reificação*.

© google | 92º minuto
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* transformação de algo abstracto em algo concreto.
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caríssim@,

gostei. muito. aliás, não estava à espera de tanto com tão pouco, e num curtíssimo espaço de tempo. explico.
ontem, depois do jantar e deitado o cachopo, resolvi assistir, em diferido (mas em directo para mim), à cerimónia de apresentação de Sérgio Conceição como o mais novel treinador do Futebol Clube do Porto – «o funcionário mais importante do Clube», como cheguei a ouvir de um alto responsável daquele.
sem quaisquer panaceias, apresentou-se com a humildade de alguém que chega ao seu lugar de sonho, afirmando que prezará sempre a Qualidade tendo em consideração a Exigência que o cargo implica, e com os olhos postos no Futuro (inclusive no mais imediato).
mais do que promessas vãs, registei a desmedida alegria que se (pres)sentiu em todos os momentos em que interveio, tal e qual como um de nós. e sobretudo o seu discurso assertivo, directo, sem rodeios, sem obedecer a chavões e/ou frases feitas e/ou bordões inócuos, afirmando(-se), para quem o quis escutar, «não vou ter problemas em dizer o que penso».
e também me caiu no goto saber (dentro do que nos é possível saber ao certo a Verdade) que quis muito vir para o nosso clube do coração, prescindindo também de uma considerável parte monetária – pelo que não encara esta oportunidade como um “trampolim” para voos mais altos (mesmo que num qualquer clube do Championship britânico), e nem será pelo dinheiro que assume esta (enorme) responsabilidade. e é igualmente por esta razão que secundo as palavras de Pedro Marques Lopes quando, hoje, na edição impressa do pravda da Travessa da Queimada (aqui), escreve, na sua mais recente crónica, sob o título “o nosso treinador** que «vai ser ele que terá que nos mostrar que é o homem certo». eu acredito que Sérgio Conceição será esse homem pelo que pode contar com o meu apoio incondicional – tal e qual como o fiz com todos os treinadores do FC Porto que o antecederam.
de todas as razões que há para ficar agradado com esta escolha, aquelas foram as que me agradaram mais e as que me deixa(ra)m mais animado – e ao contrário dos meus receios conformados que expressei aqui, há uma semana atrás…

** o BRASÃO ABENÇOADO do dia pode ser lido aqui, e aqui, em formato jpg, e também aqui e aqui, mas em pdf.

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confesso que há muito, muito tempo, não encontrava alegria na apresentação de um treinador. e esse, para mim, é um óptimo sinal, porque me enche de Esperança, mormente quando se responde assim à “rasteira” armadilha que, de forma ardilosa, os sabujos e os pés-de-microfone do costume, lhe prepararam (e cujo contexto pode ser lido aqui):
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© ojogo | 92º minuto
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acredito que, com Sérgio Conceição ao leme, poucos serão os que “farão farinha” connosco, com a nossa cor, com o Brasão Abençoado.
e confesso que não deixei de esboçar um sorriso (sarcástico obviamente) quando li, no editorial do intestino (do) delgado (aqui), expressões como «largos dias têm quatro anos de jejum», «o ambiente em torno dom Clube não é propriamente de confiança», «nem se prevê que os meios que lhe sejam colocados à disposição [do Sérgio] sejam entusiasmantes», «é uma estratégia de fuga para a frente, feita de cortinas de fumo». e porquê? porque, nessa estratégia vil e soez, de se pretender dividir a massa adepta portista para que os outros continuem a reinar (inclusive connosco), (pres)sente-se o receio destes escribas de sarjeta, em que, desta feita, a escolha do treinador terá sido a acertada. também, neste aspecto, acredito que não estarei equivocado
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© google | 92º minuto
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* [Filosofia] redução do Ser Humano a valores meramente materialistas.
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o pasquim da Travessa da Queimada persiste em olvidar o que foi denunciado na noite da passada Terça-feira. é a sua estratégia editorial, perfilada em consonância com o ‘diktat’ imposto por aqueles a quem serão sempre servis e a quem estarão sempre de cócoras – ou ajoelhados, prontos para “rezar” a qualquer momento…

mesmo assim, eu não pretendo que se esqueça o que de grave foi deletado por Francisco J. Marques e que outros não conseguiram (ou não puderam) deletar a tempo. e assim se justifica a imagem gif acima, referente a um encontro de futebol que ocorreu em Novembro de 2015 e cujo teor a que o jeBus alude remete-nos para a época?… exactamente: 2013/2014.
e, se àquelas insinuações juntarmos o que se afirma na imagem que se segue?
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© google | 92º minuto
(clicar na imagem para ampliar)

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não há coincidências, car@go!
haja é vontade em se investigar a fundo esta pouca-vergonha, este glorioso regabofe, esta filha-da-putice travestida em tons demasiado rubros para o meu gosto!

ai se tudo “isto” fosse pintado a tons mais azuis… ui! já não haveria stock de túnicas para os cartilhados puristas do Estado Lampiânico...

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disse!
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Esperança.

© google | 92º minuto
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caríssim@,

certamente que, tal como tu, também eu ando apreensivo. e conformado. e desanimado. e triste. explico.

encontro-me apreensivo sobretudo com toda esta (in)definição a propósito da nova época desportiva, a qual se avizinha a passos largos – pois que 03 de Julho é já ali, ao virar da esquina.
se, por um lado, compreendo e respeito, que haja recato na escolha do futuro treinador, com tudo o que uma negociação destas envolve – e não me refiro só aos “humores” presidenciais – pelo outro o inevitável protelar do seu anúncio oficial angustia-me. muito. e não me sossega menos a escolha de qualquer um dos nomes que já foram aventados para suceder ao Espírito Santo do Nuno, bem pelo contrário. aliás, se aquela recair em Sérgio Conceição, o bom que extraio é a sua mais firme convicção e um irredutível Querer em vir treinar o seu clube do coração a seguir à Briosa, e esse será um aspecto que irei ressalvar sempre (se não mesmo o único) – porquanto que desconheço o seu trabalho enquanto treinador.
desse seu percurso nos bancos de futebol, destaco obviamente o facto de ter subido o FC Nantes do 19º e penúltimo lugar da Ligue 1, quando lá chegou, para um honroso 7º classificado, a somente 08 pontos do último lugar com acesso às provas europeias – sendo que, em 22 jogos para o principal campeonato francês, almejou 11 vitórias, 05 empates, 06 derrotas, com 31 golos marcados e 28 sofridos, e a prorrogação do contrato até Junho de 2020…

no Presente, também me encontro conformado, porque é este o ‘modus operandi‘ do querido líder e não há como fugir a ele: apostas de alto risco em perfeitos desconhecidos, conferindo-lhes todas as condições para singrar num Clube vencedor.
acontece que, neste mesmo Presente, o (outrora?) melhor Clube do nosso comezinho campeonato está há quatro anos sem conquistar um único troféu ‘and still counting‘. e este é outro facto, nada despiciendo, de uma equação em que Sérgio Conceição, ou qualquer outro treinador que venha a ocupar o cargo do funcionário mais importante do Clube, será sempre o elo mais fraco. é por essa razão que preferia que se aplicasse um investimento próximo da aquisição de direitos económicos e desportivos de um Depoitre ou de um Boly, num treinador com alguns créditos firmados, os quais deveriam incluir títulos conquistados – no sentido em que estão habituados a sentir uma (espécie de) “pressão positiva” naquela prossecução. e quem é que poderia reunir tais requisitos? por exemplo, este senhor aqui. ou estoutro. e ainda este aqui – três opções para gostos diferentes e completamente díspares, mas que cumprem com aquela condição.

já o meu desânimo explica-se, mais do que por palavras, com esse sentimento basto cinzento de não conseguir vislumbrar um qualquer raio-de-sol no futuro mais imediato. ao invés, só “vislumbro” espessas nuvens cinzentas, à espera de descarregar sobre os comuns mortais que terão a infelicidade de se encontrar à hora e no momento errados.
uma dessas “nuvens” prende-se com a (mais do que) provável partida de Iker Casillas para outros destinos – fala-se na França (!!). apesar de perceber muito bem as razões financeiras por detrás dessa inevitável opção, só tenho a lamentar essa procura por uma Felicidade que não encontrou na cidade do Porto – entenda-se: títulos. confesso que, bem aproveitada e convenientemente rentabilizada, a permanência de Iker entre nós poderia “atenuar” o rombo financeiro de 10M€ anuais num já de si limitadíssimo orçamento. é que e não há como negar essa evidência, tão cedo não teremos, entre nós, no nosso seio, um jogador com a visibilidade galáctica de Casillas. e só lastimo que, nestes dois anos, não se tenha retirado qualquer proveito da sua muito mediática imagem – e não me refiro só à venda de merchandising, mas também. saber-se que houve centenas de excursões de fãs, do icónico portero espanhol, para o ver jogar com as nossas cores, e nada de relevante se ter feito para rentabilizar tais visitas, é algo que efectivamente “me ultrapassa”. e não seria muito difícil de ficarmos com um quinhão dessas digressões; bastaria, por exemplo, a FC Porto/Dragon Tour, em consonância com outras subsidiárias do grupo FC Porto, ter apresentado publicamente e de forma massiva, sobretudo em Espanha, pacotes promocionais de viagens à ImBicta, com passagem obrigatória pelo Museu do Clube e com a possibilidade de adquirir uma camisola oficial a um preço reduzido. acredito que tal não teria nada difícil de se ter articulado… mas, agora já é tarde demais para este tipo de aventuras, certo? pois… fica o malogrado registo de uma experiência que necessita de evidentes melhoras na sua orgânica.

e, é claro, que tudo isto me deixa triste. e amargurado. e muito descrente na inversão de um rumo cujo fim não se vislumbra no Horizonte.
mas, e porque a Esperança é a última a falecer, pode ser que, não é?… pode ser que, para o ano… olha: tal e qual como com os calimeros (já vai para quinze anos ininterruptos)

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disse!
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do dia do (fervor do) Clube.

© dia do clube | fotos da curva
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[no passado Sábado] decorreu a sexta edição do “Dia do Clube“. eu nem era para ir, mas depois vieram com o choradinho habitual: “ah e tal, se tu não fores, nem vale a pena a malta organizar aquilo, desiste-se, pronto, ficapróano, cumócampeonato”…
já se sabe que sou um coração de manteiga e lá fiz o favor de comparecer. e não é que, maijuma vez, valeu muito a pena?

sobre o que por lá se passou, saberão o que vierem a saber mas, por aqui, não será. apareçam na próxima edição e já não precisam de se fazerem passar por alcoviteiras.

o importante mesmo é dar os parabéns! […]
assim, trato mesmo eu disso: muitos parabéns! à Organização, por tudo ter sido impecável, mas sobretudo pelo trajecto (ascendente) – aquele que eu acompanhei, desde uma salinha na Biblioteca de Espinho ao Estádio do Dragão [passando pelo Auditório José Maria Pedroto, aquando da primeira edição]. caraças, parecem o [Fernando Gomes]!

ainda mais: parabéns ao FCP! principalmente por ter sabido devolver à casa a que pertence este encontro de Portistas e por ter, enfim, acarinhado e endossado, da forma correta, o evento; pelo espaço e pela presença nos painéis; mas, acima de tudo, pelo reconhecimento do esforço dos dedicados organizadores, culminando na presença inesperada, mas bem-vinda, do Presidente.
[portanto e sem ironias] parabéns FC Porto! demorou, mas foi! este é o caminho, sem receio dos nossos, sem trelas e mordaças e cartilhas. e, lá está: sempre que os Portistas se sentem bem-vindos em sua casa, retribuem com a gratidão e com o carinho que nos merece quem dá a vida pelo Clube. […]

perfeito!

in a tasca do Silva | Maio de 2017.
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caríssim@,

faço minhas as palavras do Silva: não será aqui que se irá saber o muito que foi (bem) debatido sobre a actualidade do quotidiano azul-e-branco. também eu lanço o convite (desafio?) a que quem quiser e puder, na próxima edição marque presença e o testemunhe com os seus próprios olhos. estou certo de que não dará por mal empregue o seu precioso tempo.

mesmo assim, não resisto a partilhar contigo este momento aqui (em vídeo), da autoria do Paulo Bizarro – um dos organizadores de um evento que começou tímido, em Julho de 2012 e que actualmente é a demonstração de que o Portismo entre os adeptos está bem vivo e recomenda-se.
aliás, aquele vídeo é só um (bom) exemplo da veracidade do que afirmo e só por manifesta maledicência se pode inferir que nele se procede a um qualquer tipo de «lavagem gratuita» – seja isso lá o que for. adiante.

o áudio, que também se disponibiliza aqui (em formato mp3) é da da autoria do guitarrista clássico João Dias. e foi assim que se procedeu à abertura dos trabalho da parte da tarde: com um momento arrepiante e que me emocionou bastante (e que ainda o consegue fazer).

por último, mas não menos importante, quero afirmar que foi mesmo muito bom rever alguns de vós, que também resolveram despender algum do seu precioso tempo num conBíBio salutar e que já deixou saudades.
a ver se nos reencontramos em 2018, se Deus quiser! 😉

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disse!
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despeito (meu).

futuro© porto canal
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caríssim@,

vou ser siso, conciso, preciso, curto e grosso.
vem este intróito a propósito do “Universo Porto – da bancada” de ontem (vídeo aqui), em que participaram o tridente habitual – o moderador do programa, Tiago Girão, o Director de Comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques e o comentador e antigo jornalista da rtp, José Cruz), secundados pelo duo dinâmico da novel página “Baluarte Dragão“, Pedro Bragança e Diogo Faria. explico.

primeiro, confesso a minha estupefacção pelo “desaparecimento” de Bernardino Barros do painel de comentadores residentes do programa em causa.
sem qualquer efectiva ‘inside information‘, deduzo que possa ser pela sua participação no programa de Domingo, na estação de televisão de Queluz (não, obrigado; não fumo), a qual se poderá revelar incompatível com o programa transmitido no Porto Canal – o qual habitualmente “casca” forte e feio naquela outra, e apesar da sua moderação (da do Bernardino Barros, entenda-se)…

depois, também confesso a minha incredulidade por, nos últimos três programas, termos assistido a uma autêntica propaganda, sem qualquer precedente nos alinhamentos anteriores daquele, a uma página na rede social Facebook®, editada por jovens adeptos portistas na defesa intransigente dos interesses do Futebol Clube do Porto.
não está em causa (nem estará!) a Qualidade efectiva daquele espaço no faceboKas, que possui efectiva e comprovadamente, assim como nunca estará a identidade e a idoneidade e a seriedade dos seus autores – os quais desconheço, em absoluto.
agora, o motivo do meu reparo é somente este: houvesse uma rubrica em que se promoviam outras páginas afectas ao Clube, para além de blogues de referência desse mundo que é a bluegosfera – alguns deles, com (bem) mais de dois meses de existência – e tal não seria mal interpretado por mim; como tal não se verifica, apesar de já ter feito chegar tal sugestão a quem de direito e bem antes daquela “promoção” (descarada?), eis-me aqui…

assim, de igual modo confesso publicamente o início da minha descrença num programa que tinha como um verdadeiro baluarte na programação do Porto Canal, a qual até parecia endireitar-se em termos comunicacionais, e em nada comparáveis a um Passado recentíssimo.
pois que tinha o programa “Universo Porto – da bancada” como “um oásis”, um esteio naquela defesa dos interesses do Clube, totalmente desinteressada e muito apaixonada, por quem o produz; a partir de ontem, estou com essa estranha sensação de que aquele mais não é do que uma (espécie de) “coutada”, onde uns são filhos e outros enteados (ou menos, até) – à semelhança de outros tantos “programas” no mesmo canal, apresentados por alguma da prole de alguns dos mais proeminentes quadros da $AD portista…

em suma:
já tinha achado estranha a promoção inicial à referida página, há três semanas atrás, num momento nada próprio e bastante desadequado no alinhamento do programa; como outros quantos, inclusive nossos detractores, fiquei com a sensação de que a página em causa era (é?) “algo” oficioso em nome do Clube, tal a informação que divulgava, sobretudo algum teor que não se encontra disponível publicamente numa rápida pesquisa no Google® (e depois de desmascarados os célebres, por que muito «gloriosos», cartilheiros); desde ontem, considero que aquele duo é oficialmente um instrumento do e ao serviço, do Clube.

e, chegados a este ponto, é óbvio que estou triste e amargurado, sentindo-me até um pouco despeitado (que não com ciúmes só por si, mas também).
“falando” só por mim, que aqui ando a bitaitar desde 2008 (no “falecido” Tomo I), e enquanto administrador de um blogue afecto à causa portista, é óbvio que gostava de ver algum reconhecimento público pela parte do meu clube do coração. não é esse o fito que me move, conforme escrevi no meu manifesto, em Novembro de 2013, porquanto que esta luta desabrida é completamente desinteressada e muito altruísta; mas, se uns têm aquele reconhecimento por parte da casa-mãe, porque é que eu também não o poderei ter?!*
[* a pergunta é meramente retórica, pois que sei bem qual é a sua resposta.]

no fundo, é tão-somente isto o que motivou a redacção (agreste) destas linhas (#notmadeinporta18): o sentimento de um certo ressentimento, por uma mágoa causada pela parte de quem sincera e honestamente não esperava que (também) me magoasse desta forma.
mas, não será por estas razões que deixarei de simpatizar quem sempre Amei indefectivelmente, que muito já me deu e, estou certo, ainda terá muito mais para nos oferecer.
e, dia 27 de Maio, se Deus quiser, lá estarei, para o encontro anual com alguns de vós, naquela que será já a sua sexta edição, e que nasceu da carolice (e do forte empenho. e do enorme brio profissional. e do basto altruísmo.) de outr@s tant@s portistas dos quatro costados, e que demonstram que há Qualidade noutros baluartes, que não se esgota só naquela página
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disse!
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tretas (ou balelas), em imagens várias.

© getty images | 92º minuto
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caríssim@,

diz que vencemos a prestigiada ‘premier league international cup (sub-23)’, que vai na sua terceira edição.
diz que vencemos categoricamente e por goleada, num Stadium of the Light (Estádio da luz…), mas desta feita em Sunderland (no Nordeste britânico, bem lá nos confins).
e, mas agora dizemo-lo nós, portistas de alma e de coração (embora ainda muito tretamente amargurado), que se tratou indelével e indubitavelmente de um «feito histórico» – e depois de, na sua primeira edição, em 2014/2015, também termos atingido a final, mas capitulado aos pés de um Manchester City “dos” Angus Gunn (terceiro guarda-redes do actual plantel principal dos citizens), Aleix García e Kelechi Ihanacho (ambos com 727 minutos974 minutos e 08 golos na equipa A “de” Pep Guardiola respectivamente).
e diz que, mais uma vez, tal proeza do futebol de formação luso, mas ao nível dos clubes, passou muito ao largo da Informação, mas só cá pela tugalândia, que a internacional soube dar o devido destaque, inclusive pelo clube vencido [«crushed by a FCPorto masterclass»].
e diz também que as (gloriosas?) vozes dissonantes “argumentam” com o sempre estafado “ah! e tal, que foi contra [o Sunderland], que ninguém conhece. nem devem saber jogar futebol!”. pois… exacto… é só o mesmo Sunderland que figura entre as doze melhores academias de futebol em Inglaterra, certo? o mesmo Sunderland que, nos quiartos-de-final daquela competição, despachou a equipa de formação do Athletic de Bilbao – uma das melhores dos nossos “vizinhos” – sem qualquer apelo, nem nenhum agravo, certo? e curiosamente (ou talvez não…) o mesmíssimo Sunderland que venceu o grupo A, onde figurava o outro representante português, certo? pooooois… ok!… contem-me estórias…

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para a História, para o nosso historial e para o palmarés do Clube, figura o segundo título internacional dos (ainda) campeões em título da nossa comezinha Segunda Liga. e as palmas dos espectadores britânicos à nossa portentosa exibição.
e obviamente, e como não poderia deixar de ser nestas alturas, essa confrangedora (por que basto «gloriosa») azia e que se documenta, não só na imagem acima – então a capa do lixo tóxico do grupo cofina é um “espanto”: «a Europa é nossa» certamente que sim, sobretudo em tons azuis-e-brancos! – mas igualmente nas duas imagens abaixo, a propósito de uma precocemente propalada conquista da (igualmente prestigiante) UEFA Youth League, perante um «frágil» Cazino Salzburg, o qual nem precisou de ingerir muitos ‘red bulls’ para relembrar, a quem de direito, a «gloriosa» profecia de Béla Guttmann:
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© google | 92º minuto
(clicar na imagem para ampliar)

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(clicar na imagem para ampliar)

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disse!
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tretas (muito nossas).

© fotos da curva
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quero agradecer a grande lição de vida que o NES me deu hoje: um dia, quando for na rua e me assaltarem, devo parabenizar o gatuno.
sempre a aprender…

quanto ao resto…
dois penaltis?! e ainda gozam descaradamente connosco! é triste… ao longo desta época, vimos situações muito mais flagrantes a não serem assinaladas, e hoje é isto. ou é puro gozo ou então é para, no final do campeonato, aparecermos com 9 ou 10 penaltis a favor e dar a impressão de que não temos qualquer razão de queixa.
ainda sobre gozo: parece que os corruptos, ontem, no galinheiro, distribuíram cartolinas onde se podia ler que essa é que é a “cartilha” deles. tão espirituosos que eles são, ao nível da infame campanha do #colinho… nada como desvirtuar a Realidade…

sobre a censura à faixa, uma nota só:
devemos muito ao presidente, mas, antes dele, já existia o FC Porto, tal como continuará a existir depois dele. não queira o sr. presidente fazer figura de Robert Mugabe que, aos 93 anos, ainda (des)governa o Zimbabwe.
das qualidades de um verdadeiro líder fazem parte o saber ouvir os seus e o saber quando sair. não é censurando quem sempre apoiou e que quer o melhor para o Clube, que se vai a lado algum. e, repito, o FC Porto não é propriedade privada de ninguém, mesmo daqueles que lhe deram imenso, porque também foi o Clube que lhes deu a visibilidade de que, Hoje, ainda gozam.

termino ainda com uma referência a África (e não só):
a Costa do Marfim, a Nigéria, o Brasil, ou mesmo a Birmânia, construíram novas capitais em locais remotos desses países a fim de lhes conferir mais desenvolvimento e que este também fosse sustentado (está certo… ao mesmo tempo também foi para encher os bolsos a “alguns”…); neste momento, o Egipto prepara uma nova capital administrativa e económica para descongestionar o sobre-lotado Cairo; o Canadá, a Austrália, os próprios EUA, não têm a capital na sua maior cidade. já aqui, no país dos broncos, insiste-se e persiste-se em levar tudo para a região de Lisboa e Vale do Tejo: mais estações de Metro, mais aeroportos, mais portos para cargas e descargas, mais, mais… para os outros – a suposta «paisagem», o grunho e parolo «resto» – ficam as sobras.
desde (pelo menos) o séc. XVI que vivemos (n)uma macrocefalia, que levou a um crescimento desproporcionado da Capital do Império em relação ao resto do País. e, mesmo assim, continuamos a ver as gentes a sair às ruas em Castelo Branco, em Beja, em Portalegre, em Bragança, na Guarda – em regiões preferencialmente do Interior, totalmente menosprezadas e desprezadas pelo Poder Central, do qual o clube corrupto (ainda) é o seu símbolo maior.
e se me custa ver gente a festejar na minha terra natal (Castelo Branco), então na cidade do Porto… enfim… e lamento que não haja um benfiquista que reconheça o óbvio: que este (treta-)campeonato foi ganho graças a factores extra-futebol.

se vale tudo para ganhar? parece que sim. e é também por isso que o País está como está: com uma dívida pública que nem nos nossos piores dias.
c
onclusão a tirar? somos um País de gente desonesta porque, se não se importam de ganhar dessa forma no Futebol, também não se importam de o fazer em tudo o resto, em todos os outros sectores da actividade económica. e tal é triste, muito triste.

saúde. João.
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caríssim@,

não poderia estar mais de acordo com este (muito) pertinente comentário do João, no espaço de discussão do caríssimo Vila Pouca – um dos meus blogues de referência. aliás, considero ser difícil discordar do mesmo, com argumentos válidos e sustentados, sobretudo pela parte de quem é conhecedor do que nele se aventa, mormente naquelas regiões mais desfavorecidas do País…

mesmo assim, permite-me apenas três singelas notas:

1.)
aguardei pelo “universo Porto – da bancada” de ontem (vídeo aqui) para perceber melhor a situação da censura das tarjas. acima de tudo, apraz-me saber que «tudo está bem», nas palavras do Director de Comunicação do Clube – o que poderá significar que houve entendimento entre as partes envolvidas, com o devido (e desejado) “enterrar do machado de guerra” e posterior “fumar no cachimbo da paz”.
mesmo assim, tal não significa que quem, como eu, se deslocou, no passado Domingo, ao nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, de lá tenha saído com uma imagem muito triste, basto cinzenta, com todo um episódio que em nada dignificou aquelas mesmas partes – na altura, em contenda. pelo menos, foi assim que abandonei o estádio, enquanto ouvia as palavras de ordem dos elementos da claque: com o coração apertado, o Espírito sombrio e o olhar perdido num Futuro incerto…
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2.)
numa singela frase, por certo nada inocente – «é a realidade dos resultados. parabéns ao campeão. nós continuamos o nosso caminho – o de formar uma equipa que possa conseguir títulos.» – Nuno conseguiu desbaratar todo o meu trabalho de uma época a desmascarar o «polvo» que subsiste no nosso comezinho futebolzinho tuga. o meu, o de tod@s @s ‘bloggers’ afectos à bluegosfera (e não só), e também o daquele programa referido no ponto anterior.
e foi mesmo, mas mesmo “muito agradável” ouvir todos os «gloriosos» cartilheiros, logo no próprio dia e na Segunda-feira seguinte, a citarem o ainda treinador da equipa principal de futebol do Clube, e a insurgirem-se contra a sua (mais do que) provável rescisão contratual.
e, por muito que ele invoque «a grande confiança num contrato que existe», não haverá Espírito Santo que o mantenha no reino do Dragão, na próxima época*.
[* não!, não tenho bases sólidas (por que oficiais) para sustentar esta minha forte convicção, só um ‘feeling’.]
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3.)
que fique expresso, desde já, o meu mais firme desejo para que o FC Porto, e como se prevê, não seja beneficiado, no próximo Domingo, em Moreira de Cónegos.
e que fique bem claro que nunca desejarei a derrota do meu Clube do coração, seja em que circunstância for.
mas – e há sempre um “mas”… – confesso que, no caso em apreço, não me importarei que se percam os pontos suficientes para que o Moreirense permaneça na Primeira Liga e consequentemente a agremiação (curiosamente muito lampiã) de Tondela desça à divisão mais condizente com a sua categoria (ou a falta desta)
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disse!
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o Futuro é agora, porra!

© google
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«
como adepto também cheguei ao final da paciência.
a mim não me interessa o que já ganhei. o que o FC Porto ganhou é Passado, e está no Museu. é a história que ninguém pode mudar.
candidato-me porque as coisas estão mal e é preciso voltar colocá-las como eram. e como me sinto com capacidade para isso, tenho a certeza de que eu e a Equipa que me acompanha, iremos dar a volta ao que não está bem.
não me candidato, nem quero que defendam, ou que votem na minha candidatura, por aquilo que eu ganhei; candidato-me para que o FC Porto volte a ser o que foi, durante décadas, durante a minha presidência
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»

Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa | Abril de 2016.
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caríssim@,

aquelas palavras, proferidas pelo nosso querido líder aquando da sua campanha para nova reeleição presidencial e que viria a vencer (porquanto que foi candidato único nas últimas eleições para Presidente do Clube…), um ano e um mês depois permanecem extremamente actuais. demasiado actuais, até.
acontece que, neste entretanto e pese embora ainda ser matematicamente possível o título nacional, esta será mais uma época “a seco”. a quarta consecutiva*, num inédito (inusitado?) recorde negativo em 35 primaveras de sucessos retumbantes.
* bem sei que, a 10 de Agosto de 2013, conquistámos a vigésima Supertaça Cândido de Oliveira do Clube, com o “palminhas” fonseca ao comando dos destinos da equipa azul-e-branca. mesmo assim, há quatro épocas que deixamos fugir o troféu maior a nível nacional. e esse, para mim, é o que conta.

não há como escamoteá-lo: no que ao futebol sénior diz respeito, este foi novamente um ano desportivo ‘muit’amau’. e não há por que escondê-lo, antes encarar esse facto insofismável de frente, por forma a nos precavermos no Futuro – o qual (espero) já deverá ter começado a ser definido e delineado no regresso ao continente, depois do descalabro na “pérola do Atlântico”.

sem pretender ser exaustivo, de positivo (sim!, porque, nesta época prestes a findar, também houve situações que nos fizeram sorrir), retenho o “milagre” da eliminatória de acesso à fase de grupos da Champions, ante a toda-poderosa AS Roma e numa altura de basta descrença, entre a turpe azul-e-branca, nas efectivas capacidades da Equipa; as nove vitórias consecutivas para o nosso comezinho campeonato (entre meados de Janeiro e a primeira quinzena de Março), com exibições que chegaram a ser categóricas (Estoril, Guimarães, Tondela, Nacional…); o reforço de um espírito de grupo como há muito não se via num plantel azul-e-branco, a indiciar que todos “remam”  efectivamente para o mesmo lado, em prol de objectivos comuns e de grupo, e não individuais.
foram tempos que nos permitiram sonhar e considerar que seria possível ir festejar um tão ambicionado título para os Aliados. e eu – tal como tu e tod@s no Clube (dos dirigentes, passando pelos treinadores e jogadores) – senti-me acreditar nessa forte probabilidade. curiosamente (ou talvez não…), foi o período em que o Dragão finalmente acordou de uma inerte e indolente letargia, resolvendo apostar forte no combate ao «polvo», com o aparecimento do programa “Universo Porto – da bancada“. e, sim!, é impossível fugir a este (mais do que previsível) tetra da treta sem referir o basto #colinho, com imenso #mantoprotector e fartas #cartilhas; mas também houve (ainda há!) erros próprios, os quais são da nossa exclusiva responsabilidade, e é sobre esses que importa reflectir – porque são aqueles que conseguimos controlar.

de (muito) negativo, refiro os cinco empates obtidos nos últimos sete jogos e que nos custaram a efectiva aproximação a esse líder com pés de barro e futebol muit’a pobrezinho; uma errática política de “rotação” de jogadores, com alguns #lesadosdoNES (João Carlos Teixeira e Depoitre à cabeça); um imperceptível modelo de jogo (ou algo parecido com tal), mormente depois daquele empate com sabor a derrota ante o Setúbal “de” couceiro, e em nada condizente com os pergaminhos do Clube e que indicia sobretudo que se prefere não sofrer golos ao invés de os procurarmos desde o primeiro segundo das partidas.
são os tempos presentes, que levam a que se duvide de tudo e de tod@s, e se dispare indiscriminadamente, com tudo o que de injusto tal acarreta.

ou seja: é impossível não dissociar aquelas afirmações do Presidente com estes factos desportivos. portanto, sim!, não estamos na mesma: estamos pior. e, como tal, há responsáveis por este mau ano desportivo. e há nomes que têm (devem!) que ser mencionados, porque no FC Porto “a culpa não morre solteira”. à cabeça, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa – porque tudo no Clube principia e acaba na sua figura – e os seus ‘compagnons de route‘ de sempre e para Sempre, actuais membros directivos da $AD azul-e-branca. depois destes, o do actual Director-geral, eng. Luís Gonçalves – e apesar de ter recebido “a criança em braços” já com a época em curso. depois, a equipa técnica escolhida pelo Presidente. e então, só depois, tod@s nós, adept@s indefectíveis do FC Porto. em suma: tod@s temos culpas no cartório, com maior ou menor responsabilidade. o meu enfoque centra-se nas primeiras.

acho que estamos de acordo que se avizinham tempos difíceis para os lados do Dragão. e não adianta tapar o Sol com uma peneira: tod@s iremos sofrer, de uma maneira ou de outra, apesar daquela mesma responsabilidade. e não!, não estou a ser catastrofista e/ou pessimista, antes realista.
aliás, arrisco-me a tecer o seguinte cenário: a $AD, na figura do seu responsável máximo, mais uma vez tudo fará para inverter este rumo em direcção a um Abismo que parece não ter um fim e que se iniciou com a debandada do £ibras-Boas, a duas semanas de se iniciar a época 2011/2012 – e é bom recordá-lo. e, sim!, ainda não esqueci, sequer perdoei!
para que se inverta esta (espécie precoce de) hegemonia pintada em tons mais rubros, espero bem que não se hipotequem os desígnios financeiros a que estamos obrigados pelas normas da UEFA – muito rígidas, inflexíveis e nada meigas para com clubes da nossa dimensão e periféricos ao centro do P(h)oder futebolístico europeu.
ao contrário da recente e muito bem-vinda “onda azul”, temo que o próximo treinador da equipa sénior de futebol profissional não terá umas condescendência e indulgência tão benévolas por parte daquela – seja ele o Nuno ou qualquer outro Espírito Santo, com agravo para o primeiro caso permaneça para a próxima época (o que desconfio que não venha a acontecer).
assim, aos primeiros desaires que surgirem (que inevitavelmente irão surgir, não haja dúvidas. espera-se e deseja-se é que sejam em menor número do que a época em curso – 01 derrota e 10 comprometedores empates…), prevejo que regressará (em número e em peso) a “homérica” massa assoBiativa, com tudo o que de pernicioso tal poderá acarretar para uma equipa em construção – e sim!, iremos assistir a um novo defeso movimentado para os nossos lados, quanto mais não seja porque está orçamentada a necessidade de «proveitos com transações de passes de jogadores no valor de 115,781M€» (aqui, a páginas 05).

concluindo: este é um cenário plausível e que não se deseja, sequer que se repita, de todo! para tal, já bastam os últimos quatro anos. mas, se vier a acontecer, que se tenha a plena consciência de que há a forte probabilidade de que aqueles quatro anos perdurarão (pelo menos) por mais um. e, sim!, estou muito descrente na capacidade de inversão deste rumo, porque as promessas feitas há um ano não se concretizaram e retumbaram num fiasco. mais um…
é certo que houve melhorias no plano comunicacional do Clube, no qual estamos mais “agressivos” (por que basto incómodos) para com o “glorioso” ‘establishment‘ que (ainda) reina no nosso comezinho futebolzinho tuga;
sim!, a aquisição dos direitos desportivos e económicos de ‘tiKinho’ Soares indicia (mesmo que de forma precoce e/ou pírrica) uma inversão no modelo de contratação, porventura mais voltado para o que de bom existe em território nacional;
sim!, há potencial no actual plantel, apesar de todas as suas limitações, igualmente próprias de muita juventude;
sim!, poderemos, com ponderação, vender alguns dos nossos “anéis” (Danilo, Rúben, Brahimi, André Silva) que o Futuro permanece de certa forma risonho, pois que há muita “matéria prima” de Qualidade nos escalões da formação azul-e-branca,

mas “isto” só, não chega para satisfazer as altas expectativas de um adepto portista. para mim, não bastam. quero e desejo mais, nem que tenhamos que ficar “a seco” outros dezanove anos (e longe de nós vá tal agouro!).
quero é perceber que efectiva e comprovadamente está a haver uma inflexão neste rumo. e, Hoje, e como ali em cima o afirmei, ainda não consigo acreditar, porque os “sinais” dados por quem decide ainda não são satisfatórios e indiciam que as práticas serão as mesmas esperando-se por resultados diferentes – os mesmos que, nestes últimos quatro anos redundaram num enorme z-e-r-o títulos. e é bom que se perceba que são estes últimos quatro anos que estarão sempre presentes no cutelo, ao invés dos anteriores trinta e um de muito Sucesso (talvez porque a memória dos homens seja fraca, talvez porque a Gratidão também tem um fim)…
espero mesmo estar redondamente enganado nestes meus vaticínios e que, de hoje a um ano e se não for antes, possa estar a emendá-los e a pedir-te e a quem de direito, sinceras desculpas pelo sucedido.

finalizando:
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«
permanecendo (‘ad aeternum‘?) nos destinos do nosso Clube do coração, vai desgastando a sua imagem, bem como aquela aura de líder incontestado e incontestável, que tanto trabalho, esforço, dedicação e empenho lhe levou a construir – os últimos quatro anos são disso exemplo.
[…]
lastimo que, no nosso Clube, não haja quem, sendo frontalmente contra a actual Direcção, não elabore um projecto convincente e o submeta ao escrutínio dos sócios, e mesmo tendo sempre presente a verdadeira abada que poderá levar nas urnas. estou certo da minha mais forte convicção de que, mesmo assim, conquistaria o Respeito de muitos – inclusive dos que contra si teriam votado.
»
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a toda esta (extensa) prosa e àquelas minhas palavras datadas de Dezembro de 2016, em Março desse mesmo ano expressei publicamente o desejo íntimo de que «quero acreditar em querer acreditar!».
nunca pensei que, mais de um ano volvido, aquelas permanecessem tão actuais e que essas vontades estivessem tão vivas, infelizmente – porque tal significa que voltamos a claudicar e que o Fracasso persiste em se sobrepor ao Sucesso.
e, com todo este relambório, que não se infira que estou a afirmar que não se está a trabalhar, de todo! acho é que esse deve ser melhor direccionado e já no planeamento da próxima época – a começar pela assertividade na escolha do treinador, como sempre.

e, já agora…

… qual é o teu prognóstico, o teu grau de confiança?
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peço-te esse favor de despenderes (e no máximo!) mais um minuto, do teu precioso e valiosíssimo tempo, a responder àquele inquérito, cuja votação termina às 19h30m de amanhã, Quinta-feira, dia 11 de Maio de 2017.

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disse!
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¡hombre, que me gustó muchísimo!

futuro© fcporto
(clicar na imagem para ampliar)
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caríssim@,

a imagem acima é uma mescla de outras tantas, presentes na mais recente edição da “nossa” revista ‘Dragões’*, a qual traz inclusa uma enorme entrevista a Iker Casillas (aqui).
não só enquanto portista, mas também como adepto do Futebol – e fã incondicional deste “monstro” das balizas, uma “lenda viva” do desporto-rei que briosamente ostenta o brasão abençoado do nosso Amor comum ao peito, para nosso contentamento e orgulho – considero imprescindível a sua leitura – o que pode ser feito aqui (edição completa) e também aqui (somente a entrevista).

#contratudocontratodosecontraostolos certo? certo! e o Iker sabe-o (desde que chegou ao Clube)!

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 sobre a revista ‘Dragões’:

talvez ainda não seja do conhecimento geral, mas o FC Porto disponibiliza gratuitamente e de forma digital, as edições da revista do Clube.
para tal, basta aceder aqui e preencher um formulário muito simples, com dados que não lesam a identidade de ninguém – como sejam o nome e um email válidos. depois de feito esse passo fundamental, temos acesso a todas as edições da revista (repito), em formato digital, e com o ‘plus‘ de que se pode fazer o ‘download’ das mesmas.
quem tiver esse interesse, pode ler aqui a última edição da revista (#365), cuja capa é a da imagem acima.

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disse!
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material de leitura.

futuro© visao | 92º minuto
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caríssim@,

encontro-me numa espécie de “retiro espiritual”, até sensivelmente as 20h30m de amanhã, Sábado. e, de facto, como muit@s de vós, partilho desse sentimento de que “nunca mais é Sábado”, para que termine «este estado de ansiedade» e que rapidamente comece o outro, o de pura adrenalina com A partida de futebol de toda uma época…

até lá, deixo-te com duas sugestões de leitura, por forma a que o malfadado Tempo passe um pouco mais depressa, sei lá!…:

» a enorme entrevista de Iker Casillas ao jornal ‘Marca’ (aqui), com a cortesia do Jorge Vassalo.
Iker que é tão-somente uma lenda viva do Futebol Mundial e que, por curiosidade, até joga no nosso clube do coração. jogasse ele num outro, de cor mais rubra, e estas entrevistas suceder-se-iam a um ritmo alucinante – maior até do que as capas do ‘pravda‘ em “homenagem” ao ilusão…

» o artigo “clube de combate”, sobre os comentadores mais conhecidos das têbês da tugalândia (aqui), e que faz parte integrante da última edição da revista ‘Visão’ (aqui).
nele ficamos a saber alguns factos curiosos. eu identifiquei estes: o pagamento, por programa, varia entre os 250€ e os 750€; a média de audiências do programa “prolongamento” (tvi24) é de 124 mil, a de “o dia seguinte” (sic-n) é de 118 mil e a do “trio de ataque” (rtp3) é de 97 mil espectadores. já os programas da sic-n onde intervém o santinho, com os seus looooongos monólogos (da vagina? talvez. é que aquele cabelinho para o gelatinoso nunca enganou…), variam entre uma audiência média de 84 mil (“tempo extra”) e de 121 mil espectadores (“play-off”). é, de facto, muita gente a absorver propaganda goëbbeliana, semana sim, semana também…
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futuro© fcporto
(clicar na imagem para ampliar)
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esta capa, da “nossa” revista ‘Dragões’* faz-me acreditar que, amanhã, é possível! o discurso (também) do Soares, tal como o de todos os jogadores da Equipa, leva-me a crer que pode mesmo acontecer o tão desejado acesso ao lugar cimeiro do Campeonato, não sei quantas centenas de dias depois desde a nossa última vez – mesmo com o “xistrema” que o «polvo» engendrou.
#contratudocontratodosecontraostolos certo? certo! e é claro que não poderia deixar de ser de outra forma, sobretudo na partida em causa, contra quem é e onde terá lugar!

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em suma:

aquela é A mensagem para amanhã!
que o que tão ardentemente desejamos se concretize!

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 sobre a revista ‘Dragões’:

talvez ainda não seja do conhecimento geral, mas o FC Porto disponibiliza gratuitamente e de forma digital, as edições da revista do Clube.
para tal, basta aceder aqui e preencher um formulário muito simples, com dados que não lesam a identidade de ninguém – como sejam o nome e um email válidos. depois de feito esse passo fundamental, temos acesso a todas as edições da revista (repito), em formato digital, e com o ‘plus‘ de que se pode fazer o ‘download’ das mesmas.
quem tiver esse interesse, pode ler aqui a última edição da revista, cuja capa é a da imagem acima.

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disse!
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a nossa primeira vez.

futuro© 92º minuto
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«Pai! da próxima vez quero ir a um jogo a sério!»

o ano de 2017 estava fresquinho, acabadinho de chegar. e a promessa, feita em Maio de 2016, depois de um jogo de hóquei em patins, no Dragãozinho, mantinha-se; aliás, desde essa altura que era reavivada, principalmente quando se assistia a uma partida de futebol: «quando é que vou ver o FC Porto?», perguntava, ansioso. e muito impaciente, também.
a resolução já estava tomada desde a semana anterior, em conversa com quem igualmente “veste calças”, lá em casa: no dia a seguir ao seu aniversário ia ao treino aberto do FC Porto. «vai ser uma bela prenda de anos!», pensou o Pai assim que teve essa brilhante ideia. e, desde esse momento, não mais sossegou.
até que o dia chegou, prazenteiro, com o friozinho tão característico de um mês de Janeiro na ImBicta. mas o Pai era todo ele um vulcão de emoção, na ânsia de perceber quão feliz ira ficar o seu rebento, um cachopo já com cinco anos de idade – tantos quantos os títulos seguidos de que se recorda de ter visto, ‘in loco‘, o “seu” FC Porto ganhar. de uma assentada. e agora seria o “nosso” FC Porto, para desgosto do sogro e do cunhado, rubros de tristeza pelo facto do «glorioso» não ser o seu fervor primeiro.
estava “em pulgas”, portanto. e com múltiplos pensamentos, todos eles em sintonia com uma só cor, quando se abarcam das imediações daquele que se espera que também venha a ser o seu teatro de sonhos azuis-e-brancos. ele permanecia sobretudo calado, fazendo algumas perguntas de circunstância sobre onde iam e para fazer o quê. mesmo na fila para entrar no Estádio, não transparecia muito do que o Pai testemunharia a seguir, sensivelmente pelas 16h08m, de 01 de Janeiro de 2017: aquele «U-A-U!» tão próprio de um miúdo que entra pela primeira vez num estádio de futebol. e que belo que lhe pareceu o nosso Dragão, mesmo num treino aberto aos adeptos!

sem querer ser muito maçudo, findo o treino, no alto dos seus já cinco anitos, acabados de fazer de véspera, afirma convictamente que «da próxima vez, quero ir a um jogo a sério!».
foi feita nova promessa, quando houvesse oportunidade, sobretudo em termos de horário, que pelas 21h30m o cachopo já tem que estar na caminha.
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«Pai! compras-me uma bandeira?»

em pleno Dia do Pai “teve um vibe“: «vou levá-lo ao Dragão, no próximo Domingo! jogo às 18h, acaba pelas 20h30m. janta-se com a malta, mas não se demora (muito). pelas 22h30m estamos em casa. perfeito!», foi o que pensou.
meu dito, meu feito: no dia a seguir lá estava, numa Loja Azul a aproveitar a promoção do seu dia e para que o puto pudesse conhecer, de facto, o ambiente do Dragão. e seria especial, porque previa-se casa cheia – o que veio efectivamente a acontecer.
a surpresa do cumprimento da promessa de Janeiro só aconteceu depois do almoço de Domingo, quando ele perguntou por que é que estava a vestir aquela que também deseja ardentemente que venha a ser a sua “segunda pele”. «vou ao Dragão! e tu vais comigo. queres ir com o Pai ao Dragão?». «não! quero ir ao parque, antes». o seu mundo desabou e nada mais existia. um catraio de cinco anos acabara de lhe puxar o tapete, com tudo o que de inesperado encerra aquele «não». «fod@-se!».
depois do valente soco no estômago que sofrera, recomposto do baque no coração e apanhados os cacos do seu desgosto, perguntou-lhe, com toda a calma que o momento impunha (e que lá conseguiu arranjar): «queres mesmo ir ao parque? olha que não dá tempo para ires ao parque e depois ao Dragão! ou vais a um ou vais a outro! aos dois não é possível!». «é claro que quero ir ao Dragão! estava a brincar contigo, Pai!», disse um garoto de cinco anos de idade. e lá fomos, rumo ao nosso teatro de sonhos, para contentamento do petiz e gáudio do Pai.

ao contrário do que aconteceu no treino aberto, desta feita era ele quem demonstrava (muita) impaciência em chegar. e rápido, mas tal não era possível: a enchente que se previra, dificultava o acesso ao Estádio e as suas imediações eram uma massa humana vestida de azul-e-branco, da cabeça aos pés. milhares de portistas já vagueavam junto “à sua fé”, que a partida começaria dali a duas horas. já quem permanecia calado era o Pai, mais preocupado em não largar a mão do seu filho.
«Pai! compras-me uma bandeira?», perguntou ao passar por uma banca que também vendia cachecóis, enquanto subíamos a Alameda, junto ao Centro Comercial com o mesmo nome. «depois, quando o jogo acabar. agora não pode ser». voltou a insistir e a resposta foi igualmente negativa, com a explicação suplementar de que não se pode entrar com bandeiras no Estádio.
dali, partimos em direcção ao sítio habitual onde se concentram os indefectíveis do costume, sempre que há jogo em casa. foi o seu primeiro contacto com a malta dos blogues (e não só), e a empatia foi recíproca. ainda hoje fala deles, pelo que terá forçosamente que haver uma próxima vez.
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«Pai! quero ir fazer xixi!»

sim!, não vi o golaço do Corona. e estava no Estádio, mais concretamente num dos wc a ajudar o ‘piKachu’ a “fazer nr. 1”. depois do jogo que a Equipa (não) estava a fazer naquela primeira parte, desejei que ele tivesse vontade (pelo menos) mais quatro vezes, para felicidade e contentamente de um tasqueiro de quem ele gostou basto de conhecer. mas tal não veio a acontecer, ao contrário do balde de água fria com que tod@s nós fomos “brindados”…
tod@s? não! ao contrário de muit@s, ele não se importou com a derrota que acarretou aquele empate. na sua inocência e na sua pueril infância, finda a partida, também desgastado com a felicidade (genuína!) de ter estado no Estádio do Dragão, e já com a sua bandeira na mão – a que ele escolheu, sem ajuda de ninguém! – lá ia, pela rua fora, a agitá-la com a alegria inata de uma criança que viveu um dia em cheio por ter ido à bola com o Pai
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e a bandeira lá está, no seu quarto, «azul, branca, indomável, imortal», na Esperança de que também seja dele o Futuro do Futebol Clube do Porto.
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futuro© 92º minuto
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disse!
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