Esperança.

© google | 92º minuto
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caríssim@,

certamente que, tal como tu, também eu ando apreensivo. e conformado. e desanimado. e triste. explico.

encontro-me apreensivo sobretudo com toda esta (in)definição a propósito da nova época desportiva, a qual se avizinha a passos largos – pois que 03 de Julho é já ali, ao virar da esquina.
se, por um lado, compreendo e respeito, que haja recato na escolha do futuro treinador, com tudo o que uma negociação destas envolve – e não me refiro só aos “humores” presidenciais – pelo outro o inevitável protelar do seu anúncio oficial angustia-me. muito. e não me sossega menos a escolha de qualquer um dos nomes que já foram aventados para suceder ao Espírito Santo do Nuno, bem pelo contrário. aliás, se aquela recair em Sérgio Conceição, o bom que extraio é a sua mais firme convicção e um irredutível Querer em vir treinar o seu clube do coração a seguir à Briosa, e esse será um aspecto que irei ressalvar sempre (se não mesmo o único) – porquanto que desconheço o seu trabalho enquanto treinador.
desse seu percurso nos bancos de futebol, destaco obviamente o facto de ter subido o FC Nantes do 19º e penúltimo lugar da Ligue 1, quando lá chegou, para um honroso 7º classificado, a somente 08 pontos do último lugar com acesso às provas europeias – sendo que, em 22 jogos para o principal campeonato francês, almejou 11 vitórias, 05 empates, 06 derrotas, com 31 golos marcados e 28 sofridos, e a prorrogação do contrato até Junho de 2020…

no Presente, também me encontro conformado, porque é este o ‘modus operandi‘ do querido líder e não há como fugir a ele: apostas de alto risco em perfeitos desconhecidos, conferindo-lhes todas as condições para singrar num Clube vencedor.
acontece que, neste mesmo Presente, o (outrora?) melhor Clube do nosso comezinho campeonato está há quatro anos sem conquistar um único troféu ‘and still counting‘. e este é outro facto, nada despiciendo, de uma equação em que Sérgio Conceição, ou qualquer outro treinador que venha a ocupar o cargo do funcionário mais importante do Clube, será sempre o elo mais fraco. é por essa razão que preferia que se aplicasse um investimento próximo da aquisição de direitos económicos e desportivos de um Depoitre ou de um Boly, num treinador com alguns créditos firmados, os quais deveriam incluir títulos conquistados – no sentido em que estão habituados a sentir uma (espécie de) “pressão positiva” naquela prossecução. e quem é que poderia reunir tais requisitos? por exemplo, este senhor aqui. ou estoutro. e ainda este aqui – três opções para gostos diferentes e completamente díspares, mas que cumprem com aquela condição.

já o meu desânimo explica-se, mais do que por palavras, com esse sentimento basto cinzento de não conseguir vislumbrar um qualquer raio-de-sol no futuro mais imediato. ao invés, só “vislumbro” espessas nuvens cinzentas, à espera de descarregar sobre os comuns mortais que terão a infelicidade de se encontrar à hora e no momento errados.
uma dessas “nuvens” prende-se com a (mais do que) provável partida de Iker Casillas para outros destinos – fala-se na França (!!). apesar de perceber muito bem as razões financeiras por detrás dessa inevitável opção, só tenho a lamentar essa procura por uma Felicidade que não encontrou na cidade do Porto – entenda-se: títulos. confesso que, bem aproveitada e convenientemente rentabilizada, a permanência de Iker entre nós poderia “atenuar” o rombo financeiro de 10M€ anuais num já de si limitadíssimo orçamento. é que e não há como negar essa evidência, tão cedo não teremos, entre nós, no nosso seio, um jogador com a visibilidade galáctica de Casillas. e só lastimo que, nestes dois anos, não se tenha retirado qualquer proveito da sua muito mediática imagem – e não me refiro só à venda de merchandising, mas também. saber-se que houve centenas de excursões de fãs, do icónico portero espanhol, para o ver jogar com as nossas cores, e nada de relevante se ter feito para rentabilizar tais visitas, é algo que efectivamente “me ultrapassa”. e não seria muito difícil de ficarmos com um quinhão dessas digressões; bastaria, por exemplo, a FC Porto/Dragon Tour, em consonância com outras subsidiárias do grupo FC Porto, ter apresentado publicamente e de forma massiva, sobretudo em Espanha, pacotes promocionais de viagens à ImBicta, com passagem obrigatória pelo Museu do Clube e com a possibilidade de adquirir uma camisola oficial a um preço reduzido. acredito que tal não teria nada difícil de se ter articulado… mas, agora já é tarde demais para este tipo de aventuras, certo? pois… fica o malogrado registo de uma experiência que necessita de evidentes melhoras na sua orgânica.

e, é claro, que tudo isto me deixa triste. e amargurado. e muito descrente na inversão de um rumo cujo fim não se vislumbra no Horizonte.
mas, e porque a Esperança é a última a falecer, pode ser que, não é?… pode ser que, para o ano… olha: tal e qual como com os calimeros (já vai para quinze anos ininterruptos)

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disse!
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do dia do (fervor do) Clube.

© dia do clube | fotos da curva
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[no passado Sábado] decorreu a sexta edição do “Dia do Clube“. eu nem era para ir, mas depois vieram com o choradinho habitual: “ah e tal, se tu não fores, nem vale a pena a malta organizar aquilo, desiste-se, pronto, ficapróano, cumócampeonato”…
já se sabe que sou um coração de manteiga e lá fiz o favor de comparecer. e não é que, maijuma vez, valeu muito a pena?

sobre o que por lá se passou, saberão o que vierem a saber mas, por aqui, não será. apareçam na próxima edição e já não precisam de se fazerem passar por alcoviteiras.

o importante mesmo é dar os parabéns! […]
assim, trato mesmo eu disso: muitos parabéns! à Organização, por tudo ter sido impecável, mas sobretudo pelo trajecto (ascendente) – aquele que eu acompanhei, desde uma salinha na Biblioteca de Espinho ao Estádio do Dragão [passando pelo Auditório José Maria Pedroto, aquando da primeira edição]. caraças, parecem o [Fernando Gomes]!

ainda mais: parabéns ao FCP! principalmente por ter sabido devolver à casa a que pertence este encontro de Portistas e por ter, enfim, acarinhado e endossado, da forma correta, o evento; pelo espaço e pela presença nos painéis; mas, acima de tudo, pelo reconhecimento do esforço dos dedicados organizadores, culminando na presença inesperada, mas bem-vinda, do Presidente.
[portanto e sem ironias] parabéns FC Porto! demorou, mas foi! este é o caminho, sem receio dos nossos, sem trelas e mordaças e cartilhas. e, lá está: sempre que os Portistas se sentem bem-vindos em sua casa, retribuem com a gratidão e com o carinho que nos merece quem dá a vida pelo Clube. […]

perfeito!

in a tasca do Silva | Maio de 2017.
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caríssim@,

faço minhas as palavras do Silva: não será aqui que se irá saber o muito que foi (bem) debatido sobre a actualidade do quotidiano azul-e-branco. também eu lanço o convite (desafio?) a que quem quiser e puder, na próxima edição marque presença e o testemunhe com os seus próprios olhos. estou certo de que não dará por mal empregue o seu precioso tempo.

mesmo assim, não resisto a partilhar contigo este momento aqui (em vídeo), da autoria do Paulo Bizarro – um dos organizadores de um evento que começou tímido, em Julho de 2012 e que actualmente é a demonstração de que o Portismo entre os adeptos está bem vivo e recomenda-se.
aliás, aquele vídeo é só um (bom) exemplo da veracidade do que afirmo e só por manifesta maledicência se pode inferir que nele se procede a um qualquer tipo de «lavagem gratuita» – seja isso lá o que for. adiante.

o áudio, que também se disponibiliza aqui (em formato mp3) é da da autoria do guitarrista clássico João Dias. e foi assim que se procedeu à abertura dos trabalho da parte da tarde: com um momento arrepiante e que me emocionou bastante (e que ainda o consegue fazer).

por último, mas não menos importante, quero afirmar que foi mesmo muito bom rever alguns de vós, que também resolveram despender algum do seu precioso tempo num conBíBio salutar e que já deixou saudades.
a ver se nos reencontramos em 2018, se Deus quiser! 😉

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disse!
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curtas (e boas).

futuro© google | 92º minuto
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caríssim@,

ontem, o «manstére unáite» venceu a edição de 2017 da Liga Europa (antiga Taça UEFA). obviamente que todos os me(r)dia e todo o jornalixo da tugalândia, também comemorou o feito, na figura do carismático ‘special one’.
acontece que eu não tenho memória de passarinho e, tal como tu, recordo-me (muito) bem dos tempos anteriores à sua azeda partida, para passar a defender as cores do ‘chelsky’, e em que ficaram célebres momentos como este aqui. ou este outro aqui. e também este aqui. nessa altura, ele não passava de um arrogante, de um prepotente, de um crápula, de um «instigador de ódios», de um «arruaceiro», de um egocêntrico, de um «maniqueísta». em suma: era tudo menos ‘special, inclusive (sobretudo?) para os mesmos sabujos que, hoje, o idolatram e o colocam num pedestal onde lhe consigam lamber… as botas.
curiosamente (ou talvez não…) também são os mesmos invertebrados do jornalixo tuga que fazem tudo, mas mesmo (de) tudo!, para minimizarem a sua primeira conquista internacional – a mesma onde ele confessou ter chorado de alegria, após ter almejado tal feito. e por que o fazem? principalmente porque foi conseguido num clube (bem) mais a Norte do Rio Tejo, onde o azul do rio que igualmente banha a cidade que lhe dá o nome e que com ele se (con)funde, numa mescla única, ímpar, singular, lhes causa imensa confusão e basta “urticária”. aliás, a imagem abaixo é disso muito elucidativa:
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futuro© google | 92º minuto
(clicar na imagem para ampliar)

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daquelas três capas, permite-me uma observação sobre aquela mais à esquerda, do pravda:
sim!, «a última é sempre a melhor»; mas, estou certo de que não haverá Amor como o da primeira conquista – aquela a que amiúde ele sempre se refere, de uma Equipa que lhe está permanentemente no Espírito e no Coração (e como nunca mais teve). e saber e perceber isso é que (também) dói àqueles sabujos e/ou pés-de-microfone e/ou laranjos do “nosso” comezinho jornalixo. dói, e muito!
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futuro© pravda
(clicar na imagem para ampliar)

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por último, a imagem acima refere-se à mais recente guerrinha do senhor fernando, publicada na edição impressa da passada Terça-feira, dia 23 de Maio* (e que se pode consultar aqui).
dou de barato a exposição do teor da cartilha referente ao final deste campeonato, a qual instrui os papagaios de serviço ao 5lb a propagandear que, com a saída do Herlander, se deve (in)tentar minimizar os danos da proliferação de erros muito básicos de arbitragem e da completa ausência de critério, sempre em favor de uma cor e sempre em detrimento de outra, “argumentando-se” que com aquela, esvazia-se a razão dos protestos portistas acerca da segunda – como se aqueles mesmos erros nunca tivessem acontecido…
o destaque que concedo àquele ponto 2. prende-se tão-somente com esse desejo primário, de um anti-portista básico, em ver Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa “pelas costas”. se Deus quiser, ainda acredito que será possível o despedimento do actual Jorge Nuno para que o Pinto da Costa possa regressar à sua cadeira de sonho. como já o referi, o Futuro é agora! portanto, a definição da presente época 2017/2018 será fundamental para que se volte a acreditar que é possível uma inversão neste rumo, neste desNorte – preferencialmente com “sinais” satisfatórios dados por quem decide e que indiciem novas práticas, porquanto que se esperam resultados bem diferentes dos dos últimos quatro anos e que se saldaram num redondo z-e-r-o títulos. por exemplo, a escolha do novo treinador da equipa de futebol principal do Clube será preponderante e inclusive definidora do que se pretende para as restantes equipas dos escalões de formação…
no fundo, bem lá no fundo, também desejo que se consiga regressar à senda do Sucesso para calar as bocas sujas, imundas, a tresandar a fel, dos guerrinhas que proliferam no jornalixo da tugalândia – sempre prontos e basto solícitos, em promover os «projectos consistentes e grandiosos» do carnidense e em escamotear as nossas conquistas, remetendo-as para singelas notas de rodapé. quando tal acontece é sinónimo de que estamos de volta – tal como na passada Quarta-feira, com a equipa B do FC Porto, aquando da conquista de um prestigiante troféu internacional…

* Maio, um mês muito “maduro” para a cor azul-e-branca, pelas razões que se explanam aqui, datadas de 2014 e que carecem de uma rápida actualização, digo eu (porventura porque estou muito mal habituado e sinto falta de mais).

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disse!
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despeito (meu).

futuro© porto canal
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caríssim@,

vou ser siso, conciso, preciso, curto e grosso.
vem este intróito a propósito do “Universo Porto – da bancada” de ontem (vídeo aqui), em que participaram o tridente habitual – o moderador do programa, Tiago Girão, o Director de Comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques e o comentador e antigo jornalista da rtp, José Cruz), secundados pelo duo dinâmico da novel página “Baluarte Dragão“, Pedro Bragança e Diogo Faria. explico.

primeiro, confesso a minha estupefacção pelo “desaparecimento” de Bernardino Barros do painel de comentadores residentes do programa em causa.
sem qualquer efectiva ‘inside information‘, deduzo que possa ser pela sua participação no programa de Domingo, na estação de televisão de Queluz (não, obrigado; não fumo), a qual se poderá revelar incompatível com o programa transmitido no Porto Canal – o qual habitualmente “casca” forte e feio naquela outra, e apesar da sua moderação (da do Bernardino Barros, entenda-se)…

depois, também confesso a minha incredulidade por, nos últimos três programas, termos assistido a uma autêntica propaganda, sem qualquer precedente nos alinhamentos anteriores daquele, a uma página na rede social Facebook®, editada por jovens adeptos portistas na defesa intransigente dos interesses do Futebol Clube do Porto.
não está em causa (nem estará!) a Qualidade efectiva daquele espaço no faceboKas, que possui efectiva e comprovadamente, assim como nunca estará a identidade e a idoneidade e a seriedade dos seus autores – os quais desconheço, em absoluto.
agora, o motivo do meu reparo é somente este: houvesse uma rubrica em que se promoviam outras páginas afectas ao Clube, para além de blogues de referência desse mundo que é a bluegosfera – alguns deles, com (bem) mais de dois meses de existência – e tal não seria mal interpretado por mim; como tal não se verifica, apesar de já ter feito chegar tal sugestão a quem de direito e bem antes daquela “promoção” (descarada?), eis-me aqui…

assim, de igual modo confesso publicamente o início da minha descrença num programa que tinha como um verdadeiro baluarte na programação do Porto Canal, a qual até parecia endireitar-se em termos comunicacionais, e em nada comparáveis a um Passado recentíssimo.
pois que tinha o programa “Universo Porto – da bancada” como “um oásis”, um esteio naquela defesa dos interesses do Clube, totalmente desinteressada e muito apaixonada, por quem o produz; a partir de ontem, estou com essa estranha sensação de que aquele mais não é do que uma (espécie de) “coutada”, onde uns são filhos e outros enteados (ou menos, até) – à semelhança de outros tantos “programas” no mesmo canal, apresentados por alguma da prole de alguns dos mais proeminentes quadros da $AD portista…

em suma:
já tinha achado estranha a promoção inicial à referida página, há três semanas atrás, num momento nada próprio e bastante desadequado no alinhamento do programa; como outros quantos, inclusive nossos detractores, fiquei com a sensação de que a página em causa era (é?) “algo” oficioso em nome do Clube, tal a informação que divulgava, sobretudo algum teor que não se encontra disponível publicamente numa rápida pesquisa no Google® (e depois de desmascarados os célebres, por que muito «gloriosos», cartilheiros); desde ontem, considero que aquele duo é oficialmente um instrumento do e ao serviço, do Clube.

e, chegados a este ponto, é óbvio que estou triste e amargurado, sentindo-me até um pouco despeitado (que não com ciúmes só por si, mas também).
“falando” só por mim, que aqui ando a bitaitar desde 2008 (no “falecido” Tomo I), e enquanto administrador de um blogue afecto à causa portista, é óbvio que gostava de ver algum reconhecimento público pela parte do meu clube do coração. não é esse o fito que me move, conforme escrevi no meu manifesto, em Novembro de 2013, porquanto que esta luta desabrida é completamente desinteressada e muito altruísta; mas, se uns têm aquele reconhecimento por parte da casa-mãe, porque é que eu também não o poderei ter?!*
[* a pergunta é meramente retórica, pois que sei bem qual é a sua resposta.]

no fundo, é tão-somente isto o que motivou a redacção (agreste) destas linhas (#notmadeinporta18): o sentimento de um certo ressentimento, por uma mágoa causada pela parte de quem sincera e honestamente não esperava que (também) me magoasse desta forma.
mas, não será por estas razões que deixarei de simpatizar quem sempre Amei indefectivelmente, que muito já me deu e, estou certo, ainda terá muito mais para nos oferecer.
e, dia 27 de Maio, se Deus quiser, lá estarei, para o encontro anual com alguns de vós, naquela que será já a sua sexta edição, e que nasceu da carolice (e do forte empenho. e do enorme brio profissional. e do basto altruísmo.) de outr@s tant@s portistas dos quatro costados, e que demonstram que há Qualidade noutros baluartes, que não se esgota só naquela página
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disse!
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not@s soltas de Moreira de Cónegos.

futuro© getty images
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(pertinente) nota introdutória:

caríssim@,

depois do cobarde e bárbaro atentado de ontem à noite, em Manchester, tudo o que a seguir se escreverá perde algum do seu sentido – inclusive dessa (eventual) Razão que me assiste em partilhar contigo alguns dos meus pensamentos sobre o quotidiano azul-e-branco…
mas, apesar da raiva, e da dor, e da angústia, e da revolta, e do choro interior, e do medo, e do momento pesaroso que sentimos tod@s nestas ocasiões, o Mundo gira e o Tempo avança. no fundo, é como muito bem escreve o Silva: «é neste miserável Mundo de Adeuses que nos obrigam a viver», pelo que ‘the show must go on‘…
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empty spaces (what are we living for).
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a propósito do encontro em Moreira de Cónegos, já tudo foi dito e comentado. estou atrasado, portanto, tal e qual aquele onze, com jogadores que humilharam, não só o manto sagrado e o brasão abençoado, mas sobretudo os indefectíveis que lá se deslocaram: também eles chegaram (muito) atrasados à partida. pelo menos 45′ minutos (outra vez, como em tantas outras ocasiões no campeonato que findou).
como escreveu José Fernando Rio:
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« foi o pior jogo da época: ausência de qualquer grau de intensidade, raras oportunidades de golo, desconcentrações fatais. o Moreirense aproveitou bem essa benesse, oferecendo a posse de bola ao FC Porto. no fundo, fazendo a equipa portista acredita que tinha o controlo do jogo; deixou o FC Porto jogar naquele “ram-ram” habitual neste tipo de jogos para, de repente, recuperar a bola e lançar-se em rápidos contra-ataques mortíferos. foi assim que fez três golos e foi  a equipa que mais oportunidades criou em todo o jogo. »
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eu partilho dessa impressão, subscrevendo-a. na íntegra.
mas, pior – bem pior! – foi esse total desrespeito para com o portismo, o que é algo que, para mim, é inadmissível. como (bem) escreveu o caríssimo Vila Pouca «há limites que nunca podem ser ultrapassados». mais uma vez, em mais um penoso findar de época, esses limites foram excedidos muito para lá do que é aceitavelmente razoável. pior do que aquele resultado final, o laxismo e a absoluta falta de entrega ao jogo, é o que, ainda hoje, me custa a aceitar.
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another hero, another mindless crime.
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« o FC Porto terminou a época da pior maneira: derrota (justa), por 3-1 frente ao Moreirense. este resultado deixou a equipa a 06 pontos do primeiro lugar, sem ser o melhor ataque e também sem ser a melhor defesa do campeonato – algo que estava garantido antes do início da partida.
mais: com apenas 22 vitórias para o campeonato, fica com um registo bem pior do que o da (atribulada) temporada passada – em que se conseguiram somente 23 vitórias. “o melhor” que se conseguiu foi tão-somente diminuir o número de derrotas e melhorar o registo do número dos empates…
»,

também escreveu José Fernando Rio.
face a tais números, às razões elencadas pela C. na sua carta aberta ao Espírito Santo (que também subscrevo) e ao pecúlio de uma época em que se «ganhou… bola!» – a quarta consecutiva… – era inevitável este desfecho aqui.

sim!, a corda “partiu” para o (suposto) lado mais frágil, como é recorrente nestas alturas, na «indústria do Futebol». mas e é bom salientá-lo, tal não iliba a Direcção da $AD azul-e-branca e os seus mais altos cargos dirigentes, das responsabilidades de mais um fracasso total, com a figura de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa à cabeça, antes pelo contrário.
e, ao contrário da época anterior, mais do que uma “entrevista” do Presidente ao Porto Canal (ou a um qualquer outro órgão de intoxicação comunicacional que não seja o Canal do Clube), quero “ver” Acção. chega de palavreado, de falinhas mansas, de tapar o Sol com peneiras múltiplas; o momento é de já se estar a preparar a época 2017/2018 – fundamental para as aspirações do Clube em múltiplos níveis, que não só o Desportivo. basta recordar que só o futuro campeão nacional terá acesso à fase de grupos da edição da Champions de 2018/2019. e sabe-se como é fundamental (preponderante?) a presença do Clube na mais prestigiada competição mundial de clubes…
ah! e considerarei um insulto a tod@s @s portistas se houver nova distribuição de prémios, entre aqueles administradores da mesmíssima $AD que, é certo, já nos proporcionou muitas alegrias num Passado recente. mas esse “juro” já foi pago; ao invés, os quatro últimos anos só nos têm causado prejuízo, e esse não pode ser premiado, bem pelo contrário.

uma palavra para o Nuno, neste momento bastante conturbado:
o facto de ter prescindido «do segundo ano de contrato na totalidade, recebendo apenas os salários referentes até ao próximo dia 30 de junho», como referem alguns pasquins da tugalândia, revela uma lisura invulgar para alguns dos seus antecessores.
também quero salientar que foi uma escolha presidencial que, apesar de ter dado errado, foi a que aceitou um cargo que considero que já foi mais apetecível num Passado recente, do que nos dias de hoje. de facto, quatro treinadores, mais dois interinos, em quatro épocas desportivas, está longe de ser considerado uma espécie de “cemitério de treinadores”, mas também não será a melhor imagem de marca…
e também será bom recordar as condições por que se quedou a última época desportiva, e de como se revelava hercúlea a tarefa do Nuno, a ter que apelar a algum “Espírito Santo” para a levar a bom porto: sucintamente, uma equipa destroçada por um deslustroso terceiro lugar no campeonato (a uns impensáveis 15 pontos (!!!) do líder) e uma final da Taça de Portugal perdida de forma inglória.
mesmo assim, tudo se precipitou depois daquela espécie de derrota ante o Setúbal “de” couceiro, em casa, com o epílogo de 01 derrota e 05 empates nos últimos 09 jogos do campeonato. por mais apoio que tenha tido das (e nas) bancadas, há factos que acabam por fazer “torrar a paciência” do mais calmo dos adeptos – desenhos e silêncios cúmplices, em conferências de Imprensa, à parte..
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futuro© google | 92º minuto
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abandoned places (i guess we know the score).
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fizeram-me chegar a imagem acima através do e-mail do blogue. no texto que a acompanhava, refere-se que aquela circula à velocidade da luz pelas redes sociais afectas à agremiação carnidense.
quero afirmar que desconheço a veracidade, não só daquele último facto (porque não as consulto, sequer sei da sua existência), mas sobretudo do teor daquela troca de mensagens na aplicação ‘whatsapp’®.
mesmo assim, há algo que tenho e que quero registar:

» na “posta de pescada”© da passada Quarta-feira afirmei:

« que fique expresso, desde já, o meu mais firme desejo para que o FC Porto, e como se prevê, não seja beneficiado, no próximo Domingo, em Moreira de Cónegos. […] confesso que, no caso em apreço, não me importarei que se percam os pontos suficientes para que o Moreirense permaneça na Primeira Liga e consequentemente a agremiação (curiosamente muito lampiã) de Tondela desça à divisão mais condizente com a sua categoria (ou a falta desta). »

àquele desejo, fiz a seguinte ressalva:

« e que fique bem claro que nunca desejarei a derrota do meu Clube do coração, seja em que circunstância for. »
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pensei que tal seria um texto perceptível onde, na qualidade de adepto e sem qualquer contacto “ao mais alto níBel” na Estrutura do FC Porto, expressei também o desejo de descida do Tondela. e sobretudo que essa, a acontecer, não fosse à custa de um qualquer benefício arbitral do FC Porto em Moreira de Cónegos, “sacrificando-se” o clube local.
afinal, no fim, quem desceu foi o Arouca, cujo presidente deixará de respirar o mesmo ar dos que o rodeiam lá pelo reino de Alvaláxia…

aferir que eu, por manifestar aquele desejo, estou conivente com aquela eventual partilha pública de um pensamento do líder da principal claque do Clube, vai uma distância tão grande (ou até superior) como a que separa o suposto prejuízo do 5lb, na última edição da Liga Salazar, relativamente ao abjecto esbulho (por que basto «glorioso») de que efectivamente fomos alvo na mesma. para além de que se parte de um pressuposto absolutamente ridículo (por que inócuo).
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futuro© Rui Duarte | 92º minuto
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behind the curtain, in the pantomime.
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ontem deu-me para voltar a ouver o ‘Prolongamento‘. infelizmente fomos o tema principal de conversa, durante mais de uma hora de programa, o qual incidiu na rescisão contratual de Nuno Espírito Santo (NES). e afirmo “infelizmente” porque tal, quando acontece, é sempre sinónimo de que fizemos algo de errado.
do muito que foi (mal) dito sobre aquele assunto, destaquei o que foi aventado aqui pelo precário guerra, um dos meus odiozinhos de estimação; a saber (e cito):
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mandar o NES embora e não pagar um cêntimo é um acto de prepotência digno de um salazar, de facto.

NES deixa obra no FC Porto. […] NES vai vingar como treinador.

os verdadeiros responsáveis não dão a cara. […] é claramente um sinal de incompetência de quem gere o clube.

não deixa de ser difícil de imaginar que o presidente do meu clube abandonasse um jogo 15 minutos antes do jogo acabar, que abandonasse a equipa. o que é que aconteceu? o presidente do FC Porto abandonou o jogo a 15 minutos do fim, veio-se embora!
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sobre o acto (como é mesmo?…) «de prepotência digno de um salazar» recordo-me bem de como se correu com Quique Flores – um treinador que também eu considerei que iria «deixar obra» no 5lb – e se foi contratar o jeBus.
já sobre aquela mentira, que destaquei a negrito, e os respectivos abandonos à sua Sorte de uma equipa de futebol, também me recordo bem das célebres “dores de costas” presidenciais, em momentos-chave da temporada 2012/2013, sobretudo nos jogos fora de Carnide…
pena que o comenta-dor afecto ao FC Porto se tivesse esquecido de contra-“argumentar” com tais evidências… com muita pena minha, nem todos podem ser um Bernardino Barros. ou um (saudoso) Pôncio Monteiro.

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disse!
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ilegais e assassiииos

futuro© google | 92º minuto
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caríssim@,

a propósito do atropelamento mortal de Marco Ficcini – o adepto italiano, ‘tifoso’ da Fiorentina e simpatizante do Sporting, e que, na madrugada de 15 de Abril, estava no local errado, à hora errada, e que, por isso, foi vítima de uma «gloriosa» besta – a revista ‘sábado’, pertença do grupo cofina [valente escarro], a 04 de Maio último, publicou um interessante artigo sobre as claques em Portugal.
obviamente que os ilegais e assassiииos, afectos à agremiação de Carnide, também por lá são mencionados – ou não tivesse a Morte, no Presente do nosso comezinho futebolzinho, uma só cor, a qual predomina sobre as demais…

assim sendo e para quem tiver esse interesse, aqui tens acesso somente ao artigo em causa, cuja leitura recomendo; já aqui tens a possibilidade de ler a revista completa do grupo cofina (em que quase 50% da dita é tão-somente publicidade).

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disse!
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não são tretas!

futuro© pravda
(clicar na imagem para ampliar)

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caríssim@,

BRASÃO ABENÇOADO do dia (aqui e aqui, em ficheiro jpg, e também aqui e aqui, mas em pdf), presente na edição impressa, desta Sexta-feira (aqui), do pravda da Travessa da Queimada, agora que foi reactivada a “papelaria” (aqui), desde Abril último.
obviamente que estou de acordo com tudo – mas mesmo tudo!, ouBistes, ó Silva? 😀 ah! poijébebé! – o que o cronista teceu, sobretudo na parte em que se se refere ao Herlander como «profissionais do meu Clube […] que hoje estão aqui, amanhã estão noutro lugar; hoje são Porto, amanhã serão outra coisa qualquer». é quase “tão bom” de se ler como esta pérola «acontece que sou sócio do accionista maioritário do empregador do Herlander. nessa qualidade, exijo o imediato despedimento do funcionário; que o treinador vá de arrasto, é só uma muito feliz consequência».

para lá do mais recente escrito de Pedro Marques Lopes, daquela edição também recomendo a leitura das quatro páginas dedicadas ao quotidiano do nosso Amor comum (aqui), mormente aquela (espécie de) “notícia”, assinada por josé carlos sousa, a páginas 14, e que dá conta do «Futuro em aberto…» para José Sá. é muito enternecedor perceber o grau de preocupação do sabujo em causa para com elementos afectos ao nosso plantel, sobretudo do Sá, que recentemente, numa entrevista ao Porto Canal, afirmou: «não poderia estar mais feliz com a decisão [em assinar pelos azuis-e-brancos]. sinto que todos aqui, no FC Porto, gostam de mim – adeptos, colegas e Direcção. sinto-me acarinhado». torna-se óbvio que o sabujo não (ou)viu aquela entrevista, sequer que sabe da existência de um órgão de comunicação oficial do Clube pronto a desmentir todas as bacoradas que o pasquim para o qual labuta publica amiúde…

noutro diapasão mas ainda naquela edição do pravda, aqui ficamos a saber o que está em jogo em Moreira de Cónegos, em Tondela e também no Estoril – para lá do “miminho” em se perceber como certos e determinados órgãos de propaganda (ao serviço) do Estado Lampiânico já não conseguem negar a evidência do «glorioso» ‘flop’ que é o “deus” renato das sandes.
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© google | 92º minuto
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o que não é nenhum ‘flop’ é o artigo sob o título “arguido vieira nos negócios com o bpn” (aqui, via o blogue leonino ‘mister do café’ e também aqui).
trata-se de um belo de um artigo, no qual se identifica o primeiro assalto de um autêntico póker de ases – o qual também inclui bes, cgd e bcp. um dia, tudo se saberá sobre o que começou a ser denunciado em Novembro de 2013; só não sei é se será a ser julgado em tempo útil e se será feita Justiça… olha!, tal e qual como no processo ao samurris…
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futuro© google
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clandestino.

há uma nova moda nos ‘me(r)dia’ portugueses: a câmara de eco que fazem uns dos outros. sucintamente: um jornal dá uma notícia e, logo a seguir, os outros replicam-na. isso é verdade para quase tudo, excepto quando se tratam de notícias negativas para o salazar lisboa e [coiso].
ontem, por exemplo, soube-se que luís filipe Vieira está constituído arguido desde 2014, num processo-crime em que é «suspeito de burla, de falsificação de documentos e de branqueamento de capitais», tendo lesado o falido BPN em 23 milhões de euros.

pela relevância da notícia, seria “normal” que aquela tivesse difusão nacional; mas, seja por um qualquer critério editorial (que se desconhece), seja porque “o respeitinho é muito lindo”, jornais como o ‘Expresso’ ou o ‘Público’ “esqueceram-se” de a noticiar.
já nos jornais desportivos – sempre ávidos de notícias sobre os protagonistas dos maiores clubes nacionais, sobretudo quando afectos ao FC Porto – só ‘OJogo’ noticiou aquela matéria.

explicação para tudo isto? é na Comunicação Social que o «polvo» encontra o seu ecossistema perfeito, tendo criado a novel figura judicial do “arguido na clandestinidade”.
porque este diário tem uma confiança ilimitada na recuperação humana, lança-se o seguinte desafio: façam o favor de fazer um poucochinho mais de jornalismo, só para não parecer tão mal.

in Dragões Diário [texto adaptado].
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para lamentar.

a rtp ilustrou uma reportagem sobre a “operação Jogo Duplo” – a propósito de um esquema de viciação de resultados – que passou no ‘Telejornal’ das 20h de ontem, com imagens de adeptos do FC Porto.
trata-se do habitual desrespeito da estação (cada vez mais, menos) pública de televisão para com o nosso clube. infelizmente não parece haver um qualquer Conselho de Redacção e/ou uma Entidade Reguladora digna desse nome, que se preocupem com estas situações e que deveriam envergonhar, sobretudo e em primeiro lugar, aquela estação (muito pouco) pública de televisão.

in Dragões Diário [texto adaptado].
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duas citações para memória futura, obviamente.

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disse!
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tretas (ou balelas), em imagens várias.

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caríssim@,

diz que vencemos a prestigiada ‘premier league international cup (sub-23)’, que vai na sua terceira edição.
diz que vencemos categoricamente e por goleada, num Stadium of the Light (Estádio da luz…), mas desta feita em Sunderland (no Nordeste britânico, bem lá nos confins).
e, mas agora dizemo-lo nós, portistas de alma e de coração (embora ainda muito tretamente amargurado), que se tratou indelével e indubitavelmente de um «feito histórico» – e depois de, na sua primeira edição, em 2014/2015, também termos atingido a final, mas capitulado aos pés de um Manchester City “dos” Angus Gunn (terceiro guarda-redes do actual plantel principal dos citizens), Aleix García e Kelechi Ihanacho (ambos com 727 minutos974 minutos e 08 golos na equipa A “de” Pep Guardiola respectivamente).
e diz que, mais uma vez, tal proeza do futebol de formação luso, mas ao nível dos clubes, passou muito ao largo da Informação, mas só cá pela tugalândia, que a internacional soube dar o devido destaque, inclusive pelo clube vencido [«crushed by a FCPorto masterclass»].
e diz também que as (gloriosas?) vozes dissonantes “argumentam” com o sempre estafado “ah! e tal, que foi contra [o Sunderland], que ninguém conhece. nem devem saber jogar futebol!”. pois… exacto… é só o mesmo Sunderland que figura entre as doze melhores academias de futebol em Inglaterra, certo? o mesmo Sunderland que, nos quiartos-de-final daquela competição, despachou a equipa de formação do Athletic de Bilbao – uma das melhores dos nossos “vizinhos” – sem qualquer apelo, nem nenhum agravo, certo? e curiosamente (ou talvez não…) o mesmíssimo Sunderland que venceu o grupo A, onde figurava o outro representante português, certo? pooooois… ok!… contem-me estórias…

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para a História, para o nosso historial e para o palmarés do Clube, figura o segundo título internacional dos (ainda) campeões em título da nossa comezinha Segunda Liga. e as palmas dos espectadores britânicos à nossa portentosa exibição.
e obviamente, e como não poderia deixar de ser nestas alturas, essa confrangedora (por que basto «gloriosa») azia e que se documenta, não só na imagem acima – então a capa do lixo tóxico do grupo cofina é um “espanto”: «a Europa é nossa» certamente que sim, sobretudo em tons azuis-e-brancos! – mas igualmente nas duas imagens abaixo, a propósito de uma precocemente propalada conquista da (igualmente prestigiante) UEFA Youth League, perante um «frágil» Cazino Salzburg, o qual nem precisou de ingerir muitos ‘red bulls’ para relembrar, a quem de direito, a «gloriosa» profecia de Béla Guttmann:
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disse!
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tretas (muito nossas).

© fotos da curva
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quero agradecer a grande lição de vida que o NES me deu hoje: um dia, quando for na rua e me assaltarem, devo parabenizar o gatuno.
sempre a aprender…

quanto ao resto…
dois penaltis?! e ainda gozam descaradamente connosco! é triste… ao longo desta época, vimos situações muito mais flagrantes a não serem assinaladas, e hoje é isto. ou é puro gozo ou então é para, no final do campeonato, aparecermos com 9 ou 10 penaltis a favor e dar a impressão de que não temos qualquer razão de queixa.
ainda sobre gozo: parece que os corruptos, ontem, no galinheiro, distribuíram cartolinas onde se podia ler que essa é que é a “cartilha” deles. tão espirituosos que eles são, ao nível da infame campanha do #colinho… nada como desvirtuar a Realidade…

sobre a censura à faixa, uma nota só:
devemos muito ao presidente, mas, antes dele, já existia o FC Porto, tal como continuará a existir depois dele. não queira o sr. presidente fazer figura de Robert Mugabe que, aos 93 anos, ainda (des)governa o Zimbabwe.
das qualidades de um verdadeiro líder fazem parte o saber ouvir os seus e o saber quando sair. não é censurando quem sempre apoiou e que quer o melhor para o Clube, que se vai a lado algum. e, repito, o FC Porto não é propriedade privada de ninguém, mesmo daqueles que lhe deram imenso, porque também foi o Clube que lhes deu a visibilidade de que, Hoje, ainda gozam.

termino ainda com uma referência a África (e não só):
a Costa do Marfim, a Nigéria, o Brasil, ou mesmo a Birmânia, construíram novas capitais em locais remotos desses países a fim de lhes conferir mais desenvolvimento e que este também fosse sustentado (está certo… ao mesmo tempo também foi para encher os bolsos a “alguns”…); neste momento, o Egipto prepara uma nova capital administrativa e económica para descongestionar o sobre-lotado Cairo; o Canadá, a Austrália, os próprios EUA, não têm a capital na sua maior cidade. já aqui, no país dos broncos, insiste-se e persiste-se em levar tudo para a região de Lisboa e Vale do Tejo: mais estações de Metro, mais aeroportos, mais portos para cargas e descargas, mais, mais… para os outros – a suposta «paisagem», o grunho e parolo «resto» – ficam as sobras.
desde (pelo menos) o séc. XVI que vivemos (n)uma macrocefalia, que levou a um crescimento desproporcionado da Capital do Império em relação ao resto do País. e, mesmo assim, continuamos a ver as gentes a sair às ruas em Castelo Branco, em Beja, em Portalegre, em Bragança, na Guarda – em regiões preferencialmente do Interior, totalmente menosprezadas e desprezadas pelo Poder Central, do qual o clube corrupto (ainda) é o seu símbolo maior.
e se me custa ver gente a festejar na minha terra natal (Castelo Branco), então na cidade do Porto… enfim… e lamento que não haja um benfiquista que reconheça o óbvio: que este (treta-)campeonato foi ganho graças a factores extra-futebol.

se vale tudo para ganhar? parece que sim. e é também por isso que o País está como está: com uma dívida pública que nem nos nossos piores dias.
c
onclusão a tirar? somos um País de gente desonesta porque, se não se importam de ganhar dessa forma no Futebol, também não se importam de o fazer em tudo o resto, em todos os outros sectores da actividade económica. e tal é triste, muito triste.

saúde. João.
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caríssim@,

não poderia estar mais de acordo com este (muito) pertinente comentário do João, no espaço de discussão do caríssimo Vila Pouca – um dos meus blogues de referência. aliás, considero ser difícil discordar do mesmo, com argumentos válidos e sustentados, sobretudo pela parte de quem é conhecedor do que nele se aventa, mormente naquelas regiões mais desfavorecidas do País…

mesmo assim, permite-me apenas três singelas notas:

1.)
aguardei pelo “universo Porto – da bancada” de ontem (vídeo aqui) para perceber melhor a situação da censura das tarjas. acima de tudo, apraz-me saber que «tudo está bem», nas palavras do Director de Comunicação do Clube – o que poderá significar que houve entendimento entre as partes envolvidas, com o devido (e desejado) “enterrar do machado de guerra” e posterior “fumar no cachimbo da paz”.
mesmo assim, tal não significa que quem, como eu, se deslocou, no passado Domingo, ao nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, de lá tenha saído com uma imagem muito triste, basto cinzenta, com todo um episódio que em nada dignificou aquelas mesmas partes – na altura, em contenda. pelo menos, foi assim que abandonei o estádio, enquanto ouvia as palavras de ordem dos elementos da claque: com o coração apertado, o Espírito sombrio e o olhar perdido num Futuro incerto…
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2.)
numa singela frase, por certo nada inocente – «é a realidade dos resultados. parabéns ao campeão. nós continuamos o nosso caminho – o de formar uma equipa que possa conseguir títulos.» – Nuno conseguiu desbaratar todo o meu trabalho de uma época a desmascarar o «polvo» que subsiste no nosso comezinho futebolzinho tuga. o meu, o de tod@s @s ‘bloggers’ afectos à bluegosfera (e não só), e também o daquele programa referido no ponto anterior.
e foi mesmo, mas mesmo “muito agradável” ouvir todos os «gloriosos» cartilheiros, logo no próprio dia e na Segunda-feira seguinte, a citarem o ainda treinador da equipa principal de futebol do Clube, e a insurgirem-se contra a sua (mais do que) provável rescisão contratual.
e, por muito que ele invoque «a grande confiança num contrato que existe», não haverá Espírito Santo que o mantenha no reino do Dragão, na próxima época*.
[* não!, não tenho bases sólidas (por que oficiais) para sustentar esta minha forte convicção, só um ‘feeling’.]
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3.)
que fique expresso, desde já, o meu mais firme desejo para que o FC Porto, e como se prevê, não seja beneficiado, no próximo Domingo, em Moreira de Cónegos.
e que fique bem claro que nunca desejarei a derrota do meu Clube do coração, seja em que circunstância for.
mas – e há sempre um “mas”… – confesso que, no caso em apreço, não me importarei que se percam os pontos suficientes para que o Moreirense permaneça na Primeira Liga e consequentemente a agremiação (curiosamente muito lampiã) de Tondela desça à divisão mais condizente com a sua categoria (ou a falta desta)
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disse!
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tretas (“jornalísticas”).

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caríssim@,

diz que foram tretas… ou tetras da treta, que vai dar ao mesmo.
diz que foi um «feito histórico», e tal e coiso, repetido ‘ad nauseam‘ pelos sabujos e/ou pés-de-microfone e/ou laranjos dos me(r)dia e do jornalixo tugas – os mesmos que já devem ter tido mais orgasmos triplos, nestes últimos dias, do que o piç… o pizz… o estrábico, faltas merecedoras para cartão amarelo (oh! espera lá!…).
tudo “muito bem”, não fora dar-se o caso do que a imagem abaixo documenta, com algumas das capas dos pasquins desportivos (e não só…), em Maio de 2009 – e, claro está e porque é demasiado óbvio, com muito menos impacto do que as jactantes capas da outra imagem desta prosa, ali mais em cima (então as do dia a seguir à nossa conquista do segundo tetra, contrastam com as mui’ festivas daquela):
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portanto, parece que já houve outro alguém “em antes” do 5lb que conseguiu o tal «feito histórico» – feito esse que, em 2009, fora a segunda vez na sua história de sucessos desportivos, a esmagadora maioria deles a cores e já em pleno período Democrático.
mas, acredito que possa estar equivocado e que aquele nosso segundo tetra não tenha acontecido, sequer o de 1994-1998 – e que viria a ser, esse sim!, um um (ainda?) histórico PENTA – e muito menos aquele outro, já basto longínquo, do spórtém..
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disse!
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