pause | pausa

© google | Tomo III
.

caríssim@,

não dá mais (para já!).

vou continuar com esta (espécie de) pausa até ter condições para poder manter um contacto regular contigo.
no Presente, efectiva e concretamente não consigo fazê-lo, sequer de uma forma (ir)regular.

até esse reencontro, ao qual não coloco qualquer data, por não conseguir prever quando poderá ocorrer (se é que irá ocorrer…), o meu desejo é somente um:

faz o favor de ser feliz!

.
até breve!

.
Miguel Lima | penta1975
.

[modo de introspecção]

© FC PortoTomo III
.

.

cântico do Amor

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
  se não tiver Amor, sou como um bronze que soa
  ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
  e conheça todos os mistérios e toda a Ciência;
  ainda que eu tenha tão grande Fé, que transporte montanhas,
  se não tiver Amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
  e entregue o meu corpo para ser queimado,
  se não tiver Amor de nada me aproveita.

O Amor é paciente,
  o Amor é prestável,
  não é invejoso,
  não é arrogante, nem orgulhoso,
  nada faz de inconveniente,
  não procura o seu próprio interesse,
  não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a Injustiça,
  mas rejubila com a Verdade.
Tudo desculpa, tudo crê;
  tudo espera, tudo suporta.

O Amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
  o dom das línguas terminará
  e a Ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
  e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier O que é perfeito,
  o que é imperfeito desaparecerá.

Quando eu era criança,
  falava como criança,
  pensava como criança,
  raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei Homem,
  deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho,
  de maneira confusa;
  depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
  depois, conhecerei como sou conhecido.

Agora permanecem estas três coisas:
  a Fé, a Esperança e o Amor.
Mas a maior de todas é o Amor.
.
S. Paulo | 1Cor, 13.

.
disse!
.

então, é assim:

© Tomo III
.

caríssim@,

brevíssimas (por que telegráficas) not@s soltas, sobre o encontro de ontem, ante o “todo-poderoso” Club Brugge, sendo que, por imperativos “técnico-logístico-lógicos”, só tive acesso à partida, via “inácio”, a partir do golo do André Silva:

» tivesse conseguido aquela conexão mais cedo, e provavelmente aquele já poderia ter sido o segundo (ou o terceiro) da Equipa. e, assim, teríamos evitado aquela segunda parte fraquinha, paupérrima, com “futebol” desgarrado e desregrado, em que mais parecemos o Setúbal do passado Sábado do que o grande FC Porto das noites europeias [momento para suspirar de saudade]…
(também se poderia ter dado o caso inverso e que é este: tivesse eu não me conectado, de todo!, e o Preud’homme teria levado muito mais para contar, lá para a Bélgica. mas, não quero ir por aí, por esses caminhos ínvios, de “pés frios” e outros quejandos…)
.

» .

.

Herrera esteve noutro lado porque o 16, que até perdeu a moeda ao ar, não esteve em campo – ou pelo menos não pareceu estar. Otávio, do outro lado, idem quase aspas-aspas. Ou seja: sobraram oito homens que tiveram de fazer o trabalho de dez, com a agravante de jogarem contra uma equipa que usou as armas que tinha e que abriu o jogo pelas alas, para poder aproveitar a pouca cobertura que é natural na táctica de Nuno.
O 4-1-3-2 pode funcionar muito bem contra equipas fortes e usando as transições rápidas e as desmarcações na frente; é até muito interessante e dá-nos alguma agilidade ofensiva, mas todos têm de trabalhar. Explica-se: jogar sem extremos implica colocar o ónus de criatividade no meio-campo e obriga a que os dois avançados recuem bastante no terreno em trabalho ofensivo e que também pressionem o centro em tarefas defensivas, cansando-se ainda mais. Obriga, também, a que os laterais tenham setas “à Football Manager”, a começarem na zona recuada e a subirem até à área contrária, cansando-se muito mais. Obriga a que o médio, que até joga no centro do terreno
[o ponto G do meio-campo], procure espaços para receber a bola e a passar rapidamente poir aqueles que conseguir vislumbrar, libertando-se da pressão defensiva. E tudo isto envolve um jogo apoiado, em que cada jogador tem de fazer o seu papel. Quando dois deles não o fazem, marimbando-se, o resto da equipa desmorona-se e rebenta fisicamente; daí que as entradas de Ruben e de Corona tenham sido muito importantes, mas pecaram por tardias – porque, por aquela altura, já a equipa estava a cuspir sangue e a respirar pela boca…

[…] não sabia que iríamos ser tão pequenos a pensar no jogo. É isto que vamos ter até ao fim da época, em jogos mais complicados?
Para lá do aparente paradoxo de um jogo contra o Brugge ser um jogo complicado (sim, é Champions! Mas, até aí, há níveis de cinzento e bem visíveis), é este jogo de receber a esférico no meio-campo, ver as desmarcações dos dois avançados e enviar-lhes a ‘chichinha’ em profundidade, pelo ar ou pela relva, para bem longe dos nossos defesas, que até foram “puxados” mais para a frente, e à procura de um desequilíbrio que permita ultrapassar o adversário em lances-chave rápidos e directos?! Parece-me muito pouco francamente…
Até compreendo que a escolha de Nuno tenha tentado romper com o futebol de “posse pela posse” de Lopetegui; mas aquela, a  de Nuno, parece uma aula de Gestão de Recursos Humanos usando tudo menos os testículos. Estocadas rápidas e recuo imediato?! Estrutura defensiva com permissividade assustadora e permeabilidade constante?! Má cobertura dos espaços, distracção na saída de bola e passes falhados que a minha filha, de três anos, se soubesse, abanaria de imediato a cabeça e diria “eu faço miór, papá!”, e sem pestanejar?!
É é “nisto” em que estamos transformados?! Numa equipa que defende uma vantagem de 1-0 em que, e ao contrário do que acontecia, por exemplo, com Mourinho, a segunda parte do resultado parece estar em permanente perigo de ser alterada?!

É enervante ver tão pouco nos ombros de tanto trabalho. E é desgastante ver os jogadores a cansarem-se (notas altas para o seu esforço, que não está sequer em questão), para correrem mais do que devem, porque não perceberam o que fazer em tantas situações de jogo corrido…
Raios! Em Agosto não podia pedir muito mais, mas, em Novembro, já posso berrar e exigir bem mais do que “isto”!
.

cito o Jorge, naquela que considero ser a melhor análise que já li sobre a presente temporada – e sem desprimor para os demais ‘compagnons de route‘ deste mundo da bluegosfera – tão-somente para corroborar aquela parte, da conferência de Imprensa de ontem, em que Nuno afirma que «ainda falta caminho», e bem ao contrário do Espírito Santo que, momentos antes, na frase anterior (e para ser preciso), confidenciava que «estamos mais próximos daquilo a que queremos chegar». certamente que esta última tirada foi para desanuviar o ambiente…
.

» no seguimento daquele inconseguimento da Equipa, ontem, e sobretudo no decurso da segunda parte, houve momentos em que não parava de pensar: “se for assim, no próximo Domingo, estamos feitos!”. e, a cada jogada de ataque dos belgas, desfalcadíssimos como se sabe, e que, mesmo com a sua equipa C, conseguiam desbaratar a nossa defesa, aquela minha preocupação aumentava. aliás e para ser honesto: ainda não parei de pensar que, se for como ontem, poderemos passar um mau bocado… e também ainda não parei de me preocupar com este meu pensamento (uno).
(e longe de mim vá o agoiro, porque tudo o que desejo é o Sucesso.)
.

» Iker voltou a ser fulcral, ao garantir(-nos) preciosos pontos e os tão necessários contos (ou euros), com uma tremenda defesa, a dez minutos do final da partida, e quando a nossa defesa tremia por todos os lados…
Casillas foi, por isso mesmo, preponderante neste desfecho feliz, tal e qual como André Silva. mas só este último é que é alvo de elogios e encómios, entre os portistas; aquele outro persiste em ser mal-visto, e denegrido, e enxovalhado, entre alguns daqueles que o deveriam defender dos detractores (injustamente, digo eu. e com muita vergonha à mistura, também)…
.

» Herrera foi herrível (© Jorge). outra vez. esta época. tal e qual como em muitas outras ocasiões, ao longo das três que já leva entre nós. ‘so, what’s new?‘… mas pior, bem pior!, foram os artolas que o assobiaram indecente e incessantemente, aquando da sua substituição.
por mais desgaste emocional que o jogador mexicano nos provoque – e como provoca! que o diga o antigo sofá do Felisberto! – que diabo!, era o Capitão da nossa Equipa do coração a abandonar o terreno de jogo, e não um adversário a tentar “queimar tempo”, ou um qualquer burgesso afecto ao Carnide.
em suma: foi (mais) um momento horrífico, em pleno Estádio do Dragão (!!!) e que muito me envergonha por saber que o jogador – ou qualquer outro da nossa Equipa – não o merece: não daquela forma e quando deixou tudo o que tem (e o que sabe, mesmo que, aos nossos olhos, pareça pouco) em campo.
.

» noutro diapasão e recordando-me das capas que se fizeram no ano passado, nos momentos em que aquela minha preocupação não me assalta o Espírito, questiono-me como teria sido se o Dortmund tivesse perdido, ontem… ou será que não perdeu, mesmo? é que, depois disto aqui, já nem sei…
e como seriam as capas, hoje, se tivéssemos perdido pontos? ui! que forrobodó que não seria! como vencemos (mesmo que a jogar mal), vai por aí uma azia “que nem é bom”… enfim…
.

.
disse!
.

então, mas quantos somos?!

© Tomo III
.

.

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Enzo Perez aoValencia, pelo montante de 25M€, que gerou um ganho de 18.783 milhares de euros, após dedução: (i) de compromissos com terceiros; (ii) de gastos com serviços de intermediação; (iii) do efeito da atualização financeira tendo em consideração os planos de recebimento e pagamento estipulados e (iv) do valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alineação, no montante global de 6.217M€;

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Bernardo Silva ao AS Monaco, pelo montante de 15.750M€, que gerou um ganho de 12.855 milhares de euros, após dedução: (i) de gastos com serviços de intermediação e (ii) do efeito da atualização financeira tendo em consideração os planos de recebimento e pagamento estipulados, no montante global de 2.895M€;

» alienação dos direitos de inscrição do atleta João Cancelo ao Valencia, pelo montante de 15M€, que gerou um ganho de 12.543M€, após dedução: (i) de gastos com serviços de intermediação e (ii) do efeito da atualização financeira tendo em consideração os planos de recebimento e pagamento estipulados, no montante global de 2.457M€;

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Oblak ao Atlético de Madrid, pelo montante de 16M€, que gerou um ganho de 9.456M€, após dedução: (i) de compromissos com terceiros e (ii) do valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alineação, no montante global de 6.544M€;

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Markovic ao Liverpool, pelo montante de 25M€, que gerou um ganho de 6,8M€, após dedução: (i) de compromissos com terceiros; (ii) de gastos com serviços de intermediação e (iii) do valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alineação, no montante global de 18,2M€;

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Óscar Cardozo ao Trabzonspor, pelo montante de 5M€, que gerou um ganho de 2.074M€, após dedução: (i) de compromissos com terceiros; (ii) de gastos com serviços de intermediação e (iii) do valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alineação, no montante global de 2.926M€.

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Renato Sanches ao Bayern München, que gerou um ganho de 31.500M€, após dedução de gastos com serviços de intermediação, no montante global de 3.500M€.

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Nico Gaitán ao Atlético de Madrid, que gerou um ganho de 18.939M€, após dedução de gastos com serviços de intermediação, do efeito da atualização financeira tendo em consideração os planos de recebimento e pagamento estipulados, e do valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alineação, no montante global de 6.061M€.

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Ivan Cavaleiro ao Mónaco pelo montante de 15.184M€, que gerou um ganho de 13.684M€, após dedução de gastos com serviços de intermediação, no montante global de 1.500M€.

» alienação dos direitos de inscrição do atleta Lima ao Al Ahli, pelo montante de 7M€, que gerou um ganho de 5.208M€, após dedução: (i) de gastos com serviços de intermediação e (ii) do valor líquido contabilístico do direito do atleta à data de alineação, no montante global de 1.792M€.

» aquisição dos direitos de inscrição desportiva e económicos, do atleta André Carrillo, num investimento total de 6.612M€, que engloba os encargos com serviços de intermediação e o prémio de assinatura do atleta».

» aquisição dos direitos de inscrição desportiva e de 50% dos direitos económicos do atleta Raúl Jimenez, num investimento total de 9.836M€, que engloba a aquisição dos referidos direitos, os encargos com serviços de intermediação, o prémio de assinatura do atleta, os encargos com o Mecanismo do Fundo de Solidariedade e o efeito da atualização financeira tendo em consideração os planos de pagamento estipulados.
aquisição dos restantes 50% dos direitos económicos do atleta Raúl Jiménez, que remanesciam na titularidade do Atlético de Madrid, pelo valor de 12M€, passando a deter a totalidade dos direitos desse atleta.
.
fonte: menosfutebol.
.

caríssim@,

desde já peço desculpa pela (longa) transcrição do texto acima, mas aquele tão-somente servirá para memória futura. e também para comprovar a minha seguinte dúvida existencial: mas então não éramos só nós que fazíamos capas de pasquins desportivos e/ou éramos “honrados” com aberturas de telejornais e/ou éramos alvo de comentários jocosos com os famigeradamente célebres «gastos com serviços de intermediação», e com os «compromissos com terceiros», e com os «prémios de assinatura do atleta»?!

confesso a minha incredulidade perante este cenário (e por que não afirmá-lo?) dantesco que grassa por Carnide, com quase 15 (quinze) milhões de euros despendidos naquelas rubricas (!!!) – e sem considerar os quase 35 (trinta e cinco) milhões de euros em “Fornecimentos e Serviços Externos” – como se sabe e como é do conhecimento geral, um exclusivo ‘made in‘ FC Porto $AD…
também estou à espera (mas sentado) de aberturas de telejornais, rasgar de vestes em público, comentários (um pouco) jocosos e “honras” de capa nos pasquins do burgo, sobre esta situação…

por último, informo que a imagem acima nada tem que ver com o teor desta (telegráfica, mas “muito”, deveras “preocupada”) “posta de pescada”®; foi só um momento de pura (auto-)recreação.

.
disse!
.

então, haja memória!

© Tomo III
.

caríssim@,

no dia a seguir à sua reeleição e depois de todo o seu endeusamento, principal e mormente pela parte de quem lhe é subserviente, não se abnegando nos esforços (hercúleos?) de serem verdadeiramente uns pés-de-microfone e/ou uns sabujos baratos, a imagem acima serve de motivo de reflexão.

e, já agora, para que haja memória sobre quem se pretende fazer passar por um “grande estadista” mas que nunca deixará de ser um penhorado, um caloteiro, um ladrão e alguém que sempre optou, de forma deliberadamente consciente, fazer as coisas «por outro lado».
(para além de que se trata de um lampião da pior espécie, mas isso são outros quinhentinhos…)

.
disse!
.