ganhámos (o direito a sonhar)

© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

.

caríssim@,

antes de tudo, duas advertênciasum pedido e um ‘off-reco(rd):

» advertências:
esta “posta de pescada” vai ser um tanto ou quanto para o looong… para o comprid… vai ser um testament… vai honrar com a imagem de marca deste espaço de discussão pública.
esta “posta” vai ter muitas imagens (e não são dessas).

» pedido:
como já deves ter reparado, ultimamente a frequência com que comunico contigo não é tão regular quanto o desejável. comparando com um Passado recentíssimo, deixou de ser (quase) diária para se cingir uma intermitência pior do que as hesitações de passe do Herrera em zonas nevrálgicas do meio-campo.
tal deve-se (sobretudo) a motivos profissionais, os quais me impedem desse contacto harmoniosamente contínuo que tanto prezo e estimo, e que, no Presente, não é possível (de todo!).
assim sendo e mais uma vez, os meus sinceros pedidos de desculpas por quaisquer eventuais transtornos que te possa causar.

» ‘off-reco(rd)‘:
senhoras e senhores da tap, e do turismo de lisbo… de “portugal”, e da estação (cada vez mais, muito pouco) pública de televisão, e das demais entidades públicas e/ou privadas que ficaram “muito contentes” com o facto da cidade do Porto, pela terceira vez e, desta feita, por total unanimidade (forasteira), ter conseguido o honroso galardão de “Destino Turístico Europeu de 2017“:
a vossa azia é (também) a “gasolina” que faz mover esta Região e o motivo principal pelo qual a reivindicação de mais e melhor descentralização, é muito premente, nos tempos que correm. não compreender que, com aquele prémio, quem vence é igualmente todo um País com pouco mais de 92000 km², é ser demasiado atávico, mesquinho, desditoso, para com toda a restante «paisagem» daquele e que é tudo menos subserviente (servil?) àquela outra e a quem diariamente (in)tenta que se lhe deve prestar vassalagem – ou não fosse a capital do Império… -, mas que, invejosa, não tolera os sucessos da primeira – o tal «resto» que (dizem) não passa de «paisagem».
pelos vistos, é a esta diversidade de «paisagens», com total primazia para a cidade do Porto, que os forasteiros que nos visitam preferem e que quem reside na dita capital do Império persiste em apelidar de «bacoco» por, por exemplo, não compreender o bairrismo intrínseco às suas gentes (algo que faz parte do seu ADN e que não se consegue explicar por palavras) – e já para não referir essa evidência de não perceber as multiplicidades geográfica e demográfica, que a expressão «o Norte» encerra nela própria (como se a região do Alto Douro fosse em tudo idêntica à do Minho, e o Vale do Sousa fosse similar à Ria de Aveiro)…
resumidamente e para não ser (ainda mais) fastidioso:
«que la chupen y que la sigan chupando. y sigan mamando.» ¡y olé, carago!
.
.

neste entretanto, parece que ganhámos em Guimarães e conquistámos o castelo – um feito que, para o campeonato, já não era conseguido desde Fevereiro de 2013. e refiro «parece» porque, depois do muito que pude ler por essa bluegosfera fora e nalgumas redes sociais, o desânimo por não ter havido “ópera” superou o facto de termos levado de vencida dois obstáculos muito difíceis: o spórtém (na nossa fortaleza) e o Vitória (no seu reduto).
p
ara lá do que entrementes (brilhantes) escreveu o Silva e da muito bem observada questão da competência, da autofagia à Porto assertivamente abordada pelo Jorge e da pertinente crítica construtiva aos críticos daquela partida pela parte do caríssimo Vila Pouca, permite-me só esta observação (pertinente?):

é certo que, no jogo em causa e depois da exibição frente aos calimeros, durante muito tempo (deu a impressão que) não jogámos um caralho, tal a forma como se preferiu a solidez da defesa em detrimento dos méritos de um ataque (continuado?) e da famigerada «posse de bola» (mesmo que inócua) – e, no meu entendimento, há uma explicação para que tal tenha sucedido (e já lá vamos).
e é correcto afirmar-se que, em grande parte da partida, houve um permanente sobressalto em cada portista, sempre com a pergunta pendente de “quando é que este gajo [o Nuno] faz alguma coisa? está à espera que chova, só pode… ou então, da intervenção do divino Espírito Santo (nem que seja o de orelha)”…
e, sim!, só após a entrada do Diogo Jota é que soubemos controlar a partida e desferir o “golpe de misericórdia” na mesma e nas aspirações do Vitória SC (e não só) em relação a um hipotético empate.
mas, mesmo assim, ganhámos, porra! outros anos houve e até muito recentes, em que jogámos bem melhor do que no Sábado e perdemos (ou empatámos, o que vai dar ao mesmo em termos de “sabor” e de amargura), para gáudio dos mesmos que, em tempos (não muito) idos, se agarravam ao «pragmatismo» nas vitórias e, agora, (in)tentam-nos lançar poeira (#madeinporta18 ?) com estatísticas que, no cômputo geral, apenas e só referem o que, para mim, é Essencial: marcámos mais golos do que o adversário – com (ou sem) muita posse de bola, com menos cantos do que os outros, com mais remates enquadrados (ou não), quero lá saber! na fase em que estamos no campeonato e com todas as vicissitudes por que já passámos, mais do que “sonatas” e/ou “cantatas“, eu só quero os três pontos em cada um dos jogos que nos faltam disputar; o resto é paisagem (ou «’peaners‘»).

ou seja (e em suma):
é como afirma o “4lusos” e eu corroboro (com os destaques a serem da minha responsabilidade):
.

.

« é evidente que há trabalho feito. É evidente que isto não cai do céu. É claro que o treinador tem a sua responsabilidade e mérito, mesmo que aqui e acolá, eu veja muitas lacunas nas suas decisões (recentes e distantes), em vários jogos e em momentos decisivos de alguns jogos.
sou (e fui!) muito crítico, não raras vezes, em relação a Nuno Espírito Santo [NES]; mas e se for motivo para elogiar, também sei dar-lhe mérito e reconhecer-lhe qualidades, e fá-lo-ei sem qualquer tipo de hesitação.
não sou apologista de NES, nem da forma como dirige e gere a equipa durante os jogos; mas tenho a forte esperança de que possa levar esta equipa a bom porto, dando (e acho que ainda esta época) uma alegria a todos os sócios e adeptos portistas. »
.

e, também, como afirma o sr. Remígio Costa:
.

.

« na hora de aproveitar um belo (e útil) triunfo há (ainda) quem insista em ver o “copo meio vazio”. facilitam a vida aos que fazem o trabalho sujo dos nossos adversários, tentando desprestigiar e desvalorizar os nossos sucessos… »
.

e, de certa forma, não deixam de ter a sua razão. e tomemos por exemplo o jogo de ontem, a contar para a Champions, em que o Borussia visitou a agremiação de Carnide. rezam as famigeradas estatísticas da partida em causa que o 5lb levou um banho de bola e que, não fosse o seu guarda-redes, a humilhação seria inevitável. porém e para quem (como eu) não viu o jogo, o que as capas dos pasquins lá do burgo transmitem são autênticos orgasmos punheteiros (aqui), com números em tudo idênticos aos que apresentámos ante o todo-poderoso actual terceiro classificado da Liga…
ou seja: o que sobra, para contar à maralha lampiónica, é a vitória ante um super-Dortmund (mesmo que em crise) e o facto de estarem em vantagem para a segunda mão desta eliminatória; ao contrário de muitos de nós e de José Manuel Ribeiro, hoje no seu editorial “memento mori” (aqui), e por mais Razão que lhes assista, ninguém se preocupou em transmitir a ideia de um 5lb recolhido e acantonado no seu meio-campo, à espera de um milagre (que curiosamente viria a acontecer)…
.

© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

.

a propósito da partida de Guimarães, há algo que, para mim, dela não se pode dissociar: a vergonhosa arbitragem do xistrema.
sem querer ser muito enfadonho, tenho, para mim, que a “encomenda” esteve lá, bem presente no D. Afonso Henriques, e que tudo (in)tentou mas…. não teve a Sorte pelo seu lado. é que muito do (nosso) jogo pastoso da primeira parte também se deveu (e muito!) às inúmeras apitadelas do ‘shôr‘ carlos, sempre muito solícito a interromper o seu normal desenvolvimento, assinalando (de pronto!) todas as faltas, faltinhas e faltecas, a favor do Vitória, e num fulgor inversamente proporcional ao “pau” que permitiu (sempre!) aos jogadores da equipa visitada. e, se dúvidas houver do que afirmo, a imagem que se segue é basta elucidativa:
.

© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

.

.
“ah! mas houve um ‘penálte’ a favor do Guimarães, aos 38′. foi descarado o benefício em vosso favor! não fosse o árbitro e o Victorio Páez não teria terminado o jogo! tem vergonha na cara!”
.

com mais ou menos insultos à mistura, este foi um comentário (dos vários) que recebi nos últimos dias. percebe-se o teor e o alcance da “indignação” lampiónica, muito pouco dada a ser afrontada com a “tal” verdade desportiva por que tanto pugna(va).
convém recordar que, aos 38′, estava 0-1, a favor do FC Porto e que o Victorio viu um amarelo aos 40′. se eventualmente tivesse visto amarelo aos 38′, tal significaria que, a partir desse momento, e num jogo hipotético que não veio a acontecer, teria o mesmo recato que demonstrou no que restou da partida.
mesmo assim e para os lampiões que por aqui passam, eis duas imagens que (também) ajudarão a elucidar as suas mentes (torpes):
.

© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

.

.

© google | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

.

[diz que este não conta como ‘penálte’. que o vesgo do piç… que o vesgo do pizzi também fez falta igual, contra o spórtém e que não contou… pois, ‘tá bem abelha… tivesse este lance ocorrido na nossa grande área, e com muita certeza que teria sido assinalada grande penalidade (com posterior expulsão do Danilo, bem entendido).]

.
ah! e sobre a questão da «vergonha na cara»:

(não) ter «vergonha na cara» é andar a apregoar, aos quatro ventos, que há «ameaças a árbitros» mas só a Norte, e mesmo que perpetradas por dois indivíduos que vestiam artefactos identificáveis com uma das claques legalizadas do FC Porto e que qualquer um de nós pode comprar, independentemente do clube do coração…, “esquecendo-se”, de uma forma «gloriosa», de também abordar estas ameaças aqui e que (pasme-se!) foram devidamente comprovadas em Tribunal.
(não) ter «vergonha na cara» é fazer alarde de «muita coação» “esquecendo-se”, de uma assaz «gloriosa», que “a tal” coacção já remonta à década de ’90 (pelo menos) e também para os lados de Carnide.
(não) ter «vergonha na cara» é fazer um banzé com os «buracos azuis» sonegando (mas de forma «gloriosa»!) que a actual direcção da $AD do 5lb deve a este mundo e ao outro também – (pelo menos) ao BPN e ao BES.

(não) ter «vergonha na cara» é um pouco de tudo isto, “esquecendo-se” que a agremiação por que sofrem do coração tem muitos (bastos!) “telhados de vidro” que convém ocultar da mesmíssima maralha para quem diariamente se fazem capas jactantes (vulgo fardos de palha) como estas aqui.
.

© Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

.

por último e em relação à imagem acima, a qual não encontrei em nenhum lado e sobre um lance – aqui, a partir dos 01:32:38 – que não aparece descrito em nenhum “relato” dos pasquins que o fizeram ‘online‘.

este lance passou em claro ao apitador de serviço. se tivesse sido julgado e conforme o refere o tribunal de ex-apitadores (aqui), muito provavelmente o adrien [valente escarro] não teria terminado a partida em Moreira de Cónegos e (espanto!) muito provavelmente não teria a oportunidade de marcar o terceiro golo dos calimeros. mas, mais do que esse hipotético “se”, a visualização daquele lance, no imediato, recordou-me aquele outro, o da expulsão do imbula, no Bessa, no ano passado, para a Taça de Portugal (aqui).
ou seja: mais uma vez questiono sobre quais são os critérios para este tipo de lances? é que, se os há, são muito “difusos” e propensos às mais diversificadas interpretações (opiniões)… ‘oh, wait!‘…

.
disse!
.

«ganhámos (apesar do treinador)»

© zerozero
.

caríssim@,

antes de tudo, uma pertinente advertência:

com o texto que se segue, o qual será ligeiramente para o looongo, aos olhos de alguns (muitos?) talvez vá parecer que sou o tolinho que se encontra na auto-estrada, em contra-mão, e que julga os outros condutores – todos eles! – por considerar que são os que estão errados, e não ele… aliás: não é «talvez», é mesmo! mas não me importo, pois estou consciente do “erro” que estou a cometer, qual ovelha choné a remar contra a maré [rima propositada]…
.

(re)vi a partida deste último Sábado, ontem, em diferido e na tranquilidade do lar, e depois do muito desassossego que pude ler na bluegosfera. aqui chegados, confesso publicamente, não só a minha douta ignorância sobre essa sapiência que é o Futebol, assim como a minha incredulidade perante tanta crítica – acérrima, feroz, tenaz, acre e, com certeza, que igualmente válida (e não me compete julgá-la, antes pelo contrário, e nem sequer é essa a razão de ser desta prosa) – e logo numa vitória…

acusem-me de resultadista; sincera e honestamente quero lá saber! de há uns seis anos a esta parte (pelo menos), aquando da passagem do bitó Pereira, pelo nosso clube do coração, que coloco o pragmatismo do resultado final à frente de outras questões – em tempos, tidas como «de ópera» que, como é do conhecimento geral, é mais lá para os lados do S. Carlos, na capital do império (da ‘piovra‘). por exemplo: desde aquela altura, quando me desloco ao nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, (supostamente aquela que deveria ser «a nossa fortaleza»), existem três resultados possíveis com que poderemos ser brindados, no final das partidas, quando e num Passado (já nada) recente, quando ia às Antas, só considerava a vitória como o único plausível.
talvez esteja a ser exacerbadamente altivo e sobranceiro, ao afirmá-lo, mas será sempre para o lado que dormirei melhor, porque é o que sinto actualmente. esta minha atitude é também uma forma de me defender das expectativas (sempre altas) que tenho quando joga o meu clube de Sempre. pode parecer incongruente, mas desde aquela altura, a do bitó – em que cheguei a assistir a jogos ao vivo e a cores que (literalmente) me fizeram adormecer, tal era o soporífero do “futebol” praticado, assente numa estéril posse de bola e no «o Hulk resolve» – que me sinto assim: espero que se consiga a vitória, nem que seja com um golo em fora-de-jogo, nos instantes finais da partida (‘oh! wait!‘…). e é por demais evidente e óbvio que continuo a perder noites de sono com os nossos desaires, tal&qual como tu, mas isso, agora, não vem (nada) para o caso…

estas recordações assaltaram-me ontem, enquanto revia o jogo de Sábado, o qual, pelos vistos e depois daquelas críticas todas, é ligeiramente diferente daquele visionado pel@s demais portistas da bluegosfera (e não só). explico.
do que me foi dado ver, mais uma vez o nosso treinador adoptou uma espécie de sistema táctico em função do adversário que a equipa defrontava a seguir à última partida. desta feita, fê-lo utilizando um esquema de 4 médios o zona nevrálgica do meio-campo, prescindindo de extremos “puros” – algo que, por exemplo, em tempos idos, José Mourinho fez em todos os desafios que o FC Porto disputou para as competições europeias, nas épocas 2002/2003 e seguinte. e diz que o Prof. Jesualdo Ferreira também o fez e por mais do que uma vez, e com relativo sucesso… e já sei que os plantéis são todos diferentes, e que as qualidades futebolísticas dos médios de agora e de então não podem ser comparáveis (há quem advogue perda de Qualidade…), e que qualquer coincidência de esquemas tácticos entre esses tempos e os de Hoje é pura especulação e uma total perda de Tempo… mas, não foi o Nuno, e não um qualquer Espírito Santo de vão-de-escada, que afirmou que (e cito): «não há um sistema táctico, há uma ideia: os laterais estão constantemente projectados; os médios que envolvem, que rompem; e os avançados que estão sempre perto da grande área adversária. assim, em 60 metros, não há um sistema que se possa identificar, não há 4-4-2, nem 4-3-3. há uma ideia!»? e não foi o mesmo Nuno que afirmou (e cito): «a minha mensagem é única e coerente. acredito fielmente na Comunicação. acho que os jogadores ouvem o que dizemos, sentem o que dizemos e tentam reproduzir isso nos 90 minutos. nem sempre foi assim, mas na maioria das vezes sim. não vejo necessidade de mudar a linha de Comunicação de, como ouço, “dar murros na mesa”. o importante é passar uma mensagem coerente e clara para os jogadores»? então, qual a surpresa de, na Amoreira, termos jogado com quatro médios?! pelo que afirma e em Absurdo, até poderemos jogar sem avançados frente ao spórtém…
o importante a reter, pelo menos para mim e considerando aquele pragmatismo que expus ali atrás, é que houve a assumpção de um erro na explanação daquele sistema de 4 médios. é que e pela primeira vez, Nuno resolveu mexer na Equipa e corrigir um sistema que não estava a resultar (de todo!) ainda na primeira parte do encontro. eu acho que esteve bem em emendar a sua decisão primeira, mas e pelo que pude ler na bluegosfera, até parece que foi cometido um qualquer sacrilégio… aliás, recordo-me de outras partidas “deste” FC Porto, “do” Espírito Santo, na primeira volta, em que nem chegámos a esgotar as três substituições a que temos direito por Lei e quando o jogo “pedia” algo (substancialmente) mais* (melhor?)…
[* dá para compreender um pouco mais (melhor?) a minha actual condição de “resignação”, aquele afirmar de um certo pragmatismo?…]

na partida na Amoreira também deu-se o caso de os primeiros 45′ terem sido amorfos, sem muita chama, sempre a dar a sensação de que estávamos a disputar a partida, mais do que para a vencer, antes para não sairmos de lá sem qualquer ponto conquistado. (infelizmente) já não é a primiera vez que o sinto e a gota de água, para mim, foram aqueles inexplicáveis vinte minutos finais da partida ante o 5lb, no Dragão – em que conscientemente se optou por resguardar o 1-0, qual equipinha pequenina e ante um adversário que, desde o primeiro minuto, se preocupou em não perder (aliás, aqueles festejos efusivos por se ter conseguido um empate, ao minuto 92′, assim o indiciam…).
por outro lado, também vi, ao longo dos 90′, que esta Equipa tem fibra, tem raça, tem carácter, tem garra e não se dá por vencida antes do apito final – e numa clara antítese, por exemplo, para a época transacta. nota-se, sente-se o Espírito de Grupo – e só assim se poderão justificar as reacções de Casillas e de Marcano, ao golo sofrido na Amoreira (num lance fortuito do Estoril, é certo, mas num remate perfeito e só defensável com os olhinhos). e, acho eu, esse deverá ser um mérito que, com toda a Justiça, se deverá imputar ao actual treinador do FC Porto**, ou não será assim?
[** curiosamente o mesmíssimo treinador cujos seus festejos, aquando do nosso segundo golo, foram postos em causa/severamente criticados/alvo de censura (!!!) – como se tivesse que haver um qualquer código de posturana altura de um momento orgásmico, como é o de um golo a favor do FC Porto…]
. 

em suma e como bem afirma o RCBC, na sua mais recente prosa:

.

« a pergunta que me coloco a mim próprio é: será razoável “pedir lagosta com champanhe”, até ao final do campeonato, em vez de “um bom bitoque com batata frita e coca-cola”?
para mim, a focalização até ao final da época deverá centrar-se sobretudo em termos um nível de eficácia e de competência, que nos permita arrecadar o máximo de pontos possível, com maior ou menor fulgor exibicional. […] sinceramente já estou preparado para assistir a “concertos de bombo” (e não «de ópera») e a “comer bitoque com batata frita” até ao final do campeonato. não se trata de falta de ambição ou de exigência, trata-se de realismo. »
.
.

© google | superporto
(clicar na imagem para ampliar)

.

também me foi dado ver e dentro do possível que a (fraca, péssima) realização da transmissão televisiva o permitiu, que e mais uma vez nesta época (que ainda não terminou), e tal&qual como as anteriores duas, que tivemos que lutar contra tudo, contra todos e contra os tolos do costume – i.e., e não há como o sonegar, contra uma equipa de apitadores que souberam (muito) bem ao que foram e desde o seu início (desde a sua nomeação). tenho para mim que o “servicinho” estava muito bem encomendado…

façamos um exercício simples de “supônhamos que” [brincadeira].
imaginemos que aquele fora-de-jogo, muito mal assinalado pelo mesmo bandeirinha que foi incessantemente pressionado pelo “illusionista” igualmente natural do País Basco, mas que comanda o Estoril, e que aconteceu aos 6′ do encontro, e que a imagem acima documenta o que a realização da transmissão televisiva não repetiu e o tribunal do pasquim do ‘quim oliveirinha não analisou, sonegando esse facto de forma despudorada, não o era. imaginemos que o lance decorria com a normalidade que deveria ter acontecido, e que faríamos o golo – algo muito provável de poder ter acontecido, não fosse esse lance indevidamente invalidado.
aos 7′ minutos, a vencer por 0-1, num campo tradicionalmente difícil e ante um opositor que, contra nós, não cede e tudo faz para (pelo menos) empatar o resultado – e ao invés do que acontece quando os outros, ditos “gloriosos”, lá vão passear – o jogo seria outro, certo? porventura não teria havido aquela sofreguidão final, aquela ânsia na procura de um golo que tardava em acontecer. e, se calhar, muitas das críticas que se teceram (e que ainda se tecem…), não teriam visto a luz do dia, correcto? pois…
mas, não foi nada disso que aconteceu e os 2 golos que marcámos também o foram contra a “encomenda” (do) oliveira, o apitador que nos sonegou duas grandes penalidades, não concedeu a lei da vantagem aos 18’, num lance em que optou por assinalar a falta (que existiu!) sobre Diogo Jota, quando Herrera e André² seguiam isolados para um golo certo, e que foi basto permissivo com a distribuição de “lenha”, de “cacete”, de “pau”, de porrada velha, por parte dos canarinhos – e que não os de Terras de Vera Cruz, que esses também sabem jogar à bola. os da Amoreira é mais às pernas dos jogadores…

já agora, um parêntesis para afirmar que a autêntica roubalheira, em termos de arbitragens, esta época, também atinge os jogos da Segunda Liga, mormente aqueles em que intervém o campeão nacional em título.
a imagem que se segue é só mais um exemplo, e refere-se à partida de 14 de Janeiro último, ante o Aves, num empate muito amargo…

.

© google | Tomo III
.

é por demais evidente o adiantamento do guardião do Desportivo local, no momento em que Fede Varela remata – algo que escapou ao apitador de serviço, certamente que por dificuldades de visão total desse lance, do ponto (nada) privilegiado em que se encontrava [modo de ironia ‘off‘]…
.

© fotos da curva | Tomo III
(clicar na imagem para ampliar)

.

por último, uma palavrinha para quem se diverte com o rebentamento de petardos em jogos de futebol e considera que (e cito) «’no pyro, no party, no fun‘»:

o vosso lugar não é no Futebol.
aliás: o vosso lugar é bem longe de recintos desportivos, estádios de futebol incluídos.
o que vocês fizeram, este Sábado, só dá razão a tod@s os que nos querem “muito bem” e que gloriosamente aguardam por momentos como esses para nos entalarem bem entaladinhos – por exemplo, no recolher de dados e/ou de factos em que as nossas claques estejam envolvidas e independentemente dos seus membros que prevaricaram, para imporem ao Clube (pelo menos) um jogo à porta fechada por «comportamento incorrecto do público» e «arremesso perigoso de objectos» – uma sanção prevista no art. 178º do Regulamento Disciplinar da Liga.

(e, note-se bem, que prezo muito o trabalho meritório das claques portistas, mas ele há momentos em que a crítica também deve ser tecida, de uma forma justa e objectiva, para o Bem de tod@s quant@s amam o Clube e independentemente da forma como o sentem.)
.

e, chegados aqui, com a interrupção da partida por duas vezes – uma delas quando estávamos a massacrar a defesa estorilista e dentro do que a adjectivação daquele verbo (massacrar) comporta na partida em causa – estou certo de que a multa que será dirigida à $AD portista, esta semana, será muito avultada* – porventura num total de 300 UCs (ponto 2., do art. 186º), sendo que cada UC tem o valor de 78 euros… «é só fazer as contas», parafraseando o outro… e também estou certo de que, apenso àquela multa, estará um aviso de que não haverá contemplações, numa próxima vez, porque… não haverá lugar a uma próxima vez.
[* a multa teve um total de 9028 euros (aqui, a pág. 7 e 8)].
.

.
disse!
.

concertação externa

© google
.

caríssim@,

aviso, desde já e porque o interregno dura quase há uma semana, que esta “posta de pescada”® será um tanto ou quanto extensa – vulgo testament… texto longo – pelo que não descurará aquela que é a imagem de marca deste espaço da bluegosfera. portanto e se assim o entenderes, não te esqueças de ir ao frigorífico buscar um chá de cevada, para acompanhares ao longo desta leitura (que será igualmente longa). e não!, não se trata de um eufemismo, pelo que não precisas de ir à rua, que está muito frio e tal; é mesmo ali à cozinha, onde guardas as geladinhas

também informo que a mesma vem no seguimento das denúncias que surgiram no último “Universo Porto – da bancada” (vídeo aqui) e destas outras aqui e aqui (da autoria do caríssimo Vila Pouca), e destoutras aquiaqui, aqui e aqui (da autoria do caríssimo Jorge Vassalo), cujos seus teor e finalidade subscrevo e na íntegra*.
(*e é para que se possa afirmar, à boca cheia, que, de facto, «isto dos blogues portistas está tudo concuminado» [sic], que efectivamente «somos todos uma cambada, uma seita do pior», e que «só publicamos as opiniões que a $AD nos impinge»… diz que, por vezes, também pensamos pela nossa própria cabeça, mas tem dias, porque é muito raro (para além de proibido)… <modo de ironia ‘off’>).

vamos lá, então, que se faz tarde e eu tenho os chouriços a curar…
.

© google | Tomo III
.

sim!, as duas capas que o pravda da Travessa da Queimada trouxe à estampa, no passado final-de-semana, são basto (© Silva) risíveis. basicamente, aos sabujos e pés-de-microfone, a soldo no jornalixo e nos me(r)dia tugas, saiu-lhes um «autocarro» pelo «mal menor» – a tod@s eles, sem excepção. temos pena (mas não muita)…

sim!, é verdade que o «professor» rui [pausa para sonora gargalhada] armou-se num finório velhaco dissimulado, quando afirmou (e cito, também para memória futura, com os negritos a serem da minha responsabilidade):

.

« foi um início atípico, a todos os níveis, nós a falhar algumas bolas e o Boavista a marcar nas três ocasiões que criou.
há um conjunto de irregularidades, mas não vou ser eu que vou estar a discutir isso.
há um conjunto de situações menos positivas, mas quero é falar de Futebol.
»
.

ele sabe, tal&qual como tod@s nós, que não precisa de abrir a boca.
ele sabe que há muito “boa gente” que se presta (preza?) a fazer o “trabalho de sapa” (ou será no Sapo, em Penafiel?…).
ele sabe que basta imitar o “parsidente”, e deixar que sejam os peões de brega a passar a “gloriosa” mensagem (cassete? propaganda?), muitas vezes previamente concertada e tantas e tantas vezes estudada, por forma a não falhar rigorosamente nada.
assim como ele sabe que só pode gozar deste beneplácito porque se encontra por Carnide. aliás, se dúvidas houver (que não há!), tome-se como exemplo o do «catedrático» da Segunda Circular que, só por ter atravessado a rua, já não tem o estatuto de que beneficiava há meros dois anos…
.

© google
.

a imagem gif acima data de um jogo, em em Setembro de 2015, a contar para a Champions. ainda hoje estou convencido de que foi pelo seu resultado final e pelo seu significado, que aí, em Kiev, começou o princípio do fim para «o basco», no nosso Clube.
ela está exposta para aqueles que julgam que o terceiro golo da agremiação portuense com nome de rotunda, em pleno galinheiro, foi «ilegal». é que, também ainda hoje, não esqueço o enxovalho público a que tod@s nós fomos sujeit@s, não só pelos lampiões, mas sobretudo por aqueles mesmos pasquineiros referidos ali em cima, que então atestaram da sua legalidade. efectiva e comprovadamente não têm coluna vertebral. nem dignidade. nem brio profissional. nem rigor. nem isenção. são uma cambada cheia de truques jornalísticos da treta, é o que é…
.

© pravda
(clicar na imagem para ampliar)

.

a imagem acima refere-se ao mais recente BRASÃO ABENÇOADO, da autoria de Pedro Marques Lopes, patente na edição impressa do pravda de hoje, e que também pode ser lido aqui, aqui e aqui (em jpg) e aqui (em pdf), e com o qual concordo. em. absoluto. (ouBistes, ó Silva? 😉 ).

dessa edição impressa fazem parte duas entrevistas: uma ao bitó pereira (aqui) e outra ao burgesso do sousa cintra (aqui). duas breves notas, sobre “ambas as duas”:

» da entrevista ao bitó ressalta a ideia de alguém muito ressabiado para com o FC Porto – não só nas pessoas que o dirigem, mas também para com os seus adeptos (massa assoBiativa em particular).
dessa entrevista, ressalvo aquela passagem em que afirma «vamos ver quando é que o FC Porto volta a ganhar». por mim, até podemos demorar mais dezanove anos que manterei, não só o meu Amor indefectível para com o Clube, como a mesma opinião sobre o bitó: bom moço, que já foi mais humilde do que o que é (ou então enganou bem…), mas que pôs a equipa a praticar um futebol que me deu sono. e por mais do que uma vez. e inclusive no estádio. e não fosse o Kelvin, em dois momentos, no Estádio do Dragão, ante os gverreiros lampiões do Minho, e não teria havido o “tal” ‘special K’.
.

» a entrevista ao burgesso tem honras de chamada de capa, no pasquim em causa, destacando-se um «no meu tempo era tudo viciado». lá dentro, a páginas 08, em grandes parangonas, lá vem o (estafado) «era Pinto da Costa a comandar as arbitragens» [longo suspiro].
a minha pergunta é só uma e sobre um «notável» da agremiação que ficou com a fama de depositar dois mil euros, a mando de um seu vice-presidente no activo, na conta de um árbitro assistente nas vésperas de uma partida para a Taça de Portugal: haverá responsabilidade criminal para este “cavalheiro”? é que o que ele afirma é grave, e punível na Justiça cível por crime de difamação, calúnia e injúria.

.
disse!
.

pensem nisso, sff. obrigado!

futuro© google | Tomo III
.

.
(breve) adenda pertinente:

as linhas que se seguem, obviamente que #notmadeinporta18, surgem na sequência do que é explanado nestes conseguimentos aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e também aqui., cada qual à sua maneira, feitio, estilo, ‘whatever (you want)‘.

as mesmíssimas linhas suportam-se igualmente em duas declarações e em dois escritos, «ambos os quatro» de portistas e para portistas, e sendo que «ambos os quatro» são genéricos, não visam ninguém em particular e defendem a ideia convicta de que o insucesso destas últimas três temporadas também passa (e muito!) pelo comportamento de alguma massa assoBiativa que assenta arraiais naquele que deveria ser o nosso mais emblemático reduto e que, ao invés de um teatro de sonhos azuis-e-brancos, paulatinamente tem-se vindo a transformar num pesadelo (sobretudo) para os jogadores que envergam o nosso “Brasão Abençoado” ao peito.

respeita-se quem discorde daquela forma de manifestar publicamente o seu Portismo, instintiva e conscientemente optando por, primeiro e acima de tudo e de todos, assobiar os seus, em vez de criar um autêntico inferno aos seus adversários; não se espere é a minha concordância com quem considera que esse é que é o caminho para se apoiar aquela que deveria ser a nossa equipa do coração…
assim de repente, para mim, esses adeptos s
ão piores do que os carismático e muito emblemáticos Statler&Waldorf, n’Os Marretas, sendo que connosco – isto é: massa associativa, massa adepta indefectível (vulgo claques e para que não haja dúvidas), adeptos em geral e massa assoBiativa, em uníssono – o Borussia teria descido de divisão, e será sempre impensável vermos uma homenagem, entre nós, no nosso reduto, como esta aqui.

por último, reafirmo, mais uma vez, que o meu Portismo não é, nem pretende ser, maior (ou menor) do que o teu, porquanto que o manifestamos de forma diferente. não são maneiras, de apoiar o Clube, certas ou erradas: são tão-somente diferentes e, como tal, sujeitas a críticas (porventura construtivas).
acima de tudo, com a divulgação dos textos abaixo, pretende-se alertar para uma premente mudança de mentalidades, se possível a começar já com as novas gerações e independentemente das questões inerentes à $AD, às escolhas do treinador, aos métodos de trabalho deste, às (in)definições do plantel, às arbitragens vergonhosas desta época – certamente que pertinentes mas que, para o caso em apreço, são circunstanciais.
.

futuro© ojogo | FC Porto para sempre
(clicar na imagem para ampliar)
.
(também disponível para leitura aqui, aqui e aqui)
.

.
futuro© ojogo | FC Porto para sempre
(clicar na imagem para ampliar)
.
(também disponível para leitura aqui, aqui e aqui)
.

.
futuro© ojogo | FC Porto para sempre
(clicar na imagem para ampliar)
.
(também disponível para leitura aqui, aqui e aqui)
.

.

.
disse!
.

concordo! (e uma nota de rodapé)

futuro© FC Porto | SuperDragões | Tomo III
.

.

Senhor Presidente e restante Administração do Clube e da $AD,

Independentemente dos resultados desportivos (e financeiros) que venham a acontecer, nesta época de 2016/2017, o que se está a passar no Clube não pode ser apenas e só incompetência. Vejamos:

» depois de três miseráveis épocas a nível de gestão e de resultados desportivos;

» depois de duas delas terem os maiores gastos de toda a nossa história;

» depois de dois terceiros lugares, com uma cada vez maior distância para o primeiro;

» depois de até um garoto insolente, bronco e aprendiz [o burro do Carvalho], nos conseguir superar a todos os níveis;

» depois de duas dessas épocas terem sido dadas como perdidas a meio do seu percurso desportivo;

» depois de trocas sucessivas de treinadores e de sinais passados, para o Exterior, pelo Senhor Presidente, de absoluta irresponsabilidade, desresponsabilização, desleixo, indiferença, ausência de verdadeira motivação, ambição e paixão;

» depois de 41M€ de prejuízo na primeira dessas três épocas [2013/2014] e dos mais de 40M€ que se adivinham para esta última de 2015/2016, e que serão apresentados publicamente em Novembro – e sendo que os de 2016/2017 já se iniciaram sem qualquer venda e só serão resolvidos favoravelmente com várias vendas de valores substanciais;

» depois da Assembleia-geral de associados, de Março último, em que todos acreditámos que o Senhor Presidente e restante Administração, estivessem de boa-fé realmente já tivessem tomado verdadeira consciência da Realidade e assumido, de facto, as suas responsabilidades;

» depois de uma época abruptamente terminada em Março/Abril, por si mesmo afirmado e publicitado, e de cinco longos meses, no sentido de preparar a época seguinte – esta mesma, de 2016/17 –, novamente por si afirmado e publicitado, com verdadeiro afinco, responsabilidade, ambição, devida dedicação, entrega, seriedade, a favor do Clube e da sua respectiva equipa de futebol;

.
foi – aliás: é! – absolutamente inenarrável a gestão feita por si e pela restante Administração, no que toca à equipa de futebol e aos recursos financeiros da $AD; a saber:

» contratações demoradas, fora de tempo, como terceiras, quartas ou quintas opções;

» jogadores colocados de lado, humilhados, renegados, posteriormente alguns reintegrados e restantes nem sequer vendidos;

» “novelas” constantes, com sucessivos avanços, recuos, jogadores que estiveram, mas afinal não vieram ou não ficaram; jogadores que não quiseram, mas afinal, por desespero da $AD, acabaram mesmo por, à última hora, entrar no Clube;

» mais de 70M€ investidos em cerca de 30 jogadores emprestados, em que a maior parte deles não terão qualquer retorno substancial (nem financeiro, nem desportivo);

» algumas contratações e accionar de cláusulas/renovações recorrentes, absolutamente incompreensíveis, “surreais”, absurdas, e face à duvidosa “qualidade” do jogador, aos valores envolvidos ou à nenhuma necessidade do mesmo para os nossos quadros;

» nenhuma venda consumada neste defeso, o que é praticamente inédito. E incompreensível. E igualmente surreal.

.
Meus Senhores, parem, por favor, de destruir, de “matar” o Clube, a $AD, e tudo o que foi construído, erguido, ganho e consolidado, ao longo de décadas, em nome de interesses paralelos e pessoais, que gravitam onde não deveriam sequer existir.

.
E, como afirmado meses atrás:

Até quando o Senhor Presidente vai continuar a fazer crer, junto dos adeptos e dos associados mais incautos, estar de facto a zelar e a defender incondicionalmente os interesses do Clube e da $AD?

Até quando o Senhor Presidente vai continuar a participar, a promover e a permitir que o interesse puro, único e total do Clube (e da $AD) não esteja, sempre e exclusivamente em primeiro e único lugar?

Até quando vai continuar a permitir, a propiciar e a contribuir para todo este (quase) constante enxovalho desportivo diário, e a este recorrente gozo mediático dos nossos adversários e dos nossos inimigos, para com o nosso Clube, e que se vai intensificando época após época?

Até quando a inconstância nas suas aparições – apenas aquando de algum resultado desportivo mais positivo, [ao que invariavelmente se segue] O silêncio ensurdecedor, reduzido a aparições semestrais ou anuais no canal do clube, depois do “leite derramado”, inconsistentes, vazias, inócuas?

Até quando essa forma despreocupada, com um humor mais do que gasto, e que só demonstra e confessa incompetência nos mais diversos actos de gestão, no sentido do seu constante aligeirar e/ou esquivar de responsabilidades no que toca à equipa de futebol e da $AD (como se estas não lhes dissessem directamente respeito) e os sucessivos e constantes erros apenas fossem e/ou sejam fruto de circunstâncias momentâneas, impossíveis de dominar e/ou de prever, chegando ao ponto, outrora impensável, de ter a coragem de faltar à verdade aos próprios associados e adeptos do Clube, mesmo olhando-os nos olhos?

Até quando essas mesmas aparições, sem qualquer assertividade, em relação à defesa externa do Clube, nomeadamente (mas não só) ao que se vai passando, jornada após jornada, no que toca à arbitragem, aos seus poderes, ao que se passa nos seus corredores (em que uns dominam de forma completa e integral, e outros se aprestam a terem (se é que já não a têm) também a sua quota-parte)?

Até quando iremos ver o Senhor Presidente e a restante Administração, com menor vontade de ganhar e menor ambição do que os presidentes e administrações dos clubes rivais?

Até quando o Senhor Presidente vai continuar a usar em vão e apenas como palavras ocas e inócuas, os por si tão propalados quatro pilares do que é “Ser Porto” [a saber: competência, paixão, ambição, rigor], quando é o próprio Senhor Presidente, que os deixou de seguir de forma incondicional, constante e consistente, há já bastante tempo?

Até quando o Senhor Presidente vai continuar a inspirar cada vez menos liderança, força, confiança e respeito perante os seus pares de Direcção, perante os próprios adeptos e associados, perante os poderes que regem o futebol e o desporto em Portugal e perante os rivais que, hoje em dia, não mais o respeitam, e se deleitam e gozam connosco, diariamente, com tudo o que se vai passando no FC Porto?

.
O Senhor Presidente e a restante Administração, estão a arriscar – a arriscar muito!, até – com esta gestão ausente, indiferente, errática, dúbia, incompreensível, incompetente, mais preocupada com os interesses pessoais, com as lutas internas pelo poder, do que verdadeiramente com o Clube e com a $AD.
Os resultados desportivos e financeiros estão aí. São já um padrão. Não são circunstanciais. Tudo está a mudar. Os adeptos estão saturados. Cada vez mais. Os mais atentos, pelo menos. O Clube e a $AD não são vossos! 

.
Senhor Presidente, a sua ironia, a sua graça, já não bastam para conseguir esquivar-se constantemente de tudo e fingir que tudo está bem.
De Clube temido, respeitado, orgulhoso, vencedor, forte, intratável… a Clube desrespeitado, a definhar, como que ao abandono, com cada vez menos identidade, com cada vez menor imagem de força, alvo de chacota, perdedor.
A não haver mudança de atitude da sua parte e dos administradores que o acompanham, será, infelizmente para todos os que amam o Clube e aprenderam a amá-lo também muito por si; mas será sempre uma questão de tempo até que o Senhor Presidente acabe por sair dele e da $AD da forma que não mereceria. De uma forma que, até há bem pouco tempo, ninguém imaginaria ser possível acontecer: de uma forma, no mínimo, inglória.

Mudem de atitude.
Honrem o Clube.
Ganhem vergonha.

(Texto escrito na manhã do dia 01 de Setembro de 2016. Tendo em conta os posteriores desenvolvimentos do referido dia, urge e tem ainda mais a palavra, mas sobretudo a acção, o comprometimento, a responsabilidade, o dever e o respeito perante os associados e adeptos do FC Porto, o Senhor Presidente, por tudo o que se vai sucedendo de inconcebível, inadmissível e inaceitável na $AD do FC Porto, de há um largo tempo para cá.)

Rogério Paulo Almeida
(Associado há 27 anos)
.

caríssim@,

não poderia estar mais de acordo com o texto acima, da autoria do meu correlegionário “de armas”, Rogério Almeida.
é como ele bem explana: mais do que palavras (ocas?) urge Acção. chega desta inércia! e Ontem já era tarde demais!

e o que se pode fazer, neste entretanto? como é do conhecimento geral, eu já não sou associado; mas, se o fosse, leria com ainda mais atenção os Estatutos do Clube, faria uma correlação entre o disposto no ponto 4., do art. 42º, e o que é explanado no art. 59º e não esperaria por novos Amanhãs (que, como se prevê, nunca mais se erguerão). e Ontem já é tarde demais para esta acção!
.

futuro© google
.

quem me acompanha, desde o meu início nesta aventura na bluegosfera e que data de Julho de 2008, sabe que sempre prim(ar)ei pela defesa intransigente dos interesses, da honra, do prestígio e do bom-nome do Futebol Clube do Porto.
tent(ar)ei sempre aplicar, na prática, o portismo que me foi transmitido e por quem será sempre superior aos demais, e sem qualquer desprimor para os que se lhe seguiram: os ensinamentos do meu Avô, que foi quem primeiro me “iniciou” no que, de facto, é o Futebol Clube do Porto. é ele o meu farol, e a ele devo tudo o que (não) sei.

quem me segue, desde esse início, sabe que nutro muito carinho, muita gratidão pela figura de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa – ou não fosse uma figura ímpar na História do Clube e incontornável no Desporto tuga, e apesar de todas as Inveja, Maledicência e autêntica dor-de-coto (ou será de corno?) que por aí grassa desde (sobretudo) 1978.

agora: eu sou só mais um adepto do Futebol Clube do Porto, nunca do FC [inserir nome]! é assim “natural” que, tal como tu, me sinta agastado com toda esta situação que o Clube vive, no Presente. muito agastado, até. e bastante chateado, com um F bem maiúsculo, principalmente porque sinto que me mentiram em Abril último. e eu detesto a Mentira.

portanto, só por manifesta má-fé é que “alguém”, intelectualmente desonesto, poderá considerar que eu sou um «contorcionista» – mais um epíteto a juntar ao rol («ovelha choné», «zelota», «pintista», «avençado da $AD», ‘you name it‘) – por, neste momento, desejar o que qualquer um de nós anseia: que haja uma efectiva inversão numa (espécie de) “estratégia desportiva” (?) cujo fito, cujo rumo, cuja objectividade se desconhece(m) – e que o Rogério tão bem retratou, naquela mensagem reproduzida ali em cima e que eu subscrevo.

acima de tudo sou um adepto. e não julgo o Outro só porque tem um pensamento diferente do meu. nem estou aqui para medir “pilinhas” – i.e., se o meu portismo é maior (ou menor) do que o teu, porque não é disso que se trata nem é esse o propósito maior que norteia este espaço de discussão pública.
o que eu quero – sempre! – é que o Futebol Clube do Porto vença! não a todo o custo (não pactuo com “sistemas”), não com “nota artística” em todas as partidas (porque é idílico considerá-lo), não de forma perfeita e isenta de erros (porque tal é de todo impossível), mas que Vença.
e porque é esse o meu fito, cá estarei para defender quem ostente o Brasão Abençoado ao peito e sinta que o faz com abnegado empenho – chame-se ele Paulo, Vítor, André, Luís, Nuno, José, Rui ou mesmo Julen.
assim sendo, mais uma vez reafirmo que, aqui, não há cá lugar a insultos gratuitos, nem à crítica fácil (meramente destrutiva), aos profissionais que envergam o nosso Manto Sagrado, sequer sem se apontar uma alternativa (igualmente) válida; para esse tipo de “comentários”, há espaços mais dados à reflexão, com ou sem tribunais e muito “amor” à mistura
.

.
e porque é que volto a (re)incidir nesta temática? simples:

porque ainda há, dos que não me visitam por Bem, quem me julgue (no Carácter, na Honra, na Personalidade, no Portismo) só porque, depois de também ser alvo de insultos gratuitos, reaja como qualquer um de nós (não sou Jesus Cristo para dar a outra face), e mande essas abéculas para onde efectivamente desejo que elas partam: para o caralho que as foda e que me desamparem a loja!
(mas, ao que consta, parece que essas abéculas são masoquistas. ou então, não sabem interpretar um texto redigido em Português estreito, evidenciando, à saciedade, todo o seu analfabetismo funcional. ou então andam carentes e à procura de miminhos, mas “batem” à porta errada, porquanto que não são bem-vindas aqui…)

e, assim concluo, é com inusitado “gosto” quando que leio, por aí, que esses mesmíssimos néscios se arvoram com comentários onde se incluem “pérolas”, para lá do inefável «consome-te lá no teu fel. eu sei onde te dói», o invariável «durante muito tempo, tu e outros como tu, que se acham mais portistas do que os outros, excomungavam todo aquele que, no seu normal exercício de opinião, criticasse a gestão desportiva e financeira do clube».

“amiguinh@s”, convençam-se de duas coisas:
(i) quem manda neste estaminé sou eu. não gostam do que por aqui lêem? têm bom remédio: como a porta da rua é serventia da casa, “andar, violeta!”.
no fundo, bem lá no fundo, é similar a quem foi a um restaurante e não gostou do que comeu: tão cedo não volta lá para repetir a experiência. persistir nesse desiderato não é (só) burrice, é insanidade.
(ii) quando a maioria daqueles «exercícios de opinião» se baseiam (quase que exclusivamente) em contos&ditos, invariavelmente sustentados em obscuras teorias da conspiração e/ou em mer(d)a boataria – e já para não referir que, e ao contrário de quem por aqui opina, não conseguem indicar uma única alternativa à sua crítica destrutiva – o destino inequívoco dos mesmos é só um: o “arquivo geral”. e escusam de mencionar o cliché (estafado) «sei que não vais publicar, mas ao menos lestes [sic]», porque não é essa a realidade.

.
sugestão musical:

Volbeat, “still counting“.

.
disse!
.

não sei!

futuro© fotos da curva | Tomo III
.

.

Como adepto também cheguei ao final da paciência.
A mim não me interessa o que já ganhei. O que o FC Porto ganhou é Passado, e está no Museu. É a história que ninguém pode mudar.
Candidato-me porque as coisas estão mal e é preciso voltar colocá-las como eram. E como me sinto com capacidade para isso, tenho a certeza de que eu e a equipa que me acompanha vamos dar a volta ao que não está bem.
Não me candidato nem quero que defendam ou que votem na minha candidatura por aquilo que eu ganhei; candidato-me para que o FC Porto volte a ser o que foi, durante décadas, durante a minha presidência.
.
Pinto da Costa dixit | Abril de 2016.
.

caríssim@,

por certo que nada mais haverá a acrescentar ao que já foi escrito (e muito e comentado) aquiaqui, aqui, aqui, aquiaqui, aqui, aqui, aqui e aqui,* cada qual ao seu estilo [* ordenados alfabeticamente, tendo em linha de conta o nome do blogue]. mesmo assim, eu quero dizer umas coisitas, porquanto que, aos poucos, e com imensa dor na Alma, se vão dizendo “as verdades” (incómodas? certamente que sim…), porque não há como escamotear a Verdade – e esta, em relação ao quotidiano do nosso clube do coração, não é a melhor: está mal. muito mal. e, se não está, pelo menos aparenta estar – um pouco como a imagem ali em cima: turva apesar do sentimento que está sempre presente.
explico (sucintamente? nããã… não é esse o meu estilo).

de facto, não sei o que se terá passado, o que se passa e o que se passará, lá pelos meandros dos corredores do P(h)oder, em pleno Dragão – não possuo qualquer ‘inside information‘, pois que nem sequer tenho acesso àqueles tipos de “amizades” tão típicas e tão tugas, de um amigo que é vizinho da prima de uma funcionária, que curiosamente trabalha no Dragão, e que ouviu que [incluir boato e/ou rumor]… tudo o que (não) sei é graças a conversas entre Amigos portistas de berço, ao que entretanto vai sendo comentado nesse maraBilhoso mundo que é a bluegosfera e ao que é aventado nalgum do jornalixo tuga – e exactamente por esta ordem de preferências. por vezes, também consulto os órgãos de comunicação oficiais do Clube, mas é raro…
agora e não dá para fazer como a avestruz, algo vai (muito) mal dentro do reino do Dragão. e a mensagem que “espirra” para o Exterior, mormente para a massa associativa, adepta e assoBiativa, é má, confundindo-se com algum desnorte, com muito amadorismo e com bastante desorganização. e a ironia da coisa reside de tudo se passar numa estrutura – a famosa “Estrutura” – em tempos (não muito idos) tida como exemplo, sobretudo a nível Europeu, pois que já sabemos “o que a casa gasta”, e de como há «gloriosas» invejas difíceis de se ultrapassar, congénitas à sua natureza (mesquinha e basta pequenina)…
pelo menos para mim, a mensagem que a escandaleira em Alvaláxia, o fecho de mercado, toda a (in)definição do actual plantel, e a posterior (e muito abrupta) ruptura de Antero Henrique com tudo “isto”, revela é só uma: ausência de orientação. e de que não há um rumo definido. e a de que este, a existir, não é perceptível para o adepto, porquanto que não é devidamente comunicado. e de que, assim, nestes moldes e que já perduram há mais de três anos, tempos muito difíceis se avizinham no horizonte do Clube. espero estar enganado, mas todo o silêncio em torno destes temas, envoltos num manto de insuportável secretismo e de inusitado (desas)sossego, só provocam ainda mais ansiedade ao meu (actualmente) muito inquieto estado de alma.
e eu bem que gostaria de poder analisar esta sucessão de acontecimentos por um prisma mais positivo – a “tal” visão do copo meio-cheio -, mas não consigo, porque não vislumbro o que de bom possa surgir daqui – um novo “ano zero”? e depois de três anos a penar? ainda haverá paciência numa massa adepta impaciente há mais de três anos? não creio… assim sendo, publicamente reconheço que começo a ficar agastado com as mentiras que, enquanto adepto (o que sentirão os sócios?), me têm sido impingidas por quem ainda vou nutrindo respeito e consideração. e é exactamente por isso mesmo que recupero a citação acima, datada de Abril do corrente ano civil – cinco meses depois, portanto. não sei quanto a ti, mas eu acho que muito pouco foi feito desde aquele momento – e, nalguns casos, mal feito (como a questão do “pinheiro”, por exemplo). e sinto que me ludibriaram (mais uma vez…) com um discurso cativante (mas sem ser deslumbrante). mais. uma. vez
. mas eu sou só um adepto; seria bom que a Estrutura repensasse a sua forma de comunicar sobretudo e mormente com os sócios, pois confesso que a esmagadora maioria destes possa estar a ficar com o “pavio curto” – e basta dar uma vista de olhos nas redes sociais (aquelas que o líder reconhece que não as consulta) para se perceber de um imenso desconforto, inclusive junto daqueles sócios de há muitos anos, indefectíveis e que “estão sempre lá” (principalmente nos momentos maus).
não quero, com estas palavras, indiciar que estou a mobilizar seja o que for, seja com quem for, para o que quer que seja (ou que venha a ser); antes pretendo lançar uma espécie de alerta para o que por aí poderá advir, e que não será agradável para ninguém. por exemplo: o que estarão a sentir os jogadores que ingressaram, esta época, no Clube? qual será o estado de ansiedade do Willy? e o do Marcano? e o que estará a pensar alguém com o prestígio internacional do Casillas? e quem considerar que os jogadores são “imunes” e insensíveis” a estas questões é porque nunca jogou futebol, seja no Gervide (olá, Felisberto! 😀 ), seja no Damaiense, seja em jogos de solteiros contra casados…
e, já agora e a talho de foice, que não se considere que a massa adepta é estúpida, morcona e que adora comer geladinhos com a testa. temo que, se este estado de sítio se perpetua e nada de relevante seja feito – nem que seja em termos de comunicação, sobretudo mais assertiva e mormente mais rápida, proferida no momento próprio e a antecipar todos os cenários (inclusive todos aqueles que nos querem derrubar, julgando-nos «mansos e bons rapazes») -, a imagem do nosso querido líder seja a de alguém que se perpetuou no Poder e que não soube sair em devido tempo. e de que, a sair, o faça pela porta mais pequena do Estádio que projectou e que levou a bom porto, quando todo o seu curriculum seria mais do que suficiente para que desse nome àquele – e só para exemplificar o meu ponto de vista, pois que é do conhecimento geral a sua intolerância para com este último “desígnio”.

.
portanto e assim concluo esta temática:

os próximos tempos serão de resiliência e de novo teste ao portismo de tod@s nós, a começar já no próximo encontro, ante o Vitória SC, onde conto lá estar e com um dos novos mantos sagrados entretanto adquiridos e que são l-i-n-d-o-s (obrigado, Zé Pedro! 😀 ).
e será muito positivo que haja união em torno dos verdadeiros artífices das “batalhas” que vêm por aí, para que a “guerra” seja levada de vencida por nós e para nosso gáudio.
e, se não for pedir muito, e repisando um sentimento comum a muit@s de nós, que os assobios sejam dirigidos a outros que não àqueles com quem temos que efectiva e comprovadamente ir à luta, pois não há outros a não ser os da imagem que se segue
:
.

futuro© tribunal do dragão
.

.
post scriptum pertinente:

aqui tens acesso ao que se publicou somente sobre o nosso clube de Sempre, na edição impressa desta Sexta-feira, no pravda da Travessa da Queimada.
porque a “papelaria” que costumo frequentar tem sido (muito) irregular na disponibilização das versões pdf do pravda, as quais também têm uma “qualidade” que deixa muito a desejar, e para quem me visita somente para esse efeito, o meu conselho é só um: vão ter que começar a bater a outra porta. ou, então, a abrir os cordões à bolsa. das duas, três…

naquele ficheiro pdf (aqui), também vem incluso o mais recente BRASÃO ABENÇOADO, sob o título “viva o futebol português regenerado“, o qual também pode ser lido aqui e aqui (em ficheiros jpeg) e com cujo teor concordo em absoluto (desculpa lá, Silva! mas, desta feita, o homem tem razão 😀 ).

.
disse!
.

estórias de Abril…

abril01© FC Porto
.

caríssima(o),

pertenço à geração de ’75, pelo que não vivi o dia mais marcante de Abril de 1974, (sobretudo) para a geração dos meus pais e para as que a precederam.
ideologias políticas à parte (porque não é disso que se trata aqui, nem é por esse caminho que pretendo enveredar a prosa), desse dia tenho o grato privilégio de, por exemplo, poder estar aqui a comunicar contigo em total Liberdade, algo impensável durante toda a década de ’60 (e numa altura em que não havia internet, e as redes sociais eram meras conversas de circunstância). bem… total liberdade… nem tanto, que o “grande irmão” ainda anda por aí, junto com outros «pulhas pidescos» da actualidade… adiante.

no que a nós, portistas indefectíveis, diz respeito, Abril surgiu um pouco mais tarde, corria o ano de 1979. e é sempre bom recordar que, ao contrário dos outros, sempre tão «gloriosos», a nossa liberdade custou muito a ganhar: não nos foi ofertada, não foi bem-vista, não foi reconhecida, não foi consensual. e, por termos recusado sermos as “ovelhas” de um ‘establishment‘ poeirento, a tresandar a bafio, ainda hoje, graças a essas muitas, imensas, imensuráveis, “amizades” que, desde então, temos granjeado, penamos por termos arvorado, de uma forma decidida, em nos desembaraçarmos das grilhetas que cingiam a nossa ambição de sermos mais do que «os maiores», isto é, de sermos os melhores.

ou seja e sem meias palavras:
custou muito, mas mesmo muito!, aos homens que fizeram dos «andrades» verdadeiros «dragões» (também) na luta contra o P(h)oder instalado nos corredores federativos do centralismo atávico, em plena Capital do Império. e não se trata de uma “modinha”, como ainda hoje nos tentam impingir, antes a mais pura da Realidade: Lisboa e (sobretudo) as suas agremiações da Segunda Circular, representam o Poder que 40 anos de um regime (bastante) “obscuro” moldou (muitas) mentalidades; e, neste quadro cinzento, o nosso
Futebol Clube do Porto surge indelével e irrevogavelmente como o bastião do confronto de toda uma região contra essa ordem social estabelecida: a de todo o Norte, parte integrante do resto da «paisagem», desse país centralista e totalmente centralizado no Vale do Tejo.
assim sendo, se “isto” (que sinto todos os dias, inclusive na carteira) não me faz odiar ninguém em particular, por outro lado também contribui (muito, decisivamente) para que não goste n-a-d-a das agremiações em causa, abominando-as, as quais (e sim!) para mim, representam todo esse “mal” que atrás sintetizei e que qualquer portista facilmente identifica.
e é exactamente por tudo o que atrás (não) referi, que não consigo perceber estas linhas aqui, em jeito de pergunta («para o ano será diferente?»), pela pena do “nosso” ‘enfant terríBel‘ Miguel Sousa Tavares, na sua mais recente NORTADA*… e, vai daí, até as percebo, mas guardo as razões só para mim…

* com um agradecimento especial ao caríssimo Vila Pouca por a ter partilhado publicamente, no seu espaço de referência da bluegosfera.
.

e, chegados a este ponto, também é com total incredulidade que ouço, vejo, leio, que há portistas que, no próximo Sábado, não se importarão que o nosso clube de Sempre, o nosso clube do coração, perca a partida ante o spórtém!!!say what‘?! pior: já li, por aí, que há até quem esteja a desejar a nossa derrota só para que se coloque pressão no 5lb!!! wtf?!
a sério que já chegamos a este ponto?! a sério que já colocamos os interesses dos outros (bem) à frente dos nossos?!

para ser ainda mais claro, em jeito de #hashtag (que é mais chique, e coiso e tal) e ‘pardon my french‘:

#euqueromaiséqueospórtémeo5lbsafuód@m

.
e, uma das muitas razões para que o deseje s-e-m-p-r-e, a «ambos os dois», e seja qual for a ocasião, foi explanada
aqui, num outro contexto, estávamos em Abril de 2013.
e também se encontra sinteticamente sumariada na imagem que se segue:
.

abril02© google
(clicar na imagem para ampliar)
.

por último e porque o considero pertinente inquirir, peço-te esse favor de despenderes (e no máximo!) mais um minuto, do teu precioso e valiosíssimo tempo, a responder ao inquérito que se segue, o qual estará disponível sensivelmente até às 15h30m de Sábado:
.

.
sugestão musical:

George Baker Selection, “little green bag“.

.
disse!
.

carácter.

jnp© ojogo
.

.

Como adepto também cheguei ao final da paciência.
A mim não me interessa o que já ganhei. O que o FC Porto ganhou é Passado, e está no Museu. É a história que ninguém pode mudar.
Candidato-me porque as coisas estão mal e é preciso voltar colocá-las como eram. E como me sinto com capacidade para isso, tenho a certeza de que eu e a equipa que me acompanha vamos dar a volta ao que não está bem.
Não me candidato nem quero que defendam ou que votem na minha candidatura por aquilo que eu ganhei; candidato-me para que o FC Porto volte a ser o que foi, durante décadas, durante a minha presidência.

Vamos fazer uma aposta séria na formação, com a construção de um grande centro de formação, para poder dar condições e a motivação necessárias para que os jovens adiram ao futebol e ao FC Porto. E para que tenham condições para chegar mais cedo à equipa principal e, assim, nos permitam ter uma estabilidade na equipa, sem a necessidade de vender jogadores. E para não ter jogadores que, quando entram, logo perguntam qual é a porta de saída.
Um jogador que entrar tem de perceber que está no top e que precisa de provar que merece estar no FC Porto. Queremos jogadores que estejam de corpo e alma no Clube, que saibam que têm que ter carácter para jogar no FC Porto. Quero ver as equipas do FC Porto “a jogar à Porto”.
É óbvio que ninguém ganha sempre; mas eu quero ganhar sempre, formando uma equipa à imagem do carácter dos jogadores
[veteranos] do FC Porto.

Disse aos jogadores que esta época acabou e que, agora, têm seis jogos, até ao final da época, de “pré-época” para mostrar quem tem carácter e valor para jogar no FC Porto. E quem não mostrar o carácter que todos têm que ter no FC Porto, não ficará, seja quem for.
É nas dificuldades que se vê o carácter das pessoas. Alertei o plantel que estes seis jogos têm que ser preparados com profissionalismo, e que a Taça de Portugal é para ganhar, que tem que ser nossa! E não me digam que a Taça não tem importância, porque outros ganham a Taça da Liga e quase que é feriado.

fontes: FC Porto e Porto Canal.
.

nota prévia:

as linhas que se seguem traduzem a minha apreciação à entrevista do nosso querido líder, a qual é muito coincidente com esta aqui (do caríssimo Jorge Vassalo), de esta outra aqui (do caríssimo Vila Pouca) e desta pérola aqui (do caríssimo Silva).
sem desprimor para todas as outras, igualmente válidas, e que entretanto vão surgindo por “esse maraBilhoso mundo que é a bluegosfera”®, é naquelas que mais me identifico.
tal não significa nada mais do que opiniões coincidentes, nada concertadas e totalmente desprovidas de quaisquer interesses, que não sejam o do recolocar o Clube na senda das vitórias e nada mais do que desejar o seu Sucesso, que será o triunfo de todas(os) nós.
.

caríssima(o),

o Presidente falou à nação (vídeo integral da entrevista aqui).
considero que falou muito bem e explicarei porquê. vamos por partes.
.

1) timing.

no meu entendimento, esta entrevista não poderia ser mais oportuna e mais conveniente para todas as partes interessadas, sobretudo depois da vergonha ante o Tondela. é certo que também coincide com um período de campanha (?) presidencial, dado que as eleições para a cadeira de sonho são já a 17 deste mês; mas, convenhamos que a campanha assemelha-se mais a um monólogo do que a um qualquer outro tipo de debate interno.
assim sendo, reforço a minha convicção de que, depois da desonra e da desconsideração ante o Tondela, este era “O” momento ideal para se dirigir a uma turba revolta e actualmente muito agitada. e, ontem, foi esse momento! que houve! e ainda bem que aconteceu!
.

2) pontos fortes.

ontem, desafiado pelo Silva, referi cinco tópicos sobre os quais gostaria que o Presidente abordasse na entrevista; a saber: linhas-mestras do seu programa; qual a composição do plantel para a próxima época, mormente numa aposta na Formação; qual o rumo, no plano comunicacional, para o Clube; quais as verdadeiras relações empresariais na $AD; assumpção dos erros cometidos. os destaques a negrito, nas citações acima, são a confirmação de que as respostas dadas pelo presidente atenderam a maioria das minhas legítimas expectativas. senão, vejamos:

» candidata-se para recolocar o Clube, como um Todo e que não só no Futebol (mas sobretudo aqui), no patamar que sempre nos habituou: num lugar ímpar a nível nacional, e de muito respeito na Europa do Futebol.
para tal, propõe-se (re)adoptar os padrões de verdadeira exigência que sempre vimos nas nossas equipas e que entretanto (como que) andavam desaparecidos, em combates que em nada dignificam a nossa cor, sobretudo na questão do Carácter.
a meu ver, este foi o ponto-chave da entrevista e, na minha perspectiva, o “tal” murro na mesa que já tardava e que, como era expectável por muitas(os) de nós, teria mesmo que acontecer. a forma como o apresentou, reafirmando-o por três vezes e sempre na condição de um Presidente que não se conforma com o rumo actual, agradou-me muito e faz com que confie que, de facto, a partir de agora, nada será como dantes.

» nas suas palavras, a aposta na Formação é para ser levada a sério, encarada como sustentáculo de um projecto que visa preservar a estabilidade das futuras equipas, e que irá além da construção de um centro físico onde aquela se tornará realidade. fiquei com a ideia que será a centralização, do que se encontra disperso pelo Centro de Estágios do Olival, pelo ‘Vitalis Park’ e pela Casa do Dragão, numa mesma Academia.
aguardo pela confirmação daquelas, já a partir de Julho próximo e independentemente dos nomes de jogadores aventados, mas com os quais estou inteiramente de acordo. a acontecer, como se espera, nada será como dantes.

» a forma como se soube colocar na pele de adepto portista, reconhecendo erros na estratégia delineada para este último mandato, foi, nada mais, nada menos, do que um genuíno pedido de desculpas público à nação portista.
fê-lo sem qualquer pingo de sobranceria bacoca, antes pelo contrário, ao mesmo tempo em que o afirmou com uma convicção como há muito não se lhe via. faço mesmo votos para que nada seja como dantes
.
.

3) pontos fracos.

» não gostei do final da entrevista e da forma como “contornou” a questão da Comunicação no Clube, e das críticas que a ela se tecem de há (pelo menos) três anos a esta data. fiquei com a nítida sensação de que se fez de desentendido para não querer responder, fazendo-o com um não-argumento e que foi o de ter alguém na Vice-presidência da LPFP para “interceder” pelos interesses do Clube . apetecia dizer-lhe, com todo o respeito que me/nos merece, que de nada nos valeu essa figura, por exemplo, no último ano, perante o grosseiro #colinho. mas como foi o Juca a dirigir a entrevista e, em Janeiro, considerava que estava tudo bem em termos de arbitragens…

» é certo que não estava à espera que desvendasse publicamente segredos dos negócios feitos e/ou por fazer, porquanto que aqueles são “a alma” do seu sucesso. mas gostava muito que assumisse que, a partir de agora e sem contrariar os Estatutos, não haverá questões dúbias acerca de quem faz/agencia/comissiona os negócios da $AD, tal como o fez, por exemplo, na assumpção dos erros cometidos na planificação desta temporada. refiro-me obviamente à tal questão pai-filho, e que em nada os credibiliza, antes pelo contrário – e por muita razão que assista ao Presidente quando afirma que o FC Porto tem os seus negócios a ser comentados na praça pública porque é o único que (in)tenta pela sua transparência nos Relatórios&Contas que submete à CMVM, descriminando-os.

» não gostei mesmo nada que o Presidente voltasse a dirigir duras críticas a Julen Lopetegui por tudo o que de mau ocorreu (sobretudo) nesta temporada.
tenho para mim que, se «o basco» (des)mandou como nunca outro treinador o fez no Clube, inclusive ao nível de contratações – um pouco ao estilo de um ‘manager‘ em Inglaterra – foi porque “alguém” lhe concedeu permissões para tal. e sabe-se bem quem foi esse “alguém”… ou seja: ficou-lhe mal esse ataque.
e, neste aspecto,  também partilho do que afirmou Manuel Serrão: como não foram só eles “a pecar”, há personalidades na “Estrutura” que «deverão sair da sombra», chegando-se à frente, “penitenciando-se” publicamente pelos erros que também cometeram, seguindo o exemplo do líder máximo.

» também não gostei das “contas de merceeiro” que apresentou (passe a expressão, e sem qualquer valor pejorativo), “esquecendo-se”, por exemplo, de referir que, no último relatório de contas consolidado, apresentámos valores positivos graças à “passagem administrativa” de parte do valor imobiliário do Estádio do Dragão para a alçada da $AD. e de que o Passivo aumentou também porque houve um aumento substancial da folha de remunerações, inerente àquela política de contratações, a qual teve o aval do Presidente e da Direcção da $AD…
.

em suma:
estou muito confiante no Futuro, inclusive no mais imediato, apesar daqueles pontos fracos que apontei. a garra que (pres)senti ao longo da entrevista, entusiasmou-me e como há muuuuuito já não via no Presidente. mas, lá está, ainda estarei com um pé ligeiramente atrás, em relação a tudo “isto” que se vai passando no Clube, esperando por “ver para crer”, tal como o S. Tomé, porque e citando o entrevistado, «no Futebol não se pode garantir nada!».
.

por último, o debate que se seguiu à entrevista, para mim foi a cereja no topo do bolo, numa demonstração cabal de que, entre nós, portistas indefectíveis, há mesmo lugar (e respeito) à diferença de opinião, quando esta é expressa de forma ordeira, civilizada, educada. ah! e de que Manuel Serrão é bem mais do que o que se vê e ouve na estação de Queluz (não, obrigado! não fumo), e numa perspectiva muito positiva das suas intervenções.
é tal e qual como afirma Pedro Marques Lopes, na sua última crónica, na sua coluna de opinião habitual, no pasquim da Travessa da Queimada (a qual pode ser lida aqui, e com a gentileza da sua partilha pública por parte do caríssimo Vila Pouca):  «a diversidade de opiniões faz-nos mais fortes [e] é importante perceber que toda a agitação, apesar de compreensível, por ser causada pela paixão para com o Clube e pelos espectáculos lamentáveis a que temos assistido, não nos vai ajudar a sair do buraco».

.
disse!
.

não havia necessidade…

pdc© pravda
(clicar na imagem para ampliar)
.

caríssima(o),

é verdade que andamos, todas(os)!, bem lixados (com um enormíssimo F bem maiúsculo) da mona, completamente passados dos carretos, com um humor insuportável (pior do que uma gaja com o spm), com uma vontade (louca?) de quilhar “isto tudo” (e novamente com outro F bem maiúsculo).
é certo que andamos descontentes, incrédulos, desmotivados e sobretudo descrentes, inclusive em nós próprios e na nossa força (que a temos, atenção! nunca ela nos abandonou e nós a ela. só desconhecemos que esmoreceu um pouco. mas ela existe. e “anda” por aí. e em força).
é seguro que tudo “isto não passa de «uma alface»*, e que se quer acreditar que será passageira – só não se sabe é quando; mas, lá está!, acredita-se que esteja para breve (está para breve, não está?).
(* expressão para “uma fase” mas que “alguém”, já um pouco ébrio, empregou uma vez, sem exemplo, e como que “pegou” e não mais se esqueceu).

assim sendo, o que a notícia (filha de pai incógnito) acima refere, publicada na edição impressa desta Quinta-feira do pravda, seguida daquele editorial do ‘shôr‘ serpa (tão preocupadinho connosco, como nós pela vida sexual das abéculas…), é perfeitamente escusado… como foi referido no último Universo Porto, no Porto Canal, pela voz de Bernardino Barros, não é tendo por base os insultos gratuitos, as ameaças veladas e aquele tipo de “palhaçadas” tristes, que se consegue fazer passar a mensagem de indignação total e de veemente repúdio pela situação actual do Clube. pelo menos, não é essa a minha convicção…
já agora, nunca, como nos tempos actuais, foram tão lidos os meus e-mails abertos, dirigidos (sobretudo) à “corja” que gravita pela redacção da Travessa da Queimada, vá-se lá saber porquê…

é (também) por tudo “isto“, que a entrevista do nosso querido líder, logo mais, no Porto Canal, às 21h30m, reveste-se de grande importância. eu pelo menos considero que é importante…
e, desafiado pelo Silva – sim, esse mesmo! – aceitei o repto e partilhei as minhas expectativas para a dita cuja:
.

.

«

1)
acima de tudo e por respeito aos sócios, gostava que apresentasse o seu programa para o quadriénio a que se propõe ser o líder do Clube, as principais linhas-mestras pelas quais o norteará.

2)
‘óspois’, gostaria (muito) de saber como será a composição do plantel portista da próxima temporada, bem mais do que a equipa que o apoiará na Direcção.
não espero a confirmação de reforços “de peso” (que não cachalotes, estilo gordobern e outros guerras que tais), mas perceber se a aposta passará, de forma indelével e sem inusitados receios, pela Formação.

3)
seguidamente e sem querer ser chato, qual o rumo no plano comunicacional – sobretudo o que será feito, de facto, para não voltarmos a este estado de completa mansidão.
estou f-a-r-t-o de ser “o corno”, por assim dizer, acerca do que (não) se consegue comunicar, no Clube actualmente. e, como eu, outros mais. é que esta luta é diária, intensa e vive do momento; já nós, via órgãos oficiais do Clube e em que nunca como agora, tivemos tantas plataformas ao nosso dispor, parecemos que comunicamos “por sinais de fumo” quando os outros já o fazem via fibra… por exemplo: de que adianta referir que fomos espoliados na meia-final de andebol, ante o carnide, mais de 72h depois da partida?… e infelizmente, como este episódio, outros mais.

relacionado com este ponto, gostava muito de saber o que será o Porto Canal na próxima época: mais do mesmo – nem generalista, nem “coiso” – ou se haverá mais azul-e-branco na programação?
(e, se for possível, que explique o que efectivamente sucedeu nos convites aos directores dos pasquins lisbonenses, na última gala dos Dragões de Ouro. já o fez por duas vezes e correu mal; pode ser que, à terceira, seja de vez…)

4)
obviamente que não estou à espera de pedidos de perdão; nunca o fez, nunca o fará. mas gostava que, se fosse possível, explicasse aos accionistas e, já agora aos associados, sendo que há muitos portistas que são ambos, qual é a verdade nas relações empresariais entre pai e filho. o que afirmou em Janeiro há muito que está desmentido…

5)
sem (re)mexer muito na ferida, que ainda está (bem) aberta, que explique o que de mal aconteceu na planificação desta temporada. e que assuma os erros cometidos. ficar-lhe-ia muito bem.

acho que, para já, é só.

»

.
entretanto e já depois de ter “cozinhado” estas linhas (#notmadeinporta18), o Silva faz-me isto aqui… não havia necessidade, caramba! cabrão do gajo, que me roubou a temática… oportunista, é o que tu és, Silva! 😀

.
disse!
.

da resiliência…

……………bobby haarms & simon tahamata (afc ajax), late 70’s

© mothersoccer
.

caríssima(o),

de empate sensaborão em derrota inimaginável, de opróbrio vexame em vergonhosa infâmia, de cúmplice quietude em ensurdecedor silêncio, cá vamos cavando um fosso, cada vez maior, entre adeptos e corpo dirigente, entre massa associativa e massa assoBiativa, entre a dinâmica de vitória (actual) das agremiações da Segunda Circular e os nossos triunfos pírricos, entre o Presente «glorioso» de “vocês sabem quem” e o se começar a reviver (d)o Passado. e tudo “isto” incomoda(-me), causa(-me) mossa, entristece(-me), faz(-me) duvidar do que por aí poderá (ad)vir. e deprime(-me). muito. demasiado. e, se me considero um pessimista, por natureza, e defeito, e feitio, mas com uma visão muito optimista – no sentido em que acredito sempre na vitória, e mesmo quando se está a enfardar uns implacáveis 6-1 do Bayern (e já lá vamos!), mas que instintivamente, mal soa o apito inicial, como que teme um golo “a frio” do adversário (tal como aconteceu aqui) – actualmente sou mais um pessimista², que se sujeita a aceitar complacentemente tudo o que nos impõe o Destino, o Kharma, o Fado, a Sorte macaca, as leis de Murphy, o diabo a sete, o car@**o que o f*d@, o que for! e como eu detesto sentir-me assim!… são, de facto, tempos muito difíceis, estes, que vamos vivendo ao sabor dos resultados desportivos (negativos) do nosso clube do coração… 

julgo não estar (muito) equivocado se afirmar que este sentimento, de total frustração e de um inexplicável abandono, por parte de quem nos habituou (mal?) a sermos perseverantes e de acreditarmos nas nossas capacidades e no nosso Portismo, faz com que esmoreça a nossa crença em julgar que tudo será diferente e para melhor!, já em breve, nos tempos mais próximos – numa inabalável fé em tudo idêntica à dos calimeros que, a cada início de época, inapelavelmente surgem com o seu chavão tão característico “este ano é que é! este ano ‘é que vai for’!”, já lá vão catorze anos (‘and counting!‘). nós estamos a sofrer há três e já parece uma Eternidade…
assim se explica, por exemplo, que alguns ‘bloggers‘ (para mim) de referência, ou tenham abrandado o ritmo (quase diário) de publicação de “postas de pescada”®, ou pura e simplesmente tenham desistido de o fazer, colocando um «ponto final» na sua dedicação a uma causa, apesar de pró-activa, muito ‘pro bono‘ e que consome algum tempo para quem este último já é contado ao segundo…
por cá, salvo qualquer imprevisto ou imponderável de última hora, e enquanto tiver forças, saúde (mental e física) e o fogo da paixão bem vivo, renunciar a esta aventura, que (per)dura desde Julho de 2008, em mais do que um volume (tomo), não está na linha do horizonte. não serão três anos “de seca” que me farão perder totalmente o ânimo de escrever sobre esse nosso Amor comum e que dá pelo nome de Futebol Clube do Porto. quem me incutiu o Portismo esteve primeiro dezasseis anos (de 1940 a 1956) e depois outros dezanove (de 1959 a 1978), sem vencer um título de Campeão Nacional. e não foi por isso que deixou de ser adepto ferrenho e indefectível, do Futebol Clube do Porto, antes pelo contrário: nessas décadas à míngua, fazia ainda mais questão de se afirmar como portista dos quatro costados a quem tanto nos despreza, humilha, desvaloriza, alvita, ultraja. e sempre, mas sempre!, com a cabeça bem erguida e sem se dar parte de fraco, que aquela «só se deve baixar para beijar o símbolo do dragão».
no fundo, é algo intrínseco à nossa essência bairrista de PoBo do Norte e de se ser Portista, e que é o sermos resilientes. muito. bastante. basto.
.

massada© Jorge Massada
(clicar na imagem para ampliar)
.

entretanto e num outro diapasão, mas (de certa forma) complementar ao que anteriormente explanei, recomendo a leitura atenta do interessante artigo presente na imagem acima, da autoria, da autoria de Jorge Massada (jornalista no ‘espesso‘) – cujo original se encontra aqui, e uma versão em PDF aqui.
.

playoff© ojogo | FC Porto para sempre
(clicar na imagem para ampliar)
.

por último, o que se expõe na notícia acima, patente (a páginas 19) na edição impressa do pasquim do quim oliveirinha desta Quarta-feira, é o que surge no nosso futuro mais próximo. é algo que a futura Direcção do Clube (e da $AD) certamente já tem em atenção e que condiciona toda uma planificação de uma temporada que, lá está!, tem que ser um ponto de viragem, de ruptura, de “corte” cabal, para com o Passado recente.
pena é que os associados (e os accionistas) do Clube, da grande massa adepta portista a parte mais interessada, permaneçam no escuro em relação ao que aquela pretende fazer para inverter “o tal” rumo sem sentido (desNorte) que tem marcado este último mandato presidencial. espera-se que os próximos quatro anos sejam diferentes, para (bem) melhor. enquanto pessimista com uma visão optimista, impelo-me a querer acreditar no Sucesso; a Realidade dos factos (de alguns deles) e o estar um pessimista² do camandro, faz com seja como S. Tomé e aguarde para «ver para crer» (mas a querer muito para que haja uma volta de 180º nisto tudo).

ah!, quase que me esquecia.
hoje, os “nossos” me(r)dia, todos eles e sem qualquer excepção, fazem a festa por uma «derrota pela margem mínima». ok! é um resultado animador e que abre perspectivas para o embate da próxima semana, mas há sempre essas necessidades (i) de não se sofrer golos e (ii) de se marcarem (pelo menos) dois golos ao todo-poderoso clube alemão, uma das melhores defesas da Europa do futebol. neste entretanto, não deixo de comparar o que orgasmicamente (precoce?) se escreve hoje na edição impressa do pravda (aqui) com o que foi escrito, a muito custo, aqui, na edição de 16 de Abril de 2015…

.
disse!
.