sair do casulo…

© Tomo III
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caríssim@,

antes de tudo, as minhas sinceras desculpas pelo (novo) interregno.
de facto, ele há coisas que efectivamente não consigo controlar, sendo que o volume de trabalho, nesta altura, é uma delas. aliás, trata-se de um volume considerável – tão considerável como o da imagem gif ali em cima, ao ponto de quase, quase me fazer “arrebentar o nervo”, não sei se me faço entender…
este interregno também me está a ajudar a reflectir no que representa o Tomo III actualmente na bluegosfera. não sendo um espaço de referência, nem tendo essa pretensão, não deixa de ser assinalável que, mesmo num espaço de quinze dias sem que se redija uma singela linha (obviamente que #notmadeinporta18), cerca de cem visitantes despendam, em média, pelo menos de dois minutos para o ler. ou seja: dá-me forças (e a tão necessária vontade) para continuar, e mesmo sabendo que, daqueles cem visitantes, nem tod@s sofrem pelo nosso grande Amor e de forma incondicional – isto é, e para que não haja mal-entendidos: nem tod@s são portistas desde berço… e como é somente para estes últimos que escrevo, estamos conversados…
assim sendo, veremos que sinais o que o Futuro se encarregará de nos transmitir, e qual a leitura que deles farei. a actual é a de que efectivamente e com algum lamento da minha parte, não tenho condições para a tão necessária, por que regular, conectividade (quase) diária.

durante estes quinze dias muito aconteceu em termos desportivos.
por exemplo, passámos de um estado deprecivo-catatónico-errático durante cinco longos (e penosos) empates, para um êxtase só comparável ao de 2013, no último jogo. é claro que e ao contrário de 2004, não vencemos uma Champions, no passado Sábado; mas também é certo afirmar-se que e ao contrário dos nossos queridos detractores, que invocam a falácia daquele “argumento”, também não fizemos uma figurinha só por termos obtido um empate, na casa do adversário, em tempo de compensação, mas depois de termos passado mais de uma hora a jogar reconhecidamente como equipa pequenina, como uma equipinha de bairro (seja de Campanhã, de Carnide, do Lumiar ou outro qualquer).
para que se perceba, no passado Sábado houve lágrimas de suprema felicidade, jorradas numa verdadeira descarga de adrenalina, inclusive por este que te escreve, porque e como muito bem afirma José Fernando Rio: 

« o valor desta vitória vai muito além dos 3 pontos arrecadados: ela significa o regresso às vitórias depois de 3 empates consecutivos (5 em todas as competições); significa também o regresso aos golos, depois de 4 jogos empatados a zero, e fez com que os resultados voltassem a condizer com as exibições – é que o FC Porto não merecia nenhum daqueles empates (talvez com a excepção do jogo no Restelo…). esta vitória também era fundamental porque significava uma aproximação relevante à liderança e porque vêm aí jornadas que podem resultar numa reviravolta total do campeonato. »
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nestes quinze dias também deu para perceber que efectivamente temos um plantel desequilibrado e deficitário em alguns sectores-chave (alas e frente de ataque); que há quem defenda que a aposta na formação é um Acaso (ocaso?), fruto de manigâncias, na $AD, que correram mal e que, ao invés, dever-se-ia apostar em jogadores feitos e com experiência – e mesmo que tal seja o inverso do que pugnavam há somente dois anos atrás; que não há paciência, na massa adepta em geral, para as perdidas dos nossos jovens jogadores – omitindo, por exemplo, que até alguns daqueles jogadores experientes também passaram por momentos de algum desaparecimento (assim de repente, lembro-me da “seca” de seis jogos de Jackson); que ainda há lacunas em termos técnico-tácticos, as quais bastas vezes não correspondem aos desenhos triple marfel® do nosso treinador; que este último tem um discurso que não empolga a massa associativa, motivando amiúde as críticas acérrimas da assoBiativa, o que pode significar também que se vai esvaindo algum do (pouco) capital de crédito que ainda tem; que efectiva e comprovadamente o nosso querido líder, nos últimos tempos, dá a impressão que só gosta de falar “de cima da burra”…
estes foram alguns aspectos que retive dos muitos comentários que pude ler, nesse maraBilhoso mundo que é a bluegosfera, neste entretanto. acima de tudo, confesso que também eu passei por um verdadeiro carrossel de emoções: desde o duvidar das qualidades do nosso treinador – mormente depois daquele azedo empate ante o 5lb e do que não se produziu em Belém – passando pela descrença nas capacidades da $AD para esta inversão de rumo (seja ele qual for), até ao renegar toda a ingenuidade patente na nova forma de comunicar do Espírito Santo… mas, qual crente («contorcionista»?) que me assumo, bastou um jogo como o do passado Sábado para perceber que posso estar errado. redondamente errado (porquanto que ganhei alguns gramas a mais, neste hiato). explico.
se é certo que me custou a digerir aquele empate ante o 5lb e a (in)capacidade do Herrera em (não) herrar®, não será menos correcto afirmar que também fizemos 60′ de altíssimo níBel (pena os jogos terem 90′ mais os descontos).
nos últimos tempos (talvez desde os tempos do Prof. Jesualdo Ferreira) não me recordo de um treinador do FC Porto, para a taça da crica/liga/ex-taça da bjeKa/whatevercauseidontgiveafucktothatshit ter apostado em três jogadores da formação; o Nuno fê-lo e, no meu entendimento, muito bem.
como não possuímos todos os dados e só se sabe o que se quer que se saiba “de lá de dentro”, confesso que também me causou estranheza o marasmo em que caíram as performances desportivas de Brahimi e de João (Carlos Teixeira; mas só João na camisola e no anúncio da sua entrada em campo), sendo que “ambos os dois” aproveitaram a oportunidade daquela (espécie de) competição, mas só o argelino é que recuperou a presença nas convocatórias. pode ser que, um dia, o Espírito Santo explique o porquê dos constantes eclipses do português dado que e está visto, o Nuno não envereda por um caminho idêntico ao de Guardiola, o que se lamenta. já Depoitre e Adrián López parecem ter cavado ainda mais as suas “sepulturas”, depois de não terem conseguido tirar proveito dos minutos que o técnico lhes concedeu. já Varela é “um caso” que nem o Silvestre, seu alter ego, consegue explicar.

em suma e porque não pretendo tirar protagonismo ao Silva e à sua mais recente imagem de marca: que aquele jogo de Sábado tenha continuidade, não só já amanhã, mas sobretudo no próximo Domingo, em Santa Maria da Feira, a partir das 16h. nada menos do que uma vitória (se possível contundente) fará com que todo este esforço possa ter sido em vão, «penso eu de que»…

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disse!
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8 thoughts on “sair do casulo…

  1. Blabla trabalho. Sabes como se chama isso na minha terra, sabes? Preguiça! Vai majé trabalhar pá, fazer alguma coisa util para a sociedade, como por exemplo postar mais vezes! Bem! E hã? Qual imagem de marca? Havia de começar a receber dinheiro por essas coisas, eu 🙂
    E olha, se concluires que te sobra a preguiça e te falta o tempo, havemos de cunbersar…Acabo de ter uma ideia. Sim, eu também fiquei com muito meeeeeedo agora…
    Abraço.

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  2. Miguel,

    gostei do seu comentário e claro que todos aceitamos a falta de assiduidade. Teremos outros afazeres. Só não concordo com uma observação sua (modéstia porventura) quando diz que «não é um blogue de referência». Mas é claro que é. Para mim é mesmo um blogue de referência e, quando falta, nota-se.

    Grande abraço, um BOM NATAL, e acredite que “isto” (leia-se a má época) vai mudar. Nem que demore outros 19 anos! Kkkkgrghhh

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