões que (com)partilho aqui, aquiaqui, aqui e também aqui -, sobre o que aconteceu ontem, no Dragão, eis o que se me apraz referir:

há muito “boa gente” que não se cansa de elogiar a postura do moreirense “de” miguel leal. pois… ‘chapeau’ para eles… só é pena que não façam o mesmo contra aquelas agremiações lá da Segunda Circular. é que, de facto, a garra do moreirense, ontem, foi mesmo qualquer coisa. só não sei por onde andou há um mês atrás, contra o Carnide e em casa (!!!), por exemplo… ontem até comeram a relva; naquele jogo, até uma passadeira vermelha estenderam em direcção ao golo, com uma sucessão de erros defensivos que nem nos infantis se admitem…
são assim, os moreirenses, os belenenses, os aroucas e todas as equipazinhas, do nosso comezinho futebolzinho tuga: só dão o litro contra alguns. esses mesmo…
e, agora, com licença que me vou retirar, que o médico disse que não me poderia enervar «com minudências», e as minhas faces já estão a ficar nessa cor rubro-escarlate, que eu tanto abomino…

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disse!
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